On My Way.
3 Darling, don't be afraid.
Notas iniciais
III — Darling, don't be afraid.
Antes que o intervalo para o almoço terminasse, Finn fez com que sua melhor amiga comesse algo. Ele insistiu e insistiu até que Charlie se viu sentada em uma das mesas no refeitório comendo uma salada de frutas, a única coisa saudável que tinha ali. Ver Mercedes passando com um prato cheio de tots a ajudou a comer sua salada com mais vontade, imaginando a delicia que estaria no prato alheio. Falando em alheio, Hudson apenas se sentou com ela e ficou lá alheio, recebendo cumprimentos dos seus colegas que passavam pra lá e pra cá. Se Charllote fosse hétero, eles formariam um casal bonitinho até, Finn seria um ótimo namorado, mas não era o caso. Ela não era hétero e ele gostava de outra pessoa, a qual a loira sabia que era a quem ele estava fitando disfarçadamente.
– Finn e Rachel debaixo da árvore se bei-jan-do. – Foi aí que ela começou a provocar o menino e ele desviou seu olhar da baixinha no outro lado do refeitório até os olhos da sua amiga com uma carranca. – Finchel. Olha que fofinho que seria. A torre e a pedrinha. – Ela continuava e ele revirava os olhos.
– Acabe de comer, chata.
– Ok, papai, mamãe Rachel ficaria orgulhosa de ver você mandando em mim desse jeito. – E dessa vez até Finn deu risada. Depois de alguns minutos de silencio, Charlie terminou seu lanche, e olhou em volta quando percebeu que Hudson olhava carrancudo pra algo e parecia se segurar.
Do outro lado, onde estava Rachel e o pessoal do Glee Club, estava também uma certa garota de olhos escuros a quem Charllote tinha um grande desejo de conhecer a fundo. Perto dali, Noah Puckerman jogava tots na mesa delas e comemorava quando acertava algum dos losers. Se fosse num dia normal, Charlie apenas reviraria os olhos e ignoraria, mas naquele momento ela se sentiu na obrigação de parar aquele garoto estúpido. Primeiro, por que se ela não fizesse, Finn ficaria com aquela carranca até o final do dia, segundo, por que Rachel estava na mesa e ela importava pro seu amigo, ou seja, importava pra ela, e terceiro, por que Emily estava ali e aquele sentimento de que tinha o dever de protege-la estava se formando na Cheerio-mor.
– Hudson, levante essa sua bunda e venha. – Ela se levantou decidida e logo o menino a seguiu.
– O-oque... o que você vai fazer? – Ele perguntou no meio do caminho, mas foi ignorado.
Os passos decididos da líder das líderes de torcida sempre significavam algo, e por isso metade do refeitório parou pra olhar o que aconteceria, enquanto ela ia na direção dos jogadores de futebol, onde Puck estava. Se aproximou do menino com um sorriso cínico e chamou com o dedo pra que ele se inclinasse e ela pudesse falar ao seu ouvido. Em segundos o corpo do judeu pareceu congelar, e a loira se afastou dele podendo ver a expressão assustada do mesmo.
– Agora. – Ordenou ela, e logo o menino fazendo uma careta se afastou. Mas ela o seguiu, e ainda disse – Sorrindo, Noah, Simpaticamente. – enquanto ia atrás dele na direção da mesa dos Losers.
– E aí pessoal. Foi mal por mais cedo, eu estava sendo estúpido por jogar comida em vocês, Charlie me fez ver o quão errado eu estava. E Emma, desculpe por ontem. – Ele disse, na direção de Rachel, que ajeitava sua franja que ainda tinha resíduos de tots, e depois da de Emily, a qual parecia levemente irritada com o fato dele ter errado seu nome.
– Mais cedo... A dois minutos atrás? Você é tão estúpido. – Charlie disse, tomando a frente da conversa, sendo seguida por Finn. – Vocês, desculpem o Puck, o moicano na cabeça dele é substituto do seu cérebro. Ele irá fazer o que vocês quiserem pra se redimir. – E foi aí que todos se entreolharam, até Puck e Finn.
– Rachel, ele poderia fazer parte do New Directions, não precisaremos de mais membros pra poder participar das seletivas? Além disso, se ele entrasse, seriamos vistos como populares também, e atrairíamos outros membros. – Emily deu a ideia, e Rachel estava fazendo uma careta de quem não aprovava o fato da menina estar dando ideias pro SEU coral.
– Nem f*dendo! Vocês não serão vistos como populares. Eu serei visto como um loser. – Puck se defendeu, e girou pra encarar Charlie, que estava bem atrás dele com os braços cruzados.
– É uma ótima ideia, Emily. – A loira fingiu não ouvir o que o judeu havia dito, dando um leve sorriso pra menina de pele bronzeada. – Finn e eu participaremos também.
– Eu o quê? – E foi a vez de Finn usar aquele tom de “NO WAY!”. Porém, com o olhar de “vai por mim” que Charlie lhe dera, ele apenas deu de ombros e concordou a seguir.
– Estamos dentro. – Finalizou a líder das lideres de torcida.
– Espera, não é bem assim, quando eu entrei no Glee Club fiz uma audição. Pessoa que não sabem cantar, não deve entrar para o coral. – Rachel interviu dramaticamente.
– Faremos a audição. Finn e eu sabemos cantar, Puck, você aprende. – Charllote finalizou aquela conversa de uma vez por todas, dando um giro nos pés e levando consigo Finn. Ela já tinha em mente que os dois poderiam fazer um dueto pra suas audições, quem sabe ela conseguiria fazer com que Finn dançasse? Seria ótimo. Mas espera um pouco, era a melhor das ideias a líder das Cheerios e o Quarterback, donos do topo da popularidade no Mckinley High, entrarem em um club do coral, que por sinal era o mais mal visto club de toda a escola? Bom, era um novo ano aquele, e a Fabray mais velha sentia que muita coisa iria mudar.
`
“TODOS OS ALUNOS PARA SUAS RESPECTIVAS SALAS DE AULA, AGORA. O INTERVALO ACABOU E SE PERMANECEREM NOS CORREDORES, REFEITÓRIO, E, OU, BIBLIOTECA, EU IREI SABER, E FAREI UM INTERVALO EM SUAS GARGANTAS.” Anunciou Sue Sylvester ao megafone, lá da sua sala. Ela não precisava gritar aquilo, mas gostava de ver seus alunos correrem de medo dela, por algum motivo aquilo a alegrava.
Enquanto Charlie, Finn e todos os populares do time de futebol e das Cheerios andavam com calma, todos os outros enlouqueciam, se batiam e tentavam chegar nas suas classes. Emily não estava entendendo praticamente nada e quando se deu conta não tinha mais ninguém ali que estava com ela sentada na mesa dos losers anteriormente. Porém, sendo salva – ou não – pelo gongo, ela foi puxada pelo braço por alguém. Eram mãos fortes que a arrastava, mas ela não sabia pra onde estava sendo levada, e por isso tentou soltar-se durante o caminho todo até que reparou que era Noah Puckerman, e que já tinham parado de andar.
– Calma, garota. Não vou fazer nada de mal a você. – Ele rio divertido, soltando o braço dela e parando eu sua frente. – E se eu fizesse, você com certeza gostaria. – Piscou, passando as mãos pelo moicano no centro de sua cabeça.
– Onde nós estamos? – Indagou Emily. O lugar era escondido e ela não se lembrava mais de como voltar por onde veio, isso a assustou um pouco.
– Aqui é só o meu lugar secreto, onde fico pra não assistir as aulas. – Notava-se que ele fazia isso o tempo todo, por que olhando claramente, tudo estava “arrumado” pra alguém chegar lá, se jogar, comer alguma coisa, jogar a embalagem no chão e... olha que surpresa, tinha um violão! – Então Emma... Eu não tive a oportunidade de te perguntar quando começou aquela correria toda lá. Mas, você não quer, tipo, me ajudar com essa coisa aí de audição pro club de maricas? – Quantas gírias esse garoto conseguia dizer por frase?
Emily o olhou com a sobrancelha arqueada, mas logo acenou negativamente com a cabeça e rio. – Tudo bem, ajudo sim. – Disse ela em resposta. – Mas pare de me chamar de Emma, meu nome é Emily. Emily Jorden.
Fale com o autor