Notas iniciais
Volteeeeeeeeeeei, aqui é a continuação de " Olhos de Mil anos" espero que gostem, é o ultimo.

Seu nome era Cípria, uma Deusa já muito conhecida por todos os humanos, Afrodite. Cípria vivia em um local místico, onde outros Deuses também moravam. Deuses como Cípria não tinham muito o que fazer no seu dia a dia, o tedio entre eles era massivo. Seu passatempo favorito? Atormentar a cabeça dos reles humanos. Cípria descia toda noite para o mundo dos humanos, cada dia com uma aparência diferente. Buscava prazer, e o que mais haverá de querer? Era a Deusa do amor. Sua beleza é de tal grandiosidade, que não se pode ser medida em palavras. Não existe palavras no mundo humano que faça jus a sua beleza e magnitude. Em uma de suas noites de festa, em seu país favorito que veja só, é o Brasil, ela encontrou uma humana que se diferenciou das outras. Para qualquer outro Deusa ou Deusa, seria apenas mais uma humana. Carne, osso e com um ego do tamanho do antigo Olimpo. Mas para Cípria ela era o que mais chegava perto de se parecer com uma Deusa. A humana de nome Helena, era artista. Fazia quadros e já era muito famosa em seu país por seus quadros de mulheres despidas e sua marca padrão: O cigarro negro. Todas as suas pinturas tinham nelas, o maldito cigarro negro estampado. Cípria conquistou a humana, claro que seria de extrema facilidade para ela tal feito, e assim se deitou com a mesma. Mas algo mudou quando ela resolveu partir, assim que a garota dormiu por volta das 2:00 da manhã na Terra, ela não conseguia parar de observar a humana em seu nocivo sono. Mas que pecado, diriam os outros Deuses, uma Deusa de tal magnitude apaixonada por uma humana? Sacrilégio, Zeus haveria de saber disto. Ela conseguia imaginar todos a julgando e Zeus matando sua amada para que o sangue dos Deuses continuasse puro.

— Zeus, seu maldito. Nunca me deixaria ser feliz. — Passou bastante tempo ainda observando a humana. — Tão fragil e doce... Pena que seu corpo mortal e sua mente limitada de humana não possam contra a ira de um Deus. — Cípria sentou-se no colchão, depositando um beijo casto nos labios de extrema palidez de Helena e com uma lagrima em seus olhos, sorriu. — Adeus minha fragil e pequena humana, os Deuses te protegeram na sua finita eternidade. — Cípria colocou suas asas para fora, assas que ela achava de extremo mal gosto, já que para ir ao Novo Olimpo precisaria. Pulou da janela do quarto de sua amada e voou para longe. Mas quando já avistava a entrada ao Olimpo, sentiu-se devedora pelo modo que saiu. Então voltou para a casa da reles humana, usando de sua mascara divina para não ser vista, entrou em sua casa e foi ao atelie de Helena. Lá deixou-lhe um presente: Uma de suas mechas de cabelos dourados. Se ela fosse inteligente ,como Cípria tinha certeza que era, guardaria a mecha sempre consigo. Deixou-lhe uma carta, um bilhete para lhe ser franco, e nesse estava escrito:

" Guarde sempre em seu coração, ele lhe fará chegar as estrelas.
De para sempre sua: Cípria".

Mas o que a Deusa não contava, era que o tempo de viajem ate o Novo Olimpo no tempo dos humanos era muito tempo. O que para ela era alguns minutos, para sua amada Helena, era dias. Lembrou-se disto tarde demais, já em seu palácio.
Passou-se os dias ( Cada dia no tempo dos Deuses era o equivalente a 1 ano para os humanos, por isso eles sentiam tedio, era um dia muito longo. E por isso Helena nunca reencontrou com Cípria, já que a mesma ia no mundo humano uma vez ao ano) e a saudade que Cípria tinha da humana era enorme, estava doente, pálida, morta. Cípria não aguentava mais a saudade de sua amada. Com esse pensamento resolveu ir ate as ninfas que cuidavam da passagem do Olimpo, para lhes pedir um favor. Chegando lá, se encontrava nervosa.

— Ninfa minha amiga, sabe que lhe tenho muito apresso não é? — Cípria usava de todo seu charme e poder de Deusa.

— Em que posso lhe ajudar senhora? Sabe que seus poderes não surtem efeito em mim, mas fico feliz em lhe ajudar.

— Preciso do espelho. — A bela ninfa ponderou por alguns minutos antes de lhe dar uma resposta, parecia avaliar-lhe.

— Para que precisa do espelho sagrado?

— Preciso ver uma humana e não quero que Zeus descubra. Ele é muito cruel com os humanos, lembra daquela vez que o povo da Grécia não lhe deu oferendas no fim de semana e ele matou metade de uma cidade? Ele é completamente louco. — Cípria sempre falou muito com as mãos, adora gesticular.

— Certo, lhe darei. Mas peço que tome cuidado, se Zeus descobrir ele me mata e a senhora também Deusa Afrodite.

— Cípria, por favor, odeio esse nome.

— Claro, Cípria.

— Fico muito agradecida. Qualquer coisa que quiser, podes me pedir.

— Não necessita minha Deusa. Pegue, é seu. — A ninfa, com um gesticular de mãos, fez aparecer um espelho. O espelho era de ouro e todo rodeado por flores rosas que o protegiam.

— Ate mais ninfa Solares.

— Ate Cípria. — Cípria escondeu o espelho em suas roupas e assim voltou voando para seu palácio. Assim que chegou, entrou em seu quarto onde colocou o espelho para fora e pensou com muita fé no nome e no rosto de sua amada: Helena Caribe. E lá estava ela, no mesmo bar em que elas se conheceram. Helena estava mais velha, agora já tinha 28 anos mas em nada mudará, tinha o mesmo corte de cabelo longo e o corpo magro. Mas observando melhor Cípria notou algo de diferente, seus olhos... A porta da alma. Pareciam tristes, mortos, atormentados. Não eram os olhos de conquistadora que fizeram Cípria apaixonar-se. Viu que a humana começou a falar com um homem que lhe servia bebidas e não pode evitar de escutar a conversa.

— Sabe Garçom, a três anos atrás eu conheci a mulher mais linda desse mundo. Você não entenderia a beleza dela, nem se eu narrasse com exatidão cada milimetro daquele belo rosto. E os olhos... Por todos os Deuses, os olhos daquela mulher... Olhos de Mil anos.

— E vocês estão juntas? — Helena deu um sorriso de lado, tão triste que a pobre Deusa sentiu-se mal.

— Não. Ela sumiu, tão rápido como chegou.

— Sabe, eu trabalho aqui a 2 anos e nunca me canso de ouvir essa historia. Continue por favor.

— Você não cansa que eu venha aqui quase toda noite, beba muito e fala ainda mais, sempre da mesma mulher?

— E como poderia? É uma historia tão linda e triste. Deveria escrever ela.

— Eu a desenhei sabia? Eu fiz um desenho lindo dela, o meu melhor quadro. Mas não chega aos pés da minha eterna Cípria. A única coisa que me sobrou dela depois daquela noite, foi uma mecha de cabelo e um bilhete...

— Escrito: " Guarde sempre em seu coração. Ele de levara as estrelas".

— Corrigindo: " Ele lhe fara chegar as estrelas". E ele fez. Depois que ela se foi e me deixou apenas isso, coloquei ele em um cordão, dentro de um amuleto e carrego comigo desde o dia em que ela me deixou. Minha carreira chegou ao seu melhor, esponho meus quadros em todos os museus do mundo. Mas ele não conseguiu me trazer a única coisa que eu desejo desde o dia em que me apaixonei pela primeira e ultima vez: A minha eterna Afrodite. — Os olhos da Deusa do amor estavam em lagrimas, seu coração ainda mais apertado. Não conseguia mais viver sem a dita humana. Com esse pensamento tomou folego e fez a única coisa que um Deus nunca deveria fazer em sua eternidade: Implorar para Zeus.
Com toda sua determinação, foi ao monte mais alto do Novo Monte Olimpo, onde Zeus e sua mulher moravam. Chegando lá, foi aceita sua entrada e assim a Deusa sentou do lado do trono do Rei dos Deuses.

— Meu rei, venho aqui para lhe pedir por compaixão.

— E o que você quer Afrodite? — Teve que segurar todas suas forças para não falar o quanto odeia esse nome.

— Eu quero que uma humana viva comigo no monte Olimpo. — Zeus se levantou, sua fase extremamente zangada e brava.

— O que? Como ousa me pedir tal coisa? Sabe muito bem que só Deuses podem subir aqui.

— Mas Hércules...

— Semi Deuses são outra historia.

— Então me deixe ir. Deixe-me ficar no mundo dos humanos ate o fim dos dias de amada. Eu estou lhe suplicando, não a dor maior nesse mundo do que viver sequer mais um dia sem ter ela comigo.

— Você sabe o que isso significa não sabe? — Zeus parecia ponderar sua resposta e isso já era de uma grande avanço.

— Sim, eu sei. Eu estou disposta a deixar todos os meus poderes, a viver uma vida humana, abro mão de todo e qualquer privilegio que eu tenha como Deusa do Amor. Tudo por ela.

— Qual é o nome desta humana Cípria?

— Helena, Zeus, Helena Caribe.

— Eu farei melhor. Para mostrar a você que não sou tão ruim quanto pensa, deixarei que a humana venha para o Olimpo. — Sua surpresa foi tremenda. O choro já não era só presente, mas o som mais audível do Palácio. — Mas não será fácil. Terá que torna-la, uma Deusa Afrodite. — Cípria franziu o cenho, como assim uma Deusa?

— Isso é possível?

— Sim. Quando um amor é tão grande que ultrapassa a barreira entre humanos e Deuses, tem uma chance de conseguir transformar o humano em Deus. Ele tem que comer da ambrosia, esse é o único modo de se transformar em uma Deusa sem que vire alguém corrompido. Mas tenha ciência de que, se ela não a amar o suficiente. Não funcionara e se tornara um monstro.

— E onde eu posso encontrar uma ambrosia?

— Hebe, terá que convence-la a lhe dar um pouco de sua ambrosia. E depois, caso consiga, volte aqui e ela bebera do meu néctar.

— Serei eternamente grata a você Zeus.

— Espere! — Zeus gritou assim que Afrodite soltou suas asas.

— Sim?

— Vai demorar um ano terrestre para chegar lá. Venha aqui. — Afrodite se ajoelhou de frente a Zeus e com um toque de seu raio, ela estava no céu humano. Afrodite não poderia estar em mais plena felicidade. Desceu ate um beco escuro para se transformar na mulher do dia em que conheceu Helena, assim fazendo foi para o apartamento de sua amada, usou de seus poderes para não ser vista entrando e assim chegou ao quarto de sua amada. Helana dormia o mais belo e lindo sonho dos ímpios. Sorrindo, Cípria sentou-se em frente a sua querida humana e passou a mão por seu rosto.

— Minha eterna e doce humana, acorde. — Soprou o rosto de Helena, que acordou abrindo seus olhos de forma devagar. Assim que assimilou o rosto em sua frente, seu sorriso não poderia ser maior.

— Por todos os Deuses, é você mesmo? — Helena sentou rapidamente em sua cama e abraçou a mulher em sua frente.

— Claro que sou eu. — Depois de tanto tempo, não poderia deixar de sucumbir ao desejo de beijar seus lábios. — Eu senti tantas saudades. — Cípria falava entre os beijos, desesperados que dava em Helena.

— Eu estava morrendo aos poucos sem ti, minha Deusa. — Quando Cípria ouviu a palavra Deusa, lembrou de seu objetivo.

— Você me ama de verdade Helena? — A pergunta pegou a humana de surpresa, mas logo abriu um sorriso maior que cabia em seu rosto. Seus olhos brilhavam como nunca.

— Desde quando você se foi, eu não consigo me deitar com ninguém. Os beijos parecem vazios e eu penso em mais nada além do quanto eu sentia sua falta. Te esperei por 3 anos, se isso não é amar... Não sei o que é minha linda Afrodite.

— A gente tem que conversar, vamos para a sala? — Cípria sorria. Estava tão feliz por finalmente ter sua amada em seus braços que não se continha em beija-la.

— Claro. Venha, vou fazer um café. — Helena levantou rapidamente saindo pela porta, mas logo voltou a porta do quarto. — Deuses tomam café? — Afrodite soltou uma risada gostosa para Helena.

— Nunca tentei. Ambrosia e Néctar são tão bons.

— Você vai gostar. — Seguiu Helena ate a cozinha, e não a sala como lhe foi dito antes, e observou Helena mexer um aparelho e colocar um pó dentro.

— O que é isso? — Afrodite parecia curiosa com o objeto negro em sua frente.

— Uma cafeteira. Serve para fazer o café. — Helena virou-se para Cípria e sorriu, um sorriso que fez o coração de Cípria falhar uma batida.

— Entendo. — Depois de colocar o pó do café na cafeteira e água, Helena sentou no balcão de sua cozinha, de frente para sua Deusa.

— Quando eu acordei e você não estava eu senti um vazio tão grande... Procurei você em todos os lugares, todos os dias ia ao bar onde nos conhecemos, fui a UFRJ procurar você... Me senti perdida. Depois de dias você me manda um bilhete com a mecha de seu cabelo...

— Bom, você já deve saber ou ao menos desconfiar que sou uma Deusa, não é?

— Eu nem sequer pensava nisso. Mas ai eu conferi as câmeras de vigilância, pra conferir se eu não estava louca. E você apareceu do lado da minha cama, com aquelas assas lindas... Eu fiquei em duvida se você era um anjo ou sei lá eu o que.

— Sou Afrodite, como vocês humanos gostam de me chamar, a Deusa do amor, da sexualidade e etc... Eu demorei dias pra deixar o bilhete porque só me lembrei dele quando estava na porta do Olimpo. O tempo para os Deuses passa de forma diferente, um dia para nos. É um ano pra vocês.

— Então quer dizer que pra você, só faz três dias que nos conhecemos. — Cípria confirmou com a cabeça. — Isso explica muita coisa. — Helena se levantou, o café estava pronto. Pegou duas xicaras, uma preta para si e uma rosa para Cípria. A Deusa examinou o liquido negro no copo e tentou tomar, mas antes Helena preveniu. — Esta quente, assopre antes bobinha. — Afrodite fez o que ela lhe disse e provou o liquido. Para sua infelicidade, foi o equivalente a acido para ela, então cuspiu.

— Isso tem um gosto horrível.

— Parece que só funciona ambrosia. Sabe que é minha comida favorita? — A Deusa franziu o cenho.

— Como você pode ter comido ambrosia? É uma comida divina.

— Não é a mesma coisa. Aqui é apenas um doce, deve ser muito diferente da de vocês. Quer provar? Tenho um pouco na geladeira.

— Claro, tomara que não tenha gosto horrível. — Helena se levantou e pegou um pote com ambrosia e uma colher. A deusa pegou um pouco da ambrosia e colocou na boca, esse ela conseguiu comer.

— É ate bom, mas não é ambrosia de verdade. A verdadeira é muito melhor.

— Claro, imaginei. Enfim, por que veio depois de tanto tempo? Sei que não foi apenas por saudades, se não viria antes. — Afrodite acenou enquanto comia.

— Você disse que me ama certo? — Helena acenou de forma positiva. — Estaria desposta a deixar a vida humana e ser uma Deusa comigo? — Helena se engasgou com o café.

— Como?

— Só se você quiser é claro... Eu só pensei q-

— Claro que eu quero. — Helena pulou de sua cadeira e foi para os braços da Deusa a abraçando e beijando seu rosto, fazendo a Deusa rir. — O que eu preciso fazer? Eu faço qualquer coisa por você Cípria.

— Você vai ter que subir comigo pro Olimpo e comer a ambrosia.

— Só isso?

— Não é tão fácil. Temos que convencer Hebe a nos dar ela.

— Hebe? A Deusa da eterna juventude? Uau, ela parece uma criança, pelo menos segunda as pinturas que temos.

— Ela parece mesmo, por ser jovem demais e comer de forma constante Ambrosia, ficou muito nova.

— Eu lutaria com mil dragões por você. Fazer uma criança crescida nos dar um doce, vai ser muito fácil. Mas antes... — Helena tirou sua única roupa, um blusão cinza, ficando nua.

— Estava esperando por isso. — Cípria levantou com Helena em seu colo e a levou para o quarto, deitando junto com ela em sua cama. Despiu-se de suas roupas e ali tiveram horas de amor. Já amanhecia quando Cípria acordou, ficar no mundo humano era muito desgastante para um Deus. Virou para o outro lado e viu o rosto angelical de sua menina. Ela estava cansada, então resolveu fazer um café da manhã para a sua frágil e por enquanto humana. Levantou-se e vestiu a blusa de Helena jogada no chão, foi para a cozinha e abriu a geladeira, olhando o que sua amada tinha lá. Viu algumas frutas, pão, queijos e algo que para ela parecia uma carne fina. Cortou varias frutas, colocando em um prato e fez dois pães com o queijo fatiado e aquilo que parecia carne fina. Colocou em uma bandeja que achou pela cozinha e voltou pro quarto. Quando abriu a porta Helena estava chorando no chão, assustada pela cena rapidamente colocou a bandeja em cima de uma mesa que ali havia e correu se ajoelhando de frente para sua amada. — O que houve minha flor? Por que chora? — Helena levantou o rosto devagar e olhou para a mulher, se jogando em seus braços.

— Eu achei que você... Que você tinha ido embora de novo, que tinha sido tudo mais um sonho. — Cípria abraçou sua humana e beijou sua boca levemente.

— Não é um sonho minha pequena, eu só fui pegar algo para que você coma. Imaginei que ficaria com fome, vocês humanos comem toda hora. — O olhar inocente da Deusa do amor fez um sorriso largo aparecer no coração frio e gélido de Helena.

— Só isso? Eu te amo tanto minha Deusa.

— Sua. Agora sente-se na cama. — Helena fez o Cípria pediu e sentou-se, ela foi ate a mesa e pegou a bandeja com o café da manhã. Sentou na cama e colocou a bandeja sobre ela. — Eu cortei essas frutas e tinha pão, queijo e alguma coisa que eu não sei o que é... Parece carne fatiada... — Helena franziu o cenho, já imaginando o bife dentro do pão. Quando abriu o pão, não conseguiu não rir.

— É apenas presunto amor. — A palavra amor soava de sua boca como a mais perfeita lira de Apolo.

— E é pra colocar no pão mesmo?

— Sim. Obrigado pelo café meu amor. — Beijou a Deusa e começou a comer. Depois de alguns minutos, ela já havia terminado e então foi tomar banho. — Você vem comigo?

— Claro. — Ambas se banharam, trocaram caricias e beijos durante o banho. Quando terminaram, colocaram suas roupas e a deusa do amor e da beleza a levou voando para os céus. Cípria a alertou que nada poderia levar do mundo humano. Assim, depois de algum tempo chegaram ate a entrada do Olimpo. Ambas entraram e seguiram diretamente para onde Hebe habitava, chegando lá Hebe as recebera com muita graça. Seus filhos, já velhos mas por serem filhos de quem eram sempre pareciam crianças, brincavam e corriam pelo palácio.

— Mas me diga. A que deve a honra Afrodite?

— Cípria, por favor.

— Claro, Cípria.

— Eu queria saber se pode me dar um pouco de ambrosia.

— Mas tem muita em sua casa.

— Tem que ser a sua Hebe. — Afrodite não se deixou abater, sempre com seu jeito dominador e controlador.

— Não vai ser tentando me seduzir que conseguira isso A-fro-di-te. — Cípria teve que se controlar para não matar a Deusa que ela julgava insignificante. Enquanto isso Helena se maravilhava com os pequenos, que não eram pequenos. Parou um minuto e olhou para Cípria que estava a ponto de bater em Hebe.

— Meu amor, acalme-se. Ela só fez uma pergunta. É para mim Deusa Hebe. — O sorriso de Helena era cativante para qualquer Deusa ou Deus, era impossível lhe dizer não.

— Uma humana... — Hebe circulou Helena, passando seus braços em volta dela. — Mas que espécie interessante Afrodite, vejo que tem um ótimo gosto. Gostaria de dividir com sua quase irmã? — Afrodite puxou Helena dos braços de Hebe de um jeito possessivo,

— Nem em seus mais maravilhosos sonhos, irmãzinha. — Seu tom irônico na ultima palavra soara perfeitamente lindo aos ouvidos de Helena.

— Lhe darei a ambrosia, mas só porque esta menina merece ser uma Deusa. Alguém tão bela, não deveria pertencer ao mundo humano. — Hebe destrancou uma das portas atrás de si e fez um sinal para que a seguisse e assim fizeram. Chegando no quarto que era vazio, a não ser por um altar onde uma travessa de ouro guardava a ambrosia dos Deuses. — Aqui esta, como toda ela. Darei um jeito de produzir outra depois.

— Muita obrigada Deusa Hebe.

— Apenas Hebe pra você linda. — Helena, finalmente comeu a ambrosia. Sentiu dentro de si coisas nunca sentidas, o poder de todos os Deuses. Tudo parecia melhor e mais... Furioso. Ela tinha uma raiva sem limites, queria matar o primeiro que visse, mas assim que virou, ainda com os olhos vermelhos, foi os olhos de Mil anos que ela viu. Se controlou ao máximo, não podia ferir sua amada. Ela é a coisa mais importante em sua vida. Assim, sua fúria sessou e seus olhos, antes vermelhos como sangue, agora voltaram ao negro cor de céu noturno. Abraçou Afrodite.

— Por Zeus, deu certo. — Afrodite agora chorava de felicidade. — Vamos precisamos ir ver Zeus. Tem que tomar o néctar. — Helena, apenas imaginou como seria legal se ela pudesse voar como Afrodite e um lindo par de assas surgiu em suas costas. Assim, ela e Afrodite voaram ate Zeus. Chegando lá, Zeus lhe deu o Nectar dos Deuses, a transformando em uma Deusa.

— Agora, você Helena, é a esposa de Afrodite. É a Hominum tuendos, por você ter vivido a maior parte de sua vida, com os humanos. — Todos comemoram em uma festa que durou 15 dias e 15 noites, ou para nós 15 anos.
Agora, toda vez que você olhar para o céu e ver o Eclipse solar, que é quando a Lua fica entre a Terra e o Sol causando uma sombra, lembre-se que é o dia em que comemoram o nascimento da Deusa Helena. A deusa protetora dos humanos.

Notas finais
Hominum tuendos - Protetora dos Humanos Hebe - Hebe é a Deusa da juventude eterna, serve os Deuses no Olimpo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!