Notas iniciais
8 meses depois...

Capitulo 9:

Meu pai olha para mim segurando o riso, e estende a mão até meu cabelo ruivo e longo.

—Vamos, qual é a grande novidade que você tem para contar?

—O senhor já sabe que Jim e eu nos casamos – eu digo com minha voz de criança, enquanto meu pai assente. – Então, agora queremos ter um filho.

—Um filho?

—Sim! Uma menina de preferência!

—Hm. E como vocês pretendem ter essa filha?

—Mamãe disse que os bebês vêm da cegonha. Quero que fale com a cegonha para trazer nosso bebê.

—Querida, não é muito cedo para pensar em filhos?

—Porque muito cedo? Nós namoramos, noivamos, casamos, e agora temos que ter um filho. Não é assim que funciona, papai?

—Sim, é assim. Mas, não falta alguma coisa?

Eu paro.

—Não.

—O amor, filha. O amor.

—Mas, eu amo o Jim.

—Ele te ama também? Ele te disse?

—Claro né? Se não nos amassemos não teríamos casado! – Eu falo como se fosse a coisa mais estranha do mundo casar sem amor. – Então... vamos ter que esperar nove meses mesmo?

—Sim.

—É muito tempo!

—Não é não. Quando você menos esperar ela estará aqui.

—Mesmo?

—Aí eu não sei. Depende da cegonha. Se ela achar que vocês merecem um bebê...

—Nós merecemos!

—Sim, sim. Agora só resta esperar.

Esperei nove meses. E a única coisa que eu ganhei foi uma despedida de partir o coração. Eu tive que sair de Londres. Sem meu bebê e sem o James.

—Lily? – Emme me balança.

—Oi?

—Você está na mesma página a mais de dez minutos – ela diz e tira o livro da minha mão.

—Estava só pensando... – Eu balanço a cabeça.

—Vamos para o salão principal! Já devem ter posto os temas para a semana Homecoming.

Fomos para o salão principal – lotado de alunos – e nele tinha uma faixa enorme e grossa onde dizia:

“Segunda-feira: Você

Terça-feira: Disney

Quarta-feira: Super-herói

Quinta-feira: Pink Day

Sexta-feira: Nerd

Sábado: Red Carpet”

As mãos quentes de James entrelaçam minha cintura.

—Vai me ajudar a comprar as fantasias?

—Só se você me arranjar umas lentes azuis – eu digo.

—Lentes azuis?

—Para Disney.

—Certo. Posso saber?

Eu simplesmente o beijo.

—Não!

—Posso te pedir uma coisa então? – Ele pergunta me puxando do Salão, indo para os corredores.

—O que?

—Na quarta-feira você pode vim de Viúva Negra? – Agora nós já entramos numa sala vazia.

—Natasha Romanoff? – Eu pergunto folgando sua gravata e o empurrando para mesa. – Só se você vier de Clint Barton – eu o puxo para um beijo longo e profundo.

—Mas os romances deles acabaram – James murmura puxando uma das minhas coxas para o joelho se apoiar na mesa.

—Só vou vim de Romanoff se você vier de Barton – eu digo, o fazendo parar de beijar meu pescoço e fixa seus olhos de um marrom esverdeado quente nos meus.

—Eu te amo ruivinha – ele puxa meu queixo e volta a me beijar.

—Eu te amo moreno – eu digo quando nos soltamos.

Ele não deixa eu respirar por muito tempo. Logo depois, ele me põe na mesa me beijando por um tempo indefinido. Ele desliza a mão pela minha coxa indo diretamente lá. E eu estou sem calcinha, porque sempre que voltamos para casa, depois do treino, nós transamos. James dois enfia dedos, como de costume, e me beija para eu não gemer. Eu já pedira para ele enfia mais um dedo, mas ele tem um certo cuidado quando fazemos amor, e diz que é para eu não me machucar. Acontece que eu já tive namorado grosso – há – que não ligava muito para essas coisas. Mas, enfim, James é James e eu gosto dele assim, todo cuidadoso, apesar deu querer que ele seja menos cauteloso.

Ele tira os dedos úmidos, eu os chupo e ele fica me olhando com aquela cara de “estou explodindo”.

Eu desabotoo sua calça e ponho a mão dentro da sua cueca e sinto seu membro grande e pulsante na minha mão, acabo soltando um gemido. Eu desço o zíper e tiro seu pênis para fora e o masturbo por um bom tempo.

E quando posiciona na entrada a porta se abre e só ouço o grito da professora McGonagall.

—Sr. Potter coloca isso para dentro agora! Eu estarei os esperando na diretoria!

—Estamos ferrados. Não estamos? – Eu pergunto ainda olhando para baixo.

—Sim – ele responde e assim mesmo damos uma “rapidinha”.

—Eu não sei mais o que faço com vocês – Professora McGonagall fala.

—Eu sei – o Diretor Albus Dumbledore diz se inclinando para frente em sua cadeira pondo as mãos juntas em cima da mesa.

James e eu nos entreolhamos.

—Bom, isso será dito depois da semana Homecoming, então... – ele tamborila os dedos uns nos outros.

—Desculpe-me Diretor Dumbledore – Minerva começa. – Eles sairão impune?

—Contanto que não façam o que queriam fazer na festa – Albus balança a cabeça com sua barba prateada, e nos olha por trás do seus óculos meia-lua. – Vocês conseguem, não é?

—Claro Professor Dumbledore – James diz. – Lily e eu podemos fazer antes e depois da festa.

—James! – Eu dou uma cotovelada nas suas costelas.

—Se for assim – Dumbledore deixa escapar um sorriso. – Agora, esse tipo de atitude que tiveram nada mais foi que algo comum nessa fase da vida. Infelizmente, muitos são pegos, e eu como diretor preciso fazer algo a respeito. Por isso, vocês não são os únicos que serão culpados de receber uma grande incumbência depois do Homecoming. Entretanto, me ajudou a tomar essa decisão.

—Que decisão seria? – Dessa vez minha língua solta.

—Ah, Lily Evans, para sua e nossa infelicidade não é algo que deva ser revelado, por enquanto. Apenas o corpo docente – ele completa. – Agora podem ir embora, aproveitar o fim de semana gélido de janeiro.

—Obrigada Professor Dumbledore – eu digo.

—Tenham um bom fim de semana – James e eu dissemos em coro.

James me leva para casa logo depois, e dessa vez ele não fica por muito tempo, já que agora na sexta tiramos um tempo para os nossos amigos, porque eles vivem reclamando que James e só vivemos transando.

E, vamos para casa da Lalita, Emme e eu, para termos logo as fantasias de terça a sexta, fora a minha roupa de gala da minha festa de aniversário na sexta de noite, já que sábado de noite será o baile Homecoming Red Carpet.

—Nossa Lily, eu nem tive tempo de falar com você minhas ideias para fantasia que você sumiu com o James – Emmeline fala.

—Tipo, você e o James não cansam de fazer sexo não? – Lalita pergunta por trás da revista de adolescente americana em versões Homecoming.

—Não – eu respondo e acabamos rindo. – Eu não sei, simplesmente se estamos sozinhos sempre rola alguma coisa.

—Até no carro? – Emme pergunta parando de recortar.

—Principalmente no carro – eu digo e mais risos.

—Nunca mais pego carona com o James! – Lalita diz com nojo.

—O pior foi que McGonagall pegou a gente na hora H – eu falo.

—Como assim? – Emme para de recortar e presta atenção.

—Estou falando, quando estávamos lá no...

—Rala e rola – Lalita me interrompe.

—Tipo isso – eu rio. – Estava quase entrando...

—Lily! – Agora foi a Emme.

—Estou criando suspense! – Eu me defendo. – Enfim, ele estava quase lá, e ela entrou na sala e deu o maior grito.

—Porque não se pegaram no banheiro do GYM? Nunca te pegaram lá – Emme fala.

—Nunca pegaram ninguém lá – Lalita corrige.

—É, mas vocês sabem como é o Jay, ele é muito do apressado – eu falo.

—Não sabemos como é o Jay – Emme me imita. – Acredite Lily, ele nunca pediu nada para nós duas – Emmeline aponta para ela e Lalita.

—Ele me contou que não fica com amigas – eu digo.

—Sim, e então? Qual foi o castigo de vocês? – Lalita pergunta. – Pelo visto vocês não foram bloqueados para ir ao baile.

—Não, não... Dumbledore disse que depois do Homecoming viria nosso castigo. E quando digo nosso não é apenas James e eu. Ele disse que nós adolescentes já fomos pegos em todo o colégio.

—E então, provavelmente todos receberemos um castigo? – Emme pergunta.

—Tipo isso.

—Mudando de assusto, eu estou pensando em ir de Rapunzel para a Disney – Emmeline diz.

No sábado, eu fui ajudar James com suas roupas do Homecoming. E eu sabia muito bem que ele sabia como se vestir, mas não queria me deixar solta.

James me puxa pelos lugares, e depois de compramos a roupa do Pink Day, ele me faz parar numa joalheria.

—Vamos Lils, o que você mais gostou? – Ele pergunta e fita meus olhos.

—James...

—É seu presente de aniversário! – Ele diz segurando meu queixo. – E eu não sei escolher joia.

—Sabe, você me deu isso – eu estendo minha mão esquerda mostrando o anel de rubi que ele me dera pouco depois que começamos a namorar.

—Ah, mas é de família! Só passa por belas mulheres Potter – ele diz, e depois sussurra. – Não passou pelos dedos da minha mãe, relaxe.

—Jim – eu murmuro. – Você não precisa me dar nada, eu já tenho você isso basta – eu digo.

—Muito lindo, mas eu quero te dar o que você merece – ele beija meus lábios devagar. – Qual vai ser a cor do seu vestido de sexta?

—Vermelho.

—Serio? – Ele sorri. – Você fica tão linda de vermelho – ele sussurra no meu ouvido. – Venha – ele me leva até as joias. – Você gosta de esmeralda não gosta? Eu amo porque é a cor dos seus olhos.

—Sim, amo esmeralda – eu respondo.

—Por favor, pode me mostrar um conjunto de esmeralda? – James pede a funcionaria que tira um conjunto com brincos, colar, pulseira e anel.

—Jay – eu aperto sua mão, mas ele me faz virar colocando o colar em mim e fica me olhando.

—Lils, por favor – ele pede. – Me dá aquele sorriso.

Ele se aproxima beijando minha orelha.

—Eu tomo aquela coisa horrorosa que você chama de café.

Eu sorrio.

Como uma pessoa que fuma não ama café? Falando em fumar, James e eu estamos parando com isso. Quer dizer, as vezes compartilhamos um maço, ou dois. Mas, eu fumava muito mais antes de Jay me segurar.

—Viu? Assim que eu gosto.

Ele me faz por todo o conjunto e ficar me olhando no espelho, e ele me fitando detalhadamente.

—É melhor você levar, porque eu já paguei – ele diz atrás de mim.

—Achei que não sabia escolher – eu começo a tirar os brincos.

—É claro que eu sei. Sou James Potter – ele põe meu cabelo do lado oposto onde estava seu rosto. – Não somos lindos? – Pergunta o lado narcisista.

—Quer dizer, você é lindo – eu toco seu nariz.

—Imagine que lindos nossos filhos vão ser.

—James...

—Ah, eu gosto de pensar que vamos ser aqueles casalzinhos de velhos sentados no parque dando comida aos pássaros.

—Certo, tem razão. Vamos ser um casal de velhos. Você ainda charmoso com seus óculos...

—E você com essas maravilhosas esmeraldas, seus olhos.

Nós dois suspiramos.

—Vamos tomar café.

Sentamos na mesa mais afastada de quaisquer outras pessoas. Eu peço dois cafés expressos e uma torta de limão.

—O que eu não faço por você... – ele murmura e pega minha mão.

—Agora eu entendi porque você veio de óculos.

—Porque você faz o que eu peço quando eu estou no auge do meu charme.

—É, o pior que eu faço.

—Lils, o que você pensa em fazer depois do colégio?

—Fazer faculdade aqui em Londres mesmo, e trabalhar em alguma coisa, só para não ficar em casa o dia inteiro. E você?

—Antes de a gente namorar, eu pensava nisso mesmo. Mas, eu alugaria uma casa, sei lá, não me vejo morando com minha mãe depois do colégio.

—E agora?

—Agora eu quero ficar com você – ele fala manhoso.

—E?

—E só isso basta por enquanto. Você não estaria satisfeita morando comigo?

Eu dou um sorriso torto.

—Claro né Jim, mas a coisa é bem mais complexa do que você pensa.

—Sim eu sei. Além do mais, só estou dizendo que o resto não é importante.

—Mesmo sendo.

Ele fecha a cara.

—Mesmo sendo – ele repete e tira os óculos.

—Eu moraria até num armário debaixo da escada com você James Potter – eu falo.

—E casaria comigo?

—Não acho que seja necessário.

—Realmente não é imprescindível – ele assente sarcasticamente.

—Entretanto...

—Entretanto, eu gostaria de casar com você, e ter o imenso prazer de te apresentar para o mundo como Lily Potter, minha esposa – ele sorri. – Viu? Seu nome combina perfeitamente com meu sobrenome.

—Sim, eu aceitaria casar com você, Sr. Potter.

—Entretanto – ele fala.

—Entretanto, eu queria que fosse menos apressado. Eu te amo e tudo mais, mas somos dependentes de nossos pais, e faz pouco tempo que estamos juntos.

—Tecnicamente desde os seis.

—Tecnicamente desde novembro.

—Não seja chata – ele pede. – Eu espero. Eu faço isso, não é? Eu te espero.

—Não é bem assim.

—Não, tudo bem – ele fala e olha para os lados, vindo a garçonete com nossos pedidos.

—Porque você quer tanto se casar? – Eu pergunto depois de tomar um gole do café.

—Porque eu te amo mais que tudo, e essa é uma forma de mostrar meu amor por ti, te dando tudo o que você merece.

—James...

—Não. Você sabia que esse anel dos Potter só é dado para as mulheres que o Potter realmente ama e quer ter um futuro ao seu lado? Foi por isso que eu te dei – ele fala no tom de voz calmo dele. E eu odeio quando ele usa esse tom de raiva escondida pela calma.

—Não. Eu não sabia.

—Pois é.

Agora nós tomamos o café e compartilhamos a torta de limão.

—Desculpe – eu falo. – Eu não quero passar a ideia que eu não te quero no meu futuro. E que eu não te ame. Porque é exatamente ao contrário. Eu que sou adulta demais para acreditar nessa coisa de casamento. Mas, relaxe, eu te amo, e passarei o resto da eternidade do seu lado e sem ser forçado, sendo uma Potter.

—É, tem razão, você é uma velha caquética – ele assente com um sorriso.

Depois que conseguimos voltar para casa, Lalita e eu começamos a moldá-la. Quer dizer, ela já é linda e tem um corpo lindo, só que ela não usa para atiçar quem ela mais gostaria, Sirius.

No começo não fizemos muita coisa, porque eu ia viajar com o James para – por favor, Irlanda do Norte – com seu pai, sua madrasta e suas duas meias-irmãs (apenas filhas da madrasta), Elizabeth e Charlote, que eram gêmeas idênticas, louras de olhos azuis claros.

E é claro que mamãe não havia deixado. Humf! eu viajar com o James, nem pensar! Todavia, meu pai, santo Pai, ele estava naquela fase de fazer tudo ao contrário do que minha mãe queria. E como minha mãe não queria que eu viajasse, ou até mesmo fosse na casa do, com o Jay, meu pai deixava.

E eu, no obvio dos óbvios, ia na onda do meu pai, porque era melhor para mim, então lá em casa Petúnia estava do lado da mamãe e Lily do lado do papai.

Enfim, James e eu viajamos e era só para o ano-novo mesmo. Seu pai alugara uma casarona por apenas três dias. Foi tudo muito lindo, e eu estava quase esquecendo que quando voltássemos para Londres, a vida familiar de nós dois voltaria aos gritos. Entretanto, nós curtimos de todos os jeitos a Irlanda do Norte, porque é uma coisa maravilhosamente incrível e respiraríamos por um tempo.

Quando voltamos, as aulas começaram e Emme estava me ajudando com Lalita. Quer dizer, ela sabia se vestir e tudo mais, mas precisava de um “quê”.

Agora, na semana do Homecoming, ela ia mostrar esse “quê”. E como ela diz, pelo amor de Ganesha, Sirius ia ficar só no gostinho. E quando ele pedisse para ela ir com ela, ela não aceitaria. Mas, é claro, que ela não sabe que não vai aceitar o pedido. Só Emme e eu, mas deixa para o pedido.

Naquele fim de semana eu consegui comprar todas as minhas roupas com Emmeline e Lalita. E sim, iriamos causar na semana Homecoming.