Olimpo doce Olimpo
17 Traquinagens reveladas
Notas iniciais
Em Alfheim, Stanley e Delayoh acordam e se beijam.
— Bom dia. — Disse Stanley, sorrindo.
— Bom dia. — Respondeu Delayoh, também sorrindo.
— Que noite tivemos, hein, Alexandra? Esse tempo que ficamos separados, só fez a minha paixão por você aumentar.
— Eu percebi e senti. Foi maravilhoso.
— Fiquei tão empolgado, que me esqueci de fazer algo. — Stanley se sentou na cama, estendeu a palma da mão e perguntou:
— Estamos juntos?
Apesar de surpreendida, Delayoh entendeu a pergunta e o que ela significava. A deusa alemã olhou para a palma estendida, depois para Stanley e respondeu:
— Não.
— Não? — Perguntou Stanley, confuso e abaixando a mão.
— Isso mesmo que ouviu, não. Não estamos juntos. — Delayoh se levantou da cama e pegou sua bolsa preta de couro.
— Eu não estou entendo. Ontem, você disse que me amava. A noite tivemos uma transa maravilhosa, onde dizia, repetidamente, eu te amo. E agora, está me dizendo que não estamos juntos. Poxa, Delayoh. A nossa noite deveria ser o recomeço do nosso amor, eu quero muito voltar a ter um relacionamento com você, ficar perto, namorar.
Delayoh saiu do banheiro vestida com uma blusa vermelha, calça preta e sapatos de salto.
— Você continua não entendendo, não é, Stanley? — Delayoh fez uma cara de tédio e bufou. — Tu me fizeste essa mesma pergunta quando concebemos a Halinor. E te disse que teria de reconquistar, pois, para mim, não basta uma simples conversa ou uma noite de amor incrível. — Delayoh ajeitou a bolsa preta no ombro.
— Às vezes tenho a impressão de que você só quer brincar comigo. Fazer de mim o seu brinquedinho, que pega a hora que quer. — Disse Stanley, irritado e vestindo a calça jeans.
— Was? — Perguntou Delayoh, arqueando uma sobrancelha.
— Falei isso alto? — Stanley bateu a mão na testa. — Me desculpe, Delayoh. O que disse era para ficar apenas em pensamento, mas estou tão triste por não estarmos juntos, que acabou escapando.
— Então, você pensa que eu só te procuro quando quero me satisfazer. — Disse Delayoh, com os braços cruzados.
Stanley rapidamente se levantou da cama, vestiu a camisa branca e foi até ela.
— Não quis dizer isso, Alexandra. — Stanley a beijou no rosto. — É que você é difícil de entender, quer estar comigo, mas não quer casar. Temos uma noite de amor, mas não é o suficiente para que volte a ser a minha namorada. Fico confuso e acabo falando o que não devo. Já te pedi desculpas, não quero que fique brava comigo.
— Te desculpo. Mas você, Stanley, tem que guardar algo na sua cabeça. Quando transarmos outra vez, não vai significar que voltamos a ter um relacionamento, mas quero te ter por perto, és o pai da Halinor. E também o que lhe disse aquele dia, quando a concebemos, posso até te amar, mas terás que me reconquistar.
Stanley enlaçou a cintura dela e disse:
— E me lembro que disse que aceitaria o desafio de te reconquistar. Tudo bem, vamos ficar do jeito que estamos e não vou mais insistir em um relacionamento romântico.
— Finalmente entendeu. — Delayoh colocou os braços envolta do pescoço dele e o beijou.
...
No Olimpo, Elisabeth estava na cozinha, preparava banoffee para Chelsea. Separou tudo, bananas, caramelo, leite condessado e chantilly. Cortou as bananas em rodelas, enquanto o leite condessado cozinhava na panela de pressão. Depois de um tempo, a deusa inglesa misturou as bananas no leite condessado até formarem um único creme.
Delayoh chegou nesse instante, ela foi até a cozinha para preparar um chococino gelado, mas quando viu Elisabeth, resolveu mexer com a inglesa. A deusa alemã gosta de provoca-la.
— O que está fazendo? — Perguntou Delayoh, se aproximando de Elisabeth.
Elisabeth respirou fundo e respondeu, enquanto colocava o caramelo:
— Estou fazendo uma sobremesa para a minha filha.
— Ah, sei. É o tal do banoffee. — Delayoh colocou o leite gelado no copo e acrescentou o chocolate com café, mexendo em seguida. —Mas isso não me interessa, quero saber se você dormiu bem.
— Se te interessa saber o estado de minha noite sono, eu dormi e muito bem. — Respondeu Elisabeth, sem olhar para a outra enquanto mexia a mistura.
— Ah, eu dormi maravilhosamente bem. Quer dizer, em alguns momentos, Stanley me deixou bem acordada. Foi uma noite especial em um lugar incrível. Quando eram casados, o Stanley te levava à lugares especiais para terem uma noite de amor? — Delayoh tentou ver o rosto de Elisabeth, que respirava e inspirava de nervosismo. — Pela sua reação, não levou.
— Delayoh. — Elisabeth respirou fundo e se virou. — Não me interessa saber sobre o seu relacionamento com Stanley. Mas só para te informar, nós dois fomos muito felizes enquanto fomos casados e não precisávamos ir para lugares especiais para nos amarmos.
— Hm, sei. E você deve ter na memoria cada uma dessas noites, não é? Pois é isso que viraram, lembranças.
Elisabeth voltou a dar atenção ao seu doce, voltou a mexe-lo, respirou fundo mais uma vez e disse, com irritação:
— Delayoh se continuar a me atrapalhar, eu juro que vou bater com essa colher na sua cabeça e vou perder o ponto da mistura. Então, é melhor saíres da cozinha.
— Está bem. — Delayoh levantou as mãos em rendição, saiu rindo e tomando o seu chococino.
Quando Delayoh saiu, Elisabeth se perguntou:
— Quando ela vai voltar para Ásgard? Não suporto a presença dela aqui.
...
A família se reuniu na sala para assistir o vídeo, aqueles que se transformaram em bebês estavam ansiosos para ver o vídeo, cada um se acomodou no sofá ou na sala.
— Estou louco para ver a minha mãe pequenininha. — Disse Ricardo Pablo.
— Bom, família. Antes quero dizer que foi uma honra ser o cinegrafista da semana passada, descobri que além de um excelente guerreiro, um deus forte e poderoso, sou um ótimo câmera man. — Disse Ares.
— Nós sabemos disso, agora será que pode soltar esse vídeo logo? — Perguntou Ilitia, impaciente.
— Está bem, está bem. — Ares apertou o play no controle. — Curtam o filme.
Na primeira cena, Gálio aparece correndo com uma pistola de água, molhando todos os móveis e Anfitrite correndo atrás dele desesperada. Todos se divertiam na sala.
— GÁLIO, VOLTA AQUI MENINO, NÃO MOLHE ESSE TAPETE. — Gritava Anfitrite.
Na próxima cena Ivana estava na cozinha, quando Demeter se distraiu, a pequena subiu no armário e puxou o saco de farinha, ficando toda branca e levando bronca da mãe.
— Ivana, que bagunça que você fez, está toda branca, além de desperdiçar farinha. Já pro banho mocinha. Ô Príamo, me ajuda aqui.
— Só queria te ajudar, mamma. — Disse Ivana.
Na sala, Ivana estava incrédula.
— Minha nossa! Eu fiz isso?
— Sim, fez. Puxou um saco de farinha e derrubou tudo no chão. — Respondeu Demeter.
— E deu trabalho para te dar banho, bambina. só saía farinha. — Disse Príamo.
— Queria virar uma fantasminha, mamma? — Perguntou Napóli.
— Pelo visto sim, bambina. — Ivana riu para disfarçar a vergonha e colocando a mão na testa. — Mamma Mía, que vergonha!
Próxima cena: Stanley fazendo o que sabia fazer de melhor, comer. Devorava um prato de macarrão, sujando a boca, o guardanapo e as mãos.
— Vatti, você era gordinho? — Perguntou Halinor.
— Sim. Quando o papai era pequenininho, era gordinho sim. — Respondeu Stanley.
— Era tão gordinho, tão fofinho, que eu o chamava de meu fofuchinho. — Disse Métis, com encantamento.
— E para carrega-lo, eu tinha que fazer força. — Disse Zeus, mexendo o braço.
— Então, é por isso que é tão musculoso e forte. — Têmis deixou um pensamento escapar. Em seguida, todos se viraram para ela, que tampou a boca com a mão, envergonhada. — Vamos continuar a ver o vídeo.
Todos voltaram a prestar a atenção no vídeo. Próxima traquinagem, Métis se lembrou da cena.
— Nesse dia aprendi, nunca deixar um pote de tinta guache com a Francine. —Disse Métis.
— O que fiz, mãe? — Perguntou Francine.
— Ah, algo que toda criança faz em algum momento, desenhar na parede. — Respondeu Métis. — Mas no seu caso, foi na parede do quarto e com tinta guache.
Na cena, a pequena Francine borrava a parede com a tinta, fazia vários desenhos, marcava sua mãozinha, escrevia seu nome.
— Deu trabalho pra limpar. — Se manifestou Amaltéia.
— Desculpe, tinha três anos. — Disse Francine.
— Ah maman bagunceira. — Disse Marie, balançando o dedo para Francine, fazendo ela e os outros rirem.
Agora um flagra. O local? A cozinha. A personagem? Delayoh. Ela abre a geladeira, pega uma travessa com uma torta floresta negra, a colocou na bancada, levitou uma faca para partir a torta, pegou um pedaço e comeu com a maior satisfação, sem se preocupar se alguém estava olhando. Depois, guardou a torta, com auxílio da varinha de sua mãe, limpou a faca e se limpou. Hera assistia a cena pasma.
— Eu sabia que ela tinha feito traquinagem. — Disse Ares, com satisfação.
— Delayoh Alexandra, você fez isso mesmo? Pegou a torta e comeu antes do almoço? Foi isso mesmo que eu vi? — Perguntou Hera.
— Em minha defesa posso dizer que, primeiro, estava testando meus poderes de levitação e segundo, a senhora sabe que eu amo a torta floresta negra. — Delayoh se defendeu.
— Mas não podia esperar o almoço?
— Eu tinha três anos.
— Mutti, posso comer a torta agora? — Perguntou Halinor.
— Não, primeiro vais almoçar, depois te dou a torta como sobremesa.
— Mas você comeu torta antes do almoço.
Delayoh ficou espantada com a resposta da filha.
— Ih, Dee, ela te pegou. — Disse Ciano.
Continuaram a assistir o vídeo, ficaram encantados com Polyana dizendo eu te amo para Héstia. Brandon tocando bateria. Elisabeth nadando. Stela e Iris cantando para seus pais. Anne mostrando um desenho que fez de Zeus, dentre outras aventuras dos pequenos deuses e por fim as crianças cantando e dançando junto com os pais.
— Momento épico esse. — Disse Hebe.
— Pai, até que o senhor dançou bem. — Disse Anne.
— Obrigado, filha. Você e seus irmãos me pediram e dancei com vocês, fico feliz que tenha gostado. — Disse Zeus.
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