Capitulo 8:

—Onde você está? – Minha mãe pergunta muito doida no celular. – Eu sei que você não está na casa da Lalita pois os pais dela ligaram para cá. Estamos assustados, minha filha. Estamos enfrentando uma nevasca terrível e eu não tem ideia de onde você está.

—Você quer a verdade, não é? Eu estou na casa de James. E sim, Lalita está aqui assim como o Sirius.

—Por que você está mentindo tanto?

—Porque você está me enlouquecendo. Porque você não enche o saco da Petúnia? Ela que fica solta por aí.

—Eu sei onde ela está.

—Você acha que sabe onde ela está. Se parasse de negativar meu relacionamento com o James, saberia que sua filha primogênita está traindo Vernon, e todo mundo sabe disso. Pelo menos eu só monógama.

—Que bobagem é essa, Lily?

—Se você chegasse mais cedo em casa entenderia do porquê que eu saio sempre com meus amigos de tarde. Eu não aguento mais ficar ouvindo gemidos do quarto ao lado.

James entra no quarto tirando o cigarro da minha mão e sussurrando um "relaxe" no meu ouvido.

—Agora se você não se importa mãe, eu vou comer – eu desligo.

Eu me viro para James que dá uma tragada no cigarro.

—Eu não sabia que você fumava – eu digo. – Até achar isso no criado-mudo.

—Eu não sabia que você fumava – ele fala me puxando para mais perto.

—Hábito dos americanos. Em uma das festas que eu fui acabei "provando".

—Péssimo hábito – James balança a cabeça depois de soltar a fumaça pela boca.

—Quanta hipocrisia, Sr. Potter – eu digo tirando o cigarro de sua mão.

—Olhe, eu tinha um amigo que ficava louco quando eu fazia isso – eu digo e ele tenta fazer cara de bravo.

Eu puxo a fumaça e quando solto lentamente pela boca e o nariz a puxa bem vagarosamente.

Quando eu termino ele me puxa para um beijo.

—Vocês estão cheirando a cigarro – Lalita fala quando serve peixe com fritas.

—E você está cheirando a peixe frito – eu digo.

—Meu pai me ligou perguntando se eu estava com você.

—Eu disse a minha mãe que estava na sua casa.

—Engraçado, eu disse o mesmo – ela diz.

—Somos péssimas mentirosas.

—Pelo visto vamos passar o Natal com vocês – ela olha para James e Sirius que estão na nossa frente.

—O que pode ser mais apavorante? – Sirius pergunta.

—Não vamos ter uma farta ceia – eu digo.

—Lil... – Sirius balança a cabeça. – Eu sou o único que estar feliz por estar só com vocês?

—Isso é muito fofo Six – eu digo estendendo minha mão para segurar a sua. – Eu estou feliz por não compartilhar mais um Natal e véspera brigando com Petúnia. E estar aqui com vocês, mas falta a Emme.

—A Emmeline vai ficar furiosa quando souber que passamos juntos – ele diz rindo.

—Você é muito mal, Sirius – eu digo rindo também voltando a comer.

—Bem, o que vamos fazer hoje, então? – James pergunta.

—Não sei vocês – Lalita começa. – Mas, nós – ela nos aponta com o garfo – vamos fugir de vocês.

—Sem chance – James retruca. – Lily, dá para dizer que idiotice é essa?

—Muito sério, Sr. Potter – eu digo. – Eu mesma dei a ideia idiota de ficar afastada de você. Digo, vocês.

—Porque...?

—Porque nem o Sirius e nem a Lalita querem segurar vela – eu respondo.

—Ora – ele olha para Sirius. – Beijem-se. Não é tão difícil!

Nessa hora Sirius e Lalita fingem que nem é com eles. O que me faz ficar com cara de brava e James com uma interrogação imensa na testa.

—Além do mais James, estou com medo de pegar mais de suas manias – eu falo dando ênfase ao "além do mais".

—Minhas manias Srta. Evans?

Eu rodo os olhos.

—Sim. Enfim, James, Sirius, estamos dando-lhes a tarefa de lavar os pratos e não nos procurar – eu digo quando Lalita larga o garfo.

—Bom, acho que conseguimos por meia hora – ela diz quando saímos correndo pelo corredor.

—O que você quer fazer primeiro?

Ela abre uma porta e vejo que bem iluminada, as janelas grandes, mas com as cortinas fechadas – além do mais não se via nada, apenas um grande branco da nevasca – e tem uma jacuzzi.

Nós ficamos inteiramente nuas, porque não temos outra roupa. Quer dizer, quem diria que ficaríamos presas por tempo indeterminado?

—Sei de um jeito bem gostoso de você ter o Sirius aqui – eu falo indicado a palma da mão.

—Eu não quero saber dele, Lily – ela diz no medo teimoso.

Eu acendo um cigarro, e antes que ela me repreenda eu digo:

—Nervos. Bem, eu sei que sim Lalita. Eu dei a volta no mundo, conheço todo tipo de gente. E percebo como você olha para ele. Eu diria para cair fora, meu lado bom. Mas, vendo por objetivo pessoal, seu, eu digo para você tê-lo. Não para algo ruim, eu simplesmente amo o Sirius.

—Eu não quero ser traída, ou magoada – ela fala.

—Quer saber, o sentimento de não ter é tão ruim quanto.

—Sábias palavras Lily – ela ri ironicamente.

—É verdade – eu solto a fumaça e sorrio. – O que estou falando é tudo verdade e sério, a nicotina me faz ter língua frouxa.

—Está dizendo para eu ouvi seu lado "Absolem"?

—É. Amei sua metáfora – eu digo. – "Ninguém jamais conquistou alguma coisa com lágrimas". Seja forte Lalita. Eu sei que você é bem mais do que aparenta. Eu vejo quando segura tudo, seu olhar diz, sua mente se opõe.

Ela fica em silencio, depois diz:

—Que jeito?

—Sabe aquela frase "você só tem interesse naquilo que não tem"?

—Esse é o jeito?

—Sabia que o Sirius nunca recebeu um "não" de uma garota?

—Como posso falar um "não" se ele nunca me pediu nada?

—Lalita! Você é linda, tem uma pele maravilhosa – eu fiz uma cara de exclamação. – Pelo amor de Ganesha – eu falo a fazendo sorrir. – Mostre do que uma indiana é capaz! Seu corpo é a maior arma de sedução. Sirius não liga para papo de garota inteligente. E ele sabe que você é, mas, nunca te viu, daquele jeito.

—Você acha que ele vai cair nisso Lily? Ele é mais experiente que todos nós.

—Não mais que eu. Eu disse, eu conheço todo tipo de gente.

—Antes do Homecoming?

Observação: Homecoming é um baile para dar boas-vindas aos alunos. Tem a semana do Homecoming que todo dia é um tema diferente, e no sábado o baile. É uma tradição norte-americana, e como Hogwarts é americano/europeu...

—Tendo quase todo o janeiro? É claro!

—Shh! – Lalita olha para porta e depois afunda mais um pouco sendo impossível perceber que estamos realmente nuas no meio de tantas ondulações. – Foi muito bom passar um tempo a sós com você Lily.

—Eu digo o mesmo Lalita.

—Lily, Lily, sua mãe não lhe disse que fala alto demais? – Sirius pergunta entrando com James.

—E a sua não disse que é muito feio stalkear as pessoas?

—Não – ele dá nos ombros.

James senta no lado da jacuzzi e ali mesmo começa a me beijar.

—Uau, quem diria – ele diz depois de passar a mão entre meus seios.

—É. Agora vão lá para fora, que vamos sair – eu digo.

—Ah, vocês estão nuas – Sirius sorri marotamente.

—Ah, o que? Você nunca viu uma mulher nua? – Eu começo a levantar, mas James me segura pelos ombros.

—James! – Sirius exclama.

—Sirius! – James exclama. – Não! – Agora ele levanta empurrando Sirius. – Minha Lily.

—O que? Reclama lá com ela. Lily!

Mas, eu e Lalita estamos rindo muito.

—James, o Six não pode me comer com os olhos – eu digo rindo.

—Mas, se pudesse faria – James diz abrindo a porta.

—Calúnia – Sirius fala antes de a porta fechar.

Depois de uns cinco minutos James abre a porta sem nenhum tipo de aviso.

—O que foi? – Eu perguntei.

—Precisa de ajuda?

—Que? Não... – Eu respondo franzindo minhas sobrancelhas. – James.

Ele para de andar, e deixa Sirius e Lalita irem na frente.

—O que?

—Nada. Eu amo quando você está com os óculos – eu digo o puxando para um beijo.

—Você é única que me faz querer usá-los.

—Quem te viu, quem te vê... James Potter namorando, James Potter usando os óculos só porque eu acho intelectual e sexy – eu passo um braço por ele voltando a andar.

—Você pode não perceber, mas você me beija muito mais quando estou de óculos.

—E você estende a mão para o zíper mais rápido quando estou de saia – eu balanço a cabeça.

—Boa observação.

As pessoas só têm interesse do que não tem. É, essa frase ecoou na minha cabeça.

—James, você vai me valorizar amanhã?

—Como assim Lily? Eu te valorizo desde sempre.

—Não, é que as pessoas perdem o interesse quando consegue algo. Você conseguiu não foi?

—Não, ainda não – ele se torna inexpressível.

—James, eu não quis dizer que você é infiel.

—Senta – ele ordena parando.

—O que?

—Senta Lils – ele senta no meio do corredor.

Eu acabo sentando de frente a ele com o cenho franzido.

—Você foi e é a única da qual eu confio e quero a meu lado. Em todos os momentos. Nossa, Lily, eu te amo desde pequeno, e não adiciono você em lista de quem eu "peguei" ou algo do tipo. Não foi eu quem te conquistei, foi você. Você é a mulher que sempre vou amar cada dia mais. E jamais você vai ser desinteressante para mim. E quando eu dizia que o que eu sentia por você era egoísta, era verdade. Porque aqueles três meses foram um puto de um sacrifício para mim. Parecia que minha vida inteira eu estava me preparando para você, e você diz que eu tenho que rever meus conceitos. Nossa, demorou três meses para eu lembrar como é ter você de volta, depois de anos. Eu só não te peço em casamento agora, porque você não aceitaria. Mas, quando estiver preparada para chegar na nossa casa e ficar só comigo, eu vou estar aqui, sempre.

Qualquer outra pessoa teria beijado com muita intensidade, mas eu abracei e ficamos um bom tempo assim.

O que eu sinto pelo James é indescritível. Sério. Eu não conseguiria dizer nada em resposta para o que ele me disse. Eu sou muito melhor com ações do que com as palavras.

Mas, ele já tinha me conquistado desde que me ajudou a desempacotar as caixas lá em casa. Eu estava apaixonada, entretanto realmente eu devia saber o que ele queria comigo. Namorar, ficar? Isso. Agora eu me sinto completamente chata, depois de perceber que não tinha sentido. Quer dizer, já estava escrito, não é? Nós ficarmos juntos. Apesar de tudo. E perceber que eu simplesmente amo James... Humf! Eu o amo mais que tudo. E sim, casaria com James. Mas, quero terminar o ensino médio, e assim, depois se ele pedir. Eu aceito de olhos vendados.

—Droga, te fiz chorar – ele levanta a cabeça deixando nossas testas unidas.

—Eu sinto muito – eu volto a abraçar sua cabeça.

—Continua pondo os peitos na minha cara – ele sorri me beijando.

Acabamos voltando para sala de TV com dois baldes de pipoca e Sirius e Lalita coçando a garganta quando James e eu começávamos a nos beijar.

Lalita e eu com ajuda da internet preparamos a ceia de natal. O peru, purê de batata, arroz à grega, e outras especialidades natalinas foram feitas. Obviamente não enchemos a mesa, porque não somos como mães que preparam todo anos essas receitas, e só tem nós quatro apesar dos garotos devorarem tudo.

—Já tem em mente quem vai convidar para o Homecoming, Sirius? – Eu pergunto quando estávamos na sobremesa.

—Nem voltamos do recesso, obvio que não Lily – Sirius roda seus olhos azuis.

—Por um instante achei que seria a Marlene – eu digo.

—Não, ela não gosta de ser publicamente vista comigo – ele dá nos ombros.

—Sem querer ofendê-la, você é bom demais para ela. Como James é para mim – eu sussurro.

—Lily...

—Só acho que ele fez muito para alguém tão insensível.

—Acho, que apesar de tudo vocês são feitos um para os outro, mas eu sei o quanto é teimosa – ele toca meu nariz e me abraça.

—Cuidado com a mão-boba, Sirius! – James fala no outro sofá.

Sirius levanta as mãos e sorri marotamente.

—Relaxa Jim, sou toda sua – eu me viro sorrindo. – Como anda as coisas na sua casa?

Sirius coça a testa e afasta o cabelo ondulado.

—Eu quero desistir de lá. E agora meu tio Alphard disse que me ajuda a sair de lá depois que sair do colégio e começar uma faculdade, ele mesmo vai pagar mas quer que eu arrume um emprego.

Eu acabo o abraçando.

—Eu quero tanto que tudo dê certo para você. Nossa Sirius, James e você tiveram uma infância terrível, eu só quero o melhor para vocês.

Eu o solto.

—Todos nós tivemos nossas dificuldades, Lil! E não se sinta mal por ficar com o James. Eu sabia que um dia eu ficaria só.

—Assim, Six, eu acho que cada um tem sua hora para ter um relacionamento sério e duradouro, e apesar de tudo você vai conseguir isso em breve.

—Como você sabe disso?

—Ah meu lindo, você é muito mais do que pegador.

Ele dá um sorriso sincero. E, ah, ele é realmente mais do que aparenta ser, e eu confio nele. Mas, ele merece perceber que nem todas as garotas vão estar disponíveis sempre para ele, e que um dia ele vai ter que ser fiel a uma apenas.

Eu deito nas costas de James quando Lalita e Sirius vão para a cozinha.

—Então, vamos passar o ano-novo juntos?

—Ah, James, se você não quiser eu vou viajar com a Lalita.

Ele beija minha nuca.

—Não, eu quero que fique comigo – ele murmura quando eu dou uma rebolada involuntária.

—Me dê bons motivos – eu solto um gemido por sua mão apertar meu seio.

—Você quer ficar comigo, eu quero ficar com você e ficaremos no mesmo quarto. Só nós dois.

Ele me vira defronte a ele e desabotoa devagar os botões da sua camisa branca que uso enquanto seus lábios tendem a beijar meu busto nu.

Eu faço marcas de meia-lua com minhas unhas nas suas costas nuas. James me deita debaixo do seu corpo e tira minha saia com rapidez, depois introduz dois dedos no meu sexo. E num ritmo constante de introduções e lambidas eu entro num clímax quando ele pede para eu gozar.

Eu consigo me posicionar de joelhos no chão entre as pernas de James quando tiro sua calça jeans e sua cueca box. Coloco o seu membro já ereto na minha boca e faço demoradas chupadas. James me coloca no seu colo antes que ele goze e introduz vagarosamente seu pênis na minha vagina.

Quando chega na base, nós soltamos um suspiro e jogo minha cabeça para trás antes dele segurar meu quadril num sinal direto para eu me movimentar.

Eu me movimento tão lentamente.

—Mais rápido Lily – ele pede depois de abrir os olhos e ver meu sorriso cínico.

—Eu quero que você implore – eu digo no seu ouvido.

—Por favor – ele segura com força minha cintura, e me vejo na obrigação de conseguir que ele goze agora quando começo a rebolar em uma frequência incrível. – Lily...

Isso é um sinal.

—Goze para mim Jay – eu peço.

—Faça aquele movimento – ele aperta meus seios.

“Aquele movimento” é só um maravilhoso abalo que faço no fim de um sexo, e ele amou, então...

Eu o faço, e ele geme meu nome e entra num êxtase.

James segura minha nuca e fala irresistivelmente:

—Vamos para um segundo round, baby.

Eu posso dizer “não” a isso? Não é que eu não possa. Eu não consigo. Quer dizer, eu conseguir dizer “não” quando ele pedia para ficar comigo. Mas, agora, depois de tudo... não...

Nunca fiquei tão constrangida na minha vida. E acredite passo por muita coisa sem noção. Como uma vez, em um dos jogos de futebol americano depois do fim da pontuação apareceu um “Lily é o amor da minha vida” no telão. Isso antes do recesso de dezembro. E lê-se que James que fez esse favorzinho e ele sabe muito bem que eu não quero ser o centro das atenções como ele. Mas, como sempre, não fui ouvida, e estou pagando muito namorando o Jay.

Quer dizer, sempre dizem que as cheerleaders namoram os caras do time. Eu era a única que realmente namorava com um jogador sendo cheerleaders. Apesar da Marlene e o Sirius se pegarem, mas é coisa que apenas nós – realmente nós, James, Lalita, Emme e eu – sabemos.

Voltando ao momento constrangedor, que está acontecendo agora e Sirius está rindo para cacete.

—Cala a boca – eu jogo um dos travesseiros em Sirius, mas ele nem se importa.

—Receber um boquete de manhã... – Sirius começa. – Algo tão precioso e tão incomum numa mulher.

—Sirius! – Agora James faz aquela cara de falso-bravo.

—Ah, qual é James? Eu não me importo nada se fizermos uma troca de casais.

—Que nojo Sirius! – Eu jogo uma almofada. – Além do mais, você e a Marlene nem tão juntos. E de jeito maneira, eu e você, hm.

Sirius faz cara de enfezado.

—Você dizia isso de você e James.

—Sirius, por favor – James pede.

—Certo. Mas, eu nunca vou esquecer disso, e provavelmente não vou conseguir dormir essa noite – ele põe a mão na maçaneta.

—Para de ser chato!

Entretanto Sirius solta nos lábios um sorriso maroto e diz antes de sair:

—Quase ia me esquecendo. Boas notícias, depois do almoço, podemos sair. E Lily, que seios lindos.

—Sirius! – James e eu gritamos.