Olhos Curiosos
1 Olhos Curiosos
Notas iniciais
Quatro patas, mas, não late...
Sim, não late.
Pois não é a dor que meu peito invade.
Toque delicado e miado doce.
É certeza...
Tua ausência alimenta minha tristeza.
Debulho-me nas lágrimas, amor...!
Pois você, minha necessidade, deixou-me.
Levando sua quietude existencial.
Mostrando-me que o mundo vale menos à pena.
Debulho-me nas lágrimas, amor...!
Pois de seus olhos curiosos,
A vida não mais fluirá.
Deixando-me melancólico vazio.
Debulho-me nas lágrimas, amor...!
Pois seu ronronar não mais me contagiará,
Teus carinhos e brincadeiras: complexo nostálgico.
O que resta de ti é a frieza que putrefará.
Debulho-me nas lágrimas, amor...!
Pois teus olhos a morte selou.
Deixando os meus nas gotas,
Pequenas e frenéticas quedas-d’água.
Debulho-me nas lágrimas, amor...!
Pois o que me resta é a hora incerta do ósculo mortal.
O qual me levará num átimo para ti.
Ou seja,
Trará m’alma àquela velha felicidade clandestina.
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