Olhinhos verdes - amf

7 Capítulo 7 - " Essa é a minha esposa."


AMANHECEU...

Frederico saiu para trabalhar concentrado nas coisas que tinha que resolver mas disse a esposa que qualquer coisa que ela precisasse ele voltaria para.

Tinha que separar parte de sua colheita para exportação e contava com o apoio de Diego seu grande amigo para fazer as mudanças que precisava naquele dia. Saindo de casa bem cedo depois de se despedir dela com um beijo vendo que estava Adormecida.

No café da manhã Cristina estava sentada diante da mãe e as duas conversavam.

CONSUELO — Por que voltaram cedo da viagem? Não quiseram aproveitar?

CRISTINA — Depois que vi o papai, eu só queria ver você, falar com você...

Ela abaixou os olhos.

CONSUELO — Como reconheceu ele? — Falou tomando seu café.

CRISTINA — Sim..

CONSUELO — Me conta tudo amor, quero entender. — Ela suspirou.

CRISTINA — Eu o vi de longe quando estávamos na praça. Disse a Fred que parecia com meu pai e ele me levou até o restaurante que ele tinha entrado, quando cheguei mais perto tive certeza que era ele, que me assustei e ele me reconheceu.

CONSUELO — Ele te reconheceu? E Qual foi a reação dele quando te viu? Ele ficou como?

CRISTINA — Ficou assustado... Parecia ter visto um fantasma, me abraçou, disse que eu estava viva, depois perguntou de você preocupado, se estava viva.

CONSUELO — De mim? — Ela falou com raiva — Eu morri! Pra ele eu morri...

CRISTINA — Ele me disse que recebeu fotos de nós duas, nos duas mortas.

Ela olhou a filha segurou a mão da filha com cuidado. Ela uma mulher muito mais vivida que a filha, sabia que se o pai dela quisesse enganar, ele conseguiria porque podia inventar a história que quisesse. Mas estava vendo tanta felicidade nos olhos da filha em saber que o pai estava vivo que pela gravidez dela e pelo bem-estar de Cristina ela decidiu que ia falar com ele.

CONSUELO — Está bem, meu amor, pode ligar para o seu pai dizer que eu vou falar com ele hoje.

CRISTINA — Está bem, mamãe, eu vou ligar agora. — Ela sorriu.

CONSUELO — Então, liga minha filha e diz que ele pode vir aqui.

....

Severiano estava na cidade sentado em um restaurante tinha seguido a filha porque se ela não ligasse para ele, ele iria até ela...

SEVERIANO — Alô, minha filha. — Ele disse nervoso respondeu na hora.

CRISTINA — Oi papai, eu liguei porque falei com mamãe e ela disse que quer falar com você. Então vou te passar o endereço pra você vir, não moramos ai, moramos em outra cidade.

FREDERICO — Tá bem, amor, onde for eu irei.

Cristina sorriu do outro lado da linha e passou pra ele o endereço.Logo se despediu e desligou.Severiano comprou vários presentes para filha entrou no seu carro e seguiu em direção a fazenda. Não era um homem pobre tinha muito dinheiro e agora novo ver a sua família que ele achou que tinha perdido, poderia ser feliz de novo, alguns segundos esqueceu que era casado e que tinha um compromisso com outra mulher.

Enquanto dirigia Severiano só pensava em como seria encontrar de novo Consuelo. E assim com esses pensamentos ele chegou a fazenda minutos depois foi recebido por Cristina na porta.Ficou parado vendo como a filha ia reagir ela o olhou surpresa.

CRISTINA — Chegou muito rápido, papai, onde estava?

SEVERIANO — Eu não vou mentir, minha filha, eu estava aqui na cidade porque eu não ia deixar que você se perdesse de novo de mim. — Ficou parado para ver se ela aí abraça- lo.

CRISTINA — Como assim? Me seguiu.

SEVERIANO — Sim, meu amor, eu te segui porque eu não posso te perder de novo não. — Os olhos dele estavam cheios de lágrima e ele estendeu os presentes para ela, eram três sacolas cheia de coisa. — Eu não sei o que você gosta meu amor então eu trouxe algumas coisas e quero que você aceite.

Ela pegou.

CRISTINA — Eu não sei se posso aceitar. — Ela falou calma e em voz baixa.

FREDERICO — Pode, amor, você é livre para aceitar. — Está com medo de magoar sua mãe ou aquele homem? — ele esperou que ela falasse.

CRISTINA — Aquele homem é meu marido. — Ela falou entregando o presente de volta. — Não fale assim de Frederico.

SEVERIANO — Eu quero que fique, me desculpe. — ele suspirou, ia ser complicado. — é seu amor, me desculpe, eu não quis ser indelicado é que você só tem dezesseis anos, filha, é uma menina, mas não tenho direito de interferir.

Ela o olhou.

CRISTINA — Não tem mesmo. — Deu passagem a ele. — Pode entrar.

Ele entrou.Severiano era um homem bonito já com seus e poucos anos mas ainda com corpo Atlético e com uma beleza impossível de ser ignorada.Quando entrou ele simplesmente parou e ficou olhando na direção dela Consuelo estava vestida com um lindo vestido vermelho e saltos o rosto estava maquiada e ela usava um pequeno lenço no pescoço os cabelos soltos caiam em Cascatas na altura do ombro.

Ela levantou a sobrancelha e o analisando de cima a baixo.

CONSUELO — Vivo... — Foi tudo que ela disse enquanto olhava para ele.

SEVERIANO — Sim.. Eu estou vivo, vem vivo. — Ele foi até ela e parou sem saber como a cumprimentar e viu a filha sentar no sofá.

Consuelo se sentou bem longe dele ficou olhando para ele queria ouvir suas explicações. Ela puxou a filha para junto dela e as duas ficaram ali sentada em frente.

SEVERIANO — Eu não sei o que vocês pensam que aconteceu durante todos esses anos para que eu ficasse longe mas.... Não é nada do que pensam. — Ele passou uma mão na outra e sentou de frente a elas. — No dia que sumi eu estava voltando pra casa e fui feito refém porque achavam que eu tinha roubado drogas quando carreguei um pacote que seu Pedro da mercearia pediu. Eles me bateram e me deixaram la preso por meses, achando que eu tinha alguma informação e que estava escondendo, então em um dia eles chegaram com umas fotos. — Severiano passou as mãos no rosto e chorou. — Fotos de vocês duas. — Ele olhou as duas.

Consuelo sentiu um misto de tudo o homem que ela havia amado por toda vida que achava que estava morto estava diante dela contando uma verdade que ela desconhecida.

SEVERIANO — Tinham fotografado vocês em um parque eram vocês duas.

Ela sentia mais o coração pulsar e sem saber como fazer ficou em silêncio. Sabia que a filha ia acreditar e que precisava do amor daquele pai então ia permitir a proximidade com ele.

SEVERIANO — Vocês estavam conversando com um homem. Ele.. Ele estava junto com as pessoas que me sequestraram.

CRISTINA — Que homem, pai, que o homem?

SEVERIANO — Vocês riam e conversavam com ele.

Consuelo simplesmente não quis dizer mais nada, apenas ficou ali, cheia de sentimentos aquilo era loucura, mais que loucura, era um pesadelo, ela olhou a filha que estava a ponto de avançar no pai aos beijos, amava aquele pai mais que tudo e não o via a mais de seis anos.

Consuelo entendeu que sua menina estava com medo de ir até ele e magoá-la, então fez que sim com a cabeça.Cristina foi até o pai e o abraçou e Severiano chorou agarrou a filha a enchendo de beijos.

SEVERIANO — Minha princesa, minha filha, não sabe o quanto eu chorei... Chorei por vocês. — Ele beijou a testa da filha com ternura.

Consuelo encheu os olhos de lágrimas estava arrasada diante daquela realidade com a filha e o marido e ao mesmo tempo que era um pesadelo era melhor notícia que ela podia receber por que a filha tinha o pai de volta.

Limpou os olhos das suas lágrimas e ficou vendo aquela cena maravilhosa da filha sentada no colo do pai abraçada a ele agarrada como se fosse uma menina de anos.Frederico chegou logo em seguida e abrir um lindo sorriso para cima do homem abraçado a sua filha que chorava estava feliz.

Ele foi até ele estendeu a mão deu boa tarde deu um beijo na esposa e depois se sentou ao lado da sogra.

FREDERICO — Então, o senhor veio... — Frederico ficou com vontade de rir da esposa que estava sentada no colo do pai como se fosse criança.

SEVERIANO — Sim, vim ver minha princesa.. — Ele acariciou os cabelos da filha e depois olhou Frederico.

FREDERICO — Senhor, será bem vindo aqui sempre quando for desejo da sua filha e de minha sogra. — Ele olhou para sogra esperando que ela dissesse alguma coisa mas ela não disse.

SEVERIANO — Obrigado.. — Ele disse olhando para Frederico.

FREDERICO — O senhor quer comer alguma coisa? — Frederico estava sendo cordial para tentar resolver aquela situação de modo que a esposa não ficasse nervosa, ele não conhecia o homem mas também não podia criar um empecilho. — Se quiser pode almoçar conosco.

SEVERIANO — Eu aceito. — Ele sorriu para Frederico mesmo que achasse aquela situação totalmente errada.

Consuelo se levantou e foi na frente preparar as coisas na mesa e colocar tudo para que almoçasse.

Ela sempre fazia isso por que gostava de cozinhar e fazer coisas maravilhosas na casa, mas Frederico já tinha tirado a sogra da condição de Empregada muito tempo e ela tinha duas pessoas que trabalhavam na casa desde que tinha descoberto que Cristiano estava grávida a mãe tinha sido retirada do serviço.

Mesmo contra os protestos dela por não querer aceitar que Frederico só queria ajudar.Severiano a olhou continuava tão linda quanto era antes. Ele tocou os cabelos da filha com carinho e acariciou a olhando.

Ela o olhava com tanto amor que ele ficava emocionado, era a mesma menina de antes, o almoço ocorreu com Cristina fazendo mil perguntas.Queria saber tudo, queria que o pai dissesse a ela as coisas que tinha vivido, queria ser mais que amiga dele, queria entender a vida com ele e Severiano estava feliz até o momento em que a filha peguntou quem era a mulher que estava com ele.

SEVERIANO — Aquela é Maria! Minha esposa! — Ele respondeu calmo e simples.. Não havia o que mudar.

Consuelo olhou para ele na mesma hora. Esperando que Cristina perguntasse se ele tinha filhos, ele não tinha, mas ela queria saber. Cristina olhou a mãe vendo a reação dela e depois voltou o olhar para o pai.

CRISTINA — E eu tenho irmãos, papai? Tem outros filhos? — Ela perguntou curiosa e Severiano sorriu.

SEVERIANO — Não princesa, não tem irmãos. Eu só tenho você minha princesa.