Omission

5 Just look out your door


Notas iniciais
Capitulo cinco! Espero ter agradado. Beijos ♥

Acordei furiosa, aquele barulho era mesmo infernal! Desci as escadas correndo, e logo vi que minha mãe já havia saído para trabalhar, olhei no relógio, e ele marcava exatamente sete horas da manha, de um pleno sábado!

Peguei o telefone para atender, contando ate cinco para a raiva passar:

- Bom dia – Disse a voz forte e provavelmente de um homem.

-Bom dia, quem esta falando?

- Anth... .Anthony Kiedis. Por acaso lembra-se de mim, não é?

Ótimo! Muito conveniente ligar a essa hora da manha em um S-Á-B-A-D-O!

- O que você quer? – Eu disse arrogante.

Ele hesitou por um instante

- O que acha de um encontro?

-Um encontro? Com você? Nunca.

- Nossa você realmente tem certa raiva de mim!

-Sim, e tenho motivos suficientes para isso.

- Mas você nem me conhece direito! – Disse ele com um tom sarcástico.

- Exatamente, e não pretendo conhecer – Desliguei o telefone e então voltei a dormir, acordando novamente ás treze horas da tarde.

Fui até a cozinha ver se tinha algo para comer. Peguei um pacote de salgado Doritos e então fui assistir a algum filme que provavelmente estaria passando na TV há essa hora. Finalmente achei um que prestasse! Somente, então, fui surpreendida pela campainha que tocou duas vezes. Levantei-me e fui atender e para minha surpresa não foi ninguém agradável. Anthony Kiedis.

Eu não pensei em nada naquele momento, pois a primeira reação que eu tive foi fechar a porta em sua cara e voltar ao sofá novamente. Só ai comecei a pensar em como ele havia conseguido o meu endereço. E mais uma vez a campainha toca novamente e então resolvi dar uma pequena chance a ele.

- Ta legal, senhor Kiedis, o que você quer de mim?

- Você. – Ele foi se aproximando como sinal de quem gostaria de ser convidado para entrar em minha casa.

- Não acho que seja isso!

- Me de uma chance que eu te mostrarei que é isso o que eu realmente desejo – Ele sorriu, demonstrando algum tipo de afeto.

Eu olhei-o dos pés a cabeça e disse:

- Você venceu. Entre. – Abri mais um pouco a porta para que ele pudesse entrar, e então ele ficou analisando cada canto da casa, cada detalhe até finalmente se sentar no sofá. Sentei-me ao seu lado, cruzando as pernas e mantendo-as longe do chão, e então disse:

- Bom agora você vai falar o porquê que tanto me procura? – Ele não disse nada, apenas levantou o olhar, inclinou-se um pouco e me beijou. Um beijo doce, sem pressa alguma, traduzindo grandes desejos notáveis, ele cada vez se inclinava mais, até finalmente ficarmos deitados no pequeno sofá situado no meio da sala. Eu cedi ao seu beijo, como uma criança troca qualquer coisa por algum doce. Era simplesmente mágico e um tanto apaixonante, suas mãos começaram a correr sobre minhas coxas, até sermos surpreendidos por gritos desesperados. Eu paralisei e levantei-me rapidamente afastando Anth de mim.

- O que vocês pensam que estão fazendo? Por um acaso, existe alguma espécie de placa que diz que isso é um prostibulo? – Minha mãe disse, olhando diretamente para Anthony.

- Mãe, não há motivos para tudo isso! Ele já esta indo embora... Não é mesmo? – Lancei um olhar ameaçador para Anth, que rapidamente atendeu-me e então saiu, esbarrando o seu braço em minha mãe. Os dois foram para a parte externa da casa, e começaram a discutir incessantemente, parecia ate que já haviam se conhecido, ou pior, tido alguma espécie de relacionamento.

A discussão por fim acabou, e então minha mãe entrou em casa novamente e disse-me aos berros:

- Se eu te pegar novamente com “esse cara” eu não respondo por mim. Ouviu bem Tracy?- Eu fiz um pequeno sinal com a cabeça e então fiquei assistindo a minha mãe subir as escadas.

Quando estava me preparando para ir dormir, eu hesitei na porta do quarto de Rachel, sua conversa ao telefone parecia muito interessante para uma garota de dezessete anos que havia acabado de ser beijada por Anthony Kiedis: “Anthony teve a capacidade de me chamar de vadia, alem de outros nomes ridículos, além disso, me dispensou...” “E hoje, o peguei beijando minha filha em minha própria casa!”

Vadia... Me dispensou? Que espécie de conversa mais ridícula, apeladora e sem nexo seria essa?

Eu só tive tempo de entrar em meu quarto, trancar a porta e revirar ele atrás do papel que Anth havia me dado com o seu telefone. Finalmente achei. Disquei seu numero desesperadamente, e ele rapidamente atendeu:

-Alo?

-Alô, Anthony?

-Sim...

- É a Tracy... Pois bem... – Ele interrompeu-me

- Hm, parece que resolveu me ligar – Disse ele, com sua voz doce.

- Cale a boca, e me escute! Encontre-me no clube da noite passada, ás sete horas da noite. Sem atrasos, e sóbrio de preferência. – Assim que finalizei as minhas palavras desliguei o telefone, e então fui dormir.

Notas finais
Obrigada pelo review ♥ Estou adorando *u*