Olimpo em Perigo - Fic Interativa
6 Capítulo 6 - Anna Collins
Notas iniciais
POV Anna Collins
Acordei no convés do navio, com alguém me dando algo para beber. Eu tinha vontade de fechar novamente meus olhos e voltar a dormir, mas alguém me esmagou com um abraço quando viu que eu estava acordada. Uma certa pessoa de cabelos negros, olhos verdes penetrantes e tão pálida quanto um fantasma.
– Lucy, me solta? Você está me sufocando – Murmurei, tentando respirar com dificuldade.
– Ah, desculpe – Disse ela me soltando.
– Mas como... O que... O que aconteceu? –Perguntei.
– Digamos que, enquanto Marine a trazia de volta para o navio, nós íamos matar o monstro – ou tentar -, mas Bruna teve pena do monstro e não nos deixou matá-lo. E quando percebemos, a Bruna estava fazendo carinho no monstro, lá na água. Tipo, ela estava fazendo carinho numa lula do tamanho de uma ilha! Ela é contra tudo isso de luta, ela prefere a paz. Se Ártemis tivesse filhos, garanto que Bruna seria uma destes.
– Então você está me dizendo que uma simples garota de 16 anos conseguiu parar um monstro gigante? – Perguntei, incrédula.
– Ér... Sim, é isso mesmo. Mas também, ela é filha de Poseidon.
– Ah, claro, meu tiozinho querido que me odeia.
– Ainda não entendo porque ele te odeia, mas tudo bem...
– Lucy, o que você ia me falar mais cedo? Lembra? A Clarisse te chamou e tudo mais.
– É só que eu –
– Annaaaa! Finalmente acordou! – Exclamou Fernanda ao me ver acordada.
– É, sim, acordei.
– Consegue ficar de pé? Acho que a Pips quer falar com você.
– Sim, eu fraturei o ombro e não a perna. – Disse eu me levantando. – Onde está a criatu... Quer dizer, onde está a Piper?
– Lá no deque superior. Boa sorte!
Fui até onde Fernanda tinha me dito. Por que diabos ela tinha me desejado boa sorte? Piper podia ser maluca, impulsiva, tudo menos agressiva. E garanto que se eu encostasse um dedo nela, ela já quebraria um osso. É, as filhas de Afrodite são assim.
– O que você quer? – Disse eu ao ver ela sentada em uma cadeira mexendo na trança de seu cabelo.
– Anna... Bem, acho que você não gostaria de estar aqui. E tampouco eu. Mas, vejamos bem, na sexta – feira você foi... Um pouco impulsiva demais.
– Espera... Um detalhe que eu não entendi. Na sexta – feira? Mas que dia é hoje?
– Terça – feira. Temos tão pouco tempo, mas ainda nem sequer achamos a tal ilha amaldiçoada da profecia.
– Eu dormi por tanto tempo?
– Ah, sim. Acho que o Néctar e a Ambrosia te deram sono demais. E além do mais, você fala dormindo, sabia?
– E o que eu falei, exatamente?
– Murmurou algo sobre matar uma criatura das trevas... Não entendi muito bem, mas voltando ao assunto, por acaso você sabe como chegar na ilha? É que seu pai é Hades, ele vive no Mundo Inferior, conhece cada canto daqui então...
– Não, não sei onde fica essa tal ilha. A ilha não é amaldiçoada? Por que não pedem para o Alex ajudar? Afinal, ele é filho de Hécate, não? Que eu saiba, magia atrai magia.
– Ah, boa ideia. Pode chamar ele para mim? Por favor.
– Tudo bem. – Subi novamente ao convés – Aleeeeeex! – Gritei.
– O que foi, bela adormecida? — Alex falou, aparecendo por detrás de mim.
– Bela adormecida?! Desde quando você me chama assim?
– Fazem uns... Hmm... Dois dias e meio. Pergunta para a sua amiga, ela vai confirmar.
– Oh ok... Mas então, a Piper está te chamando lá no deque superior. Pobrezinho de você – Disse eu, saindo dali e deixando Alex lá, com uma cara estilo “O que essa garota quis dizer?”.
Fui até a proa do navio, e fiquei encarando a vista. Era linda aquela vista. Simplesmente perfeita. Os peixes passavam pela água com a maior despreocupação, e os golfinhos passavam pelo navio como se dissessem “Hey, eu estou aqui, olhem para mim!”.
Eu até poderia curtir o vento balançando meus cabelos castanhos, continuar olhando a vista perfeita, mas... Algo não estava certo. Aquilo estava bom demais para ser verdade.
Então eu a avistei. Gigante? Sim, mas não tanto quanto o Kraken. Ainda estávamos distantes, mas eu a via se aproximar cada vez mais.
– PESSOAL, CHEGAMOS AO NOSSO DESTINO! – Gritei, com os olhos ainda vidrados a frente.
Sim, ela estava lá. A tal ilha amaldiçoada estava bem no meu campo de visão. E não parecia nenhuma ilha no estilo ‘’conto de fadas’’.
– Ótimo, estou vendo que vou ter que renovar minha aljava... – Murmurei, olhando a quantidade de monstros que nos esperavam.
E com certeza os monstros não fariam um chá da tarde para nós. Seria mais como um chá de sangue.
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