Oliver e as Pedras Elementais
5 O "Som"
3...2...1 e kabum , aquele impacto na agua foi atordoante.
O gelo aos poucos se desfazia ate que eu e Sandra estávamos flutuando na agua. As mochilas que estávamos desapareceram e não havia nenhum sinal de outro soldado por perto.
– Sandra, cadê você? — perguntei. — não to enxergando nada.
– To aqui, na agua. — respondeu em um tom irônico.
– A culpa é sua, se você tivesse me ajudado a fugir não estaríamos aqui. — reclamei. — Isso de destino não existe, é uma bobagem.
– Se você parasse de reclamar poderíamos fazer alguma coisa. — Ela respondeu. — você é apenas um menino ingênuo
– Ingênuo?! — Reclamei. — Você é uma idiota que caiu na lábia dessas pessoas que dizem ser de uma organização que esta em busca de "pedras elementais", isso nem sequer existe.
– Existe uma razão para termos... – eu a interrompi rapidamente.
– Ei espera, você esta ouvindo esse som esquisito? — perguntei
– Não fuja da nossa discussão... — e novamente eu a interrompi sua fala
– não, é serio você não esta escutando? Esta se aproximando da gente — falei
Sandra continuou falando enquanto eu não dava atenção. O som estava cada vez mais perto, mas era algo estranho não parecia ser exatamente um som, eu estava sentindo ao invés de escutar, mas tinha alguma coisa errada com aquilo.
– Sandra, precisamos sair daqui, algo ruim se aproxima. — falei
– E vamos pra onde? Estamos no meio do mar aberto e eu estou exausta por causa do gelo excessivo.
O "som" estava cada vez mais próximo cada vez mais intenso. Então um grande ser saiu da água e soltou um grande rugido.
Naquele momento minha adrenalina estava a mil, comecei a nadar ignorando o fato de ela estar cansada para poder fugir, mas por sorte — ou azar? — veio atrás de mim. Naquela escuridão eu não podia ver o que estava me perseguindo, mas era gigante e terrível.
Era impossível ficar nessa fuga por mais tempo, mais cedo ou mais tarde ele me pegaria e seria o fim.
Eu nadava desesperadamente para a escuridão sem ver nada. Ate que aquele ser parou de me seguir.
– Será que ele foi atrás de Sandra? — pensei
Mas naquele momento eu estava acovardado de mais para fazer qualquer coisa, se ela estivesse lá eu não poderia fazer nada, tudo o que me restava era esperar.
Ao amanhecer, quando os primeiros raios de sol cruzavam o céu pude ver uma ilha não muito longe, talvez estivesse a uns 10 minutos nadando. Eu já estava cansado, e também desidratado, não sei se aguentaria chegar lá, mas era a única escolha.
Cheguei exausto na praia, quase desmaiando, mas eu tive uma grande surpresa, Sandra já estava lá. Ela veio andando e me ajudou a levantar.
– Obrigado por me deixar lá trás sozinha. — Ela falou com raiva. — se fosse por você eu estaria morta.
–Desculpa... — respondi
– Você ficou a noite inteira no mar, deve estar desidratado. — ela disse. — vai acabar morrendo.
Ela fez alguns pequenos cubos de gelo e colocou na minha boca.
– Consegui achar minha mochila. — Ela falou. — vou pega-la.
Ela saiu andando para o outro lado da praia. A irritação de Sandra fluía no ar, dava pra sentir isso, ela não era mais a mesma de ontem, a Sandra gentil sumiu.
Parei para admirar a paisagem da ilha, algumas palmeiras espalhadas pela praia, uns arbustos por aqui e por ali e depôs a visão era impedida por uma extensa selva.
Aquele mesmo "som" de ontem a noite interrompeu meus pensamentos. A criatura estava à espreita e também estava perto.
Sandra apareceu trazendo a mochila consigo.
Corri na direção dela, o rosto dela estava com uma expressão confusa, mas naquele momento eu entendi o que aquilo significava. Corri o mais rápido possível e me joguei em cima dela no exato momento em que uma gigantesca rocha passou voando por nossas cabeças
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