Notas iniciais
Olá a todos, sejam bem-vindos a minha fic! É a primeira de PJO/HDO, que eu escrevo, então peguem leve haha. Boa leitura, espero que gostem do capítulo :D

"Nós somos feitos de poeira de estrelas" Carl Sagan.

Eu estava lá, para ser franca sempre estive.

Vi o famoso Percy Jackson chegar ao acampamento, assim como vi Thalia morrer e Nico e Bianca surgirem dos mortos, ou sei lá o que, tanto faz. O que importa é que eu vi de perto tudo isso. É obvio que eu veria como não ver? Estou aqui desde os cinco anos, sou a campista mais antiga do chalé de Hermes e acho que de todos os chalés. Ninguém nunca reparou em mim. Ninguém percebeu quando acidentalmente eu fiz as taças de bebidas explodirem no almoço, ou quando eu acidentalmente inundei o acampamento com uma chuva que ameaçava nunca parar, ou um leque de outras situações que foram minha causa, mas os deuses ou um campista mais notável levaram a culpa.

Quem sou eu? Bem, não confio o suficiente para escrever meu nome em um pedaço de papel, mas eu não tenho escolha, tenho que escrever, contar minha história. Por que tenho tal necessidade? Digamos que por uma brincadeira do destino, meu maior medo acabou se realizando. Qual seria esse medo? Solidão plena.

Não que um pequeno diário seja de muita ajuda quando tudo o que posso fazer é contar sobre os instantes que me senti segura e parte de algum lugar antes que meu mundo de sonhos fosse destruído uma vez, e de novo e de novo, infinitas vezes.

Eu tenho uma história. Minha história é maior do que a da maioria das pessoas, mesmo eu tendo somente dezesseis anos, vi mais sangue do que gostaria, vi mais mortes do que pensei que suportaria e finalmente vi minhas forças sumindo aos poucos como se não valesse mais a pena viver. É uma história muito sofrida, de fato, mas não é só minha história, acho que é por isso que sinto necessidade de deixar escrito todos os ocorridos daquela época. Preciso que todos os que se foram sejam lembrados, preciso fazer com que a morte deles não tenha sido em vão.

Começando...

Prazer a quem quer que eventualmente lerá isso, me chamo Barbie Simpson, bem, na verdade só será um prazer pra você durante os primeiros cinco minutos em que você ainda não terá fugido, gritando, horrorizado. Tenho dezesseis anos e vivo no Acampamento Meio-Sangue desde os cinco anos de idade. O acampamento é um refúgio para jovens semideuses que não conseguem mais viver em harmonia com o mundo mortal, o que obviamente foi meu caso. Não foi um acontecimento repentino do tipo, acordei hoje e não posso mais conviver com mundanos, não, a verdade é que eu não consigo viver com mortais desde que nasci. Minha mãe morreu durante o parto e fui levada para um orfanato, onde causava “acidentes” às outras crianças, confusa e atordoada fugi do local e por sorte encontrei um sátiro muito simpático chamado Grover que me levou até o Acampamento Meio-Sangue — lar dos semideuses, famosos filhos dos deuses do Olimpo. "Eles existem?" Sim existem e podem lançar um raio contra sua cabeça a qualquer hora -. em segurança e foi meu amigo por muito tempo, dois anos para ser exata, que foi quando ele partiu para buscar novos semideuses e encontrou um trio de foragidos: Luke, filho de Hermes, Thalia, filha de Zeus e Annabeth, filha de Atena. Depois disso ele simplesmente esqueceu-se de mim, foi como se tivesse achado amigos melhores, o que de fato doeu, porque ele era meu único amigo. Meu pai? Minha mãe? Não sei quem são, sou uma completa rejeitada e vivo no chalé de Hermes — lar dos filhos de semideuses cujo os pais ainda não se pronunciaram — por conta disso, vi os mais diversos campistas passarem e mudarem do local e eu continuei, às vezes até acho que sou realmente filha de Hermes.

Mas não sei bem se isso é minha história para estar relatando tais fatos, nem sei o que realmente é isso tudo, um desabafo eu acho, papel não julga. Mas para explicar tudo tenho que explicar o que aconteceu com o mais famoso dos famosos, nosso notável Percy Jackson.

Como a maioria sabe, o queridinho venceu os Titãs e salvou o mundo. Em troca Zeus, o deus dos deuses, soberano do Olimpo, concedeu-lhe um pedido, qualquer um que quisesse. Percy ao invés de virar um deus (como o próprio Zeus sugeriu), demonstrou solidariedade para com pessoas como eu cujos pais não se importam e pediu que todos os deuses assumissem seus filhos mortais, e assim foi feito. O chalé de Hermes foi esvaziando aos poucos, até que chegou a minha vez. Ninguém sabe ao certo que tipo e mutante eu sou, mas não sou uma semideusa comum. Minha mãe, Tinker Simpson foi coroada Miss Universo, a mulher mais bonita do mundo, com cabelos loiros brilhantes e um sorriso reluzente como se refletisse a luz do Sol. O grande problema é que mortais chamativos atraem deuses chamativos, e foi exatamente o que aconteceu. Primeiro Poseidon, o deus dos mares, encantado com a vivacidade e beleza da jovem, desceu a Terra e com ela teve relações sexuais, assim como seus dois irmãos Hades e Zeus. Acontece que Tinker ficou grávida, e não sabia quem era o pai, porque de fato nem sabia que esses eram deuses.

Quando a menina nasceu, quer dizer, quando eu nasci, ganhei o nome de Barbie, que foi a última palavra dita por minha mãe, que faleceu durante o parto. O bebê era muito grande, muito complicado, a operação foi extremamente perigosa. Os anos se passaram e quando completei meus dezesseis anos soube que finalmente chegara minha hora, finalmente saberia quem era seu pai. Ocorreu durante o jantar, estava oferecendo parte da minha comida para meu pai, fosse quem fosse, quando aconteceu. Primeiro um buraco se abriu no chão aos meus pés e uma coroa negra voou livremente em direção á minha cabeça. Não tive tempo de registrar o ocorrido quando a água de todas as taças de meus colegas voou e em pleno ar as gotas foram se reunindo assumindo a forma de um tridente que pousou delicadamente em minha mão direita. Sem mais nem menos, para encerrar o espetáculo todas as lâmpadas do local estouraram e a única luz visível foi de um raio que se projetava em cima da minha cabeça.

De repente tudo voltou ao normal. As lâmpadas ascenderam novamente, intactas, as taças voltaram a se encher e o chão se fechou. O raio se dissipou sobre mim que passei a ter um aspecto mais bronzeado, como de pele dourada, brilhante como o raio mestre de Zeus. A coroa continuou presa na minha cabeça, sem possibilidades de ser removida e o tridente desfez em cima das minhas mãos, cada gota de água absorvida por meus dedos que continuaram secos. Eu ainda não havia entendido, não sabia o que perguntar, quando Quíron intrigado falou em alto e claro som o que todos suspeitavam, mas não tinham tido coragem de falar – Uma filha dos três grandes!

Nos meus sonhos ocultos eu me imaginava como uma filha de Afrodite, de forma com que todos reparassem em mim, não fosse nunca excluída, mas poderia ser invisível se fosse do meu grado, mas isso era completamente diferente. Eu era singular, única. Nunca seria ignorada ou deixaria de ser o centro das atenções. Nunca seria normal dentro das possibilidades de um semideus. Podia sentir agora, como se tudo tivesse sido amplificado. Sentia cada raio que se alastrava sobre a noite chuvosa, como se eu os comandasse, senti os ventos roçando contra as marés e formando ondas de tamanhos colossais, e o mais intrigante: sentia todos ao meu redor, mesmo vivos eles tinham uma coisa que nem a morte alteraria, uma alma. E eu a sentia, sentia seu bom senso os incentivando a correr, pois o perigo estava próximo, e eles sentiam medo, não medo do que eu os fosse causar, não eram egoístas a ponto de pensar no seu eu próprio somente, mas tinham medo do que eu poderia causar de reflexos no mundo, o que minhas ações gerariam o que eu geraria. Sentiam medo, como se o compartilhassem e fossem solidários uns com os outros. Eu não estava entre eles, eles não me queriam e, então, meu medo se alastrou e tomou conta de mim, ninguém estaria lá para cuidar de mim, eu não tinha ninguém.

A única coisa que me permiti fazer foi obedecer a minha mente, deixá-la escurecer, tudo que eu podia fazer agora era me dar ao luxo de desmaiar, cair em um sono profundo e sem sonhos. A última coisa que me lembro daquele jantar é de mãos fortes me segurando e olhos azuis me encarando, azuis como o mar de água mais claras e então, apaguei.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Bem, para todos os efeitos meu nome é Sarah e se quiserem xingar, elogiar, sugerir, etc ficarei muito satisfeita, não importa se a opinião for positiva o negativa, o importante é que comentem e registrem sua opinião!! XoXo, Sarah ♡