–AAAAH! VOCÊ ATIROU EM MIM?! VOCÊ SABE EM QUEM ATIROU? ISSO MESMO! NO DR. SHELDON COOPER! — gemia Sheldon em um tom muito mais alto que o normal.

O cara era muito estranho e tenho certeza que já vi muitas coisas estranhas. Fui para a Terra do Nunca e depois voltei no tempo no Reino Encantado, onde eu tive de unir os meus pais novamente. Sheldon dizia ser um físico teórico e suas manias eram bizarras. Ele tinha horários para ir ao banheiro, almoçar, trocar de roupa, ir à loja de comic books. Mas não eram horários quaisquer, eram horários exatos. Então, exatamente às 7h30min Sheldon ia ao banheiro, e assim por diante. E ninguém podia atrapalhar seus horários. Nem mesmo ele.

Hook interrompeu-me dos meus pensamentos com sua voz que me dava arrepios só de ouvi-la. Ele era tão lindo...

–Acalme-se homem! A bala da arma nem passou perto. Emma não quis atirar em você — mesmo que ela queira. Ela mirou no ahn na coisa gigante que estava atrás de você. Na realidade, por quê você se jogou na frente de nós dois? Estou um pouco confuso.

–Você? Confuso? Eu é que deveria estar confuso! A sua parceira de coito quase me matou. Imagine a grande perda que a humanidade iria ter se eu morresse e...

Acho que ele quis dizer grande ganho, porque perda não vejo nenhuma. Sheldon continuou tagarelando por alguns minutos, até Penny chegar. Ela era loira, com um corpo maravilhoso (o que me fez ter uma certa inveja dela) era a noiva de Leopold ou era Leonard? Enfim, a noiva do cara de óculos.

–Sheldon, o que aconteceu? Você está bem? — disse ela.

–Essa mulher — Sheldon apontava para mim — quase me matou, Penny! Se eu morrer, como você, Leonard ou até Amy vão sobreviver?

–Sheldon, acho que nós todos íamos ficar bem. Mas, como ela quase te matou? Você fez alguma coisa?

–Nasceu — murmura Captain Hook.

–Ei, ei, ei! Deixe-me explicar o que aconteceu — interrompi — Um... ahn... uma coisa gigante estava no local onde mirei e Sheldon, repentinamente, atirou-se na minha frente e a bala passou de raspão em seu ombro. E a criatura enorme PUF! Ela havia ido nesse mesmo instante. Mas eu queria muito ter atirado em você por ficar gritando que "todos somos um conto de fadas".

Todos, exceto Hook, me olharam como se fosse louca. Ok, talvez eu seja um pouco. Mas isso não justifica o fato de que aquela criatura pudesse sumir tão de repente. Será que Não! Impossível

* * *

Após o ocorrido, todas as mulheres foram para o apartamento de Penny enquanto os homens foram para um bar local. Como se fossem beber...

–Então, Emma, quer uma bebida? — perguntou Penny.

–Você tem cerveja?

–Ahn tenho! Tome — ela me entregou uma garrafa de cerveja gelada. Beber para esquecer, como diz Hook.

–Emma, certo? — uma moça de cabelo escuro que ia até a altura dos ombros, com vestes de uma senhora de 75 anos e um óculos um pouco antiquado, sorria para mim como se fosse um doce raro.

–Isso. E você é?

–Amy. Dra. Amy Farrah Fowler. Namorada e futura parceira de coito de Sheldon. — ela estendeu a mão, como se fosse um chefe cumprimentando o seu empregado recém promovido. Namorada de Sheldon? Não é nenhuma surpresa. — Emma, você tem um cheiro bom. Você tem cheiro de jasmim? Ou lírio? Chegue mais perto ou me deixar cheirar seu pescoço para sentir.

–Amy! — gritaram Penny e uma outra moça em uníssono, em um tom de reprovação. A moça era baixinha, loira, com um busto acentuado e uma voz muito aguda.

–Desculpe, mas quem é você? — indaguei à moça baixinha.

–Sou a Bernadette. Desculpe-me pela Amy, mas é que esse é o jeito dela. E, acredite, já tentamos mudá-la para algo mais comportado.

–Não tem problema — respondi.

Um silêncio instalou-se pela sala do apartamento de Penny. A sala era colorida e moderna. A parede era de um tom de azul claro bonito e os móveis eram todos modernos. Mas se alguém pelo menos desse uma arrumadinha nessa bagunça...

–Ei, vamos jogar um jogo? — sugeriu Penny.

–Vamos! — disse Amy.

–Pode ser. — respondeu Bernadette.

–Tanto faz — murmurei.

–O jogo é como se fosse um verdade ou desafio, mas só pode escolher verdade no máximo três vezes e caso não aceite ou faça o desafio, a pessoa terá de falar ou fazer algo para seu namorado.

–Vale coito? — Amy riu ao dizer isso.

–Não, Amy! Mas não pode ser nada romântico. Se for um castigo para você, tem que ser para o seu parceiro também! — respondeu Penny.

Notas finais
Gente, comentem assim saberei que estão acompanhando a estória e isso me motivará a escrever mais capítulos. Obrigada! ;D