On The Murder Secene

3 Capítulo 3-***Divine intervention***


Frank passou a semana inteira atordoado com os constantes telefonemas ameaçadores, uma voz que pode se dizer um tanto doce, ficava o ameaçando, ele começou a ter a estranha sensação de estar sendo seguido. Não conseguia esquecer daquilo, da cena, de tudo, apenas pensava em se vingar, não importando como.

Começou a achar estranho, Gerard ia quase todos os dias em seu bar, sempre com grandes olheiras, e um olhar triste perdido entre a multidão. Em um desses dias, Gerard estava sentado em uma das mesas, fumando seu cigarro como de costume, não prestando atenção nas tantas vezes que Frank passou por ele tentando fazer com que o mais velho olhasse pra ele, tentativas frustradas.

Frank sentou-se na mesa, encarou Gerard. O garoto de olhos claros o olhou por alguns instantes, não parecendo muito interessado.

- Você pod.. –Frank começou.

- Incrível como as mesmas pessoas, freqüentam esse mesmo bar todos os dias. Eu queria ter o controle que elas têm com o álcool. –Gerard o interrompeu, apontando para algumas pessoas que conversavam alegremente acompanhadas de algum tipo de bebida. Frank olhou para as pessoas, e o olhou confuso.

- Problemas com alcoolismo? –o mais novo perguntou.

- Muitos, dês de que meu pai morreu, creio que uma morte horrível e extremamente inútil, ele se suicidou sabe. –Frank admirava-se com a facilidade que Gerard tinha de falar de seus problemas, conseguia falar de seus piores problemas com a maior normalidade do mundo.

- Eu queria ser como você. –Gerard pela primeira vez o olhou, um olhar intrigado.

- Como assim?

- Sabe, eu não costumo falar de meus problemas com...com..

- Estranhos? –ele o interrompeu.

- Isso, com estranhos. Mais mesmo com conhecidos, eu não costumo falar muito, alias, eu to falando com você, o que eu falaria normalmente com uma pessoa em dois anos. –os olhos dos dois pela primeira vez se encontraram. Frank pode perceber uma profunda tristeza nos olhos de Gerard, aqueles olhos que eram um tanto...envolventes. E os dois pararam, não falavam nada, apenas se encaravam. Até que Gerard cortou o constrangedor silencio.

- Que sorte a sua, eu gostaria de ser assim sabe, esconder meus sentimentos. Seria mais fácil, assim eu pouparia as pessoas de ouvir minhas besteiras deprimentes. –ele disse, olhando tristemente para seu copo que agora estava vazio.

- Que isso, não é besteiras. E acredite, é muito melhor não esconder seus sentimentos, do que esconder creio que você tem muito mais amigos do que eu.

- Bom nesse caso você arrumou mais um amigo. Agora eu preciso ir, meu irmão esta me esperando no escritório. –Gerard se levantou, deixou algumas notas de dinheiro em cima da mesa. Frank segurou sua mão impedindo que ele fosse.

- Aquele...é...aquele homem, que veio aqui com você no primeiro dia que eu te vi, é seu irmão? –Frank perguntou, brincando com suas mãos.

- Sim, ele é meu irmão. –o mais velho respondeu se perguntando o porquê de tanto espanto. Frank levantou de leve suas sobrancelhas, e sorriu como um maníaco. “Ótima chance essa”. Frank pensou enquanto soltava a mão de Gerard ainda sorrindo.

- E por que de tanta alegria hein? Interessado no meu irmãozinho? É eu sei, ele é bonito como o irmão. –o mais velho disse sorrindo sarcasticamente.

- Não, não tem nada a ver com o seu irmão, mais sim com você. –Gerard corou, e Frank riu dele. –Amanha você vai voltar aqui?

- Provavelmente. –Gerard respondeu, parecendo apressado para sair logo do bar.

- Ótimo, então amanha nós conversamos.