Omega Gaia - Universo dos Jogos

5 Capítulo 4: Stronger than you


Notas iniciais
AVISO: Um capítulo que pode ferir seus sentimentos. A batalha entre Raphagol e Bella está prestes à acontecer, quem sairá vitorioso disso?!

— Como é gostoso ouvir isso de você... Mas não era pra você começar a ata– – A ALMA dela entrou em destaque na direção de seu coração no momento em que um osso passou ao lado do rosto dela, fazendo o vento balançar os cabelos dela.

— Já ouviu falar de pausa dramática? – Abri minha mão esquerda e uma série de ossos começou a se projetar, caindo em uma velocidade absurda enquanto ela desviava de todos eles com um sorriso perturbador no rosto. Mas... Eu me sentia bem que ela estava saindo sem nenhum ferimento. Mas claro, não posso parar de atacar.

— Você deveria tentar me acertar, comediante. – Ela fechou um dos olhos, como eu havia pego a mania, e como sans costumava fazer também. – Porque eu vou tentar com tudo. – O sorriso que me causou arrepios se intensificou conforme ela avançou em minha direção balançando aquela faca, me forçando a saltar pra trás. E pelo som que aquilo fez, se pegasse em mim, sem dúvidas eu sairia bem ferido.

Coloquei as mãos em meus bolsos conforme continuei a desviar das facadas que me eram desferidas, e invoquei dois gasterblasters pra fazer um disparo cruzado, e assim que ela saltou, fiz mais dois em formato de cruz, forçando-a fazer uma acrobacia para sair inteira. Ela continuou avançando entre minhas estacas de ossos e disparos. Entre eles, criei um osso em forma de bastão e bloqueei uma facada na direção do meu rosto.

— Deveria tomar mais cuidado. – Ela sibilou com um sorriso cínico.

— Você também. – Disparei pela direção das minhas costas um raio vindo dos gasterblasters enquanto me teleportei para cima, e ela reagiu saltando para o lado quase não dando tempo para desviar.

— Isso foi bem arriscado pra esse corpo, não foi? – Ela sorriu, saltando contra mim, mas tornei-lhe a ALMA em azul conforme meu olho esquerdo se acendia e eu a arremessei contra a parede, fazendo uma série de ossos crescerem ali. Ela conseguiu evitar o impacto mas notei um arranhão em sua coxa esquerda, que fez meu coração se apertar.

— Olha... – Eu suspirei. – Isso não precisa acabar assim, sabe? Você não deve ser de todo mal... Você está junto da alma da minha esposa, a Bella é a pessoa mais doce que eu já conheci na minha vida. Com toda a certeza a alma de vocês duas teve contato, não é? Então deve ter sentido como amar e ser amada parece não é? Você poderia, sabe, baixar essa faca e dar uma chance pra a bondade. Quem sabe você possa vir a se tornar uma boa amiga nossa, talvez até mesmo como uma filha para nós. E aí, o que me diz? – Ela olhou para baixo, como se algo que eu disse pudesse ter surtido algum efeito, mas antes que eu percebesse, uma facada foi desferida de forma que se eu não estivesse atento, seria minha cabeça rolando no chão. – Welp. Valeu a pena a tentativa.

Ela então sorriu de canto conforme foi transportada para um campo cheio de ossos cruzados, desviando deles com certa graça enquanto era transportada para diversos padrões de ataques, seguidos de disparos de gasterblasters, ossos arremessados, ossos crescendo do chão, e telecinese arremessando-a pelos cantos enquanto os ossos cresciam tentando empala-la.

— Eu conheço bem esses padrões, e por mais que a dor seja mais gostosa compartilhada, seu ultimo momento se aproxima. – Ela se aproximou lentamente com a faca em mãos. E cara, não vou mentir. Eu estou muito cansado, mas não poderia me deixar acertar agora... A menos que... – O que foi, comediante, desistiu finalmente? Você percebeu que é inútil resistir, não é?

— Pois é... Não tenho mais forças pra aguentar... Eu vou morrer de um jeito ou de outro, então se o fim vai ser o mesmo, pra quê tentar? Apesar de que... Acho que é só uma desculpa pra ser preguiçoso, não é? – Ela saltou pra cima de mim, e eu saltei para trás com certo nervosismo.

— Eu não vou cair nessa sua conversa fiada pra ganhar tempo de recuperar mana. Afinal, mesmo se você quisesse... – Ela levou a mão em direção à própria barriga. – Você não teria coragem de me matar se soubesse que eu- Melhor dizendo, ela carrega a sua criança aqui. – Meu sangue gelou no mesmo momento.

— O que você quer dizer com isso?! – Acabei perdendo a calma.

— Você estava certo, minha alma encostou na dela, e graças a isso vi umas coisas de adultos que eu realmente não queria ter visto. Você é bem selvagem, sabia? Mas graças a ler uma boa parcela das memorias dela... Acabei descobrindo essa surpresinha que ela quis te fazer. Ela carrega a sua criança aqui. – Ela alisou a barriga lentamente. – Então o que acontece se eu fizer isso? – Ela desceu a faca com força, na direção da própria barriga e logo o som de sangue pingando preenchia o Judgement Hall. – Huff... Eu imaginava que isso fosse acontecer...

A faca estava cravada no meio das minhas costas, e senti o sangue subir da minha garganta aos meus lábios. Eu estava abraçado à ela, completamente vulnerável até o momento em que ela arrancou a faca de uma vez só, me fazendo cambalear alguns passos para trás, apenas para levar uma intensa facada no peito, abrindo um rasgo tornando possível observar meu coração a olho nu.

— Tão triste... Morrer por uma criança. – O sorriso dela se intensificou conforme ela passou a língua pela faca, enquanto eu me mantive de pé.

— Acho que... Você que caiu em meu truque... – Abri um sorriso, cravando minha destra em meu peito e puxando duas ALMAs de dentro. – Desculpe sans... Mas vou ter que te pegar emprestado... – Meus cabelos começaram a tomar um tom branco conforme as duas almas se mesclavam na minha mão.

— Seu imbecil! – O sorriso maligno de Chara se manifestou conforme ela estendeu a própria alma tentando roubar a minha e a de sans, mas quando ela percebeu, era tarde demais.

As três almas se mesclaram brilhando, e em poucos segundos, ela abria os olhos, mas quando percebia, estava em sua verdadeira forma, uma criança de aproximadamente um metro e cinquenta, de cabelos castanhos com bochechas rosadas em uma pele pálida, feições simples porém perturbadoras, completas por olhos negros, assim como sua alma. Ela trajava um suéter verde com listras amarelas. Ela começou olhando para os lados em um ambiente praticamente todo escuro, onde não se sabia direito onde estaria pisando, já que não havia a mínima diferença do chão, das paredes, de nada.

— Legal esse lugar né?

— foi uma ideia arriscada mas... foi um bom plano. – sans estava ao meu lado, mas ele aparentemente estava sem a mínima energia sobrando. Aliás, ele é um esqueleto baixinho com um casaco de inverno azul, uma bermuda preta com uma listra branca na lateral e pantufas rosadas.

— Então o plano final de vocês é uma patética luta de dois inúteis esgotados contra mim? Minha D E T E R M I N A Ç Ã O vai A P A G A R vocês. – Ela começou avançando contra mim, mas sua ALMA se tornou azul e foi arremessada contra algum dos cantos escuros.

— você devia tomar mais... huff... cuidado. – sans parecia exausto, mas então eu acabei sorrindo. – espero que tenha um plano guardado para agora, seria muito útil.

— Então... Eu até tenho, mas preciso da sua ajuda. O plano é o seguinte... – Depois de alguns segundos, Chara se aproximou, correndo na direção de sans. – Pronto?

— pronto. – Ele falou desviando com um salto para trás.

Saltei na direção de Chara, preparando o punho para um jab de direita, mas fui interceptado pela ponta da faca que senti rasgar minha carne. Pouco antes que eu pudesse me dar ao luxo de sentir dor, segurei-lhe a mão, já começando a fraquejar. Neste momento, sans disparou um gasterblaster, atravessando-lhe o peito.

Voltamos ao ponto de inicio. A Chara tinha acabado de chegar naquele lugar escuro, mas sua aparência estava cansada enquanto meu rasgo parecia vazio e sans estava com sua energia recuperada.

— O quê...? Isso não faz sentido! – Ela avançou contra mim, mas seus movimentos estavam lentos. Ela foi facilmente abatida por uma quantia de ossos que lhe perfuraram as costas como uma almofada de alfinetes e em seguida, a cena se repetia.

Ela surgia novamente, mais cansada do que antes, e nós mais fortes do que a última tentativa. E isso continuou por uma quantidade de vezes que eu nem consigo calcular direito.

— O que... Diabos... – Ela caía no chão assim que surgia.

— Sabe, acho que você não é tão determinada assim pra nos matar. – Sorri de canto.

— Seu maldito... V-você tinha um método... Você me roubou!

— sabe como é, não é? não tomou cuidado, acabou ficando sem. – sans fechava o olho direito, acendendo o esquerdo em um tom ciano. Mas antes de fazer qualquer coisa, me perguntava. – está pronto para acabar com isso de uma vez?

— Claro. Eu sou um cara que aprende fácil. – Fechei meu olho esquerdo, e logo o direito se acendeu em um forte tom laranja. – Acho que já sei imitar quase todos seus truques, parceiro.

— você sabe o que vai acontecer assim que acabarmos com ela, não é?

— É... Eu já imaginava o que ia rolar. Mas quer saber, eu não estou nem aí. Desde que tudo dê certo pra eles, estou disposto a isso. E você?

— eu não tenho nada a perder. mas é sempre bom reforçar, né? – Ele estendia a destra, criando um enorme gasterblaster, seguido de uma quantia absurda de outros se formavam ao lado.

Eu estendi minha canhota, replicando os canhões em forma de crânio de algum tipo de cão bizarro, mas por mais estranho que pareça, os ossos deles eram negros, como se a coloração dos meus poderes fosse o espectro inverso aos do sans. Mas sem precisarmos dar nenhum sinal para o outro, disparamos ao mesmo tempo, fazendo aquela chuva de energia vaporizar tudo o que havia sobrado da Chara e sua mínima Determinação sobrando, que fiz questão de absorver.

A escuridão se dissipou e meu olhar mudou de foco. Tudo o que eu conseguia ver era a ALMA de sans se quebrando em minha mão, enquanto a minha havia retornado para meu peito. As dores e o cheiro de sangue invadiam meus sentidos, e eu caía de costas no chão, vendo a Bella recobrando os próprios sentidos e com seus olhos se enchendo de lágrimas imediatamente. O desespero dela era evidente, ela olhava para os lados enquanto gritava, implorando por ajuda... Mas ninguém veio.

— Amor... Não me abandona... Por favor... Eu não sei viver sem você... Você é meu mundo... Por favor... Isso não pode estar acontecendo... – Ela estava soluçando enquanto me apertava contra si, querendo me manter firme em seus braços. E eu apenas consegui corresponder sorrindo, levando minha ensanguentada destra até o rosto dela. – Amor... é minha culpa... é minha culpa... Se não fosse por mim n-nada disso––Eu coloquei o indicador sobre os lábios dela, e instintivamente ela o beijou.

— Amor... Eu estou feliz... É sério... – Ela pareceu surpresa, mas eu continuei. – Eu sempre imaginei que eu fosse morrer tirando uma criança da frente de um carro que fosse atropelá-la. Mas sabe... Morrer em seus braços... Não me parece algo ruim... Na verdade... É algo bem confortável... Bem tranquilo... – Suspirei, com as lágrimas preenchendo meus olhos conforme a cor abandonava meu corpo e minha mão começava a tremer. – Eu... só fico triste por não poder cumprir minha promessa... A de que iriamos ficar velhinhos juntos e ficarmos lado a lado até partirmos juntinhos... Eu queria tanto... Poder viver mais contigo... Mas eu sinto que essa é realmente a minha hora... Mas antes que você pense em ficar triste e desmotivada... Se lembre de que você está carregando os nossos bebês okay...? – Ela soluçou em surpresa.

— V-você sabia...? – Ela mordeu o lábio inferior, com suas lágrimas caindo sobre o meu rosto.

— Me prometa uma coisa amor...

— C-claro!

— Você não vai perder a vontade de viver... E não vai desistir pelo bem dos nossos pequeninos... promete? Eu vou estar sempre te acompanhando lá de... Lá de cima ou lá de baixo... não sei ao certo... Mas antes... – Senti minha consciência começar a falhar conforme minha cabeça deslizava pelo colo dela. E com um olhar perdido, olhei para cima, torcendo para estar olhando-a nos olhos. – Amor... me faz um último favor...?

— C-claro amor! Q-qualquer coisa...! – Senti o toque dela ficar mais firme em mim, me apertando conforme tudo ao meu redor começava a ficar branco.

— Pode cantar... a nossa música... comigo? – Eu sorri, fechando os olhos.

— Seu sorriso é tão resplandecente... Que deixou meu coração alegre... Me dê a mão, para fugir desta terrível escuridão... – Começamos a cantar juntos, até que tudo ao meu redor simplesmente se apagou, e eu nem mais sentia aquela dor excruciante em meu corpo, nem o doce toque da minha amada. Eu não sentia mais nada e com isso eu tive certeza de algo: Eu estava morto.

Notas finais
Será que um de nossos protagonistas está realmente morto...? Esse evento foi uma facada no coração, literalmente...! E então, será que nosso herói e nossa heroína irão se entregar?! Raphagol! Bella! Mantenham-se determinados!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.