Once Upon A Time
6 "Eu avisei que você ficaria doente"
Notas iniciais
Leon adentrou naquele local e passou a se fitar no espelho tentando fazer com que aquilo fosse o mais divertido possível – o que definitivamente não era – ele não precisou fitar seu celular para saber quanto tempo estava ali, aproximadamente trinta minutos, em meio a um suspiro frustrado levantou sua cabeça encontrando a figura de Violetta. Leon piscou os olhos repetidamente tentando ter certeza de que era mesmo Violetta e não uma ilusão de sua mente tentando pregar-lhe uma peça.
–Mas...aqui é o banheiro masculino –Afirmou tecnicamente horrorizado com a audácia da mulher que estava por sua trás mas que ele fitava pelo espelho.
–Deveria ser mais gentil com uma dama, afinal você sabe o que dizem “Só percebemos o valor da terra depois que ela seca.” –Violetta cruzou os braços iniciando um confronto visual com Leon.
–E você mimadinha aprenda a falar direito é “Só percebemos o valor da água depois a fonte seca.” –Sugeriu tentando sair daquele banheiro masculino que audaciosamente Violetta adentrou e encurralou Leon.
–Faz sentido –Murmurou e logo balançou a cabeça na tentativa de afastar seus pensamentos –Você não sai daqui –Violetta afirmou.
Leon estava pronto para iniciar uma discussão mas foi interrompido pelos lábios femininos da mimadinha que se juntaram com os dele, apenas logo após perceber que a língua dele chocou-se com a de Violetta tomou consciência que ela havia o beijado e curiosamente ele estava retribuindo aquele ato.
–Violetta...-Leon murmurou ainda com os lábios colados nos dela.
–Meu nome –Ela respondeu brincalhona separando os lábios de ambos e fitando as belas íris verdes que Leon possuía.
–Isso não aconteceu...-Leon murmurou afastando Violetta de si e virando-se novamente para frente ao espelho e respirando fundo.
–Qual o problema ? –Violetta indagou aproximando-se de Leon por trás e abraçando a cintura do mesmo.
–Você é filha do meu chefe –Ele esclareceu enquanto cautelosamente retirava as mãos de Violetta de sua cintura e dava dois passos para o lado.
–Ele não precisa saber –Violetta sussurrou no pé da orelha de Leon e logo após depositou um leve selinho nos lábios do mesmo.
–Não me interesso em ter nada com você, estou saindo com Lara e caso tenha esquecido a senhorita tem noivo –Recordou-a -Agora com licença –Pediu mas foi detido por Violetta.
–Presta atenção em uma coisa: Clement está na França, se você esta com uma tarântula a culpa não é minha e sobre mim...não tem que está interessado apenas sentir o prazer que posso lhe proporcionar –Esclareceu com um sorriso sapeca nos lábios enquanto agilmente desabotoava os botões da camisa social de Leon.
–O que você está fazendo ? –Ele indagou ainda torcendo para aquilo não passar de um pesadelo em que quando ele acordasse iria se indagar o porquê de seu subconsciente estar criando sonhos um tanto eróticos com a mimadinha.
–Nada baby, apenas fazendo o que sei de melhor: me divertir –Esclareceu, e logo Leon pode sentir aqueles lábios femininos irem em contato com o peitoral desnudo do mesmo.
–Baby ? –Leon indagou atordoado com os atos de Violetta que estavam confundido-lhe a cabeça.
Ainda sem resposta Leon lentamente empurrou Violetta, fazendo-a o fitar, aqueles olhos estavam o incomodando demasiado, ele não conseguia cortar o contato visual – mesmo querendo isto desesperadamente – suspirando um tanto frustrado saiu correndo daquele banheiro, sem ao menos se despedir de alguém.
Logo ele estava no estacionamento, mas para sua surpresa seu carro – que na realidade pertence a empresa – não estava em local algum, estranhando o desaparecimento repentino se aproximou de um dos homens que se encontrava na guarita.
–Com licença, meu carro, não estou o vendo, está no nome de Leon Mattin –Afirmou aguardando uma resposta.
–Ele já foi retirado. Uma dama afirmou ser da empresa do pai dela. A senhorita...Violetta Castilho –Leon bufou encostando-se na parede ao lado da guarita.
Claro, ele fugiu dela no banheiro e certamente ela previa isto e deveria ter tido a audácia de mandar alguém levar o carro que Leon está utilizando para o local em que ele está hospedado e assim Leon teria de ir de carona com ela, mas ele não estava à vontade naquela noite para aturá-la por mais tempo. Com um pouco de receio da penumbra da noite, Leon caminhou para fora do estacionamento, logo sentindo a gélida brisa do vento entrar em contato com sua pele quente, o que o fez arrepiar-se por completo, ele temia adoecer em plena viagem a trabalho mas, não regressaria.
Leon envolveu seu próprio corpo entre seus braços quando uma garoa que a cada instante se intensificava passou a cair do céu. Ele estava bem longe de estar no meio do caminho, carro algum passava, tudo que ele desejava naquele momento era a cama macia da casa dos Castilhos – que ele tragicamente estava hospedado – logo ele pode perceber o chão iluminar-se e um alto barulho – alto pelo fato do silêncio dominar o recinto – Leon em um ato até que bruto virou-se rapidamente para trás realmente encontrando um carro da cor branca atrás dele.
–Me ajude –Murmurou aproximando-se do veículo enquanto fitava os próprios pés.
–Claro, entre baby –Pediu uma voz feminina infelizmente muito bem conhecida por Leon.
–Violetta –O mesmo murmurou frustrado enquanto imaginava mil e uma maneiras de torturá-la.
–Olá, querido. Você pode ficar doente, e eu que terei de cuidar de você –Afirmou fazendo Leon revirar os olhos.
–Eu não irei ficar doente –Leon afirmou
***
–Mais lencinho –Leon pediu para a mimadinha após espirrar.
–Eu disse que você iria ficar doente –Violetta afirmou gargalhando enquanto retirava o termômetro de Leon –Mais de 40° graus. Querido ficar doente em meio a uma nevasca é puro azar –Afirmou rindo enquanto levemente acariciava a bochecha de Leon –Seu lenço –O entregou.
–Obrigada –Leon agradeceu com a voz afônica típica de um resfriado – ou gripe como estava aparentando.
Leon cerrou as pálpebras tentando entender o porquê dele ter agradecido a mimadinha – o que o fazia repensar se o local correto para ele se encontrar no momento não fosse um manicômio – tentando parecer ríspido, Leon enrijeceu os músculos dos braços e permaneceu a coluna reta e a cabeça levantada – em sinal de orgulho, que nem ele sabia o porquê de fingir conter tanto.
–Não à de que. Papai ligou, afirmando que Maxi vai ficar em seu lugar, ele se preocupou em você estar sem atendimento médico, porém eu contei que estamos brincando de doutor e paciente –Esclareceu, levemente acariciando a bochecha direita de Leon.
–Se isso fosse uma brincadeira eu certamente teria desistido, ou me cansado dela há muito tempo. Pelo simples fato de claro, você estar aqui também –Provocou, sorrindo gentilmente – não que fosse um sorriso verdadeiro, apenas um de puro sarcasmo.
Leon passou a fitar melhor Violetta ela estava particularmente mais bela naquela manhã. As madeixas tom castanho claro – quase loiro – estavam soltas e onduladas os lábios naturalmente vermelhos por causa do frio estavam levemente rosados, elas estava quase sem maquiagem – o que era muito estranho – apenas com base e um batom rosa bem claro – praticamente transparente – o sorriso estava bem gentil – Leon julgava ser dissimulado, muito bem dissimulado por sinal – As bochechas estavam naturalmente rosadas – bem rosadas mesmo, ao ponto de deixá-la parecida como uma boneca de porcelana – não era evidente o suéter de cachemir branco – mais puxado para o tom creme – com as “golas pontudas” verdes, por cima estava um casaco verde – verde escuro – que o comprimento ia até o joelho, ao contrário dos demais trajes de Violetta não continha babado apenas era grosso – porém era algo fino e de classe – tinha diversos botões pretos que na realidade são bolsos falsos, estranhamente Leon se indagava de qual material ele era feito, parecia veludo. A calça não era jeans, era uma que nem sequer a marca Leon conseguia identificar, era preta e colado no corpo – estranhamente chamaria atenção mas o cabelo e o casaco tomavam toda a atenção para si. E por fim uma bota de cano alto branca – que combinava com uma delicada tiara branca que tinha um laçinho no topo – essa era a primeira vez que Leon à via sem os tradicionais saltos agulhas que qualquer um que a conhecesse diria que é a marca registrada de Violetta.
–Muito ocupado me admirando ? –Violetta indagou sorrindo divertida e Leon como um ato automático revirou os olhos.
–Desde quando usa botas de cano alto invés de seus saltos agulhas ? –Indagou Leon, ignorando a provocação anterior de Violetta.
–Desde que saímos da ensolarada Buenos Aires, nessa época do ano, claro e viemos parar em uma cidade cujo a temperatura está marcando -6° graus célsius –Esclareceu enquanto elegantemente sentava-se na cama com um copo d’água na mão esquerda e uma cartela de comprimidos na direita.
–Quantos tenho que ingerir ? –Leon indagou e Violetta deu de ombros suspirando.
–Dois de quatro em quatro horas do amarelo, caso tenha febre tenho que dar-lhe três do rosa de seis em seis horas –Afirmou especificando os medicamentos por cores, sua quantidade e suas horas.
–Entendi –Murmurou Leon, pegando dois comprimidos amarelos e os engolindo e em seguida ingerindo água.
–Ótimo –Sorriu Violetta e antes que Leon desse conta ele pode sentir a boca de Violetta encontrando-se com a sua e a língua dela, tocando a dele e assim como da outra vez por impulso Leon retribuiu.
–Mimadinha –Leon murmurou e descobriu que seu murmúrio não teve êxito quando ela passou a beijar o pescoço dele e depositou uma pequena mordidinha na orelha dele. Por impulso Leon rodeou a cintura de Violetta acariciando o local.
–Fica quieto –Ela ordenou rindo e mordendo levemente os lábios de Leon.
Por um instante como se aquilo importasse Leon fitou a própria vestimenta, uma blusa de moletom esbranquiçada e uma calça de moletom cinza, madeixas bagunçadas e provavelmente olhar sonolento e com olheiras.
–Estou doente, vou acabar transmitindo à você –Alertou Leon de olhos fechados enquanto ainda sentia Violetta em cima dele.
–Não me importa, se você passar para mim, terá de cuidar de mim, não terá ? –Violetta deu mais um leve selinho em Leon e o mesmo em um ato involuntário sorriu.
–Não quero fazer...isto com você –Leon afirmou tentando recobrar-se para a realidade.
–Diga o que quiser, sei muito bem, o que você pensa –Violetta afirmou e Leon sorriu.
–É claro que sabe –Essa frase escapou sem querer dos lábios de Leon.
Leon observou Violetta sair de cima dele e retirar o casaco em seguida o suéter, Leon até tentou dizer algo mas, as palavras não saiam – ele simplesmente na realidade não sabia o que dizer – ele podia vê-la apenas de lingerie. Ele observou ela se aproximar de si, e sentar-se na cama ao lado dele, Leon levemente tomou a iniciativa beijando Violetta que passou os braços em volta do pescoço do mesmo e deslizar os braços pelos ombros largos que ele possuía. Leon levemente empurrou Violetta e riu da face de frustração presente no rosto dela rapidamente ele retirou a própria vestimenta, apenas a boxer, ele permaneceu.
–Podemos parar aqui –Sugeriu Leon respirando fundo mas pode sentir as ágeis – porém pequenas mãos de Violetta retirarem a últimas vestimenta que nele sobrará.
–Não quero parar –Violetta afirmou retirando seu sutiã e ficando por baixo de Leon sorrindo sapeca.
–Violetta...-Leon murmurou tentando tomar consciência dos próprios atos.
–Shiuuu –Sonorizou ela depositando um selinhos nos cálidos lábios de Leon. O mesmo não respondeu nada apenas despindo a última parte que faltava em Violetta.
–Você usa anticoncepcional, não é ? –Leon indagou fitando os olhos castanhos que ela continha.
–Sério, só isso ? — Violetta indagou claramente frustrada, mas logo recebendo um olhar de repreensão de Leon –Sim, eu uso.
Leon fechou olhos, aproximando-se da entrada de Violetta, levemente a penetrou, dando uma primeira leve estocada.
–An...-Gemeu Violetta sorrindo –Pelo amor de Deus, vai mais rápido, não sou virgem –Pediu demonstrando seu eminente desespero.
Leon suspirou beijando-a enquanto fazia o que ela havia pedido – ou exigido, era complicado – Leon fechou os olhos, pensando a que ponto havia chegado, ele realmente estava transando com a mimadinha. Leon beijou levemente o pescoço de Violetta, quase por impulso depositou um chupão e a escutou rir, e em seguida soltar um outro gemido. Leon fez o mesmo continuando a beijar Violetta. Leon rapidamente saiu de dentro dela após sentir que havia gozado assim como ela.
–Não foi tão difícil assim –Afirmou Violetta beijando Leon ficando por cima dele, acariciando as madeixas arrepiadas que agora se encontravam naquele estado.
–Eu não fiz isso, fiz ? –Leon indagou rezando para acordar naquele momento.
–Fez sim baby e pode apostar que ainda iremos nos divertir muito –Afirmou novamente selando os lábios de Leon com os dela.
Leon logo sentiu Violetta sair de sua cima e deitar-se ao seu lado cobrindo-se com o lençol de ceda daquele quarto, Leon respirou e inspirou o ar tentando convencer a si mesmo que nada passou de um sonhos, mas era real, ele realmente havia feito sexo com a mimadinha ele imaginava o que German faria se descobri-se e principalmente se indagava o que significada “ainda iremos nos divertir muito” e em seguida indagava-se o que havia feito de tão ruim para ter o destino entrelaçado com o de Violetta.
Rapidamente ele virou a cabeça e fitou Violetta que dormia serenamente, parecia até um anjo mas, somente parecia.
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