Olimpo em Crise

6 Capítulo 6 - Não existe justiça, apenas vingança.


Notas iniciais
Salve salve galerinha! Como estão? Gostando da História? Bom, la vai mais um capítulo! - Jass

Glau

Já anoitecia quando Glau percebeu. Estava sentado a beira daquele lago desde que seus amigos partiram. O passado vinha repentinamente à sua memória.

Glau nasceu em Fortaleza, passou uma vida difícil com a mãe. Pertenciam a Classe Baixa, então nunca desfrutaram do bom e do melhor. A Mãe trabalhava como vendedora de Flores, Glau por sua vez, estudava de manhã e trabalhava em um mercado. O lago em sua frente parecia passar as imagens de sua infância, vez por vez. A mãe sempre com a vestimenta tradicional, um sobretudo Azul marinho, com uma tiara de flores, prendendo seus cabelos longos em um coque. Em uma ocasião que Glau nunca se esqueceu, ele saiu para estudar, mas não passou no mercado depois, quando chegou em casa, de surpresa, viu a mãe conversando com um homem alto, com um blusão florido, chapéu de pescador, cujo escondia seus cabelos lisos, uma bermuda ocasional e de sandálias. Ouviu poucas coisas como: "Ele tem dificuldade na escola, e seus benefícios de ser seu filho, estão aparecendo. Essa semana, ele estourou todos os canos da vizinhança!". Por impulso, Glau riu.

Passar do tempo, Glau continuava sem sua vida rotineira, mas no seu aniversário de 14 anos, o garoto junto com seu melhor amigo Heitor, foram correndo para casa comemorar a data festiva, mas ao chegarem, encontraram a mãe de Glau morta na sala. Havia um corte profundo em seu Peito esquerdo, na direção do seu coração, uma adaga de um material que Glau não identificou, estava do lado do cadáver da mãe. Heitor lhe explicou que Glau era um semideus, e que Heitor estava ali para levá-lo em segurança até o Acampamento, e que todas as dúvidas iriam ser esclarecidas.

E ali estava ele, no Acampamento, a beira do lago, com algumas dúvidas esclarecidas. Uma lágrima pendia em sua bochecha.

– Glau, está tudo bem? — Natasha, filha de Apolo estava atras dele.

– Oi Natasha... Eu só estou pensando.

– Os fantasmas do passado lhe perturbam de novo?

– Sim. — Natasha parecia saber toda vez que Glau parecia abatido pelo passado.

– Posso me sentar? Ou esse lago é privado? — Natasha brinca, tentando animar o amigo.

– Pode — Glau abre um sorriso. — E você? Já cuidou dos afazeres?

– Sim... Por isso estou aqui. Mas meu pai ainda não me respondeu sobre o Oráculo...

– Os deuses andam estranhos. Tomara que Atlanta, Jass e Sarah consigam resgatar a deusa. Precisamos de reforços urgentes.

– Sim. Tem visto algo em seus sonhos, filha de Apolo?

– Ha-ha, mas infelizmente tenho visto sim. — Seus cabelos cacheados estavam irradiantes, mas pendiam em seu rosto, o que lhe deixava com uma expressão assombradora. — Vi 11 semideuses lutando em um santuário. Um homem se erguia, com vestes vermelhas, um cetro dourado em sua mão direita. Os semideuses pareciam exaustos. 4 estavam feridos, atras do santuário, havia uma torre imensa, guardada por criaturas monstruosas. Uma onda de energia irradiava do cetro do homem.

– Nada animador... Já contou para o Acampamento essa visão?

– Sim... Mas tem outra que eu tenho visto a uma semana. 3 semideuses estavam correndo desesperadamente por um labirinto. E atras deles, vinha uma Manticora imensa.

– Temos que alertá-los, provavelmente Atlanta, Jass e Sarah estarão em apuros.

Nesse exato momento o Toque da Refeição soa pelo Acampamento. Todos os campistas estavam se reunindo em suas mesas, e fazendo oferendas aos deuses, como de costume, Dessa vez, Glau se sentou com Arya, Guilherme, Liz e Natasha, pediu para que a filha de Apolo contasse a eles as visões que teve.

No fim da conversa, chegaram a conclusão que precisavam enviar uma mensagem para os amigos. E alertar todos os campistas.

Guilherme fez essa parte de alertá-los, como filho de Ares, sabia como chamar a atenção de alguns campistas que não davam a mínima ideia.

– Bom, estão avisados, fiquem de prontidão. Quero que um grupo de 10 Campistas ajudem a supervisionar o Lago, mais 10 para a Colina, mais 10 para os Estábulos. Vamos progredir com as tarefas normais.

– Gente, não querendo interferir, mas já interferindo. Aquela coisa, era pra estar ali mesmo? — Phobe, filho de Hefesto, aponta para o pátio central.

Quando todos se viram, uns 30 Minotauros haviam simplesmente surgido. E não estavam nada felizes.

– Aaa não... Mais diversão? — Liz brinca.

– Peguem suas armas, protejam o acampamento! — Guilherme ordena

Nessa hora, os campistas já não sabiam o que fazer, tomados pelo medo, apenas correram.

Notas finais
Uhuuul, mais um capítulo concluído! Estão gostando galerinha? Bom, deixem comentários :D E muuuuito obrigado pelas 200 visualizações! - Jass