Notas iniciais
Oooi! Galera, mil desculpas se esse capítulo deixar a desejar, novembro chegou e minhas provas tão começando. Aí to tentando me esforçar mais né, já que é final de ano e coisa e tal. E além de que to numas de escrever poema/poesia e as vezes fico tanto tempo escrevendo isso que acabo deixando algumas coisas de lado, mas prometo que vou melhorar, beijos Ps: Zoe, linda! Obrigada por recomendar a fanfic, achei linda a sua recomendação e eu não tenho palavas pra te agradecer. Obrigada, Obrigada. Foi super importante pra mim

Capítulo 10

–Na carta da sua mãe, – começou Kaleb gesticulando com as mãos, como se estivesse falando algo muito sério diante de todo Conselho Geral – ela dizia sobre a morte de Hugo e falava que achava que a Seleção era inútil enquanto podiam...

–Nos casar — completou Myranda.

Kaleb sentiu as orelhas ferverem rapidamente, mas afastou tal vergonha procurando focar no assunto principal:

–Sim. Só que meus pais não aceitaram. Assim como eu não aceitei. Mas Elena também é esperta o suficiente para saber que teria que nos ameaçar para que conseguisse o que quisesse. Então ela contou que matou a garota...

Myranda piscou rapidamente e ergueu as mãos, como se não conseguisse digerir a informação.

–O que foi ? – Kaleb pediu.

–Não. É o que? O que você disse sobre a garota?

–Então você não sabia?

–É claro que não! Como ela revelaria isso a você e não a mim?

–Myranda. O que eu preciso saber é... existe alguma possibilidade de Elena ter matado Emily?

A princesa não respondeu rapidamente. Desfez e refez o laço do robe de seda que usava sem nem mesmo se dar por conta dos atos. Estava absorta em pensamentos. E Kaleb tinha os olhos em cada traço do seu rosto, sendo cauteloso para não deixar passar nenhum sinal de hesitação ou qualquer emoção que pudesse responder sua pergunta.

Ele se sentia cada vez mais agitado. O silêncio da prima só o fazia ficar mais curioso e nervoso. Suas mãos começavam a se agitar, fazendo nós nos dedos longos.

–E então?

Myranda olhou dentro dos seus olhos:

–Sim... Quer dizer... É bem a cara dela.

–É bem a cara dela matar pessoas?

–Depende do ponto de vista. Bem a cara é atropelar qualquer um no seu caminho.

Kaleb não soube o que dizer. Na verdade, desconfiava que não tinha que dizer nada. Ele tinha a resposta para a sua pergunta. Então... Elena não estava mentindo na carta. Certo.

Mas mesmo assim, tal informação não o fazia sair do chão. E Myranda sabia disso, por isso continuou:

–Ela queria que acabassemos por nos tornarmos noivos. Mas não deu certo. Danielle recusou simplesmente para mostrar que estava por cima, mas aceitou que eu participasse da Seleção e minha mãe viu isso como uma oportunidade. É aquela coisa de se não pode com eles, una-se a eles.

Myranda estava mais calma agora. Andou pelo quarto lentamente até chegar na penteadeira, onde uma jarra de água gelada a esperava. Ela pegou a peça de vidro e serviu o líquido em uma taça de cristal.

–Uma parte da minha mãe acredita que já estou com a Seleção ganha enquanto outra sente-se ameaçada por Danielle. Não me parece típico dela simplesmente deixar as coisas desse jeito. Ela quer ganhar.

–E você?

–O que tem eu?

–Quer ganhar?

–Não – ela disse aquilo sem nenhuma hesitação. Sem nenhuma dúvida — Assim como também não acho que devemos ficar falando sobre isso agora. Quero saber o que mais você sabe sobre a garota.

Kaleb deu de ombros e pegou a taça das mãos de Myranda, mesmo que ela não tivesse lhe oferecido. Ele olhou para o líquido transparente e tomou um gole longo. A água deslizou como farpas de gelo pelo sua garganta.

–Não muito mais do que o nome – admitiu sentindo-se derrotado – Eu... Tenho uma suspeita, na verdade. Pesquisei mais sobre o nome e a vida de Emily e descobri que o seu sobrenome era Roosevelt. Como o daquele antigo presidente dos Estados Unidos. Fui pesquisar na biblioeteca e achei um pouco mais sobre esse assunto, infelizmente, na arvore genealógica dos Roosevelt, os últimos nomes são Robert e Tatia, enquanto os pais de Emily se chamavam Theo e Makenna.

–Onde encontrou isso?

–Uma enciclopédia. Não é assim tão nova por isso ainda acho que pode ter chances do sobrenome ter alguma relação.

–Sim... – ela tomou a taça das mãos do primo – Mas ainda não vejo o porque isso tem a ver com a minha mãe.

–Elena saberia escolher bem um alvo para deixar o reino estremecido. Se ela escolhesse alguma menina com uma família histórica ou pelo menos rica, serviria para mostrar que é forte. Quanto maior o nível social da família melhor para Elena mostrar o quão poderosa é. Isso faz algum sentido para você?

Myranda assentiu e Kaleb continuou:

–Não posso perguntar nada para minha mãe e muito menos para o meu pai. Pensei que você soubesse alguma coisa mais sobre história, você sabe... Garotas tendem a ser mais...

–Inteligentes.

–É.

–Certo. O que quer que eu descubra?

–Então está disposta a me ajudar?

–Estamos tratando de uma louca assasina que deseja casar a filha com o sobrinho, aliás, essa a quem me refiro é a minha mãe. Ah, e enquanto eu fico aqui, morrendo no tédio que é esse lugar, meu irmão está sozinho e vai ter que lidar com qualquer momento de ira dela. Então acho que sim. São dois motivos bem fortes para eu te ajudar.

–Não tenho ideia de como vamos saber sobre Theo e Makenna.

Myranda passou as mãos pelos cachos loiros, jogando-os para um lado e depois para o outro.

–Também não sei – admitiu num murmuro – Começaremos pela biblioeteca. De novo. É o único jeito de ter certeza que não tem nada por lá.

–Só uma coisa.

–Sim?

–Vamos deixar bem claro que são só negócios.

–Só negócios – ela concordou.

–Não somos amigos.

–Termos aceitos.

–Termos aceitos.

E para selar tal promessa, apertaram as mãos.

Era uma terça-feira agradável. Kaleb tinha uma certa noção de que todos estavam irritados com ele, afinal, fazia muito tempo que não dava as caras. Por isso, ordenou que armassem tendas e servissem um lanche para as selecionadas lá fora. Lembrou-se de Itália comentando sobre como era tedioso ficar no Salão sem fazer nada. Ela estava certa, afinal.

No meio da tarde as tendas começaram a serem carregadas para fora. Eram enormes. Armaram-as intercalando entre branco e vinho e cada uma tinha espaço para mais ou menos três garotas, de forma que não se concentrassem em muitos grupos. Kaleb pediu se a mãe gostaria de uma especial só para ela, mas ela alegou uma leve enxaqueca e disse que preferiria tirar a tarde para se deitar. Era óbvio que era só uma desculpa, e ela nem mesmo se preocupou em esconder isso, mas o príncipe também não teimou. Aliás, Danielle não era a pessoa ali que iria escolher uma futura esposa.

Com banquete armado e todas as selecionadas lá fora, Kaleb decidiu dar as caras. Vestiu o blazer preto por cima da camisa branca engomada e vestiu os sapatos. Aqueles lustrosos que tanto o incomodavam.

A principio, quando apareceu no jardim ninguém pareceu notar muita diferença. A primeira que notou sua presença foi Jade. Ela estava em uma das tendas cor vinho usando um vestido fresco branco, que ricocheteava suas canelas pálidas. Parecia envolvida em uma conversa interessante com uma das selecionadas que o príncipe reconheceu como Isabelle.

Seus olhos se encontraram com o de Jade e ela lhe deu aquele legítimo sorriso provocante, mas que também escondia algo doce e... convidativo. Isabelle Valência também sorriu. Era um sorriso diferente do da amiga ao seu lado, mas mesmo assim bonito.

Ele caminhou um pouco por ali, nos cantos do jardim, tentando não chamar atenção. Jade parecia estar se mordendo para não levantar e apontar-lhe o dedo, anunciando que estava ali. Mas foi sensata. Ou talvez só não fizesse tal coisa devido aos olhares que trocava com o príncipe. Ele a olhava como se dissese Calma. Já estou indo. Então ela suspirava bem fundo e voltava a conversar com a amiga, mesmo que as duas já parecessem estender-se em uma conversa sem nexo, só pensando na presença do príncipe tão perto.

Depois de cinco minutos de pouca tortura a Jade, o que, para Kaleb foi algo engraçado de ver, ele decidiu cumprimentar as moças. Começou pela direita. A tenda branca abrigava três garotas: Laura, Alpha e Dasha. Conversaram monotonamente. Alpha parecia não gostar do fato de estar tendo um contato de verdade com o príncipe na frente de outras duas garotas. E aquilo era meio estranho. Fazia-o questionar se todas estavam realmente se dando bem ou fingiam isso apenas para querer mostrar-lhe que poderiam ser boas rainhas.

Depois foi para a tenda cor vinho e pode conhecer melhor Nastya, a garota do baile que era mais tímida e rever Itália. Luana também estava lá, mas chegou só depois, pois havia ido buscar um copo de água. Pareceu extremamente nervosa e enrusbeceu no momento em que viu Kaleb parado ali na sua tenda, ocupando seu assento. Ela sorriu torto e trocou um olhar tenso com Itália. Kaleb se levantou e a indicou a poltrona de couro com gentileza e formalidade, exatamente igual costumava fazer em eventos muito chique.

–Sente-se – ofereceu.

Luana não teimou. Sentou-se lentamente e sorriu

–Ahn... Obrigada, Vossa Alteza.

E assim foi indo. Reviu Kristie, que parecia recuperada daquele “incidente” no corredor e ficou animado ao ver que ela estava na mesma tenda que Claire e Evelyn. Eram duas garotas que ele realmente gostara.

Evelyn estava um pouco diferente hoje. Seus cabelos loiros estavam em um rabo de cavalo bem alto, presos em uma fitinha marrom combinando com o vestido colado. A forma como os cabelos se distanciavam do rosto pareceram dar grande destaque para seus olhos grandes, Kaleb a olhou por um momento e então sorriu:

–Ei! – exclamou. – Olá, cantora.

Ela levantou uma sobrancelha.

–Apenas pianista – provocou de brincadeira.

–Como quiser.

Ficou feliz por poder brincar descontraidamente com mais uma das garotas. Assim como Ev, Kristie também pareceu um alguém acessível e simpático. Era difícil dizer, pois conversavam basicamente sobre o dia e sobre a estadia no castelo.

Finalmente a tenda de Jade, Isabelle e Morticia. Depois de várias conversas e de repetir basicamente a mesma coisa em cada uma das tendas, Kaleb chegara a da outra extremidade e sentia muita vontade de se jogar no tapete macio e ficar ali. A grama já lhe parecia de bom tamanho, de qualquer forma.

–Ah, aí está você – Jade se levantou rapidamente como se fosse abraçar Kaleb, mas se deu conta de tal gafe e tentou concertar sorrindo.

Kaleb se esforçou para não rir. Mordeu os lábios e tentou fazer uma expressão próxima a um sorriso ironico. Talvez sua careta tenha ficado meio desfigurada, mas mesmo assim ele disse:

–Se a sua intenção era me abraçar, sinta-se a vontade.

Jade considerou a hipótese, mas não voltou atrás quando avançou até o príncipe e lhe abraçou. Ela tinha um abraço bom. Quente e apertado.

Morticia pigarreou, tentando ingerir o morango que comia. Chocada. Isabelle riu baixinho.

–De qualquer forma – ela continuou. Sem perder a pose – Achei que nunca iria aparecer.

–É...

Conversavam mais um tempo, mas Kaleb já não conseguia mais se concentrar. Pediu licença por um momento, pensando que poderia ir para os fundos do castelo e tirar um pouco aqueles sapatos. O blazer também já começava a pesar sobre os seus ombros.

Jade mostrou decepção no inicio, mas no fim disse que ele poderia ir e pediu mais um abraço. O qual Kaleb com certeza aceitou.

Assim que fugira de todos aqueles olhos femininos, se apressou em arrancar os calçados e ir jogando o blazer para um canto. Abriu os três primeiros botões da camisa e se sentou no banco de pedra do fundo do castelo.

Naquele ponto, o sol quase não aparecia mais, era mais frio, mas mesmo assim, bom. Agrádavel. Ficou por uns minutos simplesmente sem fazer nada, sentado. Depois começou a tamborilar os dedos pelo banco e pensou na conversa com Myranda.

Ela não estava no jardim hoje.

Depois daquele dia no quarto da princesa, Kaleb nunca mais a vira. Mas ela havia prometido que trabalharia naquele assunto. E da forma como afirmara... parecia contar a verdade.

Ele suspirou.

E outro alguém suspirou.

Só então que se deu conta de que não estava sozinho.

Não sabia quanto tempo ela estava ali, ou se arresem chegara, mas ao julgar pela taça de suco na mão e o vestido de rendas rosa bem arrumado ficou grato em desconfiar da segunda opção.

–Ah... – ela mordeu os lábios – Má hora?

Kaleb a olhou dentro dos olhos castanhos. Os cabelos do mesmo tom caíam em ondulações perfeitas que roçavam até a última extremidade da cintura. A pele palida entrava em contraste com a parede úmida. O príncipe abriu a boca para dizer alguma coisa mas não conseguiu. As palavras tinham um gosto estranho na sua voz. Buscou dentro da sua mente o nome daquela garota... Qual era? Qual era?

–Você é...

–Katerina. Meu nome é Katerina.

Notas finais
Gostaram? Ah, tenho uma fanfic pra indicar pra você. A autora é um amor, e eu decidi participar dessa 'Seleção' que ela está fazendo. A minha selecionada é a 'Ambrose Richesse'. Quem se interessar eu recomendo muito (http://fanfiction.com.br/historia/556119/Three_Countries_Three_Winners_INTERATIVA/) Estou demorando pra atualizar o site né? Desculpa, mesmo. Vou melhorar, juro juro Beijão!