Notas iniciais
Olha só! Capítulo novo no dia certo! Eu prometi que ia explicar mais um pouquinho sobre porque o Bash veio, e expliquei, só que tenho que adiantar que ainda vai vir muuuuita coisa a acontecer. Quero aproveitar o espacinho também pra agradecer aos comentários do último capítulo, foram muito fofos, obrigada. E quanto a Kat e o Kaleb??? Será que é romance??? Comentem! Aliás, não deixem de visitar o site porque to preparando uma reportagem especial e quero que ela seja bem grande, veremos.... http://herfleur.wix.com/onceagain

Capítulo 12

Bastian olha por cima dos próprios ombros e através da longa cortina amarelada. Ele parece em transe, tentando organizar todos os seus pensamentos e formulá-los em uma frase. Kaleb não se sente a vontade para encorajá-lo a começar um relatório. Na verdade, nem mesmo tem certeza se conseguiria pedir para o primo começar um relatório.

Fazia realmente muito tempo.

E ele não conhecia aquele garoto que via diante de si. Bastian também não conhecia Kaleb. Era como se uma linha invísivel estivesse cortando o piso do quarto, divindo-os em lado de e lado de cá.

Era inegável o fato de que Bastian carregava alguns traços de Myranda. Só que ele era mais desajeitado no jeito de caminhar, mais largado. Ou talvez fosse porque seus ombros pareciam estar pesando bem mais do que o normal. Ele era sim um Suvernnoye, e isso só causava mais desconforto.

–Eu fugi – revelou o garoto. Ele ainda não olhava para Kaleb – Precisei entrar clandestinamente em um navio de cargas. Desembarquei na França onde fui de trem até a Itália. Pierre quase me reconheceu em um dos eventos do seu reino e tive que ir correndo, literalmente, para a fronteira do país onde encontrei uns guardas do seu pai.

Ele se virou:

–E Esse aí me ajudou.

Kaleb olhou para Tom. Ele estava trancado em sua própria bolha, colado a porta e fingindo não ouvir nada da conversa.

–Quantas pessoas sabem que você está aqui?

A voz do príncipe saiu um pouco mais baixa que o habitual, como se estivesse confessando ums segredo.

–Poucas. Talvez dois ou três guardas que tiveram que estavam com o soldado Smith quando nos encontramos.

–Todos estão preocupados, Alteza. Temem seus empregos caso Vossa Majestade venha a saber sobre príncipe Bastian, de Gales.

–Como vocês entraram no castelo? Por que você está aqui?

–Eu já tinha vontade de vir a muito tempo. Queria vir por Myranda. Para buscá-la. Sabia que não a agrava estar aqui. Mas então descobri sobre o que minha mãe planejava e sobre o assassinato de Emily e pensei que isso seria sobre escolher um lado para lutar a favor. O da direita – Bastian ergueu o braço direito – e o da Esquerda – ele ergueu o outro braço, para fixar bem a fala.

Kaleb deu um passo a frente, interessado no assunto. E o garoto continuou:

–Se você não se casar com Myranda, minha mãe irá matar cada um de sua família antes de tomar o trono. Ela quer ser rainha de uma nação dupla e depois passar essa herança pra mim.

–Mas se Myranda se casar comigo, ela passará na sua frente. Pelo que sei, sua irmã e sua mãe não se dão exatamente bem.

–Mas continuam sendo mãe e filha. É uma forma de chegar ao poder, entre outros meios.

Kaleb considerou a hipótese. Era um argumento válido. Mas mesmo assim não totalmente convincente. Lembrou-se do fato que ele mesmo estava fazendo o trabalho de espionar Myranda, a mando de sua mãe. Quem seria a pessoa a garantir que Bastian não estava ali para fazer exatamente o mesmo?

Por mais que estivesse realmente acabado em termos estéticos, ainda teriam motivos para desconfiar de que tudo fosse um plano de Elena. Ela era maluca mesmo. Não havia mandado matar uma garota? Não queria que a filha caçula se casasse com o primo?

–Kaleb. Você tem que fazer um esforço pra acreditar em mim. Nunca atravessaria o continente se não fosse verdade, até porque no meu país eu me sentia em zona de conforto. Ela quer matar você. Ela vai fazer isso.

Os dedos de Kaleb começaram a se enrolar em nós, como as vezes acontecia quando se sentia nervoso ou apreensivo. E nesse momento não sabia muito bem qual das duas emoções sentia, mas queria muito acreditar no primo. Assim como estava se esforçando – e conseguindo – acreditar em Myranda.

Por fim, riu sem humor algum:

–Ela sempre tenta fazer isso. Depois de um tempo a gente se força a começar a se acostumar.

Dessa vez foi Bastian que não se deu por convencido, mas soltou um suspiro longo e fez que sim com a cabeça. Parecia derrotado e exausto. Mas seu rosto dizia: Por hoje é isso. Amanhã tento de novo.Kaleb estava certo de que ele martelaria naquele assunto. Enviado como espião ou não, a sua missão era fazer com que o príncipe de Herfleur reagisse diante às ameaças.

Bastian ainda ficaria por muito tempo ali no castelo. E agora cabia a Kaleb que ações tomar. Mantê-lo em sigilo seria algo perigoso, chato e complicado. Mas expô-lo, ainda que apenas para aqueles que vivem no castelo também não seria tão fácil. Ainda mais com a quantia de garotas que agora também passavam a ser moradoras.

Ele juntou as duas mãos diante os lábios, mergulhando cada vez mais em seus pensamentos.

Nenhuma selecionada deveria saber de Bastian. Pelo menos até o próprio príncipe ter certeza se deveria total confiança a ele.

Mas e quanto a Myranda? Ela gostaria de ver o irmão, certo? Se fosse Kaleb. Se ele tivesse um irmão sua resposta seria assim.

Mas ele não era amigo de Myranda. Eles haviam prometido que não engatariam nenhuma relação afetiva, sendo amizade ou noivado. Era parceiros de crime. Formavam um bom time. Mas muitas pessoas que trabalhavam juntos nem sempre mantinham uma relação amigável. Então ele a riscaria da lista. No que dependesse de suas decisões, Bastian estaria escondido de Myranda até que algo lhe provasse que isso não estivesse certo.

Tom e um grupo de amigos já sabiam sobre o príncipe de Gales. O máximo que poderia se pedir era segredo.

Mas o garoto precisaria de um lugar apresentável para passar as noites. Roupas limpas, comida de qualidade e uma distração. Ele poderia sair durante a noite e passear pelo quarto andar enquanto não houvesse sinais de pessoas por perto. Mas precisariam de alguém de confiança para garantir esse conforto. Kaleb já tinha pensado sobre isso também e sabia quem seria a única a topar algo escondido do rei.

O rei.

Seu próprio pai.

Mentir para ele era algo que o agradava porque lhe dava a sensação de estar fazendo algo que ele queria. Agora, se houvesse qualquer lacuna... Não. Ele não iria pensar sobre isso agora.

Danielle tão pouco.

–Não tenho a mínima ideia se estou fazendo certo mas vou mandar alguém de minha confiança pra que dê um jeito nesse quarto, arrume roupas novas pra você e lhe dê comida de qualidade. Bastian, por tudo que é mais sagrado, até que algum de nós pense em algo melhor você vai ficar aqui. No sigilo.

–Certo.

Ele virou-se para a porta, já pronto para correr atrás de Katerina. Pedir que ela não contasse a ninguém sobre o chamado de Tom, ou ele teria que inventar uma desculpa e seria bem pior. Mas se deteve.

–Bastian?

O loiro levantou os olhos, atento.

–Se é uma questão de lado... Porque você escolheu o lado do meu pai?

O garoto sorriu ironico.

–Não é o lado do seu pai. É o seu lado. Porque você é o rei que eu escolhi.

X

Kaleb puxa Tom para fora do quarto. Ele parece um magrelo ao lado do soldado, mas mesmo assim seu toque consegue ser firme e decidido. Há quase uma urgência a flor da pele.

–Preciso que encontre Katerina – sua voz se sobressai no silêncio – Garanta que ela não desconfie de nada e não faça nenhuma besteira. Não há porque fazer um alvoroço, além do mais, tenho uma amiga que sei que irá nos ajudar. Katerina não tem como desconfiar que seja Bastian que está aqui, mas mesmo assim, confirme que está tudo bem.

O soldado assente. E então para, seus olhos recebem um brilho como se estivesse acordando de um sono de dedacas.

–Vossa Alteza?

–Sim?

–Está realmente tudo bem?

–Não sei.

Notas finais
Aposto que vocês não fazem nem ideia quem é a amiga do Kal, sabem?? Vem Ser Minha - Charlie Brown Jr. Dias de luta dias de glória - Charlie Brown Jr. Nina - Ed Sheeran Give me Love - Ed Sheeran Vejo vocês lindos ;*