Notas iniciais
Capítulo atrasado... My bad. Só Deus sabe o quanto apanhei pra conseguir escrever esse capítulo, é que, não sei, to super sem inspiração. Não sei o que deu comigo. Por exemplo, desde de quarta-feira eu to no maior gás sabe, super hiperativa mesmo, conversando com a galera, interagindo e pá (e, vai por mim, eu não sou assim) e daí na hora de por as palavras no papel eu não conseguia fazer nada com nexo. Cara, não sei mais o que fazer. Não sei onde ou como buscar inspiração, me ajudem. Espero não ter decepcionado nenhuma de vocês, dei muito de mim pra sair esse capítulo

Capítulo 11

Kaleb deu uma olhada rápida para o traje despojado que usava e caiu os olhos para o paletó acomodado em um montinho ao seu lado.

–Acredito que isso não seja exatamente apresentável – sorriu.

–Não. Tudo bem. Se quiser eu posso...

Katerina apontou sobre seus ombros para o jardim com as tendas, seus olhos ainda em Kaleb. Ela falava naturalmente, suave, mas o príncipe soube que estava um pouco desconfortável diante da situação pela forma que rangia disfarçadamente os dentes, como se tentasse apagar o nervosismo atrás de um sorriso.

–Tá, pode ser.

Os olhos dois dois se encontraram. A menina abriu a boca para falar, mas soltou um suspiro. Não me se mexeu. Ninguém se mexeu.

Ficaram parados pelo que se pareceu um longo segundo, e a senhorita sentou-se no mesmo banco que Kaleb, mas na outra extremidade.

–Quer saber? Quero ficar aqui.

Kaleb deu de ombros e voltou a sua atenção para seus pensamentos. Seus olhos estavam pesados. Na noite passada dormira muito mal. Quando fora para cama o calor era insuportável e no meio da noite as rajadas de vento só aumentavam. Em grande parte, talvez esse fosse o fato do porque se sentir resmungão e reclamando de tudo. Inclusive as roupas, que já não gostava, pareciam quase impossíveis.

Mas o perfume de Katerina forçava-o lembrar que alguém estava presente e era meio estranho pensar sobre sua vida inteira, sobre cada minúscula coisa com outra pessoa bem ali perto. Eles não estavam nem se encostando, mas estavam tão próximos que se ela decidisse se inclinar, talvez pudesse descobrir todos os pensamentos de Kaleb refletidos em seus olhos. E ela tinha cheiro de perfume de amora com chocolate branco e quando ela bateu as madeixas castanhas para um lado e para o outro foi irritantemente sensual. A coisa era que o príncipe não sabia se ela estava propositalmente provocando-o e... se estivesse estava dando certo.

Ele passou os dedos pelos cabelos, então lembrou-se que isso bagunçaria o visual já surrado e voltou a organiza-lo com a palma da mão.

–Porque não vi você nas tendas? – quis saber.

–Estava com algumas criadas tirando medidas.

Ela colocou uma das mãos na cintura, para confirmar sua fala e continuou:

–Mas espero que minha ausência não tenha sido vista como algo rude.

–Não. De certa forma não vi todas as meninas também.

–Aposto que elas vão se arrepender de não terem conversado com você.

–Vão?

–Certeza. A maioria aqui está super afim de você, Alteza.

–Colocado dessa forma é bem assustador.

Katerina sorriu, achando graça:

–É? Porque?

O príncipe suspirou. Seus dedos batucavam o banco gélido criando uma espécie de música lenta mas ao mesmo tempo marcante. Ele prestou atenção no som e lembrou-se das aulas de bateria que tivera quando era pequeno – ele amava música, mas tocar com certeza não era um dos seus dons.

–Não sei – respondeu por fim – Posso interpretar vocês mal, ou vocês podem me interpretar mal.

–E você está procurando um amor verdadeiro?

–Não. Não acredito nisso e você?

–Acredito. – e quando ela disse aquilo, seus olhos brilharam. – Também acredito nisso de que podemos começar a amar e depois o sentimento terminar. Na verdade, acredito que há muitos amores verdadeiros.

Kaleb não respondeu. Katerina mordeu os lábios e jogou as madeixas castanhas para o lado.

Então o cheiro de chocolate branco era do shampoo

Ela suspirou:

–Tanto faz. Quer?

O príncipe olhou para a taça de suco estendida até ele e o rosto bonito da garota, mas balançou a cabeça, negando. Katerina pareceu meio decepcionada, mas conseguiu esconder a expressão por trás de um dar de ombros casual.

Eles ficaram sem assunto por muito tempo. Os dedos pálidos da moça brincavam com as bordas da taça. Contra o sol, era perceptível o esmalte cor goiaba nas unhas longas e delicadas. Era uma mão tão delicada, com dedos finos e aparentemente tão macia que pareceriam prestes a se quebrarem num toque mais brusco.

Mas ao mesmo tempo pareciam guardar certo frio. Assim como os ombros despidos devido ao corte solto do vestido.

–Vossa Alteza?

Era a voz do soldado Smith. Ele era mais um dos caras bem apeçoados, com feições tortas de tantos socos ou choques contra muralhas. Tinha mais ou menos a altura do príncipe, mas seus braços de monstro o faziam parecer uma estátua grega viva. Ele pigarreou, amenizando a natural rouquidão da voz.

–Se a senhorita nos permitir um momento de sigilo... Temo em lhe trazer más notícias.

Katerina se levantou rapidamente, com tato o suficiente para não fazer nenhum estardalhaço, mas seu peito ia e vinha por debaixo do corpete rosa.

–Com licença senhores.

Com uma breve reverência, ela se retirou.

Kaleb não notou, mas os dedos da menina faziam nós ao redor da taça de suco.

O príncipe calçou os sapatos rapidamente e jogou o paletó por cima dos ombros. Tom esperou e os dois se encaminharam a passos largos para o escritório do rei. Enquanto passaram pelo jardim, puderam notar que as tendas já estavam sendo retiradas. Jade e Isabelle já estavam recolhendo seus pertences pessoais e sorriram calorosas tanto para Tom quanto para Kaleb.

Evelyn não estava mais lá. Nem Katerina.

Kaleb só esperava que não estivessem em nenhum canto reservado, onde Nikolaevich pudesse contar sobre a chamada que o príncipe recebera. Por mais que tivessem anos e anos de treinamentos, só quem não quiser para ver quando algum problema está acontecendo no castelo.

Automaticamente, os soldados assumem uma postura muito mais rígida. Não só pelo simples fato de que o paletó de Smith parecesse prestes a arrebentar de tanto que o homem comprimia os musculos, mas os olhos de gaivota se afiavam tanto quanto os ouvidos. Era como se tivessem acabado de ter passado por uma lavagem cerebral.

–Você pode me adiantar o assunto? – o príncipe pediu enquanto subiam o segundo lance de escadas.

Smith olhou-o receoso e então baixou a cabeça.

–Sinto muito, Vossa Alteza, mas me parece inseguro abordar o assunto aqui.

Kaleb soltou a repiração. Seguiu os passos de Tom, que estranhamente começou guiá-lo para o lado oposto do escritório do pai.

E foi aí que ele percebeu que era algo mais sério.

Os soldados dos corredores não pareciam estar prestando atenção na movimentação do colega com o príncipe. Certo. Alheios a isso não deveriam estar, mas não estavam apreensivos ou com olhos esbugalhados como os de Smith.

Os dois subiram passaram do terceiro andar para o quarto, onde as salas mais antigas ficavam – sua maioria interditadas a muitos e muitos anos. O príncipe olhou por cima dos ombros. Estava com a sensação de que nem mesmo Philip estava por dentro dos assuntos.

No meio do corredor, entre dois vasos de porcelana rachados estava uma porta gigante – majestosa e num tom de prateado brilhante, que se fosse limpa com mais frequência poderia refletir cada detalhezinho daquela parte do castelo.

Tom Smith abriu a porta para o príncipe.

–Que tipo de brincadeira é essa, Tom?

–Alteza. Veja com seus próprios olhos

Ele gesticulou para dentro do comodo mofado, encorajando-o.

Apesar do cheiro horrível, das persianas amareladas e da parede oca, a claridade do final do dia iluminava o que lhe parecia ser um antigo quarto.

No centro do comodo havia uma cama de dossel em perfeito estado – tirando o fato de que os travesseiros pareciam blocos de tijolo – Alguns quadros de famílias reais da Idade Média completavam a parede e um monitor de televisão muito antigo estava cuidadosamente posto sobre a comoda de madeira.

Não havia flores, nem espelho ou guarda-roupa para confirmar que alguém morava ali. Era óbvio que depois de décadas, hoje, especialmente naquela tarde, era a primeira vez que a porta majestosa havia se reaberto para o mundo.

Mas a mobília não importava. O que importava era o retrato do garoto sentado desleixadamente na borda da cama. Usava uma camiseta de baiseball verde e branca, bem colada no peitoral. As calças largas de ginástica estavam sujas do que parecia areia e barro e os cabelos loiros estavam muito desleixados.

Por trás da expressão impressionada, Kaleb sabia que existia medo e insegurança. Mas ele não se aguentou.

Olhou para Tom Smith e depois de volta para o garoto – pouco mais baixo do que ele.

Era loiro. Alto. Tinha mais ou menos a idade do príncipe. Por um momento ele chegou até mesmo a lembra-lo Myranda.

–Bash?

O garoto se levantou num salto, esfregou as mãos na perna e depois ficou batucando os dedos em um ritmo confuso e grotesco.

Os dois primos de olharam. Kaleb mandou Tom entrar e fechou a porta atrás de si. Sentia-se em choque. Podia imaginar tudo menos ver a figura de Bastian Suvernnoye bem diante de si. Ele abriu a boca para falar, mas deu-se conta de que não tinha nada para falar.

Bastian mordeu os lábios.

–Eu não devia... Acho que devo voltar.

Kaleb arregalou os olhos.

–Que? Não! – ele parou – Quer dizer... Não sei! Como você chegou aqui?

Notas finais
E então? Já viram a matéria super especial sobre as nossas queridas selecionadas? [http://herfleur.wix.com/onceagain#!Alerta-Vermelho-Elas-vem-com-tudo-/cmbz/7A1C140B-8CC8-476D-92E7-6D3FDC6820CE] e a dica musical ? [http://herfleur.wix.com/onceagain#!Dica-Musical-/cmbz/6B231AA0-C951-423E-81A7-645EE31BB6CF] Já adianto que logo logo teremos notícias sobre William e sua noiva Deborah. E essa vinda do Bash? Será que vai abalar esse castelo? As coisas tão começando a andar... Em compensação na luta pra achar uma inspiração eu ouvi MUITA Música: With or Without You - U2 Senhor do Tempo - Charlie Brown Jr. Mudaram as Estações - Legião Urbana Meu Novo Mundo - Charlie Brown Jr. Pretty Hurts - Beyoncé Dias de Luta Dias de Glória - Charlie Brown Jr. Pompeii - Bastille So Undeniable - Kathryn Dean Quase Sem Querer - Maria Gadú Qual são as expectativas para o próximo capítulo? Boas? Ruins? Vamos colocar o papo em dia gente. Quem aí fez ENEM semana passada? Alguém? Ó, to aceitando dica de música, fanfic, qualquer coisa maneira que vocês tem pra indicar Beijosss