Olimpo doce Olimpo

19 O casamento de Helena


O grande dia chegou! Helena iria se casar. A cerimônia e a festa seriam realizadas no Olimpo. Amaltéia, Ganimedes e a prima de Têmis organizavam a decoração.

— Oi, qual o seu nome? — Perguntou Ganimedes, para uma moça de cabelos castanhos e olhos marrom claro.

— Marina Layla, muito prazer. — Disse ela, apertando a mão dele. — E o seu?

— Ganimedes. Você é prima da Têmis, nossa que coincidência.

— Sim, mas somos completamente diferentes. Não tenho o mesmo estilo que ela, mas adoro a minha prima.

...

Têmis acorda e vai ver como anda os preparativos para o casamento e se lembra de como se sentiu no seu casamento. Ela olha a decoração e fica feliz em ver que tudo está saindo como sua filha queria.

— Têmis! – Disse Marina, fazendo um aceno.

— Mari Lay! –— Têmis se aproximou e deu um abraço apertado na prima. —Estou tão feliz em te ver, prima. Obrigada por aceitar fazer a decoração do casamento da Helen.

— Não precisa agradecer, fiz com o maior prazer. Como está se sentindo casando sua filha?

— Ai Mari. Estou feliz, radiante, um pouco triste, pois, vou perder a companhia de todos os dias da minha filhinha, mas a felicidade por ela é maior do que qualquer tristeza e tenho certeza de que ela será muito feliz.

— Também com um noivo gato daqueles. — Disse Ganimedes, ajeitando os arranjos da mesa.

— O que disse, Ganimedes? — Perguntou Têmis.

— Disse que, com todo o respeito, o seu genro é um gato.

— Têmis, bom dia. Já coloquei o café da manhã, alguns já acordaram e estão tomando café. Já levei o café pra Helen e ela pediu para você ir ao quarto. — Disse Almatéia.

— Tudo bem, vou tomar o meu café com a minha filhinha, para depois ficar linda para o casamento, beijinhos. — Disse Têmis, se despedindo com um aceno e mandando beijo para Amaltéia, Ganimedes e Marina.

...

Têmis foi para o quarto da filha, Helena tomava uma xícara de café e comia um waffle com mel.

— Mamãe, bom dia. — Disse Helena, sorridente.

— Bom dia, filhinha. Dormiu bem? — Perguntou Têmis.

— Dormi mais ou menos, estou muito ansiosa. Aceita um café com waffle e mel?

— Sim. Waffle com mel é uma delícia, acompanhado de café, fica maravilhoso.

— Mamãe, eu preciso falar com a senhora. — Helena colocou o café na xícara e entregou para Têmis.

— O que quer falar, filhinha? — Têmis deu uma mordida no waffle.

— Ah, é um assunto que me deixa um pouco tímida.

— Não tenha medo, pode me falar. — Disse Têmis, segurando a mão da filha.

— É que, quando a festa acabar, eu e o Marco vamos ficar sozinhos e teremos a nossa noite de núpcias. Confesso que estou um pouco nervosa com isso.

— É normal, vai ter sua primeira vez com seu marido, bate um certo nervosismo.

— Aconteceu isso com você também, mãe?

— Ah não. Estava tão apaixonada por seu pai, queria ser dele logo, não fiquei nervosa. Mas não se preocupe, isso passa, quando o Marco te olhar apaixonadamente nos olhos e o amor se instaurar no quarto de vocês, esse nervosismo vai passar.

— Tomara, mamãe!

...

Afrodite, Neverly e Castela estavam com as malas nas mãos, elas iriam para Ásgard se arrumar para casamento, além de conversarem com as suas amigas.

— Nem imagino o que nos aguarda no salão de festas. — Disse Afrodite.

— Nossa! Que pessimismo mãe, está parecendo a Neverly. — Disse Castela.

— Ei, não sou pessimista, sou cautelosa. — Disse Neverly, dando um tapa no braço da irmã.

— Helena é filha de Têmis, se puxou o gosto da mãe, teremos mais um casamento exótico. — Disse Afrodite. — Eu sei bem do que estou falando.

Amimone apareceu com uma cara de assustada, Neverly perguntou o que aconteceu.

— Gente, acabei de vir do salão de festas e não imaginam como está a decoração por lá. Plumas, flores gigantes, panos brilhantes. Marina deve ter tido muita paciência pra fazer a decoração e seguir as vontades de Helena.

— Não falei, outro casamento exótico. — Disse Afrodite.

Irene passou por perto na hora e Neverly pediu para tomarem cuidado com o que falam.

— Vamos conversar em Ásgard, é melhor, pois, assim estaremos todas reunidas e poderemos falar melhor, sem ter que ficar tomando cuidado com que falamos. — Disse Amimone. — Héstia, Polyana, Demeter, Raicca, Ivana, Stela e Iris já foram.

Elas concordaram e foram para Ásgard.

...

Ganimedes tinha uma missão importante, fazer o cabelo e a maquiagem de Helena, pensava em mil penteados, em como maquia-la, já que a própria noiva deu carta branca para ele fazer o que quiser. No quarto, Helena conversava com suas madrinhas de casamento, Anfitrite, Têmis e Métis também estavam lá.

— Ai gente, estou nervosa e ansiosa, mal posso esperar para ser a senhora Marco Oliver. — Disse Helena, suspirando.

— E onde será a lua de mel? — Perguntou Anne.

— Na ilha de Creta.

— É um lugar lindo, um verdadeiro paraíso, escolheram bem. — Disse Francine.

Ganimedes escovava os cabelos de Helena, ele decidiu fazer cachos, iriam combinar perfeitamente com a maquiagem.

— Tenho uma curiosidade. — Disse Ganimedes enrolando uma mecha loira no modelador. — Só as filhas do senhor Zeus respondem, se dão bem com a Delayoh?

— Eu sempre me dei bem com ela. — Respondeu Hebe.

— Eu não tenho muito contato com ela, mas consigo conviver. — Disse Irene.

— Eu me dou muito bem com Delayoh. — Disse Francine.

— É claro, são amiguinhas. — Disse Elisabeth.

— Sou amiga de Delayoh sim, Elisabeth. E daí?

— Eu não gosto muito dela, mas papai pediu para interagir com a Delayoh, então hoje vou conversar com ela. — Disse Helena.

— Por que não gosta dela? — Perguntou Ganimedes, curioso e fazendo o último cacho.

— Ela tem um jeito de metida, mandona, se acha superior. E eu não esqueço, na segunda guerra, ela queria me prender em bolha de sono, Ivana que não deixou, preferiu me deixar acorrentada em uma casa bem afastada. Foram dias horríveis. — Helena se emocionou e secou uma lágrima. — Mas o curioso, é que foi a própria Ivana quem me libertou.

— No dia, a Ivana tinha saído guerra, porque brigou com a Delayoh. A metida tinha feito algo bem grave contra os soldados italianos e as duas romperam. — Disse Elisabeth. — Eu lembro disso.

— Então é por isso que a Ivana estava com a cara inchada.

...

Depois de uma longa tarde, se aproximava a hora do casamento e todos começaram a se arrumar. Os homens se arrumaram primeiro, depois foram as mulheres, escovas, maquiagens, desfiles de vestidos longos. Elisabeth vestia um vestido cor de pêssego de um ombro só, calçava sandálias no mesmo tom e seu cabelo estava meio preso por uma trança. Ela retocava a maquiagem em espelho de moldura prateada, quando Hefesto apareceu e ficou encantada com ela.

— Está bonita, Elisabeth. — Hefesto fez um elogio.

— Obrigada, Hefesto. — Disse Elisabeth, um pouco tímida.

— Você vai ser uma das madrinhas da Helena?

— Sim e mais uma vez vai ser um momento estranho, vou fazer par com o Stanley, que é padrinho.

— Eu vou ficar acompanhando, Helena não me chamou para ser padrinho. — Hefesto disse um pouco triste. — Mas tudo bem, o que importa é que Helena seja feliz no casamento.

— Podes não ser padrinho, mas está bem elegante.

Hefesto sorriu com o elogio de Elisabeth.

...

Irene já estava pronta e foi para a sala, vestia um vestido verde água com brilhos, calçava sandálias brilhantes e os cabelos soltos. Se encontrou com Germano, que havia chegado, ele falou que, como já estava pronto, resolveu ir de uma vez. Ela o achou bonito de terno. Os dois conversaram e Germano disse que Irene estava bonita, Irene agradeceu um pouco vermelha, os dois por um instante trocaram olhares, parece que está surgindo um novo casal, Têmis olha a cena, sorri e chega perto dos dois.

— Germano, como está elegante. — Disse Têmis.

— Danker. Obrigado, tia Têmis. — Disse Germano. — A senhora está linda.

— Obrigada.

— Mãe, esse vestido é lindo, ficou perfeito em você. Está muito bonita. — Disse Irene.

— Obrigada filhinha, escolhi esse vestido azul escuro, porque gostei muito dele e sem querer, acabei combinando com o terno do seu pai. — Têmis riu.

— Tenho certeza de que farão um belo par.

— Assim como você e Germano também formarão um belo par.

Germano e Irene riram encabulados.

...

Pouco tempo depois, o pessoal de Ásgard chega, Hera e Frizioh entram de braços dados. Todos se acomodam no salão. Amaltéia organizava a fila de entrada, Zeus e Têmis entrariam primeiro, os dois estavam felizes e radiantes. Começa a cerimônia, Zeus e Têmis entram, vão andando pelo salão, ela dava pequenos suspiros, estava encantada com ele vestindo o terno azul escuro e sentia seu coração bater mais forte. Zeus fez um elogio para Têmis, que ficou corada, mas logo em seguida, deu um aceno e mandou um beijo para Métis, fazendo com que Têmis ficasse triste.

Depois entram os padrinhos, Francine entrou com Jean, ele não parava de olhar pra ela vestida de rosa, Métis segurava Marie nos braços.

— Olha Marie, a mamãe e o papai, dá oi pra eles. — Métis segurava a neta no colo, a menina acenou para os pais.

Francine e Jean deram um aceno para a filha, depois entraram Elisabeth e Stanley entraram de braços dados. Anne e Apolo estavam combinando os dois estavam de cinza, logo depois entraram Germano e Irene e por fim entraram Brandon e Germana. Logo depois dos padrinhos, Marco entrou com sua mãe, ele fica no altar esperando por Helena. Quando toca a música e a porta se abre, todos se viram para ver Helena, ela entra e todos olham o seu vestido, Helena reformou o vestido de Têmis, é um vestido tomara que caia, com a parte de cima cheia de plumas menores com brilho e pequenas pedras, saia rodada brilhante com plumas na barra, o cabelo de Helena estava com enormes cachos decorados com glitter (ideia de Ganimedes), a maquiagem, o véu e a calda, óbvio, tinham muito brilho.

— O vestido da Têmis tinha estilo de perua, mas o da Helena... — Disse Afrodite.

— Superou. E não estou falando apenas do vestido. — Disse Demeter.

A oráculo de Delfos estava bem brilhante e começou a falar, Marco e Helena se olhavam radiantes, depois a oráculo perguntou:

— Helena Gracie Partinokos Olimpiano, você aceita Marco Oliver, como seu legitimo esposo?

— Sim, sim, sim, sim, sim, sim. — Disse Helena, empolgada.

— Marco Oliver, você aceita Helena Gracie Partinokos Olimpiano, como sua legitima esposa?

— De todo o meu coração, sim. — Disse Marco, sorrindo para Helena.

Depois Marco colocou a aliança de ouro no dedo esquerdo de Helena e Helena fez o mesmo, Marco e Helena se olharam apaixonados e se beijaram, sob as palmas dos convidados, Zeus estava feliz por sua Helen, que sua filha seja muito feliz.

...

A festa foi animadíssima, música, comida, bebida, saudação aos noivos, Zeus e Têmis os cumprimentaram, desejaram muitas felicidades. Helena pediu para Hermes tocar uma música e chamou Francine para dançar. A deusa francesa aceitou, mas disse que a música era para ser dançada por três integrantes, então, Helena chamou Delayoh, fazia parte da aproximação. A alemã ficou surpresa com o convite e aceitou. A música começou a tocar e as três dançavam alegres, descontraídas, Helena sorria para as duas e elas retribuíam com um sorriso, Zeus ficava feliz em ver suas três filhas se dando bem e dançando juntas. Germano e Irene também estão se dando bem, mas em outro patamar, eles conversavam, dançavam, riam, como se fossem amigos a muito tempo.

— Não sabia que Delayoh dançava tão bem. — Comentou Irene.

— De sempre teve jeito para a dança. Quando eu era pequeno, nós brincávamos de dançar. — Disse Germano.

— O vestido dela é bonito. — Irene reparou no vestido preto, com detalhes em vermelho de Delayoh.

— O seu também é, você ficou linda vestida assim.

Irene ficou vermelha, conversaram um bom tempo, o tempo suficiente para Germano se encantar com Irene e Irene se encantar com Germano. Athena e Anne ficaram observando os dois, Anne comentou:

— Parece que está surgindo um novo casal.

Chegou a hora de Helena jogar o buque.

— Mãe, vamos! — Disse Ilítia. — Quem sabe, você pega e finalmente se casa com o Frizioh?

— Ilítia, tu sabes que tenho traumas com casamento. Mas até que não seria má ideia em me casar com Frizioh. — Disse Hera, sorrindo para Frizioh.

— Quero muito ser o seu marido, Ivy. — Frizioh deu um beijo apaixonado em Hera. — Mas respeitarei a sua vontade e quando se sentires pronta para casar, eu estarei aqui com a resposta: Sim.

— Meninas estão prontas? Vamos lá, é um, é dois, é três e. — Disse Helena.

Helena jogou o buque, era uma expectativa de quem iria pegar o buque, de repente uma mão se estende e pega o buquê, todos ficam surpresos ao verem quem pegou o buque, Príamo. Ele ficou entre as deusas, deu um salto e pegou o buquê.

— Espero que me perdoem, mas tenho um bom motivo para pegar o buque. — Disse Príamo.

Com o buque nas mãos, Príamo se aproximou de Demeter, se ajoelhou e disse:

— Demeter Areta Wronskiano Olimpiano aceita se casar comigo?

Demeter levou um susto, Ivana sorria de felicidade.

— Você está me pedindo em casamento? — Perguntou Demeter.

— Sim, eu quero que seja a minha esposa. — Respondeu Príamo. — Já estava querendo te pedir em casamento e tive a ideia de pegar o buque da Helena, fiquei ali no meio e peguei, apenas para te fazer esse pedido. Então, aceita?

Demeter não sabia se ria, se chorava de emoção, todos começaram a dizer:

— Aceita, aceita, aceita, aceita.

— Será que posso responder? — Disse Demeter, respirando fundo. — Príamo, sua ideia foi corajosa e a mais romântica, combinou perfeitamente com você. Mas não precisava ter tido todo esse trabalho. Pois, mesmo que fizesse um pedido simples, a resposta seria a mesma — Demeter pegou o buque e entregou para Ivana, depois levantou Príamo. — Quero que esteja de pé para ouvir a minha resposta: Sim, eu quero ser a sua esposa.

Demeter beijou Príamo com paixão, todos comemoraram, Ivana abraçou os pais e os parabenizou.

— Está sendo um casamento perfeito. — Disse Helena, emocionada. — Tia Demeter, Príamo, desejo a vocês muitas felicidades.

...

A festa termina, cada um foi para um lugar diferente, o Olimpo ficou só para a noite núpcias de Marco e Helena. Marco estava ansioso, Helena nervosa, sua cabeça estava a mil, ela podia não gostar, ele podia não gostar, são tantos medos, mas Helena se lembrou do que Têmis lhe disse: “Quando o Marco te olhar apaixonadamente nos olhos e o amor se instaurar no quarto de vocês, esse nervosismo vai passar”. Helena saiu do banheiro vestindo uma camisola branca de rendinha, Marco se encantou com a esposa.

— Você está linda, Helen. — Disse Marco.

—Obrigada, mas estou tão nervosa. — Disse Helena, timidamente.

— Não precisa ficar nervosa. — Marco segurou as mãos dela. — Vamos fazer isso juntos, te darei todo amor e todo o carinho. Eu te amo, Helena Gracie.

Marco olhou apaixonadamente para Helena, os dois sentiram o amor no ar e se beijaram, com muito carinho se amaram. Helena nunca vai se esquecer dessa noite, se sentiu amada, feliz como nunca havia se sentido antes. Ao final, disseram eu te amo como um casal apaixonado.