Notas iniciais
Aqui começa a segunda parte da história e onde eu havia parado de escrever. James será o novo ponto de vista e eu espero manter só ele até o final. Tem erros médicos porque não fiz médicina nem similares. E também erros ortográficos porque eu revisei por cima.

POV James

Eu seguro sua mão gelada. Lily está muito, muito pálida, o que me lembra um fantasma. Mas, ela está viva, porque ela está tomando varias medicações pelo cateter. E esta é a razão por ela quase quebra minha mão, nós vamos nos arrumar para o baile de formatura dos sêniors da Hogwarts High School Elite. Dr. Rock recomendou que eu a trouxesse para que ficasse bem para o baile.

Ela me olha com aqueles olhos verde-esmeralda, e solta um suspiro de irritação.

—Ei, garota, vamos nos formar – eu digo tentando animá-la.

—Yeah – ela fala sem uma gota de entusiasmo.

—Lily – eu a chamo baixo quando ela abaixa a cabeça. – Eu te amo.

Ela sorri e me beija.

—Eu que te amo, moreno.

Lily não foi internada. Na realidade, ela está tomando porções de medicamentos. Dr. Rock diz que não vai transtornar a vida dela antes de se formar o que significa que depois da viagem de formatura, ela será induzida ao tratamento.

Eu não me acostumei com a ideia de que Lily está com leucemia é real. Para falar a verdade, eu penso que eu vou acordar desse pesadelo e vai estar tudo ok.

—Eu já disse que não preciso da sua escolta, James! – Ela me fala quando, ao invés deu deixá-la em casa eu entro com ela.

—Mas, eu quero ficar do seu lado sempre que eu puder.

—Jimmy – ela balança a cabeça e fala o que ela deve ter dito umas vinte vezes. – Eu não vou morrer amanhã.

—Por que você não diz logo que não quer minha maravilhosa presença? – Eu digo brincando. – Que tal assim? Eu te dou banho e te levo para a casa da Lalita, certo?

Ela assente soltando sua longa traça ruiva.

—Eu não vou raspá-lo – ela fala olhando para as pontas do cabelo.

Eu passo as mãos pelos seus seios deliberadamente.

—Lily – eu murmuro e ela vira o rosto para mim, fazendo a água da banheira tremer. – Você é forte e corajosa o suficiente.

Ela me beija.

E apesar do início eu ir com calma, morrendo de medo de quebrá-la, eu percebo que isso só vai frustrá-la, então fazemos sexo na banheira.

—Os medicamentos estão funcionando? – Eu pergunto quando nos vestimos, e seguimos para o carro.

—Por que não estariam?

—Amor, você está muito pálida – eu quase sussurro.

—Claro James, eu estou com câncer. Nem tudo é perfeito. Pelo menos eu estou em pé, e fazendo amor com você e aguentando suas perguntas estúpidas.

Eu acabo bufando.

—Eu só estou te dizendo, que sim. Eles estão me mantendo em pé, enquanto eu não faço a quimioterapia.

—E eu estou dizendo, que você continua sexy – eu digo a fazendo sorrir. – Por isso, eu quero que você fique com esse sorriso que eu amo, porque estamos livres de estudar, baby.

—Eu sei que vou ler bastante esse verão – ela diz, e soa tristonha.

—Por quê? Nós vamos ficar o tempo inteiro fazendo isso – eu digo e a beijo. – O verão inteiro beijando James Potter, quem diria, Evans?

—Você é estúpido – ela fala, ainda assim me beija.

—Ah, James diga para o Sirius trazer a flor púrpura – Lalita me diz quando deixo Lily por lá.

—O que é púrpura? – Eu pergunto, mas Lalita roda os olhos e fecha a porta.

—Então, ela está bem? – Sirius pergunta, estamos no meu quarto com mais um monte de marmanjos tentando fazer o nó de gravata perfeito.

—Pálida, mas, ela está assim desde antes do mielograma.

Sirius dá um suspiro.

—Não quero que fique pessimista, James – ele fala soando como ordem.

—Eu estou tentando, Sirius – eu digo.

—Você tem que entender que você é um dos pontos fortes dela, se você agir como se ela fosse morrer prematuramente, ela não vai ser forte – ele me fita, e eu poderia começar a chorar ali mesmo se não estivéssemos todos do time ali.

—Eu vou tentar.

—Não, você tem que conseguir – ele pega no meu ombro. – Eu estou com vocês, cara. Lily vai ficar bem, nós precisamos estar com ela, senão qual o sentido da vida?

—Você está certo – eu digo por fim, ele assente.

Lily está absolutamente incrível. O cabelo ruivo descendo pelas costas em cachos grossos, o vestido de renda feito neve, e sapato de salto brancos, com um batom vermelho sangue.

—Você está perfeita, Srta. Evans – eu falo e faço uma reverência.

—Sempre tão doce, Sr. Potter – ela diz e reverencia de volta.

—Casal Potter é tão estranho – Marlene diz, mas eu sorrio colocando meu braço para Lily.

—Se enxerga, Marlene – Lily fala brincando e faz uma careta. – Vamos, James. Vejo vocês por lá.

Na realidade a entrega dos diplomas foi dada ontem. Mas, para mim, Lily e Sirius, só fora meu pai ver, e ficamos muito felizes por ele ter saído de diabos onde ele estava para aplaudir nós três e tirar fotos.

Petúnia havia aparecido bem depois da entrega. Quando todos estavam tirando fotos e perguntando aonde iriam para o verão. Eu não a culpava por não querer ficar babando por Lily, mas eu sei que elas se amam e é isso que importa no fim das contas. Foi Petúnia que passou o dia inteiro conosco no hospital enquanto Sr. Rock falava sobre a leucemia. E no caso mais estranho, ela se ofereceu para ajudar Lily, já que elas tinham o mesmo sangue, mas é um caso em mil, e ela não foi exceção.

Ela nos parabenizou, e depois abraçou Lily por um longo tempo. E quando se soltaram elas pareciam prestes a chorar.

Mas, hoje ela não apareceu por lá. Acho que nem era permitido. Era só um baile de formandos, dança, ponche batizado e beijos. E eu queria que nossa vida se resumisse a isso, mas... nada é perfeito, não é mesmo?

Depois de muita dança, nós vamos para os jardins, onde tem uma macieira e sofás trançados.

—Meu pai me ligou – ela diz.

—Meu pai ele... Ele está tão preocupado com você, com a gente. E como não pode ficar aqui...

Ela aquiesce.

—O que ele te disse? – Eu pergunto, já que ela não abriu a boca.

—Que vai pagar os custos, mas não pode vir agora.

Ela fecha os olhos, e percebo que ela vai chorar, então começo a mima-la.

—Ele virá, Lils – eu digo. – Ele vai resolver as coisas por lá, e virá assim que puder.

—Eu não quero que ele venha, James!

Lily faz isso às vezes. Me deixa completamente confuso.

—Eu não quero que ele fique amofinado, como você está. Eu não quero isso para vocês.

—Lily, você não tem escolha. Ele é seu pai, eu sou seu namorado.

“Namorado” soa tão ridículo que eu me frustro. Eu não gosto de ser apenas o namorado.

—Vamos, isso está um porre – eu digo e ofereço minha mão.

—Aonde você quer ir?

—Ao parque de diversões.

Compramos algodão-doce rosa, brincamos no jogo das argolas onde ganhei um cervo de pelúcia com sua galhada grande para Lily, e nos estranharam por estarmos vestidos socialmente e estarmos num parque. Mas tudo bem, porque fomos à roda-gigante, onde declarei meu amor incondicional para Lily quando paramos no alto. E depois de um longo tempo, estávamos felizes por fazer algo tão natural e clichê de namorados.

—Obrigada por me fazer esquecer-se dos problemas – Lily sussurra quando estamos quase dormindo.

—Obrigado por me permitir fazer isso e ser minha.

—Sempre e sempre.

Acordamos cedo no dia seguinte porque iriamos viajar com os formandos para Veneza. Lily precisou levar um atestado para a Profª McGonagall que não deixaria Lily entrar sabendo do seu estado atual. Tinha pelo menos uns 30 alunos de cada casa de Hogwarts se formando, o que deixou um avião bem lotado. Sirius e Lalita quase transam ali, no meio de um monte de gente, as mãos dentro da camisa. Eu acabo enviando uma mensagem: banheiro. E eles vão mesmo. O que leva Lily e eu rimos feitos loucos e ninguém entender bem.

Tia Minnie, obvio, separou a gente em meninas e meninos. Só que não durou muito, porque trocamos as chaves dos quartos, e juntamos as camas de solteiro. No primeiro dia, todos dormiram assim que chegaram, todos menos eu e Lily.

—O ar condicionado está bom assim? – Eu pergunto de novo.

—James, sente-se – ela pede alisando o outro lado da cama.

—Eu quero saber se está confortável.

—Não. Eu quero que você deite.

—Espere – eu digo, coloco o ar condicionado num grau adequado para nos enrolarmos, forço-a a beber água e finalmente deito por cima dela.

—Você é pesado sabia?

Eu a beijo, então se cala. Minhas mãos sobem debaixo da camisola de seda, a tirando com rapidez, então vira o sexo feroz. Acontece quando tentamos ir devagar, mas acabamos ficando afobados. Quando parece se passar um século, nós descansamos e ela murmura:

—Sempre passando de um beijo.

—Um beijo é tão pouco – eu digo.

—Parecia muito meses atrás – ela me fita com aquela imensidão verde esmeralda.

—Eu sou faminto.

Ela dá um riso, então se estende e me beija devagar, sem língua, só lábios macios.

—Eu vou te amar até o mundo acabar – eu prometo quando ela beija meu maxilar.

—Eu sei – ela sussurra. – É por isso que eu amo você.

—Porque eu te amo.

—Sim.

—Então estamos bem.

—Estamos.

Tia Minnie nos manda tomar café bem cedo, vamos à Praça de São Marcos ver a Basílica de São Marcos – ele é o santo padroeiro – e a Ponte de Rialto.

Veneza é uma das minhas províncias favoritas, e o fator principal é por ela ter um clima agradável para junho, entre 24ºC e 16º, mas normalmente uns 20 graus Celsius.

O que mata a Praça de São Marcos é a imensidão de pombos.

—Que casamento dos sonhos – Emme suspira, e eu percebo que todas as garotas estão assentindo e olhando perigosamente para a Basílica de São Marcos.

—Por que elas acham Veneza tão romântica? – Sirius pergunta baixo.

—Hollywood – eu respondo.

—O principal culpado – Remus completa.

—Ridículo – Sirius assobia. – Linda igreja, mas casar aqui?

—Você é realmente pedra – Remus e eu rimos.

—Ei – Sirius dá um tapa na minha nuca e na de Remus.

—Melhor seria vim de gôndola – Lily acrescenta.

—Que diabos é isso? – Eu pergunto aos caras.

E é obvio que Remus levanta um pouco a sobrancelha e responde:

—Aqueles barquinhos que fica um casal e um cara remando com musica tocando no fundo enquanto passeiam por algum canal daqui.

—Isso seria perfeito – eu digo e começo a pensar em um milhão de coisas.

—O que seria perfeito? – Remus franze o cenho.

—Sirius, eu preciso que fique aqui e cubra minha saída e a de Remus – eu digo.

—O que? – Remus e Sirius perguntam.

—Ah, por favor, hoje vai ser o dia em que eu deixarei de ser namorado – faço uma careta.

Sirius entende de cara e segura meu ombro:

—Vão lá, eu invento qualquer coisa.

—O que quis dizer? – Remus pergunta.

—Estou me sentindo realmente mal por ser apenas namorado dela – eu falo. – Quer dizer, ela está com câncer, Remus, quero que tenha tudo antes que seja tarde demais.

—Então, você quer casar?

—Sim.

—Vamos, cara, temos muito que fazer em pouco tempo.

“Quando forem nos barquinhos faz a Lily ficar por último” – eu mando para Sirius.

O barquinho começava seu caminho pela Ponte do Rialto passando pelo Grande Canal. Vejo Professora McGonagall indicando os ex-alunos as gôndolas. Após muitos e muitos, vejo que Sirius contava alguma merda, porque as garotas riam. A Emme foi com o Remus, Sirius puxou a Lalita, e depois eu apareci com uma gôndola um pouco maior que as outras, vermelha e branca lotada de todos os tipos de rosas e tulipas. Coloco meu celular para tocar nossa música junto com os celulares de Sirius e Remus – a Samsung e sua tecnologia – e ela pega minha mão entrando no barco.

—O que você está aprontando, Jimmy? – Ela pergunta sentando com as pernas cruzadas mostrando as lindas pernas por causa da mini saia.

—Lily, eu não sei o que fazer – eu falo sinceramente.

Ela sorri.

—Isso é bom. Quer dizer que nunca fez isso com outra garota.

—Ei, você é meu único amor – eu faço ela ficar em pé onde tinha sentado para ficar da minha altura.

—Não me deixe cair.

—Nunca.

Quando ela dá uma relaxada, eu olho para Sirius e Lalita achando que eles estariam se pegando como os casais mais à frente, mas as pessoas do fundo nos olham atentamente.

Sirius me olha com segurança e assente me dando coragem para continuar.

—Está me paparicando para a beber hoje? – Lily segura me queixo.

—Até parece que você não vai sair com as garotas.

Ela roda os olhos verdes.

—Não. Estamos reunidos aqui nessa tarde para o turismo dos formandos de Hogwarts deste ano – eu digo no alto tom, por isso dou um passo longe, ainda segurando as mãos de Lily. – Uma grande comemoração, para depois nos enfiarmos numa faculdade.

—James – Lalita me chama atenção.

—Certo – eu balanço uma das mãos para ela. – Ok, Lily Evans. O grande e único amor da minha pequena vida – eu toco meu coração. – Você me tem uns 100% e isso é pouco, porque meu amor é seu como o seu é meu.

As garotas fizeram um coro de suspiro fazendo Lily e eu rodarmos os olhos.

—Vamos, James! – Emme fala. – Vamos morrer de curiosidade!

—Espere – eu digo para ela. – Tenho que enrolar mais um pouco!

—Sempre que você some é para a armar algo – Lily acusa.

—Porque eu te amo, e amo te agradar – eu digo e acabo levando um beijão.

Eu olho para o relógio de Lily, e marcam seis, eu a faço olhar para o lado contrário que viemos. E é uma grande explosão de cores. Em forma de corações, então aparece:

Lily Evans, o amor da minha vida. Você aceita casar comigo?

Ela cobre os lábios com as mãos e olha para mim com surpresa.

—Você aceita ser minha para sempre? – Eu dou ênfase alisando seu rosto com as costas da minha mão.

—Eu já sou sua – ela diz e sorri.

Por sorte, eu tenho um grande reflexo, eu a pego quando ela pula em mim.

—Oh, merda, é claro que eu aceito, Jim – ela fala abafadamente.

Eu a beijo por um instante.

—Então grite para o mundo.

—Vou casar com James Potter! – Ela grita. – Esse idiota me ama mesmo – ela vira para mim. – Um idiota que eu amo, eternamente – ela me beija.

—Vamos, deixa eu colocar o anel – eu seguro seu rosto.

—Não é esse? – Ela coloca a mão direita na minha cara.

—Esse é destinado a namoradas – eu explico e pego sua mão esquerda ficando se joelhos.

Eu pego uma caixinha de veludo vermelha que dentro havia uma pequena fortuna em diamante e ouro, tiro e coloco no dedo da minha noiva. Noiva. Lily, minha noiva.

Ela acaba pulando em mim de novo, dessa vez caímos, mas foi no barco, só fico com uma puta dor nas costas, uma noiva rindo, e um pessoal fuxiqueiro suspirando.

Notas finais
Um milhão de anos que escrevi isso, dá pra ver quando James e o restante usam Samsung para colocar todos emparelhados. Lembram da propaganda de TV? Isso era muito chic na epóca. Enfim...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.