Omission

10 Fallin' all over myself


Notas iniciais
O que acharam da reviravolta? Deixem review com a sua opinião, hehehe ;)
Beijos ♥

Era domingo, acordei com Anthony batendo na porta do meu quarto. Ao abrir, visualizei-o com uma bandeja cheia de comida, um belo e reforçado café da manha, e uma coisa surpreendente: Uma rosa, da qual estava dentro de um copo de vidro com água.

- Mas o que é isso Anthony?

- Foi o que eu fiz pra você! – Ele entrou no quarto, colocando a bandeja sobre minha cama.

Peguei a rosa, cheirei-a e olhei para ele em sinal de agradecimento, sentamo-nos na cama, e começamos a comer. Havia morangos, uvas, e mais uns três tipos de frutas. Ele pegou um desses morangos e levou até minha boca, como se tivesse dando comida a uma criança. Rimos em meio a suas palhaçadas, estar ao seu lado parecia realmente muito agradável.

Ao terminar, Anthony levou a bandeja até a cozinha, e enquanto isso eu me encaminhava para o banheiro, ele notou, pegou em um de meus braços e disse:

- Não! Não vou deixar você fazer isso!

- Mas eu preciso.

- Isto não é necessário, acredite... – Ele olhava no fundo de meus olhos, insistindo.

Eu larguei sua mãe de meu braço, e fui para o quarto, batendo a porta. Peguei uma de minhas malas e procurei algum remédio que me fizesse sentir-se “bem”, achei algumas pílulas, peguei o total de cinco e tomei. Ao sair do quarto eu estava tomada por uma pequena raiva, pois Anthony havia me impedido de fazer uma coisa da qual faz parte da minha vida.

Eu abri a geladeira em busca de água, ele estava sentado no sofá, e sem tirar o olho da televisão, exclamou:

- Você não esta brava comigo, esta?

- O que você acha? – Eu disse, achando a água e fechando a geladeira. Parei no balcão que ali havia, e fiquei analisando-o. Ele levantou-se e veio até mim.

- Vou lhe falar apenas uma coisa Tracy. Toda vez que for fazer isso, eu irei impedi-la, pois cumpro com as minhas promessas.

Houve um minuto de silencio que logo foi interrompido por duas batidas fortes na porta e dois gritos:

- Abra! Abra logo essa porcaria!

E a voz, parecia ser de Rachel.

- Mas... Quem será o infeliz?! Anthony exclamou, aproximando-se e preparando-se para abrir a porta. Eu senti, que se ele fizesse isso, alguma coisa de ruim aconteceria, e então saltei em sua frente, ordenando para que ele me deixasse abri-la. Dito e feito.

Rachel estava com uma expressão furiosa, tomada por uma raiva imensa e com uma arma na mão, ameaçando Anthony se ele chegasse perto, sim... Uma arma.

- O que... O que pensa que esta fazendo aqui?

O criado, que fazia parte da recepção do hotel gritava do outro lado: “Eu tentei impedi-la, mas ela estava muito descontrolada, e ameaçou todo mundo!”

- O que acha do que sou capaz Tracy?

Eu olhava-a incrédula, matar Anthony? Por uma coisa tão fútil como aquela?

- Você... — Gaguejei – Você nunca seria capaz disso!

Ela sacou a arma, entrou no apartamento procurando incessantemente por Anthony, que havia sumido entre nossa conversa. Quando viu um vulto, preparou-se para atirar até que Anthony surge, por trás dela, empurrando-a, fazendo Rachel bater com a cabeça na quina do criado mudo, e a arma voou longe, há uns bons metros de distancia dela.

Peguei a arma, sem intenção de machucá-la e sim guardá-la, para mostrar a policia mais tarde, até que ela dispara. Um tiro acidental, mas fatal. Eu não pude acreditar no que havia acabado de fazer. Matei a minha própria “mãe”.

Um grito enorme ecoou entre aquele quarto, um grito dolorido. Anthony veio direto até mim, me abraçar e consolar-me, mas de nada adiantava. As lagrimas mais dolorosas que eu poderia sentir, estavam invadindo o meu rosto, o criado que havia assistido toda a cena, correu para a parte de baixo, contando para os seus superiores o que havia acabado de acontecer, fazendo-os chamar a policia.

Enquanto isso eu larguei os braços de Anthony e corri para o corpo de Rachel, atirado no chão, com um grande buraco em um dos lados de seu pescoço, o sangue escorria entre as minhas roupas, e a única coisa que eu fazia era lamentar, chorar em meio a gemidos de dor, uma dor tremenda. Acariciava os seus cabelos, analisando agora sua face sem vida.

Ouvi sirenes vindas da rua, provavelmente seria a policia e a ambulância.

Ao notar um vulto no quarto, olhei para cima e o homem que ali estava disse-me:

- A senhora esta presa. Em flagrante.

Notas finais
awwwwwwn, muito obrigada pelos reviews! Só tenho a agradeçer ;)
Beijossssss ♥