CRISTINA ‒ Eu não vou ao hospital! ‒ Ela falou o olhando. ‒ Nunca que eu vou, de maneira nenhuma, Frederico!

FREDERICO ‒ Eu não vou deixar você sentindo dor de jeito nenhum! Precisamos ter certeza que você está bem, meu amor. Veste sua roupa que vamos entrar em casa.

CRISTINA ‒ Não, Frederico! ‒ Ela ficou corada e começou a se vestir. ‒ Eu não vou a hospital nenhum!

FREDERICO ‒ Você não vai ficar machucada, vamos para casa colocar gelo aí! Colocamos gelo esperamos para ver se você vai melhorar.

O rosto de Cristina ficou vermelho e ela extremamente envergonhada. Ele não disse mais nada apenas vestiu a roupa e pelo que ela vestisse e os dois entraram em casa. Pediu a ela que fosse para o quarto porque ele levaria o gelo para fazer o curativo e foi exatamente o que ele fez.

Cristina foi para o quarto e se despiu foi ao banheiro e tomou um banho sentia o corpo dolorido, voltou vestida em um roupão e se deitou. Ele veio com o gelo, se sentou na cama e foi logo dizendo a ela.

FREDERICO ‒ Deixa eu colocar, não precisa ficar triste, nem nervosa!Apenas me deixe colocar. ‒ Ela virou o rosto estava envergonhada.

Ele fez exatamente tudo que tinha que fazer e não viu nenhum machucado, mas sabia que poderia ser interno. Quando terminou ela estava vermelho como um camarão.

FREDERICO ‒ Pronto, amor, agora toma esse analgésico.

Ela pegou o remédio e tomou sem olhar pra ele depois voltou a se deitar e começou a rir porque achava engraçado ela ter vergonha.

FREDERICO ‒ Você vai ficar com vergonha de mim ainda? Eu não quero que você fica envergonhada! ‒ Ele veio de novo até a cama e alisou o rosto dela.

CRISTINA ‒ Eu estou morrendo de vergonha! ‒ Ela suspirou.

FREDERICO ‒ Mas não precisa, meu amor. Não precisa ficar com vergonha! Eu só quero que você saiba que eu fui o homem mais feliz do mundo. ‒ Deu um beijo nela e deitou do seu lado.‒ Me diga, Cristina, aquele homem te fez mal?

Ela se virou para olhar para ele.

CRISTINA ‒ Não, meu amor. ‒ Ele não fez.‒ Nada.

FREDERICO ‒ Eu mato ele se tocar em você!

CRISTINA ‒ Ele não vai, meu amor! Nunca vai me tocar!

Ele estava dizendo a verdade porque pensar em tudo aquilo e todas as coisas que estavam acontecendo era muito muito complicado. Ele abraçou seu amor e Ficou ali com ela sem dizer nada apenas os dois se olhando. Queria que os dias fossem sempre felizes ao lado dela, queria ser apenas feliz.

FREDERICO ‒ Não importa o que aconteça, eu sempre vou ser o seu amor e você o meu!

CRISTINA ‒ Sempre, amor, para sempre, eu sempre irei te amar por toda minha vida...

FREDERICO ‒ Seremos sempre o amor um do outro para sempre!‒ ele a beijou mais e mais com amor com todo amor.

Ela correspondeu o beijo com paixão. O amava e o queria como nunca tinha querido ninguém na vida.Ele ficou parado pensando em tudo que tinha vivido com ela, em todas as coisas que tinha passado com ela, era como relembrar os momentos mais felizes, as coisas mais lindas que ela e ele tinham passado. Tudo era especial e único...

Ela tocou o rosto dele. Estava diante da mulher que ele tinha amado a vida toda e que queria para ele pela eternidade. Tudo nela era especial, tudo nela era único...

FREDERICO ‒ Você é uma mulher maravilhosa e sei que está assustada com o que aconteceu, não foi sua culpa, não foi... ‒ ele a puxou para se peito e a abraçou.

CRISTINA ‒ Eu pensei que ele fosse me obrigar...‒ Ela suspirou se apertando a ele.‒ Ele estava tão estranho, nunca tinha falado daquele jeito, nem se comportado daquele modo. Eu fiquei tão assustada com tanto medo, tanto medo como nunca tinha sentido antes!

Ele segurou o seu amor e deixou bem perto dele. Ela não merecia nada daquilo que tinha acontecido. Era sempre tão doce, tão amável! Não queria que ela se sentisse mal e muito menos que achasse que tinha culpa dele ser um mau-caráter um crápula um bandido.

CRISTINA ‒ Eu te amo tanto! Tanto! ‒ Ele sorriu e a beijou.

FREDERICO ‒ Eu quero que você continue sendo feliz apesar dessas coisas todas que aconteceram.

CRISTINA ‒ Eu sou feliz! Muito feliz, meu amor! ‒ Ela sorriu para ele.

FREDERICO ‒ Eu quero que você continue sendo porque aquilo foi só um mal entendido! Quero que você sorria como sempre que continue cuidando de nossos filhos com amor que seja essa mulher maravilhosa para mim.

E os dois ficaram ali sorrindo e sendo amigos e amantes como sempre eram.

A TARDE PASSOU...

Frederico deixou Cristina dormindo e foi andar pela Fazenda e resolver os problemas que tinha.Olhou tudo e o ladrão não tinha parado ele deu muitas ordens e resolveu muitos problemas até a noite. Estranhou que a esposa não tivesse ido até ele mas como imaginou que ela estaria com dor ainda e por isso não tinha ido buscar.

As horas passaram e ele foi avisado que tinha um homem em suas terras que tinha entrado e não sabiam onde estavam.

Na casa Cristina descia as escadas estava com uma camisola e um robe por cima, o corpo ainda estava um pouco dolorido, mas ela sorria, tinha feito ele feliz, agora ela era completamente dele dividiam o prazer por inteiro. Ela sorria desceu o último degrau e a porta abriu, o sorriso dela se alargou ainda mais o amava e o queria, mas quem estava ali não era seu marido...

XX ‒ Ora, ora, se não é a minha pequenina garotinha! ‒ A voz fria.

Cristina sentiu o coração gelar e os olhos encheram de lágrimas.

CRISTINA ‒ O que você está fazendo aqui?

Aquele homem era a sua dor, a causa de toda a sua tristeza e desespero o causador dela ter ido parar na casa de mulheres onde Frederico a tinha encontrado, Paulo era o maldito homem que tinha causado tanta dor nela e em sua mãe.

Ele a olhou de cima a baixo com salivando e cheio de tesão, estava onde queria estar, onde tinha desejado sempre estar. Ela era mais linda agora e estava perfeita, ele não perdeu tempo e avançou nela pegando pelo pescoço... Ela seria dele e ele seria mais uma vez feliz!

CRISTINA ‒ Me solta! Socorooo!‒ Ela gritou alto desesperada. ‒ Me solta, Paulo me solta. Tira a mão de mim! ‒ Ela se debateu contra ele.

Ele a arrastou até a mesa da cozinha e jogou ela lá e prendeu com seu corpo rasgando a calcinha dela como animal e segurando para que ela desse o que ele queria e apertou o pescoço dela a segurando como um animal.

PAULO ‒ Eu vou arrombar você, garota, você nunca me deixou comer essa bucetinha aí! Vou acabar com sua raça, sua pirainha! ‒ rasgou a camisola dela com ódio.

Ela gritou chorando, estava aterrorizada. O chutou duas vezes e se afastou. O corpo semi nu ela segurou os pedaços do vestido.

Frederico de uma cacetada tão forte na cabeça do homem que ele já caiu no chão desacordado. E ele foi até a sua esposa pegando ela no colo desesperado nervoso sem saber o que estava acontecendo apenas queria amparar seu amor.

FREDERICO ‒ O que houve, meu amor? ‒ A voz dele era tão alta enquanto gritava com os capatazes para que arrastar sem aquele animal de dentro da sua casa.‒ Tire esse animal daqui e amarre lá fora!

Os homens fizeram exatamente o que ele pediu e ele correu com Cristina até o sofá juntando os pedaços da roupa dela que chorava desesperada. Cristina sentia o coração na boca, estava totalmente desesperada queria sumir, as mãos tremiam.

FREDERICO ‒ Amor, fala comigo...Fala comigo, amor, por Deus, fala comigo...‒ Ele estava apavorado com ela e sentia que ela ia entrar em choque estava gelada.

CRISTINA ‒ Era ele... Era ele, Paulo! ‒ Ela chorou mais forte.‒ Eu quero sair daqui! Quero sair daqui!

FREDERICO ‒ Calma, meu amor, calma!‒ ele a segurou em seu peito e sentiu que ela chorava mais. ‒ Calma, amor, eu estou aqui!‒ ele se levantou indo com ela para o quarto.

CRISTINA ‒ Ele ia abusar de mim! Ele ia abusar de mim!‒ Ela chorou no peito dele.

FREDERICO ‒ Esse homem é um animal, um animal, meu amor, isso que ele é.... Mas nós vamos colocá-lo na cadeia.

CRISTINA ‒ Eu quero minha mãe, liga pra mamãe fala pra ela vir aqui... ‒ Ela suspirou no peito dele, a mãe entendia aquela dor, só a mãe sabia o que era.

Frederico pegou o celular do bolso suspirando e ligou para a sogra e o sogro que chegaram na fazendo vinte minutos depois. Eles já entraram apavorados, querendo saber o que tinha acontecido.

CRISTINA ‒ Mamãe! ‒ Cristina chorou abraçando a mãe, já tinha trocado a camisola.

Consuelo a pegou nos braços com amor, estava apavorada ao ver aquele homem ali. Frederico saiu com Severiano enquanto as duas conversavam. Consuelo pediu a empregada que estava no quarto que pegasse um chá pois queria cuidar de sua filha. Cristina olhou a mãe.

CRISTINA ‒ Mamãe, Paulo estava aqui!

CONSUELO ‒ Eu vi, Cristina!‒ Ela falou nervosa pegando a filha para sentar bem perto dela na cama.

CRISTINA ‒ Ele ia abusar de mim mamãe, ia abusar de mim! ‒ Ela chorou deitando no peito da mãe.

CONSUELO ‒ Calma, meu amor, calma, nada aconteceu. ‒ Graças a Deus seu marido chegou. ‒ ela disse beijando a filha, sabia que dor era aquela e como ela poderia ajudar sua princesa a se recuperar. ‒ Amor, você tem que dormir, eu vou cuidar das crianças, estão em casa com a babá, seguros, dormindo. Seu pai colocou seguranças na casa toda. Agora você vai dormir, amor.

CRISTINA ‒ Eu não quero, mamãe! Não quero dormir aqui, mamãe! ‒ Ela suspirou. ‒ Onde ele está?

CONSUELO ‒ Vamos para nossa casa, amor. Mas acho que seu marido vai ficar aqui. Você vai sem ele ? Ou digo que ele tem que ir? Quer falar com ele ? Ele está a fora, chamaram a polícia.

CRISTINA ‒ Ele vai comigo, mamãe, Frederico vai comigo! ‒ Ela olhou a mãe.

CONSUELO ‒ Tudo bem, amor, vou fazer uma mala para você. Já entendi que você não irá sem ele.

Ela passou uma mão na outra e deitou na cama a espera da mãe, as cenas se repetiam em sua cabeça de forma incessante e ela não sabia como fazer parar. O chá chegou e ela entregou a filha.

CONSUELO ‒ Beba, meu amor, beba, depois vamos para casa! ‒ ela continuou fazendo a mala.

Cristina sentou na cama bebendo o chá e olhou a mãe arrumando a mala. Estava assustada e apavorada sem saber o que fazer. Como as coisas seriam agora? Ela não sabia responder.

CONSUELO ‒ Filha, você sofreu aqui, hoje foi um dia ruim, talvez você deva mesmo ir para a cidade comigo. ‒ Ela suspirou olhando a mãe.

CRISTINA ‒ Eu amo esse lugar, mamãe! Amo essa Fazenda, amo esses animais! ‒ suspirou frustrada.

CONSUELO ‒ Então, filha, fica só um tempo fora, uns dias até tudo se acalmar e você volta. Não quero você mal!

CRISTINA ‒ Sim, mamãe! Eu vou falar com Frederico e faremos o que for melhor! O que nós decidirmos será por nós todos.‒ Ela falou calma colocando a xícara no criado. ‒ Vamos?Eu preciso me trocar, não posso ir de camisola!

CONSUELO ‒ Sim, meu amor, vamos pode trocar! Coloca uma roupa bem leve não coloca nada muito apertado. Você tem certeza que não quer ir ao hospital, meu amor?

CONSUELO ‒ A mamãe, vai com você você quiser ir. ‒ Consuelo sabia que ela poderia estar mais machucada do que estava mostrando.

CRISTINA ‒ Não, mamãe, não quero ir não... ‒ Ela foi se trocar colocou um vestido longo e largo, era lindo porém confortável saiu e junto a mãe elas desceram.

Ela carregava a mala da filha e trazia ela perto quando chegaram do lado de fora Frederico veio e pegou a mala, segurou a esposa e a beijou.

FREDERICO ‒ Vamos para cidade, amor?

CRISTINA ‒ Sim vamos amor, eu não quero ficar aqui. ‒ Ela falou em sussurro.

FREDERICO ‒ Tá bem, Cris, vamos, vai comigo no nosso carro ou quer ir com sua mãe?

CRISTINA ‒ Vou com você, você não vai? ‒ Ela o olhou. ‒ Você tem que ir comigo...

Frederico a olhou nos olhos...