Olive

1 Prólogo


15/04/2008, 9:23 a.m -Londres, Inglaterra

Estava dormindo, embalado no sono profundo quando um trecho de Blink-182 tocou abafado pelo meu travesseiro, meu celular tocava, merda pensei tateando pela cama procurando o aparelho logo atendendo o telefonema.

Fala – atendi embriagado de sono

Dougster? – aquela voz.

Olive! – meu sono desapareceu e logo a animação me preencheu.

Dougie, te acordei? – ela disse, fofa como sempre.

Claro que não. – menti.

Continua um mal mentiroso, isso é bom. – ela deu sua famosa risada, a melhor risada de toda a Essex tem dona e é Olive Clark, em breve Poynter se Deus quiser.

Como anda minha pequena azeitona?

Não me chame de azeitona sua marica baixinha! – ela se irritou me fazendo rir.

Até onde eu me lembre eu sou maior que você...

Sua memória é uma bosta Poynter sempre fui maior que você

Me ligou para me xingar? – me fingi ofendido.

Dougie. – ela mudou de humor, Olive sempre mudava de humor rápido. – eu vou ­– ela parou de falar e puxou o ar. – vou ...

Vai... O que? – a incentivei.

Calma caralho estou pensando. – doce como um limão. – Vou me casar. – ela foi rápida, seca, direta.

O que?! – gritei sem querer.

Lembra do Tyler Borsatto? – filho da puta, pensei.

Lembro. – respondi já irritado.

Estava namorando ele a uns anos lembra que eu te contei? ­– murmurei um “hm” em resposta para que ela continuasse. – Ele me pediu em casamento semana passada e eu queria que você estivesse no meu jantar de noivado, você e os meninos.

Filho da puta, era só o que eu pensava, aquele corno desgraçado pensa em tirar minha pequena azeitona de mim? Nem fudendo, ele vai ver de que Douglas Lee Poynter é capaz.

Dougie? Dougster? DOUGLAS CARALHO. – Olive gritou irritada, ela sempre odiou que deixassem-na falando sozinha, ouvi um estrondo na porta e três otários apareceram pulando e rodopiando.

Nos espere lá. – sorri maliciosamente olhando-os, como se eles pudessem entender o que eu tramava.

Desliguei em seguida e joguei o aparelho no canto na cama desarrumada ainda, passei as mãos pelo meu cabelo bufando enquanto os palermas me observavam.

-Seguinte várzea. – me levantei da cama. – vamos impedir um casamento. – sorri de canto enquanto todos me enxiam de perguntas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.