Notas iniciais
Finalmente resolvi postar esta...Espero que gostem ué!Literatura brasileira tem lá suas vantagens, prestem atenção nas aulas crianças huheuaheuahea.

Eles verdes são:
E têm por usança
Na cor esperança,
E nas obras não.

Cam., Rim

São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri;
Que ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

“Peter...”.

Seu coração estava batendo rápido. Sua cabeça começava a latejar sem cessar. A adrenalina no seu corpo tinha abaixado, mas ao notar que as belas pedras do azul-elétrico sumira tudo voltara outra vez.

Seu coração se contraiu, na verdade, todo seu corpo o fez.

O estômago pulou e seus ombros de tanta tensão duros ficaram. Contra a máscara você sentia sua respiração quente – a dificuldade de respirar começara, porém a calma você tinha que manter.

Onde estavam aqueles olhos?

Aqueles na qual você nunca conseguia abdicar.

O azul-elétrico se dissipou e lá restava não o azul nítido do mar muito menos o tempestuoso que ficava ao brigar, mas sim um verde-mar desconhecido. De águas nunca navegadas.

Uma palavra atrás da outra se atropelavam em sua boca coberta, seu cérebro tentou colaborar com algo.

E só um único suspirou saiu, “Harry...”, desde já você queria chorar.

Verde esperança...

Não!

Azul esperança.

Em sua mente aquela cena retornou. O azul-elétrico à beira d´água, o corpo fraco andando em sua direção e os finos braços em torno de você. E então ele implorou, te implorou! “Por favor, Pete”.

Você sabia, mas se negou, por medo, não sei... sei!

Você era o azul e vermelho, o verde que o azul precisava.

E agora ele se tornará um verde, um verde sem esperança.

Então seu coração se contraiu mais. Parecia que suas costelas iriam quebrar e a morte o levar.

Como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
Tem luz mais branda e mais forte,
Diz uma — vida, outra — morte;
Uma — loucura, outra — amor.
Mais ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

“Eu ‘tava tentando te proteger”.

Ele não podia te enxergar, não podia olhar para você e ver a confusão que se passava.

Claro, nem questão você fez de retirar a máscara.

Os olhos dele brilhavam como esmeraldas, nem a própria mudança de cor poderia mudar a forma na qual flamejavam. Nada mudaria, nem mesmo a cor.

Você tentou se convencer disto. E não conseguiu.

Um misto chamejava, não era o desespero e a esperança muito menos o amor do azul nem o desejo pela vida. Era apenas a loucura e a perturbação, a causa de um amor não correspondido, um coração despedaçado, contudo a loucura liderava.

“Vingança?

De quê?”, você se perguntava.

Mas cego era o que na verdade você estava.

Me julgue, me odeie, diga que estou errada.

Estou errada.

O que se passava em seu coração?

Você pediu por isso, foi até lá com a desculpa esfarrapada da morte de Norman, o garoto nem ligava para o pai e vice-versa. Você foi para lá, por egoísmo essa é a verdade.

Ela havia terminado com você – e como ela estava tão certa de tal decisão!

O levou para passear, para tentar por seu coração na linha – então ela ligou mais tarde. É, ela ligou! E você correu como um cachorrinho – ó seus belos olhos, como os de um filhote, entendo porque Harry não conseguiu dizes-te não, e claro que ela também.

Não sei quantas vezes irei me desculpar. Mas me desculpe, não sei o que passava em seu coração. Não sei o que se passa agora.

É tudo tão complicado, não é mesmo?

São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derrama
Fogo e luz do coração;
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

“Olha pra mim”.

Ele nem precisava pedir, você nunca, nunca, conseguiu retirar seus olhos dele.

Mas agora se tratava de outra ocasião.

A única coisa que conseguia dizer era que tudo ia ficar bem. Será que você não notou?

Você notou, Peter?

Notou?

Por um instante nosso Harry voltara. Por um instante a doença não o havia consumido por completo. A voz dele não parecia tão desesperada quanto os olhos. Viu as lágrimas brotando? Viu o sorriso forçado?

Ele se controlava.

Talvez, por um segundo, você teve a chance de acalma-lo.

Tão petrificado você estava, por que não deu um ou seja lá quantos passos necessário para abraça-lo.

Olha pra mim”. Era um grito, um grito! Como não notou o socorro que ele havia pedido, como não notou?

Tenho certeza que não foi apenas eu que viu o pedido, o desespero, o Harry de verdade. Gwen estava lá, observando tudo – tão esperta ela é, tão inteligente! Ela notou! Ela percebeu! Ela soube naquele instante, viu o coração de Harry assim como eu.

Tão carente é nosso herdeiro Osborn!

Lembra quando viu um hematoma em Har? Disso eu tenho certeza que você lembra! Lembra como ele não quis te dizer o que Norman havia feito?

Foi amor a ti que não quis informar. Ele pensou que aquilo te magoaria. Mas então você continuou a perguntar e a resposta logo veio... o desabafo desesperado, as lágrimas descendo. Então você o abraçou e disse que tava tudo bem, que você estaria sempre ali, por ele. Só por ele.

Mas veja agora, que engraçado! O segredo de um pai e o desespero de uma eterna criança, porém o mais interessante foi o que você fez!

Nada.

Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verde da cor do prado,
Mas verdes da cor do mar.
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Por um instante, até pareceu que nem a Gwen você ligava!

Ao te olhar ela gritava – assim como Harry tenho que lembrar.

Ela sentiu a dor do herdeiro. Ela sentiu a necessidade. Ela sentiu tudo, Peter! enquanto você... ah, você deixava com que a máscara e a roupa lhe cobrisse por inteiro, tentando te transformar em outro alguém (?), tentando ser o herói que você deveria ser... mas era

Um par. Um par de olhos verdes.

(Agora verde vai te atormentar!).

Gwen te olhava, olhava apenas a ti!

Implorava-te, gritava.

“PETER”.

Lembra, foi por aqueles olhos que você se apaixonou de primeira, por aquele brilho que dava luz ao opaco, por aquele mar desconhecido... ela iria partir mas ela ficou por um instante, apenas por ti.

Ela poderia ter fugido enquanto você tentava acalmar seu melhor amigo – ex devo dizer? Assim como ela? – mas ela ficou, parada ficou. Estava em pé, com os olhos bem abertos, a boca pronta para gritar e o vento que soprava fortemente contra ela, não era incomodo algum, de jeito algum ela fecharia os olhos e fugiria.

Ela não era desse jeito Peter.

Não culpe Harry pelo que aconteceu, não culpe Gwen.

Se você não tivesse se atrasado fazendo experiências com Connors talvez tio Ben continuasse aqui conosco. Se você não fosse atrás de Har-... se não negasse e mentisse a ele...

Todos continuariam aqui.

Tio Ben, Gwen, Harry.

Todos!

Nada que aconteceu com Connors aconteceria com Harry. Ele faria pesquisas com seu sangue, ele não era tão... tão Connors por assim dizer. Nada de mal aconteceria.

Ele viveria, Gwen viveria!

Como se lê num espelho,
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas posta em calma
Também refletem os céus;
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Desculpe-me Parker.

Desculpe-me por tudo que estou dizendo e por tudo que não disse.

Sei que tudo o que você queria era apenas o bem de todos, sou apenas uma egoísta te culpando, pois não quero que a criança Osborn sofra mais do que já ocorreu.

Lembro-me de você cabisbaixo, lembro quando Gwen terminou com você. Você sabe não é mesmo, você sabe como ela se preocupava com você intensamente, você sabe o quanto ela te amava? Diga que sim.

Peter meu querido. Gwen te amava tanto quanto você a amava. A única coisa que ela queria era estar ao seu lado, te ajudando, o que o pai dela tinha haver sobre as decisões dela? Era ela Peter. Ela sabia das consequências e tudo mais, porém ela ainda estava lá, por você.

Entendo muito bem como é horrível ter que quebrar promessas, principalmente daqueles que estão à beira da morte. Não se culpe pela morte dele, muito menos a dela, pelo amor das coisas sagradas, não culpe Harry.

Não há culpado algum quando se trata de amor meu querido.

Lembro muito bem de quando foi atrás de Harry após ver o noticiário. Você queria ver como ele estava, não bem isso... você apenas queria vê-lo... tudo! Era tudo não é mesmo, a saudade e o vazio sendo preenchido de uma só vez.

Vi como você olhou para ele. A esperança voltando. A esperança de que tudo ia ficar bem. Vi como você o analisava, o sorriso em seu rosto apesar de Harry está tanto que assustado e fugindo de você, você notou como ele estava. De longe mesmo, você olhou o azul-elétrico pelo qual você era apaixonado quando criança.

Você subiu os degraus calmamente na esperança de que ele não fugisse. Palavras foram trocadas, palavras que você não sabia de onde viam ou se era o verdadeiro motivo de você estar lá.

E os olhos do herdeiro Osborn continuavam a mostrar o medo e a fuga.

Mas você ainda não havia desistido.

Ele tentou te afastar um pouco, tentou. Mas não aguentou!

Você queria abraçá-lo agora mesmo. Entretanto, apenas instantes depois que você o fez.

Por que não ali e agora? Por que só instantes depois?

Ó Peter, por que tudo tão complicado?

Dizei vós, ó meus amigos,
Se vos perguntam por mi,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos cor de esperança,
De uns olhos verdes que vi!
Que ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

“(...) Todos achamos que somos imortais – nós temos que nos sentir assim (...). O que faz a vida ser valiosa é que ela não dura para sempre. O que a torna preciosa é que termina. E eu sei disso agora mais do que nunca. Eu digo isso, principalmente hoje, pra lembrar que tempo é sorte, então não desperdice vivendo a vida de outra pessoa, façam a sua valer a pena! Lutem pelo que importa para vocês, não importa o que aconteça.

Porque mesmo que fracassemos, existe maneira melhor de viver?”.

Esta é Gwen!

Lembre-se dela meu querido.

Lembre-se de todos.

Após ela, após Harry... por que fizeste aquilo?

Por que abandonaste todos que precisavam de ti?

Todos precisam de ti, não consegue ver?

Mas tenho que admitir, nunca irei negar tal fato de que a felicidade me inundou quando vir-te voltar. Quando vir-te ir até lá e está presente para todos nós.

Por favor, não nos abandone, não novamente, não nunca mais.

É fácil sentir esperança num dia lindo como hoje, mas haverá dias escuros pela frente também. Dias em que se sentirão sozinhos e a esperança será mais necessária do que nunca. Não importa se as coisas são difíceis ou se vocês se sentem perdidos, devem prometer que sempre vão ter esperança. Mantenham ela viva, temos que ser maiores do o que nos faz sofrer. Meu desejo é que vocês se tornem esperança. As pessoas precisam disso.

Porque mesmo que fracassemos, existe maneira melhor de viver?

Quando olhamos ao nosso redor, vemos todas as pessoas que fizeram de nós quem somos. Eu sei que parece que estamos dizendo adeus, mas levaremos pedacinhos uns dos outros pra tudo que fizermos a seguir; pra nos lembrarmos de quem nós somos e quem deveríamos ser(...).

Dizei vós: Triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viu uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos da cor do mar:
Eram verdes sem esp’rança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós, meus amigos,
Que ai de mi!
Não pertenço mais à vida
Depois que os vi!

Sei que dentro. Sei de lá dentro.

Eu sinto.

Sei que sente. Sei que esconde por trás da máscara.

Sei Peter, sei que dói.

Palavras não encontro mais.

Tudo foi causa d’um amor que antes parecera infindo.

Lembramos que não foi o azul-elétrico dos olhos dele que nos disse adeus. Não foi há oito ou dez anos atrás que o amor nos devastou. Não foi a criança, não de jeito algum.

Verde, de jeito algum é esperança. Não os deles, não naquele momento. Mas vós não podeis negar, tu não o visitaste, apenas o abandonaste – como todos devo-lhe lembrar.

Não, nunca! Não o abraçou novamente. Não sussurrou em seu ouvido muito menos lhe deu amor; algum dia Peter, algum dia deu-lhe amor verdadeiro?

Ele te amava, ele te ama. Não me negues. Não se negues.

Ó meu querido, por favor, não desista, por favor, não termine. Por favor, unicamente, será isto que lhe pedirei. Não negues, diga, mostre! Talvez, neste momento, eu não seja sua pessoa favorita Peter, me odeie, mas não me ignore.

Não se vá – o visite, lhe imploro –, pois foi naqueles olhos cor de azul-elétrico que você conheceu a verdadeira esperança.

O verdadeiro amor.

F. Hardy

Notas finais
Passei muito tempo em dúvida, se colocava Felicia ou MJ.Por fim coloquei a Felicia, é capaz dela conhecer o Harry mais do que o Peter.Espero que tenham gostado.beijos. apesar de ter mudado para o MJ quando postei aqui: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-homem-aranha-olhos-verdes-do-eletrico-aos-verdes-3890350
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!