Once Upon A Time
15 aquela história
Notas iniciais
(Ana's POV)
Hoje seria o dia que eu conheceria minha sogra. Não. Minha futura-sogra... talvez, quem sabe. Levantei, me arrumei apresentável e desci pra comer alguma coisa e esperar Harry.
– Pelo visto vai passar o dia com o Harry né menina? — Katy falou, passando por mim rindo.
– Sim — som de buzina — Álias, ele chegou — ri — Beijo Katy linda! — ela riu e mandou um beijo no ar.
– Ei princesa — Harry falou me abraçando.
– Então... Harry, e sei lá, e se ela me achar metida? Eu me preocupo muito com isso ok? Sabe... eu não sou muito "agradável", tu me conhece... — falei enquanto ele já dirigia.
– Anaaa... é óbvio que minha mãe vai gostar de você. Para vai! — ele disse sorrindo, alternando o olhar em mim e na rua.
– Tudo bem vai...
Nós fomos o tempo todo cantando, brincando e etc. Da minha casa até a casa da Anne, mãe do Harry, era mais ou menos quarenta minutos, então já era onze e quarenta e poucos da manhã.
– Chegamos bebêzoca!
– Bebêzoca Harry? Sério? Mesmo? Tá cada vez piorando... — falei rindo. Ele tocou a campainha e logo a mãe dele abriu e ela era mesmo uma mulher muito bonita.
– Oi meu bebêzo lindo de mamãe! — Anne falou apertando as bochechas de Harry enquanto ele corava.
– Manhê! — Harry falou apontando com a cabeça pra uma Ana gargalhando discretamente.
– Oh, desculpa querida. Você é a Ana certo? — ela disse dando espaço pra nós entrarmos.
– Sim, prazer. — falei sorrindo enquanto ela me abraçava.
– Olha, o Harry falou tanto de você, mas tanto que nossa, já conheço tudo sobre você! — ela disse rindo, pra deixar Harry sem graça, e eu também...
– Ah meu deus... — falei rindo e abaixando a cabeça.
– Eu vou no mercado comprar umas coisinhas pro almoço, cuide bem dela Harry! E sabe da zona proibida né? — ela disse pegando a bolsa e saindo.
– Zona Proibida? — falei confusa.
– Meu quarto... — ele disse me puxando pela mão.
– Sério? — ri histericamente — Cê ta me levando aonde garoto?
– A zona proibida né, dã — eu ri mais ainda.
O quarto (imaginem posteres de bandas nas paredes) do Harry era todo arrumadinho, todo bonitinho. Ele me puxou pela cintura e nós caímos na cama.
– Harry... aqui não. — sussurrei.
– Só aqui não? Em outro lugar pode? — levantei uma sobrancelha num sinal tipo "talvez" e ri. Fui andando o quarto vendo as fotografias, coisas dele pequeno e etc e ele só observava.
– Harry.
– Oi...
– Quantas meninas você já trouxe pra sua mãe conhecer?
– Hm... acho que você é a segunda.
– A primeira foi...? — falei me virando e ficando de frente com ele.
– Ah... uma namorada, não durou nem dois meses. — ele disse fazendo uma careta. Ouvimos o barulho da porta e descemos.
(...) O dia foi muito bom, mesmo! A Anne era uma fofa, me tratou muito bem, e eu simplesmente amei ela, quero ela pra ser minha mãe!
– Espero que os dois voltem ein... — ela disse me abraçando já na porta.
– Tudo bem Anne, e olha que eu volto mesmo ok? — eu disse rindo.
– Tchau mãe — Harry disse a abraçando — Amo você!
– Amo você meu bebê! Vê se aparece mais ta? — ela disse um pouco triste, e eu entendo ela, imagino o que é ter um filho longe por tanto tempo.
– Tchau bebê! Tchau lindinha! — eu e Harry acenamos e nos despedimos dela, partindo com o carro.
– E ae bebêzoca? — ele riu.
– Ta, tipo, eu quero sua mãe pra mim! Ela é uma fofa cara! — eu disse sorrindo.
– Viu? Eu falei que ela não mordia. — ele disse me dando um selinho rápido e voltando a prestar atenção na rua — Aposto que ela amou você!
– Será? Eu tava tão doce hoje... — eu ri.
– Não esquece que nós vamos sair hoje a noite ein... O lugar é surpresa, nem pergunta.
– Tenho que me arrumar simples, chique, como? — eu disse dando um tapinha no braço dele.
– Chique...
– Nós vamos comemorar algo? — perguntei tentando lembrar de alguma coisa.
– Talvez... — ele riu de lado.
– Ok né bebêzoco!
– Bebêzoco? — e ai começou mais uma discussão boba nossa.
(...) — Te pego ás nove, beijocas pandoca.
– Pandoca Harry? Porque tem que ter 'oca' no final? — ri.
– Ah, sei lá, fica fofo... Beijo. — sai do carro e entrei em casa, procurando uma roupa pra sair.
Achei uma perfeita, fui fazer as unhas e esperar o tempo passar. Ás nove em ponto Harry chegou. Perfeitamente perfeito.
– E ai? — falei apontando pra minha roupa.
– Impossível de melhorar princesa!
– Princezoca? — ri.
– Princezoca! — ele riu e me beijou.
Entramos no carro e fomos pra um restaurante bem cheinho e lindo demais! Um senhor nos levou a nossa mesa e nós nos sentamos.
– Harry... que perfeito aqui! — eu disse boquiaberta.
– Não é? Eu vim aqui pra comemorar o Brits com os meninos e o pessoal que nos ajuda e tudo mais... Achei aqui perfeito e te trouxe. — ele disse sorrindo e me dando as mãos por cima da mesa.
– Então... você falou que queria comemorar algo... o que seria? — eu falei rindo maliciosamente.
– Espere mocinha, no final do nosso jantar — ele piscou pra mim — eu digo. — eu ri e fiz biquinho.
O jantar foi ótimo, a presença do Harry era definitivamente muito boa pra mim, desde que eu conheci ele, e os meninos também, eu tenho estado tão feliz.
– Ana, preciso falar uma coisa séria pra você. — Harry me olhou sério, como se ele fosse algo de vida ou morte.
– O que foi Harry? — eu disse devagar. Ele se levantou e ajoelhou- se ao meu lado.
–Eu sei que nunca te disse de forma clara e direta o quanto te amo, e não foi o medo ou a vergonha que me impediram de o fazer mas sim o medo da tua resposta, ou pior ainda, do teu silêncio. Você é a única pessoa que consegue me roubar um sorriso nas horas mais difíceis, a única que me atura sem reclamar, que gosta de mim do jeito que eu sou e me faz feliz, com isso eu te amo cada vez mais Ana. — ele tirou uma caixinha de veludo do bolso e a abriu, mostrando um anel muito lindo. — Você quer ser minha? A partir de hoje e pra sempre?
– É... é claro Harry! — falei o abraçando. Ele colocou o anel em meus dedos e me beijou. E dali em diante eu saberia que era o Harry, e que seria ele. Pra sempre.
(...) Nós fomos pra casa dele. Chegando lá, eu entrei e tirei os sapatos.
– Har... – eu tentei falar com ele quando ele me pega pela cintura e me beija, tão rápido, mas tão bom. Ele me pegou pelo colo, ainda me beijando e me levando para o quarto.
– Você tem certeza? — ele perguntou ofegante. Afirmei com a cabeça e bom, depois disso vocês já sabem.
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