On My Way

3 O Primeiro Passo


Notas iniciais
Espero que vocês gostem.

Ela já estava de volta à sua casa, banho tomado e bebericava o café forte que fizera com o intuito de diminuir a dor de cabeça. Mantinha o olhar fixo no relógio, como se pudesse acelerar os ponteiros, desejando que ambas as pessoas chegassem logo e ela pudesse pôr um fim definitivo ao seu martírio.

A campainha tocou, fazendo a menina correr em direção à porta.

“Entre” Disse, dando passagem para o convidado. “Só estou esperando um amigo, quero ele presente quando eu fizer o que estou prestes a fazer”

Ela e seu convidado estavam sentados à mesa, um silêncio incomodo e pesado pairando no ar, deixando ainda mais frio o ambiente. Ambos tinham os olhos fixos um no outro, até que a campainha voltou a soar.

“Finalmente” A menina sussurrou, aliviada pela tensão ter sido quebrada.

O menino que a encarava do outro lado exibia um sorriso divertido, alguns DVD’s à mão, assim como bebidas.

“Estão tão animado para isso”

Ele não esperou convite, foi logo entrando, parando de súbito ao ver a pessoa que estava encostada na mesa da cozinha.

“Eu disse que não quero me envolver nessa história”

Ele fez menção de sair, mas a menina trancou a porta.

“Você vai gostar disso” Ela fez um gesto para a outra pessoa. “Sentem-se no sofá”

As duas pessoas se sentaram, olhando a baixinha que andava de um lado pro outro da sala, remexendo na mente as palavras certas para começar a conversa.

“Vou direto ao assunto” Disse por fim, visivelmente nervosa. “Eu fui a Boston hoje” Ela olhou para o amigo sorrindo, um sorriso carinhoso.

“O que você foi fazer lá?” A outra pessoa perguntou, visivelmente estressada. “Não me diga q você foi atrás dela”

A menina a encarou, uma calma incomum em sua expressão.

“Sim, eu fui”

“Você ficou maluca? Algum paparazzo te viu? Tiraram foto?”

A menina deu de ombros.

“Não. Não sei. Não me importa” A menina voltou a sorrir. “Maluca eu estava quando aceitei fazer o papel ridículo que você impôs” Ela fitou fortemente a pessoa nos olhos, como se para deixar marcada as palavras. “Não se faz o que estamos fazendo, eu joguei baixo e demorei para entender isso, mas eu não vou mais vender a alma de alguém que eu amava, como irmão, mas amava. Eu vou dar a ele o que ele mais queria” Ela abriu os braços. “A liberdade” Ela pegou um papel na mesa de centro e mostrou para a pessoa a sua frente. “E farei isso, me libertando” Ela começou a rasgar o papel. “A partir desse momento, você não me representa mais”

Ela jogou os pedaços picados para cima, sentindo que, com eles, jogava as correntes que ela mesma apertou. Sentiu as lágrimas escorrerem silenciosas por seu rosto, como se lavassem sua alma.

“Você está maluca, ainda temos o livro”

Ela olhou incrédula para a pessoa, como se acabasse de presenciar um crime. Correu para a porta e a abriu.

“Sai da minha casa” Disse, de maneira firme, mas controlada.

“Vamos conversar melhor”

“SAI DA MINHA CASA” Ela berrou, fazendo a pessoa sair.

Ela fechou a porta, jogando seu corpo contra ela e fichando os olhos.

“Bravo, bravo” O menino falava, aplaudindo a menina.

Ela abriu os olhos, correndo para o braço do amigo. Ele a abraçou forte, a girando no ar. Ele a colocou no chão, segurando seu rosto com as duas mãos.

“Você estava certo, Jon” Ela sorria, seus olhos brilhando em excitação. “Meu lugar é com ela. Eu me senti tão completa quando ela me abraçou”

“Eu sempre soube” Ele também sorria. “Vem, senta aqui e me conta tudo”

Eles sentaram no sofá, um de frente pro outro.

A menina narrava de forma animada e empolgada a história.

“E foi isso” Ela terminou, com um sorriso enorme nos lábios, assim como o garoto.

Ele a puxou para um meio abraço e ela ajeitou a cabeça em seu peito.

“Sabe que estarei aqui para ajudar a vocês duas, né?” Ela meneou com a cabeça. “E do que você precisa?”

“Bom” Ela se ajeitou para olha-lo. “No momento, preciso de uma agente”

“Isso é fácil”

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Enquanto isso, no quarto 115 de algum hotel em Boston, uma certa loira estava deitada na cama, os olhos fechados e o pensamento correndo por momentos e mais momentos que tivera ao lado da morena, o rádio tocando baixo duas músicas, que ela cantarolava com a voz embargada, desde que a morena deixara o quarto.

Algumas lágrimas lhe escapavam. Seu coração se apertava em outros momentos. Mas seu corpo era tomado por uma esperança avassaladora de que dessa vez tudo daria certo.

Ela tinha o anel firme em sua mão, que descansava sob o peito, sentindo o ritmo descompassado de seu coração.

Ela se agarrou a esperança de que dessa vez tudo seria realmente mudado, de que tudo voltaria ao normal e de que elas não precisariam mais se esconder.

Sua mente vagou para o set de glee, onde passaram um bom tempo juntas, se esquivando de fotos e se escondendo até mesmo de alguns de seus amigos. E depois, voltaram as mensagens e ligações, até a loira dar um basta de vez.

E lá estava ela, uma semana depois do último e decisivo ultimato, com as esperanças renovadas, acreditando na promessa que a morena fizera.

Seu celular vibrou. Ela o pegou, demorando um pouco para se acostumar com a claridade.

Desviei do primeiro obstáculo, mas só desviarei dos outros se você falar que ainda quer fazer dar certo. –M

Um sorriso brotou no rosto da loira, seu coração ainda mais acelerado.

Eu nunca desisti de você, nem irei desistir. Eu estou com você. –E

Ela pensou que a resposta demoraria, mas chegou no minuto seguinte.

Então iremos juntas começar um novo caminho. -M

A loira sentiu seu corpo relaxar e seus olhos pesarem, e então, caiu no sono profundo, com um sorriso estampado no rosto e a esperança renovada eu seu coração.

Notas finais
Comentários? Aceito sugestões e críticas também, fiquem a vontade!!! Beijos. Até a próxima. Xx