Olhos Estreitos

22 Capítulo 21 - Home Sweet Home


Eu passei toda a viagem, ou a grande maioria dela, observando os trejeitos e traços de Daryl. Bastante impossível achar mais beleza nele, mas eu conseguia. Impossível seguido do nome dele não existia.


Daryl pareceu-me irritado com tantos olhares. Mas eu amava vê-lo daquele jeito.


– Você é tão sexy. – eu disse soltando um riso logo depois. Eu realmente amava irrita-lo.


– Você também. – não esperava por aquilo. Esperava apenas que ele bufasse e colocasse ainda mais os olhos na estrada tentando disfarçar o rubor. Mas então foi eu quem fiquei vermelha.


– Que foi? – ele questionou vendo que havia conseguido o que queria. Eu apenas sorri e virei os olhos.


– Eu queria saber, porque eu amo tanto você. – eu desabafei olhando pela janela.


– Eu também. Porque eu não tenho qualidades pra isso.


– Somos um bocado auto destrutivos, eu acho. – ele riu baixo com a afirmação e eu me virei rapidamente para captar aquele momento raro.


– Mas você beija muito bem. E não ronca. E é quente. Sem duplo sentido ok? Sua temperatura corporal é muito alta. O que me vêm a calhar assim que o inverno chegar. – ele deu um sorriso debochado enquanto me olhava da cabeça aos pés.


– Você não é gorda. — eu dei uma gargalhada alta avaliando o elogio que ele demorara cerca de 10 segundos pra fazer.


– Ok. – eu respirei fundo. – Você não ter elogios físicos pra mim me deixa feliz sabia? Quer dizer que não é físico, e que não foi pelo meu rosto ou pelo meu corpo que você se apaixonou.


– E você, pelo que se apaixonou? – assim que ele perguntou eu virei meu corpo para ele e olhei no fundo dos olhos.


– Você. Todo. E tudo. Sem algo específico. É uma conexão invisível. Não é explicável. – eu pausei. – Eu só preciso de você. E acabou.


Eu voltei a minha posição. Ele passou seu braço livre pelo meu ombro e beijou meu cabelo. Eu depositei um pequeno beijo em seus lábios e encarei seus olhos.


– E eu não estava bêbada ontem a noite. Só era humanamente impossível ficar mais tempo longe de você. – confessei.


– Eu te beijaria de qualquer forma. – confessou de volta.


– Não, você não beijaria. – afirmei.


– É claro que eu beijaria.


– Eu finjo que acredito.


– Eu odeio quanto pessoas teimosas têm razão.


Daryl freou o carro bruscamente me fazendo bater a testa sobre os joelhos. Passei a viagem toda desenhando em minhas pernas com uma caneta que havia encontrado no porta-luvas.


– Qual é a droga do seu problema? – eu gritei assim que senti a dor tomar o meu nariz.


– Nicotina. – ele respondeu já do lado de fora. – Mas a solução tá bem ali.


Eu ergui os olhos exprimidos de dor e olhei para fora. Estava lá, a cerca de 1km de distância estava o CCD de Portland. Eu mal pude acreditar no que meus olhos viam...


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Notas finais

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.