Olhos de mil anos
1 Cípria
Notas iniciais
Essa é a minha primeira one-fic, então se gostarem comentem. Quem sabe eu não faço mais?
Se não gostaram, se tem alguma critica construtiva. Também falem, estou aqui a serviço de vocês.
Beijinhos de sua amada, ou não tão amada se levar em consideração que as outras fics estão paradas e eu aqui postando one, e querida Willou aproveitem a leitura fofos.
Helena é uma garota que deixa qualquer lésbica de queixo caído. Ela tem esse misto de timidez e rudides, sempre com aquele cigarro mentolado de canto na boca. Parece uma personagem dos livros de John Green. Ninguém a domina, ela é uma alma livre, uma águia pronta pra alçar voo quando menos se espera. Ela nunca faz o que você pensa que ela faria, sempre surpreendente. Ninguém a conhece, e o pouco que se sabe... É o que ela deixa você saber.
Dona de olhos negros, como a noite, e boca fina e esbranquiçada, Helena é uma mulher de lua. Não nega seu signo, escorpião, e nem seu ascendente em Aries. Seu jeito torto de fazer as coisas sempre da certo. Quando você acha que todos os caminhos que ela traça não podiam ser de maior erro, ela lhe surpreende! Ela mostra, sem dizer uma única palavra, que sempre faz tudo certo, porém de seu jeito torto.
Mas ela só era assim para quem a conhecia, lésbica assumida desde os 15 anos não esconde sua sexualidade. Seu lugar preferido é sempre no meio de belas pernas, seu único fraco. Não pode ver um par de pernas que corre atrás como um personagem de desenhos animados corre atrás do cheiro de comida boa. Mas como esperar menos? Ela era ela, minha cara. Sempre Helena, nunca outra.
Seu temperamento forte só contribui para as mulheres que se apaixonam por ela. Mas coitadas, não tem as informações que nos temos. Elas não sabem, não compreendem, que Helena é um ser sem dona. Um corcel indomável, ninguém lhe põe coleira ou arredia. Ninguém domina a alma de pipa voada que coleciona corações em sua estante. Em seus 25 anos de vida, nunca se deixou amar. Não sabe quão inebriante é a sensação de se amar alguém. Nunca experimentou as famosas "borboletas no estômago", nunca sentiu as pernas bambas, nunca suspirou pelos quatro cantos da casa por estar amando uma pela dona. Mas Helena não via isso como ruim, via como um privilegio. Via suas colegas sofrendo por amor, sempre se queixando de um ou outro e assim pensava: Nunca irei de me apaixonar. Dor como essa, não necessito. Mas ela veria que logo pagaria pela boca.
Em uma de suas, varias, noites em boates és que ela surge. Aquele olhar... Pensou consigo mesma. Olhos de mil anos. Pois ai esta o preço por sua boca Helena! Mas ela ainda não sabe disso.
Vidrada pelos olhos milenares, pegou um drink no bar e foi a moça paquerar. Perguntou-lhe o nome, o que fazia e o que queria para a vida. Por horas, a mulher que nunca conversava com as suas "presas", conversou sobre o tudo e nada com a dona das orbes envelhecidas. Seu nome era Cípria. Mas que triste coincidência. Cípria, um dos vários nomes dados pelos gregos para a Deusa do amor e da beleza: Afrodite. Cípria fazia direito na UFRJ, tinha 23 anos e queria viajar pelo mundo. Não gostava da faculdade, mas fazia por que seus pais queriam um diploma. Cípria... Cípria, a dona dos olhos de mil anos tinha pelas curvas, sua pele branca lhe cabia bem juntamente com seus cabelos castanhos, quase loiros. Depois de horas falando sobre o mundo e seus sonhos, ambas saíram do ambiente barulhento e muito lotado, direto para a casa de helena. Esse já é o segundo erro de Helena, ela nunca levava mulheres para sua casa. O primeiro? Deixar se encantar pela reencarnação de Afrodite. Quando assim chegaram a sua casa, roupas já voavam pela sala enquanto um beijo necessitado e amoroso era trocado. Não vou lhes dar mais detalhes sobre o que acontecia dentro das quatro paredes do quarto que Helena morava, em respeito a minha cara personagem. Mas lhe digo: A noite foi completamente diferente para Helena, elas não fizeram simplesmente sexo por horas. Fizeram amor, algo extremamente novo para Helena, ate então desacreditada do amor. Na manhã que se seguira, Helena acordou com um ligeiro sorriso no rosto. Antes de abrir seus olhos, pensou consigo mesma como a noite anterior foi diferente de tudo. Cípria era uma mulher, que ate a própria Afrodite haveria de concordar, ótima de cama. Sua eloquência, seus gemidos, sua voz... Tudo nela era diferente de todas. Ela lhe deu prazer que nenhuma outra lhe deu. Helena finalmente abriu os olhos e virou para o lado onde, supôs que Cípria estaria... Mas qual lhe foi a surpresa em saber que a dona de olhos envelhecidos não se encontrava ali. Levantou de supetão, assustada. Será que ela lhe fizera o que ela fazia com todas as garotas? Deixava suas camas sem lhes dar satisfação? Gritou por Cípria, que não atendeu. Amaldiçoou a cria de Afrodite aos sete ventos mais um pouco e se levantou para checar suas coisas. Tudo estava no mesmo lugar: Seus quadros caríssimos, sua TV tela plana, ate sua carteira antes jogada de qualquer forma. Ela simplesmente se foi? Sim. Ela simplesmente se foi, tão rápido como chegou.
Nos dias que se passaram Helena voltou a boate, os dias, quem sabe não dava a sorte da garota de curvas perfeitas aparecer? Mas nada. Perguntou ao Barman se não a conhecia? Não. Nunca a viu, nem ouviu falar. Perguntou ao porteiro de seu prédio, se esse não havia visto a hora em que a linda mulher havia partido. Mas esse, para seu espanto, não lembrou de sequer Helena chegar acompanhada nos dias anteriores. Por fim, para se certificar de que não estava louca. Helena olhou as câmeras de vídeo que ela tinha em todos os cômodos. Sim, ela existiu realmente. Ela observou ambas chegando em sua casa, admirou ambas fazendo amor. Avançou a gravação ate a hora em que ela foi embora: 4:30 da manhã, a viu despertar. Cípria acordando, virou de lado e lhe deu um beijo casto. Logo depois, se transformou em uma criatura divina, igual aos livros de mitologia que a muito tinha lido. Viu suas assas brotarem do nada, e assim ela pulou a janela. Sim minha cara, Cípria, era não a encarnação de Afrodite, mas sim a propria.
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