Notas iniciais
Estou postando novamente, tinha em mente modificá-lo, mas não tive nenhuma ideia. Fiz apenas algumas pequenas adições. Espero que gostem!

Deitada, perdida no seu mundo de sonhos, de ilusões. Os olhos de ressaca, assim como os de Capitu, encaravam-me. Me perco facilmente nesses olhos. O que será que eles escondem?

Mexia-se com graciosidade, e eu, não perdia um movimento sequer. Eu precisava te olhar, precisava te apreciar. Era encantador vê-la assim, tão minha.

Nossa música tocava na vitrola, eu a cantarolava, você gostava de ouvir. As garrafas de bebida e as roupas jogadas pelo chão, revelavam tudo o que fizemos durante a noite. Não há nada de mais em nos perdemos um pouco.

Perfeita, aos meus olhos e aos de todos que contemplam sua beleza. Continue me olhando assim e não sei o que serei capaz de fazer. Talvez matá-la, talvez amá-la para todo o sempre, talvez me perder novamente, me entregar totalmente.

- O que sou sua? — Você disse. É uma boa pergunta, uma pena eu não ter a resposta. — Sua namorada? Noiva? Amante? — O tom de voz que você usou para dizer a última palavra me fez estremecer.

Éramos amantes, nada mais do que isso. Éramos loucos, estávamos perdidos, estávamos por aí, caminhávamos sem rumo, e, numa noite, nos encontramos. Me apaixonei quando coloquei meus olhos nos seus, quantos pecados cometi apenas ao olhá-los? Você sorriu, e me convidou para andar e dançar contigo, no meio da rua, dois malucos, que se conheciam há poucos minutos, andando, cantando e cambaleando por aí.

Perguntei seu nome, mas você não revelou, disse que era um segredo e que talvez, um dia, eu descobriria. Diferente de você, eu me apresentei. Não sei exatamente o porquê, mas não consigo me lembrar o nome que lhe disse aquela noite. João? Roberto? Henrique? Luís? Não me recordo, porém o último citado me é familiar.

- Ainda não me respondeu. — Você continuou.

- Não respondi, pois não tenho a resposta. Você deveria ser a mocinha e eu o vilão que tenta de tudo para tê-la, porém nunca conseguirá. Você deveria ser proibida para mim. — Sua risada tomou conta do ambiente. — Por que riu?

- Mas já sou sua. Quero ser sua! Por que eu seria proibida para você?

- Porque eu não a mereço. Poderia passar séculos no purgatório tentando me redimir de todos os meus pecados e, mesmo assim, não a mereceria. — Mais risadas. Minha musa era assim.

- Eu sou sua, meu amor. Só sua. E você é meu. Não importa o que façamos, ficaremos juntos por toda a eternidade, assim, deitados em uma cama, bebendo até cair. Rindo, nos amando, nos completando. Porque é assim, meu amor, e sempre será.

Ela se jogou em meus braços, e ali adormeceu e permaneceu.

Notas finais
Pois é, escrevi logo após de ler o livro e ver a série, ao som de Elephant Gun. Bem, se leu, comente!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!