Olhinhos verdes - amf
21 Capítulo 21 - "Você é minha mulher!"
ANOS DEPOIS....
Cristina tinha se formado a algumas semanas, ela trabalhava na fazenda de Frederico, cuidando dos animais como sabia e amava, a filha Maria Fernanda tinha 5 anos e eles tinham também mais um filho o pequeno Frederico Daniel que tinha dois anos, ele estava seguindo o pai para todos os lados tentando falar tudo o que pai falava mas ele não sabia quase nada.
Frederico e Cristina sempre que podiam estavam juntos e se amando, mesmo que agora estivessem um pouco distante, ela tinha percebido a distância dele, mas não sabia porque então não falava nada para ele.
Severiano e Consuelo tinham se mudado da fazenda e estavam vivendo em outra cidade, ela queria privacidade com o marido e queria que a filha estivesse mais presente na vida dos filhos, mesmo assim ela não ficava longe da filha por muito tempo.
Consuelo tinha engravidado e dado a Severiano um filho homem o pequeno Carlos de 4 anos, ele era sorridente e fazia muita graça, mimado e consentido sempre pelos pais e pela irmã.
Cristina e Diego tinham conversado muitas outras vezes Frederico odiava a conversa dos dois e o modo como ele ficava quando eles conversavam.Ele enchia o peito e o ciúmes era fora do comum, ele via a proximidade deles e o ciúmes era incontrolável ela ficava brava algumas vezes e por isso ele demonstrava cada vez menos, cada segundo menos.
Naquela tarde o pequeno Frederico tinha saído com o pai depois do café a pequena Maria Fernanda.
Estava na sala e quando viu a mãe chegando correu até ela, a menina estava com um laço azul no cabeço e um vestido grande e estufado de princesa, todo o guarda roupa dela era assim, ela segurou correndo até a mãe e rindo vendo a mãe abrir os braços para ela.
Cristina estava linda e sexy, os cabelos presos em um rabo de cavalo, uma blusa rosa que tinha um lindo decote e uma calça preta justa além de sua bota de montaria.
M. FERNANDA — Mamãe, mamãezinha, olha aqui que linda sua princesa. Eu mamãe sou a sua princesa.
Cristina riu abraçando a filha a apertou e beijou a filha com amor.
CRISTINA — Sim, meu amor, você é, é minha princesa, minha princesona e eu te amo muito, mais que tudo filha.
M. FERNANDA — Eu quero pipoca mamãe por favor pipoquinha mamãe, eu quero pipoquinha para mim e para o meu papai. — Sempre que ela pedia comida pedir para o pai também.
CRISTINA — Mas filha, seu pai nem aqui está. — Cristina riu e levantou a filha nos braços, Cristina estava ainda mais linda e agora era toda uma mulher. — Seu papai nem está aqui amor, porque ta pedindo pipoca pra ele?
M. FERNANDA — Porque assim você faz um montão, mãe porque meu pai é um gulosão. — Ela falou segurando os cabelos da mãe enrolando na ponta de seus dedinhos.
Cristina gargalhou.
CRISTINA — Está bem, minha princesa, eu faço sim, faço um montão de pipocas pra você.
M. FERNANDA — Isso, mamãezinha, isso que você tem que fazer para sua princesinha. — Ela deu vários beijos no rosto da mãe e depois beijou o pescoço e ficou cheirando a mãe rindo e depois colocou a mão dentro da blusa procurando o seio da mãe.
Cristina olhou a filha.
CRISTINA — O que quer princesa? Porque essa mãozinha ai?
M. FERNANDA — Só só carinho, mãe, porque eu fico lembrando que eu tinha um mama. — Ela falou toda dengosa deitando a cabeça no colo da mãe no ombro bem no ombro.- Eu gostava de ter um mamá.
CRISTINA — Sim, minha filha, mas agora você esta grande e não precisa mais de um mama.
M. FERNANDA — Só Dani que precisa, só Daniel, tudo é Daniel, não é a mamãe, tudo é ele.
CRISTINA — Filha, o que é isso? Por que ta falando assim do seu irmão? Que isso, minha princesa?
M. FERNANDA — Porque tudo é assim, mamãe, só para ele, você sabia que meu pai trouxe um carrinho para ele não trouxe um carrinho para mim, mãe? — Ela ficou olhando dentro dos olhos da mãe toda sentida. — Ele trouxe mamãe ele trouxe um carrinho para ele não trouxe nem carrinho para mim.
Cristina apertou a filha.
CRISTINA — Minha filha e você falou com ele?
M. FERNANDA — Ele nem ligou mãe de trazer para mim eu queria tanto um carrinho mãe e um cavalinho igual que ele deu para eu Daniel, ele me deu um montão de bonequinha mas ele não me deu mãe no cavalinho, nunca que ele me deu.
Cristina riu leve.
CRISTINA — A mamãe vai dar pra você, tá bom? É porque você é uma princesa filha, por isso ele te da bonecas.
M. FERNANDA — Princesa tem que ir a pé mamãe? Princesa não pode ir de carrinho ou de Carruagem?
CRISTINA — Você pode ir como quiser minha filha, como quiser...
M. FERNANDA — Então pode me dar o carrinho tá mãe que eu ia querer muito.
CRISTINA — Então, tá, minha princesa, eu vou te dar um carrinho. — Ela caminhou com a filha rindo e a colocou sobre o balcão.
M. FERNANDA — Mãezinha, eu quero refrigerante, me dá um pouquinho de refrigerante e uma balinha bem gostosa mãe de morango.
CRISTINA — Ou bala ou pipoca... — Cristina foi a geladeira pegando o refrigerante e colocando no copo. — Toma filha o refri.
M. FERNANDA — Não pode nem uma balinha, mãe?
CRISTINA — Não, filha, agora não, mais tarde, está bem?
M. FERNANDA — Eu sou uma criança muito triste, mamãe, mas eu vou perdoar você. — Ela falou do mesmo jeito que a mãe falava com ela. — Eu vou perdoar você porque você vai ser boa um dia você vai ser.
Cristina riu olhando a filha.
CRISTINA — Sim, minha filha, um dia eu vou ser. — Ela foi até a panela e começou a fazer a pipoca. — Você quer salgada ou doce, filha?
M. FERNANDA — Eu quero dois, mãe, eu quero de dois sabores. — Ela ficou agitando os pezinhos.
CRISTINA — Tá bom, filha os dois então. — Cristina sorriu. — Quer descer, filha? — Ela perguntou agitando a panela.
M. FERNANDA — Eu te amo, mamãe, eu te amo.
CRISTINA — E eu a ti, minha filha, te amo muito, te amo o montão.
M. FERNANDA — Mamãe, onde está, Frederico Daniel?- ela disse atenta a mãe.
CRISTINA — Ele está dormindo, filha, tá lá em cima dormindo. — Ela sorriu pra filha e veio com as bacias.
M. FERNANDA — Ele tava com meu pai, ele não saiu com meu pai? — Ela falou pegando a pipoca. — Ele tá com meu papai.
CRISTINA — Saiu sim, amor, mas ele dormiu e o papai trouxe ele de volta. — Ela sorriu.
M. FERNANDA — Mamãe, eu quero ir ver a minha vovó e meu tio Carlinhos. — ela falou sentada mocinha comendo a pipoca. — Meu pai falou que sou a princesa dele que só tem eu no mundo todo.
CRISTINA — Tá bom, filha nós vamos la ver ele ta, mas não hoje, sim minha filha, você é uma princesa.
M. FERNANDA — Tio Diego vai vir aqui? — ela disse sorrindo. — Ele vem hoje na nossa casa? Mãe, ele só vem quando meu pai não tá em casa.
CRISTINA — Acho que sim, filha, deve vir sim, não, meu amor, as vezes, ele vem quando o papai está.
M. FERNANDA — Ele só vem quando meu papai não tá aqui toda vez que ele vem meu papai não tá aqui, ele gosta de sentar ali na cadeira do meu papai. — a menina falava de modo tão natural, mas Frederico ouvisse aquilo seria problemas porque ultimamente ele tinha muito ciúmes de Diego.
CRISTINA — Sim, filha, ele senta lá. — Ela sorriu e pegou a filha no colo. — Vamos comer na sala, quer assistir um filme de desenho?
M. FERNANDA — Eu quero, mamãe, quero assistir Cinderela depois eu quero ver a bela e quero comer essa pipoquinha e depois eu quero dormir e você me dá balinha? Mãe, você gosta de balinha? Balinha tão gostoso, né mãe?
CRISTINA — Está bem, princesa, sim balinha é gostoso, filha. — ela sorriu. — Mas não vai comer agora.
M. FERNANDA — Eu não tô pedindo, não mãe, eu só tô lembrando que balinha é gostoso, eu não vou pedir para comer uma balinha só tô dizendo que eu gosto de balinha.
CRISTINA — Tá bom, meu amor. — Ela colocou a filha no sofá e sorriu.
M. FERNANDA — Mãe, tem balinha de morango no mundo em algum lugar? — Ela comeu a pipoca.
CRISTINA — Tem balinha de morango em muitos lugares. — Ela acariciou os cabelos da filha e riu leve.
Tinham duas bacias uma com pipoca doce e a outra salgada, Cristina ligou o filme e colocou a filha em seu colo.
Frederico cruzou a sala agitado conversando coisas no celular com o Capataz ao seu lado, mas quando viu as duas na sala, ele parou de imediato porque a filha quase derrubou a bacia de pipoca de tão feliz.
M. FERNANDA — Papai, você chegou?
Pegou a filha que veio correndo. Cristina sorriu para o marido e viu a filha correr até ele tropeçando no vestido e abraçando o pai.
FREDERICO — A minha princesa está muito linda, meu Deus, o que você está fazendo.
M. FERNANDA — Estou comendo pipoquinha com a mamãe, estou comendo pipoquinha e ela fez um montão pai tem para você, mas você gosta de balinha?
Ele já olhou para a esposa porque sabia que quando o assunto é assim ela já estava repetindo desde cedo.
FREDERICO — Papai adora balinha, minha filha, mas não posso comer agora preciso resolver algumas coisas nem pipoca papai pode agora, amor, quando você puder vir aqui no escritório. — Ele beijou a filha e colocou no chão que correu de novo para o sofá.
Ela olhou o marido e assentiu.
CRISTINA — Eu vou daqui a pouco, amor. — Ela olhou pra ele e depois pegou a filha.
Ele continuou sua caminhada até o escritório e ficou esperando que a esposa fosse até lá enquanto ele resolver algumas coisas anotando e conversando com seu Capataz.Na sala a pequena Maria Fernanda acabou por dormir assistindo filme assim que ela dormiu, Cristina cobriu a filha e foi até o marido. Abriu a porta depois de bater e o olhou.
CRISTINA — Amor, estou aqui, o que quer?
FREDERICO — Por que sua égua estava na fazenda dele? — Perguntou com a cabeça baixa olhando os papéis antes de encarar a esposa. — Princesa estava lá á três dias na sua égua está na fazenda de Diego Hernández.
Cristina suspirou baixinho depois o olhou.
CRISTINA — Eu fui lá a cavalo, mas ele me trouxe de carro então ela ficou lá. — Ela passou uma mão na outra. — Só isso que queria saber?
FREDERICO — E o que você foi fazer lá? — Ele levantou a cabeça e ficou olhando para ela estava realmente preocupado.
CRISTINA — Eu fui olhar uns animais. — Ela falou calma. Estava terminando a faculdade já e Diego sempre que podia a ajudava treinando e ensinando a ela o que ela tinha dificuldade, as vezes ele ia até a fazenda outras vezes ela ia até a fazenda dele.
FREDERICO — Eu não quero, Cristina, não quero você lá.
CRISTINA — Eu fui ver os animais dele, ele estava me ensinando algumas coisas.
FREDERICO — Eu não quero e pronto, apenas me ouça.
CRISTINA — Pare com isso, Frederico.
FREDERICO — Sua égua já esta na baia. — ele disse zangado.
CRISTINA — Está bem, obrigada. — Ela o olhou. — Só isso?
FREDERICO — Por que, Cristina? O que tem nesse homem que faz você querer brigar comigo por causa dele. — ele disse firme. — Estamos bem e de repente.
CRISTINA — Não tem nada, Frederico, você que fica como um louco por uma coisa sem razão.
FREDERICO — Você me afronta e nem quero saber por que não quero, boce não faz ideia de como eu quero que você pare com isso. — ele a olhou firme.
CRISTINA — Você fica com coisas na cabeça sem razão não tem nenhum problemas, nós sermos amigos. — ela suspirou o olhando.
FREDERICO — Amigos... — ele disse com os dentes rangendo. — Eu vou me lembrar desta palavra quando a senhora tiver uma crise de ciumes. — ele disse firme.
Ela o olhou firme.
CRISTINA — Faça o que bem quiser, Rivero, eu não tenho tempo pra isso.
FREDERICO — Você só tem tempo para os animais da fazenda do meu vizinho para isso a senhora tem tempo. Tudo o que tem a ver com seu marido, a senhora não tem tempo — era uma queixa clara.
CRISTINA — Eu não tenho tempo pra você, Frederico? Quem passa todo o tempo fora de casa é você não eu.
FREDERICO — Passa o tempo todo fora de casa porque tem uma fazenda para administrar e você sabe disso muito bem. Cristina, não quero ficar brigando com você, a única coisa que eu te pedi para ficar longe da Fazenda dele, eu chego em casa e a sua égua está lá você esteve lá por horas e ainda deixou o animal lá e não me avisou e não disse que esteve lá. O que você está me escondendo? — Ele ficou de pé atrás da mesa olhando para ela com as mãos espalmadas.
CRISTINA — Então, não venha querer jogar a culpa de não transarmos em mim, eu não estou escondendo nada, não preciso te esconder nada. E quer saber? Eu não vou ficar aqui escutando isso, não mesmo. — Ela suspirou e saiu de lá o deixando falar sozinho.
Frederico suspiro pesado estava muito chateado com tudo aquilo que tinha acontecido as últimas semanas tinham brigado tanto ele tinha perdido a conta de quantas vezes Tinha discutido com ela.Nada que ele decidiu estava certo tudo ela reclamava tudo ele brigava com ela era motivo para encontrar uma confusão em cada coisa que fazia.
Nunca tinha sido assim aquele casamento é um casamento de amor de cuidado de carinho de atenção da parte dele e dela. Ela saiu com raiva e voltou a sala pegou a filha nos braços e a levou para o quarto. Colocou a filha na cama e foi até o quarto do filho olhou ele e ainda dormia, ela deu um beijo nele e voltou ao quarto.
Se despiu e foi tomar um banho, Frederico subiu e procurou a esposa e não encontrou em lugar nenhum e ouviu o chuveiro e foi até lá, estava cansado de brigar e não queria ficar discutindo com ela entrou calmamente ficou olhando sua mulher sem que ela visse.
Cristina lavava os cabelos pensando, não aguentava mais brigar, queria ser feliz outra vez sem brigas Frederico suspirou e disse educado.
FREDERICO — Meu amor, você é linda. — ele a amava.
Ela se virou assustada.
CRISTINA — Meu Deus, Frederico que susto.
Ele sorriu e tirou a roupa depois entrou e não disse nada apenas a beijou na boca agarrando ela apertou ela contra ele e beijou mais.
FREDERICO — Você é minha mulher!
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