Olhinhos verdes - amf

26 Capítulo 26 - Uma notícia terrível.


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Ele ajeitou as pernas.

M. FERNANDA ‒ Não tem sorvete, não!‒ Maria Fernanda falou olhando para o pai como se cobrasse. ‒ Mãe, você pode comprar um maiô novo para mim ou um biquíni? Eu gosto de andar de biquíni eu vou ficar bem bonita que eu sou bonita!

Eles ficaram rindo e conversando e brincando com as crianças no café da manhã e o pequeno Daniel Frederico ficava prestando atenção em tudo o que estava acontecendo. O café terminou ele se arrumaram ou arrumaram as crianças e levaram para o parque.

NO PARQUE...

No parque, Fernanda e Carlinhos estavam na piscina infantil. Daniel estava deitado no peito de Cristina que estava sentada na sombra quase adormecida. Frederico foi até ela com um drink e sorriu entregando era sem álcool.

FREDERICO ‒ Está uma delícia, você vai adorar!

CRISTINA ‒ Obrigada, meu amor!

Ele se sentou ao lado dela com drink dele.

FREDERICO ‒ Se você quiser podemos nos mudar. Não precisamos voltar para aquela Fazenda se você não quiser!

Ela suspirou.

CRISTINA ‒ Eu amo nossa casa, amo estar ali!

FREDERICO ‒ Tudo bem, mas se você quiser ir embora, eu vou entender! Não quero você infeliz na nossa casa!‒ Ele estava sendo sincero com ela e tinha muito medo que as coisas ficassem muito ruins quando ela voltasse.

Sempre tinha sido um espaço de amor uma casa onde os dois se sentirem confortáveis mas depois daqueles ataques em um espaço de tempo tão curto de apenas horas ele sabia que ela poderia nunca mais querer voltar para aquele. Ela o olhou.

CRISTINA ‒ Eu não sei o que fazer, nem sei o que temos que fazer.

FREDERICO ‒ Temos que decidir quando voltar. Vamos ficar na sua mãe até você estar bem e depois vamos lá. Vamos e você decide, assim não teremos problemas.

CRISTINA ‒ Está bem, amor, pensaremos nisso depois.‒ Ela sorriu e olhou para ele.‒ Eu te amo, Frederico!

FREDERICO ‒ Eu te amo muito mais! De um jeito que talvez você não consiga entender! É muito mais forte do que qualquer coisa que eu tenho sentido na minha vida.‒ Olhou para ela tudo feliz.

Ela segurou o rosto dele e puxou dando um beijo. O filho se mexeu no peito dela suspirando e ela sorriu olhando o marido.

CRISTINA ‒ Você me deu tudo, meu amor, tudo de mais lindo que eu pudesse querer!

FREDERICO ‒ E você me deu tudo também! Até um filho ciumento que não quer que eu veja o meu amor.‒ Ele falou ajeitando o cabelinho do filho que dormia de boquinha aberta. Tinha acabado soltar o peito.

Ela riu de modo leve e olhou o filho.

CRISTINA ‒ Ele é um bebê, amor! Gosta de ficar assim, perto de mim.‒ Ela beijou o filho e se ajeitou.

FREDERICO ‒ Ele é um bebê ciumento e eu sei o que eu estou dizendo porque esse menino parece mais comigo do que a nossa filha! Acho que ninguém parece com você, amor! Até o seu irmão se parece comigo! ‒ Olhou o cunhado. ‒ Olha como eles dois se gostam ,mas também a gente criou os dois bem perto!

Ela riu e olhou o marido.

CRISTINA ‒ Ahh, meu irmão parece com você é? E por que você acha isso?

FREDERICO ‒ Ele é lindo, amor! ‒ ele sorriu. ‒ Olha esse menino!

CRISTINA ‒ Eu também sou linda! Isso não é motivo para ele ser parecido com você! ‒ Ela sorriu mais para ele.

FREDERICO ‒ Você é lindíssima, mas olha para ele, ele é a minha cara!‒ Soltou uma gargalhada e bebeu seu drink.‒ E olha para minha filha como ela parece comigo! Olha o jeito dela como tem atitude! Eu fiz todas essas crianças aí!

Ela balançou a cabeça.

CRISTINA ‒ Deixa de bobagem, Frederico! Meus filhos parecem comigo e meu irmão mais ainda!

E começou a rir porque adorava o ciúme dela.

FREDERICO ‒ Até você parece comigo, amor! Deixa de bobagem!

E tudo que ele tinha para fazer naquele momento era rir e dar atenção a ela, então ele deixou sua taça de um beijo nela e foi atrás das crianças. Começou a brincar com elas Cristina ninou o filho e depois o deitou na cadeira e cobriu ele com uma manta leve logo, foi até o marido e as crianças estava com um maio que cobria quase todo o seu corpo.

M. FERNANDA ‒ Mãeeeee! Mãeeee! Tá boa a aguinha, vem entra desse lado!‒ Ela entrou e jogou água na filha de leve.

CRISTINA ‒ Tá uma delícia, princesa!

Maria Fernanda pegou o baldinho começou a jogar água nas costas da mãe esfregando com maior carinho.

M. FERNANDA ‒ Tá com calor, mãe?

CRISTINA ‒ Só um pouco, amor!‒ Ela sorriu e acariciou a mão da filha.

M. FERNANDA ‒ Então, eu vou te ajudar!

Carlos olhou para Frederico e foi até ele.

CARLOS ‒ Eu quero pentear o seu cabelo!‒ Carlos sorriu e tocou as costas de Frederico. ‒ Abaixa, abaixa pra eu arrumar!

FREDERICO ‒ Nossa, tenho um cabeleireiro! Fiquei até feliz agora, Cristina tem alguém para cuidar do meu cabelo!

Cristina gargalhou e Carlos sentou nos ombros de Frederico.

CARLOS ‒ Assim é bem melhor, olha eu, olha eu!‒ Ele falou e começou a mexer no cabelo de Frederico, fez um penteado todo espichado e mostrou pra irmã. ‒ Olha ima parece uma capcita, igual... Igual, tira uma foto pra mamãe ver, tio Fred capcita!

Cristina começou a rir achava lindo o jeito como ele tratava o cunhado. Era um amigos desde sempre, desde todo sempre.

FREDERICO ‒ Me deixa bem bonito em Carlos que nós dois somos os homens mais bonitos dessa família! ‒ Ele falou todo faceiro com o cunhado.

CRISTINA ‒ Tá lindo!

CARLOS ‒ Lindo parecendo a capcita do papai! Tá igualzinho!‒ Ele sorriu e saiu de cima de Frederico e o abraçou.‒ Lindo! Tá mais lindo que meu papai!

FREDERICO ‒ Eu sou muito mais bonito que o seu pai e você também é muito mais bonito que o seu pai, você é um lindão! ‒ Frederico adorava implicar com ele quando Severiano estava junto aí que ele fazia mesmo porque tinha ciúme. ‒ Você já falou para o seu pai que você é meu filho?Você avisa a ele que eu vou te levar esse final de semana para ficar na minha casa junto comigo e com os meus filhos porque você é meu filho!

CARLOS ‒ Ebaaa! Eu quero! Quero e ai eu vou ganhar o monte de coisas e vamos andar o montão de cavalo!

FREDERICO ‒ Vai sim, meu amor, a gente vai comprar tudo que você quiser para você e para princesa de papai!

M.FERNANDA ‒ Eu vou querer um monte de boneca, pai!

Cristina sorriu.

CRISTINA ‒ Ahh, se todo mundo vai ganhar presente eu também vou ganhar!

M. FERNANDA ‒ Eu te dou um presente, mãe eu tenho um monte de dinheiro trinta e cinco tenho!

CARLOS ‒ Eu também te dou, eu tenho vinte reais!

CRISTINA ‒ Nossa em, vocês tem muito dinheiro!

M. FERNANDA ‒ Muitão, vou comprar o monte de coisas!

Ela riu e beijou a filha depois o irmão.

CRISTINA ‒ Amor, vamos no tobogã?

M.FERNANDA ‒ Agora, vamos agora, vamos agora, mãe, vamos agora! ‒ Maria Fernanda levantou correndo quase que caiu.

FREDERICO ‒ Calma, minha filha, não faz assim, vai se machucar! ‒ Ele ajudou a filha sair de dentro da piscina e depois ajudou Carlos. ‒ Amor, vai com eles que eu vou ficar com Frederico Daniel.

CRISTINA ‒ Está bem, amor! ‒ Ela beijou Frederico de modo leve e foram para o tobogã.

As duas crianças atrás dela rindo e escorregaram. Quando entraram na água ela pegou os dois que foram fundo e segurou os dois agarraram nela e foram até a borda da piscina e ela riu os olhando.

CRISTINA ‒ Querem mais uma vez?

M. FERNANDA ‒ Eu não! Que me afoguei! ‒ Maria Fernanda falou toda medrosa.‒ Não dá certo isso não que eu me foguei!

Cristina riu.

CRISTINA ‒ Mas você não é a nadadeira, nadadeira não afoga!

Carlos riu e beijou o rosto de Cristina.

CARLOS ‒ Eu quero outra vez, quero, quero, outra vez!

M. FERNANDA ‒ Vai que eu vou ficar com meu papai, eu não quero não! Eu não quero saber disso não pode esquecer!‒ Ela fez um gesto lindo uma mão e começou a rir. Deixou a mãe depois correu para o pai.

Cristina sorriu e pegou o irmão no colo, juntos foram outras e outras vezes.

HORAS DEPOIS...

As horas passaram e eles voltaram para casa com as crianças numa felicidade que não era possível conter. Frederico prestava atenção ao fato de que sua mulher estava super feliz e se sentia mais calma. Era isso que ele queria o bem-estar de Cristina e a sua absoluta tranquilidade depois de tudo o que ela tinha passado naqueles dias

Tudo que importava para ele era ver o seu amor bem cheia de energia Sorrindo com os filhos e com o irmão sendo a mulher que ela era sempre. Quando chegaram em casa deram um banho nas crianças colocaram pra dormir depois de tomar nescau com biscoito e ver em um filme.

Carlos e Maria Fernanda ficaram agarradinhos com Cristina e Frederico e dormiram colados a eles junto com Frederico Daniel que estava agarrado ao peito da mãe. Consuelo e Severiano chegaram em casa naquela noite e foram ver se Cristina estava bem.

Severiano entrou no quarto com calma e viu que as crianças dormiam. Ele olhou a esposa.

SEVERIANO ‒ Acho que ela está dormindo, meu amor!

CONSUELO ‒ Está, amor, estão todos, olha que lindo! ‒ Consuelo foi pegar Carlos para levar embora, mas quando pegou ele, o menino reclamou.

CARLOS ‒ Mim deixa durmi, mãe! ‒ e ela saiu deixando ele onde estava, deu a mão a Severiano e os dois foram a sala.

Severiano a olhou e sorriu.

SEVERIANO ‒ Nossa filha vai ficar bem, meu amor!

CONSUELO ‒ Ela precisa de nosso amor! ‒ ela disse com calma.

SEVERIANO ‒ Sim, eu sei disso, sei disso, meu amor!

CONSUELO ‒ Amor, vamos conseguir ser felizes e estar em paz agora? ‒ ela disse deitando no peito dele que estava no sofá. ‒ Ou você acha que não?

SEVERIANO ‒ Sim nós vamos! ‒ Ele suspirou.‒ Agora aquele desgraçado vai pagar pelo que ele fez e nós vamos ser felizes. Para sempre, meu amor, para sempre!

Ele acariciou os cabelos dela.

CONSUELO ‒ Ele é um monstro amor, um monstro!

SEVERIANO ‒ Sim, ele é, mas vai pagar e vai pagar caro por tudo o que fez, esse maldito!

CONSUELO ‒ Eu não quero você perto dele amor não quero!

Ela alisou o peito dele e colocou as pernas para cima do sofá, era tudo tão estranho.

SEVERIANO ‒ Eu não vou ficar perto dele!

CONSUELO — Eu não quero! ‒ ela suspirou sofrida e depois sorriu.

Ele a abraçou.

SEVERIANO ‒ Não ficarei, só quero ficar perto de você, meu amor!

CONSUELO ‒ Eu nunca vou perdoar ele, nunca amor, ele me fez mal e mal a nossa filha. — ela falava com dor no coração.‒ Mas tudo ficará bem, eu sei! ‒ ela o beijou carinhosa, ele correspondeu.

SEVERIANO ‒ Não pensa mais nisso, eu quero que esqueça, esqueça para que possamos ser felizes sem que nada nos atormente!

Ela sorriu e o olhou nos olhos mais e mais com amor e puxou para ela sorrindo.

CONSUELO ‒ Você e eu somos tudo que importa!‒ e os dois sorriram e se beijaram com amor, podiam curtir, todos estavam dormindo..

MESES DEPOIS...

Os meses se passaram e depois de relutar por um tempo e algumas semanas Cristina e Frederico tinham voltado a sua casa na Fazenda. Para segurança dela e para tranquilidade das crianças Consuelo e Severiano tinham mudado junto a filha.

Assim a família toda ficaria no mesmo espaço e ela teria tempo de se recuperar daquele trauma junto às pessoas que ela amava. Severiano estava junto com Frederico cuidando das fazendas e Consuelo cuidava das Crianças junto com sua filha que aos poucos se recuperaram.

Cristina estava diferente sentia o mundo de modo diferente depois daquele ataque. Ela e Frederico estavam cada vez mais próximos mas ela sentia dificuldade em demonstrar o seu amor e ele ajudava a enfrentar aquele momento...

Sempre que ficavam juntos ela se lembrava do ataque e ficava mais frágil do que realmente era. Frederico por sua vez seguia caçando Diego que tinha sumido e que ele tinha jurado encontrar por que ia ser punido pelo que tinha feito a sua mulher.

As crianças seguiam sem entender o que estava acontecendo apenas estamos felizes por que os pais tinham ficado juntos e assim eles podiam ficar também. Frederico Daniel estava um rapazinho e Maria Fernanda cada dia mais mocinha. Carlos era sorridente e educado com todo mundo e sempre puxando o saco de Frederico e da irmã...

E NAQUELA TARDE...

Frederico estava na cidade sozinho porque tinha ido comprar um vermífugo que era importante para aplicar em seus animais e quando saía ele deu de cara com uma antiga conhecida. Ficou parado sem acreditar que aquela mulher era Rosa a dona do bordel de onde tinha tirado Cristina. Ela sorriu e foi até ele...

ROSA ‒ Quanto tempo, Frederico! ‒ Ela sorriu e parou em frente a ele.

FREDERICO ‒ Rosa! ‒ ele a olhou e sorriu.‒ O que faz por aqui?

ROSA ‒ Eu vim falar com você! ‒ Ela riu pra ele. Não é obvio?

FREDERICO ‒ Comigo? ‒ Ele a olhou sem entender o que ela queria.

O que poderiam conversar naquele momento? Ele a olhou mais e disse calmo.

FREDERICO ‒ Falemos, então!

ROSA ‒ Sim com você, mas agora estou ocupada ainda mora no mesmo lugar?‒ Ela falou e sorriu.

FREDERICO ‒ Moro, mas você não vai a minha casa! ‒ ele disse sério. ‒ Eu encontro você onde preferir mas não te quero em minha casa!

ROSA ‒ E qual é o problema que eu vá até a sua casa?

FREDERICO ‒ Cristina não gosta de você pelo motivo óbvio!‒ ele a olhou firme e sentiu o coração saltar. ‒ Ela é minha esposa e não a quero chateada com nada!

ROSA ‒ Porque ela era puta? Por isso ela não quer me ver? ‒ Ela gargalhou.

FREDERICO ‒ Ela não era puta! ‒ ele disse com firmeza para ela perceber que não tinha gostado. ‒ Puta era você, puta era Raquela! Cristina não foi puta não!

Ela riu.

ROSA ‒ Está bem, Frederico!

Ele a olhou e disse de novo.

FREDERICO ‒ Me diga onde e lá eu estarei!

ROSA ‒ Está bem, eu vou te esperar! ‒ Ela falou calma.

FREDERICO ‒ Nós vemos na cantina amanhã! ‒ ele disse se afastando.

ROSA ‒ Até amanhã, Fred!‒ Ela acenou e saiu.

Frederico sabia bem que as coisas estavam estranhas, depois de tanto tempo ela estava retornando, por algo seria, ele pensou em Raquela e no tempo que a não via ela estava fastada desde que tinha saído da casa dele.

Suspirou entrou em sua caminhonete e dirigir para casa com a cabeça pegando fogo. E não tinha mais nada a dizer só tinha que pensar em como ia resolver aquilo. Fosse o que fosse ele sabia que era problema. Algumas horas depois....

Cristina descia as escadas quando viu Rosalinda com um menino nos braços ela fechou o rosto a olhando.

CRISTINA ‒ O que faz aqui, Rosa?

ROSA ‒ Eu quero que conheça o Junior!‒ ela mostrou o menino, ele devia ter a mesma idade de Maria Fernanda ou mais.

CRISTINA ‒ Junior? Saia da minha casa agora!‒ Ela apontou.

ROSA ‒ Não vou sair, quero que saiba que ele é filho do seu marido!

CRISTINA ‒ O que? Você está louca!

ROSA ‒ Frederico! Frederico! ‒ Ela chamou com raiva.‒ Não estou maluca não, eu quero que você saiba a verdade. Eu fiquei escondida com meu filho muito tempo, mas agora eu não vou mais me esconder com ele! Quero que meu filho tem direito!

O menino ficou completamente sem jeito no colo dela.

FREDERICO JR. ‒ É aqui que a casa do meu pai?

ROSA ‒ É sim, meu filho, a casa do seu pai!

Cristina olhou o menino e sentiu o coração partiu.

CRISTINA ‒ Isso é mentira, Frederico nunca me trairia!

ROSA ‒ Foi assim que ele conseguiu tirar você do bordel! Ele me pagou sim com dinheiro, mas não foi só dinheiro! Meu filho vai lá na cozinha pegar alguma coisa para você comer pode ir à casa do seu pai!

Cristina quis chorar.

CRISTINA ‒ Isso é mentira sua maldita! Desgraçada! Você só quer me fazer mal!

O menino ficou olhando para ela agarrada em suas pernas e não foi a lugar nenhum

ROSA ‒ Eu não estou mentindo ele é filho de Frederico!

CRISTINA ‒ Eu não acredito em você! Essa criança não é do meu marido!

ROSA ‒ Mas você devia acreditar porque foi com sexo que Frederico me pagou metade da sua dívida! Seu marido é um homem maravilhoso qualquer pessoa faria esse tipo de proposta ele não vou ficar explicando essas coisas para você na frente do meu filho.‒ Ela se sentou no sofá e colocou menino sentado no colo dela. ‒ Eu quero que você saiba que eu não estou aqui para destruir sua felicidade só quero que meu filho tem direito!

CRISTINA ‒ Não está? E porque apareceu depois de tantos anos? Se não quer destruir porque está aqui?

ROSA ‒ Apareci porque só agora meu filho tinha condições de entender o que estava acontecendo. Agora ele sabe que tem um pai fazendeiro! ‒ Ela andou pela casa e começou a olhar todo espaço.

CRISTINA ‒ Eu não acredito que ele é filho do meu marido! ‒ Cristina suspirou e viu a filha descer.

M. FERNANDA ‒ Mamãezinha, a sua princesa ta prontinha!

FREDERICO JR. ‒ Aquela ali é minha irmã! ‒ O menino correu e abraçou Maria Fernanda. ‒ Eu sempre quis conhecer você. ‒ Ele falou todo carinhoso.

Maria Fernanda olhou a mãe sem entender.

M. FERNANDA ‒ Oi, quem é você? Você não é meu irmão, meu irmão é só Dani, você não! ‒ Ela olhou a mãe.‒ Fala pra ele, mamãe!

Cristina olhou a filha e não soube o que dizer.

FREDERICO JR.‒ Eu sou seu irmão, sim, eu sou filho de Frederico! Eu sou seu irmãozinho Frederico Júnior! ‒ Ele falava todo contente querendo brincar com ela. Os olhos tão verdes como os de Frederico...