Once Upon A Time

3 02 - I will find my way back (Guilhermedias96)


Notas iniciais
Então, seres do meu coração; eu não postei antes por falta de incentivo. Eu fui olhar o gerenciamento, e vi que eu e a Ana temos 5 leitores marcados, mas só temos um review. Se não gostaram de alguma coisa, digam o que foi nos reviews, a gente tenta melhorar =(
Tá. Agora eu fiquei feliz porque o iTunes terminou de atualizar meu iPod =]
A música é essa: http://www.youtube.com/watch?v=qjHlgrGsLWQ&ob=av2n

"But someday

I will find my way back

To where your name

Is written in the sand"

– Filha, anda rápido, temos um horário marcado — minha mãe me apressou batendo na porta do meu quarto.

Eu queria estar bem, então vesti as mesmas coisas de sempre: jeans, camiseta e sapatilhas. Não que eu só use isso, mas, sabe, acho mais confortável e simples.

– Já estou pronta — fechei a porta e a acompanhei até a garagem.

Fui o caminho todo sorrindo e cantando "Summer Paradise" enquanto minha mãe apenas me olhava. Depois de um tempo, nós finalmente chegamos ao escritório onde descobriria para onde eu iria. Esperamos uns dez minutos e entramos.

Havia uma mulher vestida formalmente — com aquelas roupas de tom claro e lenço afofado no pescoço — sentada atrás de uma mesa de vidro.

Indicou as cadeiras a sua frente e nos sentamos.

– Senhora Paiva. Alice — nos cumprimentou — Eu sou Sônia, responsável pela seu intercâmbio e mais alguns para a América do Norte. Segundo sua ficha, escolheu Estados Unidos e Canadá. Vai querer a primeira opção? — assenti — Me fale alguns lugares para onde gostaria de ir.

Juntou as mãos e pôs os cotovelos sobre a mesa, me encarando.

– Hã... New York, Washington, Los Angeles, Miami e San Francisco.

– Você pode escolher entre Washington e Los Angeles.

Só um completo idiota escolheria Washington, que é uma cidade muito voltada para a política. Eu sou nerd, não idiota.

– Los Angeles — respondi com um sorriso de orelha à orelha. Sempre quis ir para New York, mas a ideia de ir para a Califórnia e poder me esbarrar com celebridades me atraiu muito mais agora.

– Certo — deu uma risadinha — É realmente uma cidade muito bonita. E poderá visitar outros lugares, como Hollywood com a permissão de seus responsáveis, tanto legais, como os temporários.

– Vou precisar disso pra tudo?

– Não. Só para viagens e excursões com o colégio.

– Ah — agradeci mentalmente. Ninguém mereçe ter que ligar pro Brasil toda vez que quiser ir ao shopping.

Sônia disse algo sobre como pegar minha passagem e endereço da casa em que ia ficar e da escala no Rio e na Cidade do México para minha mãe, agradeçemos e saímos do prédio.

Los Angeles. A cidade da fama. Onde eu posso começar do zero e tentar a sorte em outro lugar, com outra pessoas e outras expectativas.

Claro que deixar minha família e Victoria para trás não vai ser legal, mas é uma oportunidade única. Nunca se sabe quando vai ficar em vigésimo terceiro lugar novamente.

Chegamos em casa e fui logo perguntando à minha mãe as coisas importantes que eu precisava saber, e que não tinha prestado atenção enquanto Sônia dizia.

– Quando eu viajo? — me joguei no sofá.

– Daqui uma semana. Segunda que vem.

– Por quê tem que demorar tanto?! — indaguei.

– Pelo menos você fica um pouco com a gente.

A olhei como quem dissesse "Sério?" e me levantei, indo até meu quarto e encontrando Bruno com Victoria.

– O que estão fazendo? — perguntei. Já era normal vê-los juntos, ainda mais no meu quarto, enquanto Victoria mexia em minhas coisas e ele bagunçava a cama.

– Vim te dar os parabéns — se levantou em um pulo e me abraçou — Não acredito que passou!

– Isso foi um elogio?

– Bem, era pra ser — riu.

– E você? — perguntei a Bruno.

– Papai mandou te entregar isso — estendeu um pequeno envelope lilás.

Percebi que meu nome estava escrito no verso e que era leve, e o abri em seguida, tirando de lá um cartão de créditos internacional.

– Eu não acredito! — soltei um gritinho, meio exagerado pra mim.

– Não sei pra que tudo isso, mas ele também pediu que se arrumasse, vamos no shopping fazer alguma coisa que eu não sei o que é — deu de ombros e saiu do quarto, depois pondo só a cabeça na porta novamente — Ah, Victoria, você também — piscou para ela.

– Seu irmão tá me cantando? — riu nervosa.

– Parece que sim — começei a rir — E aí, vai querer ir?

– Claro! Quem sabe quando vou poder te ver de novo.

– Eu ainda tenho essa semana, idiota.

– Que seja. Nunca vamos no shopping.

Sorri vendo minha amiga entrar em meu closet e sair de lá com um vestido nas mãos.

– Você deve ficar bem com ele — eu disse.

– É pra você.

– Eu posso me vestir sozinha! — reclamei.

– Hoje eu mando aqui. Aqui fica quietinha que eu vou procurar uma sandália que combine.

Me entregou o vestido azul e se abaixou na sapateira, encarando os muitos pares de sapatos novos a sua frente.

Pegou um salto preto de cordas e me entregou, indicando o banheiro e rindo quando me rendi.

Não que eu não goste, só não acho que fico bem de vestido. E saltos... bem, eu me atrapalho com eles.

Tomei banho, me troquei e fiquei esperando Victoria terminar o seu na sala.

– Então eu vou ficar sozinha de vestido? Nem pra usar um também? — disse quando a vi descendo as escadas.

Ela usava short jeans, uma bata e uma sandália sem o mínimo sinal de salto.

– Você foi bem na prova, não eu — sorriu — Agora vê se para de reclamar e anda logo.

Pos uma mão em cada um dos meus ombros e nos guiou até o carro, onde meus pais e Bruno nos esperavam.

~*~

– Alice, o voô tem horário e não vai te esperar trocar de roupa — meu pai bateu na porta.

– Não estava trocando de roupa. Só estava... pegando uma coisa.

Dizer à ele que fui pegar meu antigo ursinho de pelúcia e um retrato da nossa família soaria patético?

– Tudo bem. Venha. Victoria, sua mãe e seu irmão estão na garagem esperando.

Peguei as duas malas e saí as puxando pelas escadas.

Me despedi de cada um dos empregados, mesmo com meu pai me apressando, e disse que sentiria falta de cada um deles, já que eram minha companhia quando eu e Bruno ficávamos sozinhos.

Fomos para o carro e tive que aturar Bruno cantando algo que não descobri o que era, animado e Victoria com a cabeça baixa.

– Eu já disse que vou voltar! — reclamei, a fazendo rir, quando chegamos à entrada da sala de embarque.

– Eu sei. Mas um ano demora a passar.

– Não se nos falarmos sempre — sorri.

– Promete que não vai me trocar por nenhuma americana?

– Prometo. Agora vê se fica feliz por mim, igual ao Bruno — olhei para meu irmão, que cantava outra música, mas ainda animado.

– Ele está feliz porque vai ficar livre de você — riu.

– Mas está feliz.

Suspirou e me abraçou.

– Me larga — ri.

– Tááá — bufou.

Fui até meus pais e os abraçei, puxando Bruno pro meio da rodinha em seguida, o fazendo parar de cantar.

– Vejo vocês daqui um ano.

– Não venha nas férias — disse Bruno — Los Angeles é muito melhor, tenho certeza.

– Sei que quer se livrar de mim — assentiu — E eu vou voltar nas férias se puder.

– Espero que seus responsáveis sejam ruins o suficiente pra te prender em casa.

– Deixa de ser chato que eu sei que vai sentir minha falta! — o empurrei com o ombro.

– Você é uma péssima vidente.

Ri e o apertei novamente, o fazendo reclamar mais uma vez.

– Vai logo — me apressou.

– Tchau mãe. Tchau pai. — fiquei de frente para os dois — Espero que fiquem bem.

Os abraçei de novo rapidamente e peguei uma das malas, apontando para a outra na direção de Bruno.

A puxou e me ajudou a ir até a sala de embarque.

Sorri enquanto passava pelo indentificador de metais e fui até as cadeiras esperar meu avião.

Esperei por quase uma hora e, só então, fizeram a chamada. Fui para dentro do avião e me sentei no lugar reservado.

Dormi de Belo Horizonte até o Rio de Janeiro e fui acordada por uma aeromoça.

Esperei, novamente, escutando músicas em meu celular, até que fizessem a segunda chamada. Puxei minhas malas com preguiça e entrei no avião, me sentando e apertando os cintos.

Depois de um tempo, um garoto — mais ou menos da minha idade — veio andando em minha direção. Ele era bonito, alto, com cabelos escuros e olhos claros.

Ai meu Deus, meus Deuses, Merlin ou Buda! O cara é muito lindo. Sabe o quão raro é ver um moreno de olhos claros sorrindo pra mim e vindo na minha direção?

Se sentou ao meu lado. E agora, o que eu faço? O mais próximo que fico de garotos é do Bruno e de um vizinho, que vive isolando bolas no nosso jardim e eu tenho que ir pegar!

– Oi — disse baixo.

– Oi — respondeu — Meu nome é Guilherme, e o seu?

– Alice.

– Viajando sozinha?

– Intercâmbio. E você?

– Também. Vou pra Seatle.

– Eu vou pra Los Angeles, a cidade... — me empolguei demais, acho.

– ... onde os sonhos se tornam realidade — sorriu — Eu ia pra lá, mas acabei desistindo. Seatle é uma das poucas cidades que se parecem com o Brasil. Quer dizer, tem prédios e casas comuns; enquanto Los Angeles tem mansões sem muros e BMWs rodando a cidade.

– Se eu vou sair do país, acho que vou querer ir para um lugar diferente.

– É que... deixa. Hã, já sabe com qual família vai ficar?

Olhei para a pasta de informações: — Família Wade, e você?

– Minha pasta está na mala. Vou pra casa do primeiro cara que estiver com meu nome em uma plaquinha.

– Tem essa opção, também — pensei em como puxar assunto para a conversa não morrer — Vai fazer escala na Cidade do México?

A pergunta era um tanto idiota. Se ele estava no mesmo avião que eu, era meio óbvio que ia fazer escala. Mas eu não queria ficar calada, sendo que assim tinha mais chances de soltar algo mais idiota.

– A-ham. O México é escala principal para quase todos os lugares dos Estados Unidos. E voô sem escala é mais difícil, fora que não é nada atraente ficar mais de dez horas com a bunda pregada em uma cadeira dessas.

– É. Não seria.

Agora eu acabei de vez com nosso papo sem fundamento.

Então resolvi mexer no notbook, só agora havia percebido que podíamos ligar os aparelhos eletrônicos.

Conectei ao wi-fi, entrei no Skype e abri uma guia do Chrome.

Victoria Almeida está convidando você para uma chamada de vídeo.

– Pensei que não fossem permitidos aparelhos eletrônicos no avião– sorriu ajeitando o cabelo.

– Em voôs internacionais é permitido, sim. O que está fazendo?

– Dá pra fala como um ser humano normal, sem parecer uma professora de português?!– fez careta.

– Diz logo o que está fazendo! — bufou.

Meu jeito de falar a irritava. Eu falo "está" ao invés de "tá", por exemplo. E é raro usar gírias ou engolir partes das palavras, como a maioria dos mineiros.

– Nada. Meus contatos me ignoram e minha mãe quer que eu coma isso.

Levantou um pequeno prato com algo amarelo e calda em cima.

– O que é? — franzi o cenho.

A mãe dela às vezes quer dar uma de cozinheira, mas isso nunca, nunca mesmo, resulta em boa coisa. Principalmente pra Victoria, que é quem experimenta tudo.

– Era pra ser pudim– fez uma careta, me fazendo rir.

– Boa sorte engolindo.

– Vou precisar– passou os olhos pela tela, como se procurasse algo – Está sentada sozinha?

– Não — apontei para Guilherme — Tem ele.

Virei o notbook para o garoto ao meu lado, a observando abrir a boca em um perfeito "O".

Percebeu que estava sendo observado e tirou os fones de ouvido.

– Oi — disse.

– Oi– Victoria respondeu vermelha, o fazendo rir de leve.

Esse é um grande problema que ela enfrenta; sempre que está conversando com alguém — principalmente um garoto bonito — fica corada e às vezes tropeça nas palavras.

– Intercâmbio também? – assentiu — Los Angeles?

– Não, vou pra Seatle.

– Seatle é legal. E perto do Canadá.

– Victoria, já comeu seu pudim? – pude ouvir sua mãe perguntar de fora do quarto.

Bufou e levantou o prato novamente.

– Bom... acho que vou ter que comer– fez cara de ânsia.

– Depois a gente se fala — sorri e virei o notbook.

– Tchau garoto que eu não sei o nome– disse mais alto, pois já não podia vê-lo.

– É Guilherme — respondeu — Tchau.

– Pega o Skype!– sussurrou, mas ainda autoritária.

– Não!

– Pega senão eu pego!– ameaçou.

– Então pega!

– Gulherme me...– fechei a guia e sorri amarelo para ele.

– O que ela queria? — estreitou os olhos.

– Nada — continuou me encarando — Seu Skype — suspirei.

– Guilhermedias96 — sorriu.

Ele era mais velho que eu. Nossa, Alice, sua descoberta foi tão grande quanto a cura do câncer!

Digitei o nome de usuário no campo e indiquei para o primeiro.

– Esse aí — confirmou.

– Quem é? — perguntei, me referindo a garota ao seu lado. Ela era bonita, loira com os olhos escuros e o sorriso perfeito.

– Minha namorada. Mas a gente não anda minha bem, por causa do intercâmbio, que ela achou de repente demais.

– Eu não tenho namorado, não precisei me preocupar com isso. Só com uma amiga chorona e um irmão louco pra me ver longe. Qual é o nome?

– Sophia — sorriu sem jeito.

– Não acho que ela vá jogar tudo fora por isso. Talvez só queira um tempo.

Fala sério, quem dispensaria esse garoto? 1º Ele é lindo e pode ganhar a vida posando pra Playboy. 2º Ele estava sendo legal até agora. 3º Garotos tristes dão dó.

– Você é sempre tão otimista?

– Não em relação à mim. Mas ela seria besta de terminar com você, precisaria de motivos mais concretos. E você não parece o tipo de cara que "quebra corações".

– Não que eu saiba — sorriu de lado.

Uma aeromoça parou ao nosso lado, e pediu para desligarmos os aparelhos e apertarmos os cintos, pois estávamos passando por uma"pequena turbulência".

– Me acorda daqui duas horas — disse à Guilherme e me encostei na cadeira, virando pra janela, que eu havia "fechado" a pouco tempo.

Fui acordada pela mesma aeromoça, que me balançava levemente.

– O que foi? Já chegamos no México? — perguntei zonza.

– Não — riu — Estamos sobrevoando o nordeste. Quero saber se você deseja algo.

– Não, obrigado — neguei.

Fez uma expressão estranha e pegou alguma coisa de seu carrinho. Percebi que era um pacotinho de amendoins.

– Amendoins? — ofereceu.

Neguei: — Não quero nada.

– Refrigerante? — neguei, de novo — Doces?

– Eu não quero nada — olhei para Guilherme pedindo ajuda.

– Pode deixar, ela come comigo — levantou seu pacote de salgadinhos e o balançou.

– Se precisarem de alguma coisa, apertem o botão — nos mostrou-o e saiu, indo chatear o passageiro da frente.

– Obrigado — sorri — Ela fez isso com você também?

– Fez e só parou quando pedi os salgadinhos. Prova — pegou um e pôs em minha boca.

– É horrível!

A mulher se virou para nós.

– Então, eu acho que deveriam colocar mais desses nos voôs. São incríveis!

– Que bom que gostaram — ela sorriu — Se quiserem mais é só dizer.

– Claro! — foi mais pra frente — Pena que as janelas são travadas, senão isso já estaria lá embaixo — me virei novamente — Vou ver se volto a dormir.


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Notas finais
Eu sei que tinha trocado Wade por Royce, mas troquei de novo, porque simplesmente não tava batendo -.-
Enfim, espero que deixei mais reviews nesse capítulo. Como sei que não é todo mundo que vai deixar, só vou postar se tivermos pelo menos 2/3 reviews. Sem isso, sem próximo capítulo.
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MEU. AVATAR. É. UM. KOALA. SEXY. 3bjs.
Tá, é o Hazza, mas o que aparece nos reviews, recomendações e etc, é o Koala o/
To sem merda pra falar, geralmente eu digito um segundo capítulo aqui..
Beijo gente, vejo vocês assim que conseguir os reviews #i'mbadbitch u.ú
:3