On The Murder Secene

9 Capítulo 9- The hardest part of this is leaving you


Gerard se virou, ficando de costas para a luz que vinha da janela que o impedia de dormir. Há bastante tempo estava acordado, por mais que não tivesse aberto seus olhos ainda. Resolveu então parar de tentar voltar a dormir. Esticou um de seus braços, tentando localizar a pessoa ao seu lado, mas ao invés disso sentiu apenas a colcha macia. Abriu seus olhos quase que imediatamente ao perceber que estava sozinho.

Sentou-se na cama e abraçou suas pernas apoiando sua cabeça em seus joelhos encarando o lugar que Frank havia dormido e que agora estava vazio.

Pensou que talvez aquilo tudo houvesse sido apenas mais um de seus sonhos eróticos. Mas não, foi real demais.

Se levantou e resolveu ir até a cozinha com a esperança de que ele estivesse lá, passou pelo quarto de seu irmão percebendo que ele não estava mais dormindo.

Parou na porta da cozinha, observando Michael comer alegremente seu prato com ovos mexidos.

- Cadê ele? – ele perguntou fazendo seu irmão parar de comer e o encarar sorrindo.

- Ele quem Gee?

- Não se faça de sonso Michael. Cadê o Frank?

- Não sei. Ele é a sua musa, você tem que cuidar dele, não eu. Não é culpa minha se o sexo não foi bom pra ele e ele resolveu ir embora logo de manhã. – Michael sorriu mais abertamente tentando provocar Gerard.

- Não me faça agüentar as suas ironias matinais.

- Você não precisa se não quiser.

O mais novo apoiou seu cotovelo na mesa e descansou sua cabeça em sua mão. Encarou Gerard que estava mais serio do que o normal.

- Eu não vou. Vou sair.

Mikey olhou seu corpo dos pés a cabeça e riu fazendo Gerard franzir o cenho e logo depois abaixar sua cabeça e perceber que estava apenas de samba-canção.

- Tem certeza que vai sair assim? Acho que o Frankie pode esperar você se trocar.

Mikey lançou-lhe um sorriso irônico. Gerard odiava a capacidade de seu irmão de ser irônico e inconveniente quando queria.

O mais novo uniu a ponta dos dedos de suas mãos, balançando sua cabeça negativamente, estudando a expressão furiosa de Gerard.

- Qual é, Gee. Não é a primeira vez que você trás homens como aquele pra casa. Bonitos, gostosos e fáceis. Não me diga que você se apaixonou por essa puta.

Gerard cerrou seus olhos com raiva. Mikey tentou se recordar de ter visto uma expressão daquelas no rosto bom e calmo de Gerard, às vezes podia-se comparar seu rosto com o de uma criança.

Mikey levantou-se apressadamente ao ver Gerard caminhar até ele. Ele estremeceu ao sentir o corpo de Gerard pressionar-se contra o dele.

Gerard aproximou sua respiração a de Mikey, provocando-o. Ambos não se tocavam, apenas sentiam a respiração um do outro.

- Então você realmente acha que ele é uma puta, huh? Quem vive se insinuando pra mim? – agora quem sorria irônico e vitorioso era Gerard. Sabia que havia conseguido irrita-lo.

- Diz que você não gosta das insinuações Gee.

- Eu gosto. Estava apenas te comparando com a puta que dormiu comigo noite passada. – ironizou ele mais uma vez. Mordeu levemente o lábio inferior de Mikey que abriu a boca instintivamente para beijá-lo, mas que logo se fechou ao perceber o mais velho dar alguns passos para trás. – Agora eu vou me trocar. Você sabe, não quero deixar minha musa esperando. – e dizendo isso, deixou a cozinha indo em direção ao seu quarto, deixando Mikey parado na mesma posição, encarando seus próprios pés, seus olhos lacrimejando de raiva.

Já no elevador, se encarou no espelho. Fez uma nota mental para não esquecer de comprar calças novas, aquela caia mais como uma segunda pele ou algo do tipo.

Arrumou os fios rebeldes de seu cabelo que insistiam em cair sobre seus olhos esverdeados. Sorriu ao perceber que estava se comportando exatamente como uma garota apaixonada.

Percebeu também que estava perdendo sua pose de investigador sério e trabalhador que nunca perde o controle de si. Só agia assim perto de Michael que tinha intimidade suficiente para vê-lo só de meias andando pela casa no domingo de manhã.

A porta de metal se abriu. Gerard não se moveu ao perceber a figura do homem loiro entrar. O encarou pelo espelho, estático.

- O que você está fazendo aqui Quinn? – ele se virou bruscamente fitando o homem de cabelos loiros platinados.

- O que é mais natural que vir encontrar um amigo em seu apartamento? – Quinn sorriu debochadamente.

- Encontra-lo em outro lugar.

- Ah não. Encontros em lugares públicos são geralmente muito formais sabe. É legal ter intimidade às vezes. – o homem de moveu um pouco pro lado, esticando um de seus braços, apertando o botão do andar que Gerard conhecia bem. Gerard se apressou em apertar o botão para o elevador continuar parado.

- Eu não quero intimidade nenhuma no meu apartamento. – ele praticamente rosnou, o que fez Quinn sorrir.

- Não me venha com essa agora. Michael me contou que você anda trazendo homens pra casa, e você sabe, vim aqui dar um consolo a ele já que o irmãozinho mais velho achou distração melhor.

Agora quem apertava o botão para subir era Gerard, que esperou a porta se fechar para segurar firmemente o colarinho do homem com sorriso irônico a sua frente. O empurrou, encostando-o na parede, suas testas juntas, e seus lábios quase colados.

- Primeiro que não é da sua conta se eu levo homens ou não para a minha casa. Segundo que meu irmão nunca foi uma distração. Se eu precisasse de alguma distração desse tipo, você acha que eu iria recorrer justamente ao meu próprio irmão? Certo está ele que recorreu a você. Nada mais digno do que te chamar de passa-tempo.

Seus rostos ainda estavam colados. Quinn ofegava, Gerard o olhava com raiva.

Decidiu então soltar Quinn, que respirou aliviado ao sentir-se livre. Gerard segurou o botão para abrir. Não fazia a mínima idéia de que andar estava, mas sabia que precisava sair dali antes que fizesse coisa pior.

Decidiu descer pelas escadas.

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Desceu as escadas correndo e logo já estava fora do grande prédio. Encarou o céu, percebendo que logo iria chover. Ajeitou seu casaco, cobrindo parcialmente seu rosto, sentindo-se mais quente.

Andou alguns quarteirões até chegar ao bar que tanto havia freqüentado naquela semana.

Já o conhecia bem e sabia que naquela hora do dia não era muito cheio, o que fez com que ele agradecesse mentalmente por ter escolhido àquela hora.

Por mais que estivesse acostumado com aquele lugar, sentiu falta de algo e logo percebeu que era do clima boêmio, da fumaça de cigarro, das pessoas bêbadas. Achava bem divertido observar as pessoas bêbadas quase caindo, afinal, foi assim que conseguiu ter sua tão desejada noite de sexo com Frank.

Ao entrar, logo avistou o homem com seu inconfundível cabelo afro, limpando impacientemente o balcão.

Gerard o observou por alguns segundos e logo depois se aproximou, sentando em uma das cadeiras do balcão. O homem o olhou e o estudou por alguns segundos. Sorriu amigavelmente.

- Deseja alguma coisa, Gerard? – o homem perguntou. Gerard franziu levemente sua testa, tentando se lembrar de ter dito seu nome.

- Então você se lembra de mim? – tratou logo de mudar sua expressão, sorriu abertamente.

- Claro. Você veio algumas vezes aqui essa semana, seria impossível não lembrar. Mas então... A que devo a honra da sua presença? – ele disse com um tom de brincadeira na voz, que fez Gerard rir.

- Eu vim para saber sobre o Frank. Eu preciso conversar com ele.

- Eu não o vejo dês de ontem, dez de que... Ei, você levou ele pra casa ontem a noite, não foi? – Ray parecia pensar sobre o que poderia ter acontecido entre Frank e Gerard. Sorriu maliciosamente, fazendo Gerard corar violentamente.

- Na verdade ele dormiu comigo, quer dizer –apressou-se ele –Ele dormiu em casa.

Gerard tentou consertar, mas percebeu que não tinha mais jeito já que Ray riu abertamente da confusão que ele havia feito. Não sabia se deveria ter contado.

Sentiu suas bochechas queimarem ao ver o sorriso malicioso e gentil de Ray.

- Ele dormiu com você. Mas então, porque você não está com ele? Quer dizer, você deveria estar se ele dormiu na sua casa e não são nem dez da manha. –Gerard levantou suas sobrancelhas, não sabia exatamente o que responder.

- Eu apenas.. Apenas acordei e ele não estava mais lá. –Ray o encarou por alguns segundos, seu sorriso aumentando. Gerard abaixou sua cabeça, constrangido.

- Isso é tão típico dele

- Como assim típico dele?

- Você não o conhece ainda Gerard.