Olimpo em Crise
8 Capítulo 8 - Já viu um Cervo frito?
Notas iniciais
Jass
Desviar de flechas e lanças, não estava no roteiro de Jass. Para o atirador, ele parecia um brinquedo de Tiro Ao Alvo bem chamativo. "Hey, tente acertar o Filho de Hades e ganhe uma passagem para o Palácio de um deus." Essa era a mensagem que parecia estar escrita no garoto.
– Atlanta, quem é esse maluco? — Sarah perguntava, se desviando como possível.
– Também gostaria de saber — Atlanta estava tão confusa quanto a amiga.
Jass tentou se concentrar o máximo para se localizar. Sabia que estava no Rio de Janeiro, mas... Onde? Virando à esquerda, viu sua resposta.
– Arcos Da Lapa! — Jass anunciou — Me sigam.
O grupo foi em direção ao ponto turístico, por sorte não havia pessoas no local. Nenhuma flecha foi disparada, nenhuma lança foi lançada. O grupo decidiu se virar para ver o que tinha acontecido.
– Quem é você? — Jass perguntou ao caçador, cujo estava parado observando-os.
– Ninguém me reconhece. Sou Acteão.
Jass ouviu aquele nome em algum lugar. Acteão, um caçador. Um dos melhores de sua época. Ele estava em uma caçada, quando parou para descansar e viu a deusa Ártemis nua tomando banho. A deusa então o transformou em um cervo, e ordenou aos cães que o caçasse.
– Não era para você estar morto?
– Vamos dizer que eu também tenho meus truques. — Acteão retruca. De longe ele não parecia ameaçador. Usava um blusão florado, uma bermuda típica de verão e sandálias. Sua face era de um homem de meia idade, seu cabelo desengonçado de um castanho claro à loiro escuro.
– E por quê está atras de nós? — Sarah pergunta meio que desorientada.
– Não posso deixar vocês resgatarem a deusa. O meu Chefe me ressuscitou, me ofereceu uma nova oportunidade. E com os deuses em crise, tenho muito mais força. Nem Ártemis pode me transformar em um animal de novo.
– Sinto muito grandão, mas o máximo que você vai conseguir, é nos atrasar. — Atlanta se prepara para lugar.
– É mais que o suficiente, filha de sabedoria. Nesse exato momento, seus amiguinhos do Acampamento estão sofrendo um ataque de Minotauros. Duvido sobreviverem. — Acteão parecia bem tranquilo, media cada palavra que pronunciava.
Arya. Jass pensou. Ele não poderia perder a irmão, não de novo.
– O Cervo ambulante, já foi eletrocutado uma vez? — Sarah perguntou.
– Já fui morto por cães selvagens. Serve?
– Talvez sirva, acrescenta mais uma morte ao seu currículo.
Jass nunca tinha visto um raio de perto, tipo a 7 metros. Um clarão se formou em sua frente, a temperatura subiu.
– Vocês estão bem? — Sarah tossiu — Acho que isso já deu conta do recado.
– Cara! To torradinho! — Acteão saiu das cinzas formadas. — Foram quantos volts?
– Como você não morreu?! — Atlanta parecia espantada.
– Eu disse que tenho meus truques.
Falando isso, Acteão pulou para trás, armou uma flecha com uma facilidade invejável, de disparou em direção a filha de Zeus. Jass entrou na frente, fazendo com que as sombras dissolvessem a flecha.
– Obrigada, você consegue mesmo fazer isso? — Sarah agradece.
– Nem eu sabia. — Jass sorri.
Atlanta desembainhou seu gladio, partiu para cima de Acteão, tentou feri-lo em sua perna de apoio, mas o caçador era rápido e muito ágil. Desviou o golpe com uma das pontas do arco de metal, e com a outra empurrou o peito de Atlanta, que foi arremessada para trás. Sarah tentou ajudar a amiga, mas foi impedida por uma lança cruzando e impedindo seu caminho. Jass invocou sua Espada, ele só usava em ocasiões especiais. Harpe. Era a mesma espada que Cronos usou contra seu pai Urano. Hades lhe ofereceu quando foi ao Submundo pela última vez. A lâmina era de almas, cada ser que fosse morto por ela, teria sua alma aprisionada, fortalecendo a espada. Medusa foi decapitada por Perseu com a Harpe. E agora Jass estava com ela, preses a matar Acteão.
– Olha! Cuidado com esse brinquedinho garoto. Urano de Medusa odeiam essa espada. — Acteão parecia mais recuado, como se soubesse o perigo que corria.
– Você também passará a odiar em breve. — Jass retruca, o menino estava ficando muito mais pálido, a corrida nas sombras, invocar Harpe... Isso consumia sua força.
– Você é louco! — Acteão nota que Jass partiu para cima.
– Louco? Você deveria conhecer a minha irmã!
Uma coisa que Jass deveria notar se sobrevivesse aquela luta: Um caçador nunca estão sem uma espada reserva. Acteão sacou rapidamente sua espada, interceptou o ataque de Jass. Tentou ferir o garoto, mas ele era rápido também.
– Que gritos são esses?! — Acteão parecia desnorteado.
– São as almas de todos os monstros que estão presas nesta espada. Seu lugar já foi reservado, Cervo.
De fato Jass deixou Acteão bravo. O caçador atacava sem cessar, apenas atacava como se dependesse disso. Os dois ficaram numa batalha por minutos, até que Jass conseguiu ferir o ombro direito do adversário. Mas foi ferido em sua barriga de raspão.
– Você luta bem garoto. — Acteão estava exausto.
– Você também serve pra brincar. — Jass estava mais cansado que o rival, sua respiração ofegava.
Ambos partiram para o ataque. Acteão segurava a espada com as duas mãos, levantou-as para atacar, o erro fatal. Jass antecipou-se e cravou Harpe no tórax do caçador, que foi se desintegrando.
– Você luta bem garoto, mas está pronto para o que está por vir? — Essas foram as últimas palavras de Acteão.
Jass viu a alma do inimigo sendo aprisionada na lâmina. Depois disso, a única coisa que viu, foram as duas amigas tentando segurá-lo antes de cair no chão.
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