Olhinhos verdes - amf
2 Capítulo 2 - "Olhinho..."
ROSALINDA — Claro!Vamos ao meu escritório!
Ele a acompanhou e sorrindo. Ela entregou a ele todos os papéis..
ROSALINDA — Aqui está, os documentos dela! Está tudo ai!
Ele olhou tudo e estava em ordem, olhou para ela e sorriu.
FREDERICO — E Raquela quanto custa? Poderia me liberar ela pelo que te paguei de Cristina...
ROSALINDA — Você quer as duas?
FREDERICO — Já tem muito dinheiro ai e Raquela é rodada não vale nem um nono de Cristina, você sabe que digo a verdade!
ROSALINDA — Cristina vale muito mais do que me pagou! É nova!Linda! Vale muito mais e você sabe!
FREDERICO — Rosa, você sabe meu apresso por Raquela, deixe que tenha uma vida comigo, uma vida melhor! Ela serve a sua casa mais de cinco anos!
ROSALINDA — Não! Raquela fica! Já vai levar Cristina que ia me render muito. Se vai levá-la, Raquela fica!
FREDERICO — Raquela já rendeu tudo, você não está sendo justa! Eu poderia pagar mais cinquenta por ela, mas...
Rosalinda o olhou...
FREDERICO — Você não quer e eu entendo isso, eu entendo, quer ficar com ela e daqui a dois anos não terá mais nada porque ela não vai aguentar atender ninguém.
ROSALINDA — É claro que ela aguenta! — Ela sorriu.- Raquela aguenta muitos anos ainda, ela não trabalha tanto assim!
FREDERICO — Você que sabe! Achei que quisesse se aposentar mais cedo...
Ela deu um sorriso de canto para Frederico.
ROSALINDA — Eu permito que leve Raquela, mas não pelos mil, quero uma noite contigo!
Ele a olhou sério e soltou uma gargalhada.
FREDERICO — você esta engraçada hoje, esta muito engraçada.
ROSALINDA — Eu não estou brincando, Frederico!
FREDERICO — Você quer se deita comigo? Por que quer isso? Pode ter dinheiro!
ROSALINDA — É meu preço!
FREDERICO — Só me diga por que? O que Raquela disse de mim para você era tão bom que vale o passe dela?
Rosalinda riu
ROSALINDA — Todas as que estiveram com você disseram que era maravilhoso, mas não tenho tanta certeza....
Ele foi até ela e sorriu a puxando pela cintura, pressionou o membro contra ela. Se era o único jeito de salvar Raquela, que ele tinha consideração e carinho depois de tudo, ele aria, faria.
FREDERICO — Semana que vem eu venho e faço o serviço!- sorriu. — Me dê as coisas dela semana que vem!
Rosalinda sorriu.
ROSALINDA — Ela vai te esperar ansiosa!
FREDERICO — Eu sei que não vai deixar que a leve agora, não é mesmo? Só me deixe contar a ela.
ROSALINDA — Ela não vai agora e não vai contar a ela, enquanto ela ficar tem que trabalhar direito.- Rosalinda sorriu. — Agora vá e leve a garota!
FREDERICO — Eu quero dar esperança a Raquela, ela vai trabalhar sorrindo se eu disser que você foi generosa. — ele segurou o queixo dela. — Me deixe contar hoje.
ROSALINDA — Ela não precisa sorrir..
Frederico esfregou a mão no seio dela com tesão, fingido.
ROSALINDA — Só fazer o serviço direito! — Rosalinda sorriu e se encostou nele. — Não vai conseguir...
FREDERICO — Vou sim!- ele sorriu e desceu a mão entre as pernas dela alisando, ela era um mulher bonita, mas já estava com quase cinquenta anos e muito maltratada pela vida.
Ela suspirou e o olhou.
ROSALINDA — Sem chance, Frederico!
FREDERICO — Eu quero ser a pessoa a contar a ela, deixe que vá no quarto e eu contarei, quero pagar pela semana dela e você a torna exclusiva minha ate que eu venha buscá-la.
ROSALINDA — Você pode contar quando vier pegá-la. Está bem! Ela será exclusiva sua nessa semana! — Rosalinda sorriu olhando para ele.
FREDERICO — Obrigada, Rosalinda, não vai se arrepender.- ele sorriu.
ROSALINDA — Espero que não!
FREDERICO — Agora vou levar Cristina para casa, sim...
ROSALINDA — Ela é toda sua!
Quando Frederico passou no salão Raquela veio correndo a ele. Ele a abraçou e sorriu.
FREDERICO — Você será minha a semana toda, sim!- ele piscou para Rosalinda.
RAQUELA — Fred... Fred, sim!
FREDERICO — Ninguém mais estará com você!
RAQUELA — Vamos subir agora!- ele sorriu e fez rir também.
FREDERICO — Não, agora, estou ocupado!
Ela passou a mão no peito dele.
RAQUELA — Ocupado com quem? Fred, vamos por favor...
FREDERICO — Estou com Cristina não posso hoje xuxu.
Raquela se afastou fechando o rosto..
FREDERICO — Mas vejo por você essa semana, já acertei tudo com Rosa. — Ele a puxou para ele e vendo que Rosalinda estava distraída.
RAQUELA — Ainda vai me querer? Tendo essa garota?..
Sussurrou no ouvido dela.
FREDERICO — Venho te buscar para sempre no fim da semana, mas não diz que te contei. — e fingiu beijar ela no pescoço para que Rosalinda não visse Raquela sorriu e acariciou os braços dele.
FREDERICO — E para sempre...
RAQUELA — Sim, sim, para sempre... — Ela sorriu.
FREDERICO - Para sempre. — Frederico a beijou. — Para sempre. — E se foi...
Quando entrou no quarto, Frederico viu Cristina, estava nervosa, dava para ver, ele sorriu, queria ser o dono da alegria dela. Esperou que ela o olhasse, tinha vestido a roupa vermelha novamente, as mãos tremiam.Olhou para ela e disse:
FREDERICO — Vamos para casa, olhinhos verdes... Você agora é uma mulher livre!
Cristina se virou e o olhou, sorrindo ela correu até ele e pulou sobre o corpo dele o beijando, estava tão feliz de sair dali, estava ali a apenas horas mas pareciam anos.
CRISTINA — Obrigada, obrigada, muito obrigada, Fred...
Ele a apertou com amor contra ele teve certeza que ninguém mais faria mal a ela.
CRISTINA — Vamos! Vamos embora agora!Vamos!- Ela o soltou e o olhou, segurou a mão dele para saírem.
FREDERICO — Pegue suas coisas!
Ela o olhou e consentiu, ele sorriu e esperou por ela e os dois passaram pela porta dos fundos depois de Cristina se despedir de Rosa linda e agradecer mesmo sem querer. Frederico a colocou no carro e se sentiu estranho, quando dirigia para a fazenda e ela quieta a seu lado ele disse:
FREDERICO — Você gostou de estar comigo? Gostou de ser minha mulher na cama? Agora você pode dizer o que sente, é uma pessoa livre!
Ela o olhou e depois olhou para fora.
CRISTINA — Eu me senti estranha, gostei um pouco mas...- Ela o olhou.- Eu não teria feito, se não estivesse naquela situação...- Ela desviou o olhar novamente.
FREDERICO — Então, se sentiu totalmente obrigada, não gostou de nada do que fiz?- ele estava triste e a olhou com aquela sensação de frustração com ela, parecia que tinha gostado, parecia que estava feliz.
CRISTINA — Eu gostei, gostei quando me tomou, quando me beijou, mas eu nunca quis isso pra mim, eu sempre achei que fosse fazer isso apenas com meu marido, com o homem que eu amasse. E eu nem te conheço, não te amo! Eu queria me casar, queria ser somente do meu marido, mas isso não vai acontecer agora...
Frederico sentiu o coração pulsar de amor e dor ao mesmo tempo, aquela jovem já era parte dele e ele já a queria, mas agora, ele a tinha libertado e ela teria escolha, ela poderia decidir o momento, o que queria e se o queria, ele olhou para frente e disse.
FREDERICO — Pois eu nunca estive tão feliz com uma mulher como estive com você essa noite, Cristina! Eu fui feliz como nunca...
Ela o olhou e suspirou.
CRISTINA — Me desculpe por não dizer o mesmo.
FREDERICO — Não é assim que funciona, ninguém é obrigada a gosta do outro, não é assim!
Ela passou uma mão na outra, ele suspirou e a olhou.
FREDERICO — Você é só uma menina e eu nunca deveria ter tocado em você, nunca, foi um erro...
Ela o olhou.
CRISTINA — O que vai fazer? Me levar de volta?- Ela sentiu o corpo tensionar.
FREDERICO — Não, Cristina, nunca mais você vai voltar, eu te prometo! Eu só não quero pense mal de mim, sei que se eu não estivesse com você poderia ser alguém que te faria mal e eu não ia me perdoar.
CRISTINA — Eu te agradeço, sempre vou agradecer, me salvou!
Ele a olhou e parou o carro.
FREDERICO — Eu faria tudo de novo, eu não quero que você diga a ninguém o que aconteceu e nem de onde veio.
CRISTINA — Porque? Todo mundo vai perguntar, o que eu vou dizer?
FREDERICO — Que te contratei, só isso. Você passou apenas um dia lá, eu não quero você suja, — nem escrava de um rótulo. Você nunca se vendeu, então, não é prostituta!
CRISTINA — Eu me vendi a você, duas vezes! Você me comprou, tanto que estou aqui!
Ele a olhou...
FREDERICO — Pode apagar isso de sua vida, eu não vou lembrar
Ela assentiu e se calou.
FREDERICO — Eu nunca contarei a ninguém e você não precisa contar!
CRISTINA — Sim, como quiser, Fred!!
Ele queria contar a todo mundo porque ela tinha sido quase a melhor coisa que tinha acontecido na vida dele. Ela voltou a olhar para frente.
CRISTINA — Vamos demorar a chegar?
FREDERICO — Sempre uma hora de viagem, você vai amar a fazenda, ela só será vista por você amanhã mas...
Ela sorriu.
CRISTINA — Está bem!
Ele dirigiu mais um pouco e parou em frente a casa.
FREDERICO — Se tivéssemos ficado lá, eu tomaria banho com você e faríamos no chuveiro quando você tiver uma namorado vai gostar de fazer na água.
Ela corou passou uma mão na outra.
FREDERICO — Antes de entrar quero um beijo, um beijo na boca...
Ela o olhou e se aproximou para beijá-lo. Ele chegou bem perto, a segurou na cintura e beijou.. Cristina correspondeu com desejo e depois o soltou envergonhada.
CRISTINA — Vamos...
Frederico sorriu e a olhou.
FREDERICO — Por que não dorme no meu quarto hoje?
Ela o olhou e assentiu sem falar nada. Ela soltou o cinto e saiu do carro, sentiu o vento forte em seu corpo e lembrou da roupa que vestia. Passou as mãos nos braços e caminhou para o outro lado do carro olhando ele. Ele a abraçou e caminhou com ela entrando em casa. Ela entrou e olhou para os lados.
CRISTINA — Melhor subirmos antes que alguém me veja assim...
Ele a levou ao quarto dele e sorriu quando ela entrou, mostrou o banheiro e foi pegar umas roupas para ela.Cristina olhou o banheiro e depois fechou a porta.Ela foi até o chuveiro e o ligou, começou a tomar banho, molhou os cabelos e começou a se lavar, passava as mãos pelo corpo e sentia o toque dele, sentia o que ele tinha feito horas atrás, não demorou ela terminou o banho e se secou, depois foi até a porta e abriu o olhando...
CRISTINA — Minha roupa...
Ele entregou a roupa a ela e sorriu saindo, pegou um pijama e sorriu esperando ela sair do banheiro, deixaria ela sossegada ali para que dormisse em paz. Ela voltou e vestiu depois saiu deixando que ele entrasse. Frederico não entrou, olhou para ela que sorriu.
CRISTINA — Pode ir!
FREDERICO — Eu não vou dormir aqui, vou no outro quarto e quero que fique bem, aqui é meu quarto e você ficar aqui e vai dormir onde quiser.
CRISTINA — Não vai dormir aqui?
FREDERICO — E ficar bem e eu vou para o quarto de hóspedes e se você estiver la elas vão te acordar cedo aqui ninguém atenta!
CRISTINA — Pensei que fosse dormir aqui...
Ele a olhou.
FREDERICO — Você quer que eu durma aqui?
CRISTINA — Eu... Pensei que fosse... Alguém pode entrar aqui?
FREDERICO — Você quer, Cristina? Ninguém vai entrar mas você pode trancar a porta. Vai se sentir mais segura se eu dormir aqui?- ele a olhou nos olhos.
CRISTINA — Sim, eu vou.. Você pode dormir aqui? Só essa noite...
FREDERICO — Eu posso sim, mas quero dormir ali na cama com você!- ele falou sem maldade.
CRISTINA — Sim, está bem...- Ela suspirou. — Vá tomar seu banho, então... Eu te espero.
Ele foi ao banho e lavou aquele corpo delicioso gostoso e cheio de músculo. Frederico tomou seu banho e voltou vestido de pijama e sem cueca com o corpo musculoso e gostoso a mostra, foi até a cama e sorriu. Ela estava cheia de medo ainda, ele se ajeitou e a olhou ali na cama.Ela estava enrolada na coberta de costas para ele, sentia o corpo tremer.
FREDERICO — Cris, me olha, vira pra mim, não vou tocar em você então não tenha medo e se quiser pode me abraçar a noite...
Ela se virou e o olhou.
CRISTINA — Posso deixar a porta aberta? Não gosto de dormir no escuro..
FREDERICO — Pode deixar a porta aberta ou pode deixar essa luz acesa!
CRISTINA — Prefiro a luz, então...Não pedi a luz porque não quero incomodar
Frederico se levantou e fechou a porta. Ela se ajeitou na cama ficando virada para o lado que ele estava deitado. A luz iluminava a cama e uma parte do quarto, voltou a cama e se deitou a espera dela. Ele a olhou e apenas aqueles olhos verdes eram o que conseguia ver. Era o seu pedacinho de mar... ela tinha o oceano nos olhos.
FREDERICO — Agora você é livre... olhinhos verdes... Você não me deve nada... O que fizer a contar de hoje é porque quer!
CRISTINA — Eu sempre vou ser grata a você, me tirou daquele lugar!Não imagina o quanto me arrependo de ter entrado ali. Nunca devia ter entrado ali!
FREDERICO — Você não teve opção. Estava com fome... sozinha... Eu entendo...
CRISTINA — Eu sempre estive sozinha, desde que papai foi embora, eu sempre estive sozinha.
FREDERICO — E quero que saiba que só aceitei estar com você porque tive medo que ela te vendesse a outro! Eu nunca estive com uma jovem como você, nunca, Cristina, eu gosto de mulheres. Não de meninas como você, mas agora está feito!- Ela o olhou.
CRISTINA — Se arrepende?
FREDERICO — De amar você? Nunca!Você é maravilhosa, não fiz sexo, fiz amor.- Ele dizia a verdade, ela suspirou e se separou um pouco.
CRISTINA — Sim, agora vamos dormir, estou com sono!
FREDERICO — Vamos. Você está com dor?
CRISTINA — Um pouco... Por que? — Ela o olhou nos olhos.
FREDERICO — Posso te dar um remédio, você vai melhorar, quer?
Ela sorriu vermelha.
CRISTINA — Não precisa! Amanhã vai estar melhor!
FREDERICO — Tem certeza? Não é um trabalho...- Ele sorriu para ela com todo amor do mundo.
CRISTINA — Eu não quero, obrigada!
Ela era perfeita e linda...
FREDERICO — Então, descanse... Descanse...
CRISTINA — Rosalinda disse que ia doer mas que ia passar, não ia doer para sempre. — Ela sorriu e se ajeitou fechando os olhos, demorou um pouco mas dormiu.
FREDERICO — Dói sim, amor. — Ele soltou sem perceber, mas depois você vai ser feliz e amar alguém e ser feliz com esse alguém.
A noite se passou calma e lenta, Cristina dormia calma e serena bem como nunca tinha dormido em toda sua vida, até que um pesadelo tomou conta de seus sonhos e ela começou a gritar e chorar e logo despertou assustada e caiu da cama chorando... Frederico se assustou e foi até ela pegando no colo e trazendo para cama.Cristina se afastou dele sem olhá-lo, se sentia presa...
Viveu em alguns minutos de sonho sua vida de anos, viu toda sua dor e sofrimento ali, viu a mãe sentindo vergonha do que ela tinha se tornado.
FREDERICO — Calma, olhinhos verdes! Calma meu amor foi só um sonho ruim!
CRISTINA — Não foi um sonho...- Ela falou baixo.
FREDERICO — Quer me contar?Eu posso te ouvir, meu amor.
CRISTINA — Eu fugi de casa...- Ela o olhou enquanto falava.
Frederico sentiu o coração tencionar. Ela estava dizendo a verdade e ele ficava nervoso Só de imaginar que ela tinha feito algo errado. Não conhecia o jeito dela fazer as coisas assim não parecia ser ela. Algo muito grave deveria ter acontecido para que ela fizesse isso...
CRISTINA — Eu não podia mais ficar lá, não podia mais, quando meu pai sumiu eu era pequena, não demorou e minha mãe casou de novo. Eu fiquei feliz porque ia ter um novo pai, mas ele não é bom! Paulo é terrível, ele é cruel, bate na mamãe e bate em mim!Ele me bateu muito, e ele passava a mão em mim, como você passou. — Ela o olhou e limpou as lágrimas que escorriam. — Eu não queria, nunca quis eu fugia, corria!
Frederico sentiu tanta tristeza ao ouvir aquilo que o coração parecia estar despedaçado.
CRISTINA — Da última vez ele quase conseguiu, quase, mas mamãe chegou. Ele disse que eu queria, que estava me oferecendo, mas eu não estava!Juro que não..
FREDERICO — Nunca mais ninguém vai tocar em você se você não quiser.
Ela suspirou e o olhou.
FREDERICO — Eu prometo que você não vai passar por isso nunca mais. Quando nós dois estávamos juntos, eu pensei que você fosse chorar e me agredir, mas você não fez isso. E você ficou comigo e resistiu e foi mais mulher do que muita mulher que eu conheço. — Ele ainda estava com ela no colo.
CRISTINA — Se eu te batesse e você saísse de lá como queria quando disse que eu queria ser puta...Eu ia apanhar.
FREDERICO — Me perdoa o que eu disse quando recusou...
CRISTINA — Sim, eu perdoo! Mas eu preciso que saiba que eu não queria, não queria ser...Eu passei uma semana na rua desde que fugi.
FREDERICO — Eu queria que você viesse até minha casa!
CRISTINA — Eu procurei outro lugar, procurei um lugar pra trabalhar, mas ninguém quis me dar um trabalho.
FREDERICO — E que tivesse a chance de ser outra coisa, quando você disse não. Eu achei que quisesse ficar lá.
CRISTINA — Claro que eu não queria!Nunca quis! Não queria estar lá, mas era minha única escolha!Eu estava desesperada, cheia de fome e de medo quando Rosalinda abriu a porta pra mim. Foi a única que abriu. Eu não tive muita escolha!
FREDERICO — Mas isso acabou e você pode ser feliz agora!
Os olhos delas pousaram sobre os dele.
CRISTINA — Você pode buscar minha mãe?
Ele a olhou fixamente. Ela o olhou e tocou o braço dele.
FREDERICO — Eu posso, mas a sua mãe vai querer vir?
CRISTINA — Ela cozinha bem, você disse que quer alguém que cozinhe, eu posso cuidar da casa e ela cozinha...
FREDERICO — A sua é mãe adulta não posso obrigar ela a vir comigo! Mas se ela quiser posso buscar lá sim ou não vamos lá e buscamos ela.
CRISTINA — Sim, nós vamos eu falo com ela e ela vai querer vir!Ela não pode ficar lá com ele, ele é um monstro e vai machucar ela! Eu não devia ter deixado ela lá com ele.
FREDERICO — Cristina, você não pode controlar a sua mãe ela é adulta! Você não tinha como fazer nada.Vamos até lá e vamos buscá-la. Podemos fazer isso amanhã pela manhã quando você acordar.
CRISTINA — Sim, vamos amanhã, eu sei que mamãe é adulta!Mas você não sabe como ele era. Ele nos prendia muitas vezes e não nos deixava sair!
FREDERICO — Tudo bem, Cristina, eu faço tudo que você quiser! — Ela sorriu.
CRISTINA — Minha mãe é muito boa você vai gostar dela.
FREDERICO — Eu tenho certeza que vou.Se você gosta dela eu também vou gostar.- Ele alisou o rosto dela.
Cristina sorriu e se inclinou beijando Frederico, tocou o rosto dele com carinho o beijando e logo se afastou envergonhada.
CRISTINA - Desculpe..
FREDERICO — Por que? Eu adoro ser beijado e ainda mais por meus olhinhos verdes...
FREDERICO — Sabe o que você vai fazer? Vai fazer eu me apaixonar por você, é isso...
Ela sorriu tímida.
CRISTINA — Vamos dormir..
Ele sorriu e suspirou fechando os olhos.
AMANHECEU...
A manhã chegou linda e os raios de sol iluminavam o quarto e Frederico acordou nas primeiras horas da manhã e eles estavam abraçados e nem tinham percebido em que momento tinham ficado daquele modo. Era mais que perfeito sentir Cristina colada a ele, o corpo quente e perfumado, com os cabelos pretos emaranhados no rosto dele. Ela se mexeu e ficou mais sobre ele e acordou o olhando.
CRISTINA — Bom dia, Fred...
FREDERICO — Bom dia, Cris, como dormiu?- Ele sorriu se espreguiçando com ela ali, e teve uma sensação tão especial... queria ela, queria ser dela e que ela fosse sua. Não era corpo...
CRISTINA — Dormi bem, tirando o pesadelo.. — Ela sorriu e se sentou se afastando do corpo dele.
FREDERICO — Vai se arrumar, que vamos buscar sua mãe e depois vamos fazer comparas, você precisa de roupas, sapatos e muitas outras coisas. Vamos comprar tudo hoje! — Ele sorriu imaginando que seria uma turnê, odiava lojas, mas ela merecia e queria que ela estivesse vestida de princesa. — E como a mãe dela estaria junta, ele matava logo duas cajadadas.
Suspirou e pensou em Raquela e como ela tinha sofrido todos aqueles anos, mas diferente de Cristina, ele não tinha nunca pensado em oferecer dinheiro por ela.
CRISTINA — Está bem! — Ela sorriu e levantou indo para o banheiro. — Tomou um banho longo e quando saiu colocou um vestido que estava em sua bolsa.Era branco florido bem simples, o único vestido novo que ela tinha, e tinha pegado quando fugiu.
Frederico tinha tomado banho em outro banheiro e para surpresa de Cristina quando ele entrou no quarto depois de bater, estava lindo. Ela sorriu e o olhou.
CRISTINA — Vamos..
Frederico sorriu, pegou sua carteira e estendeu a mão para ela.
FREDERICO — Vamos!
Ela deu a mão a ele e juntos saíram do quarto. Frederico a levou ao carro e com os olhos cheios de alegria ele dirigiu ate o local onde ela estava indicando foram quase duas horas de viagem e quando pararam eles desceram.
Frederico ficou horrorizado com o local, era uma vila com casas coladas e muito sujas, foi caminhando com ela de mãos dadas e chegaram em frente a um quarto que parecia uma das baias da fazenda dele e foi ali que Cristina gritou por sua mãe, Consuelo.
Não demorou a mulher apareceu na porta sorrindo ao ouvir a voz da filha.Consuelo foi até ela e a abraçou chorando.
CONSUELO — Minha princesa, onde você estava?
Consuelo era uma mulher linda e jovem, estava com um vestido parecido com o de Cristina, os braços machucados e o pescoço também mostravam a violência que tinha sofrido. Frederico ficou em silêncio e deixou que se resolvessem, ele estava ali para apoiar Cris. Cristina tocou o rosto da mãe com carinho.
CRISTINA — Eu vim te levar, vamos embora e esse monstro nunca mais vai tocar nem em mim e nem em você. — Ela sorriu.
Consuelo achou estranho e olhou a filha..
CONSUELO — Levar pra onde? Ele vai nos achar.. Vamos entrar minha filha.. Paulo não demora a voltar saiu a muito tempo.
Cristina se apavorou com a ideia de que ele estava voltando e puxou a mãe com os olhos arregalados.
CRISTINA — Vamos embora, vamos agora, vamos com Frederico, ele vai nos ajudar..
Consuelo olhou o homem que até então não tinha percebido.
FREDERICO — Senhora, não precisa ter medo, vamos, pegue suas coisas e vamos agora.- ele sorriu olhando as duas e passando segurança.
Consuelo ficou uns minutos parada depois entrou e pegou uma mala colocando algumas coisas dentro. Cristina do lado de fora abraçou Frederico.
CRISTINA — Temos que ir logo antes que ele volte! Ele não pode saber onde estamos!
FREDERICO — Fique tranquila, não vai saber!
Cristina não sabia que Frederico estava com dois carros com seguranças do lado de fora seguindo eles sem que ela percebesse eles estavam seguros, os homens tinham ordem de atirar para matar.
Consuelo saiu com uma mala grande nos braços colocou quase tudo o que tinha e mais algumas peças da filha junto com pertences importantes.Ela sorriu e abraçou a filha e entraram no carro. Frederico ligou o carro e sumiu com elas sem deixar rastro.
Consuelo olhou a filha e abraçou com força, as duas estavam abraçadas no bando de trás elas não se viam a dias ela apenas aninhou sua filha e apertou em seus braços.Cristina deitou no peito da mãe sorrindo se sentia completa com a mãe ali, cheia de felicidade ela sorriu e tocou o braço de Frederico.
CONSUELO — Meu amor, quem é esse homem? Por que está nos ajudando? Ele gosta de você? — ela falou baixo para ele não ouvir.
CRISTINA — Frederico Riveiro é o nome dele... Eu conheci ele no... Eu o conheci ontem, ele me ajudou muito, nós vamos morar com ele, vamos trabalhar pra ele..
CONSUELO — Minha filha, trabalhar como? — ela perguntou assustada. — Você sabe onde ele está nos levando? Tem certeza que podemos confiar? — ela estava com medo só conhecia isso dos homens, tortura e mentira.
CRISTINA — Você vai cozinhar e eu vou cuidar da casa. Sim.. Podemos, Fred é bom, mamãe, não se preocupe.
CONSUELO — Minha filha, ele quer você, é isso, pra casar? Você é menina ainda só uma menina, não pode ser assim.
CRISTINA — Não vamos nos casar... — Ela falou calma. — Vamos ser funcionárias dele, mamãe, depois quando juntarmos dinheiro podemos ir embora pra bem longe e nunca mais ver esse monstro que só nos fez mal. — Ela falou triste.
Frederico olhou para trás e sorriu para Consuelo.
FREDERICO — Eu até poderia pedir sua filha em namoro, senhora, agora que nos conhecemos, mas sua filha me acha feio demais para ser minha namorada.
Cristina arregalou os olhos e não falou nada. Consuelo sorriu discretamente pra ele.
CONSUELO — Você é muito bonito rapaz, tenho certeza que ela sabe disso, mas minha filha é só uma menina ainda, está longe de ser uma mulher pra namorar, casar é muito nova ainda e inocente, não sabe nada desse mundo... — Ela falou calma, sem saber o que tinha acontecido com a filha...
Cristina abaixou a cabeça num gesto de vergonha.
FREDERICO — Eu posso esperar, dona Consuelo!
CONSUELO — Ótimo, se ela quiser você daqui uns anos eu permito o namoro.
FREDERICO — Por esses olhinhos verdes eu posso esperar.
Cristina olhou pra ele e sorriu levemente.
FREDERICO — E agora? Não podemos? Ela é bonita demais para ficar dando sopa por ai, pode ser que se apaixone e eu fico como? — ele brincou, era brincalhão e Consuelo percebeu.
Consuelo riu.
CONSUELO — Cristina vai se guardar e se se apaixonar por outro é porque não era pra ser.
Cristina sentiu um frio na barriga, queria contar tudo a mãe, mas não ali na frente de Frederico.
Frederico dirigiu com os olhos atentos a ela e em pouco tempo chegaram. Apresentou as duas a Vicenta e Vitória e elas foram conduzidas a seus afazeres, mas Vicenta quis que Cristina cuidasse apenas das coisas de Frederico por ser ainda muito nova e Consuelo assumiu a cozinha com o gosto de Vitoria que odiava cozinhar e preferia limpar a casa.
Cristina estava no quarto de Frederico arrumando as roupas dele estavam todas dobradas e passadas, ela segurava as calças para guardar. Frederico entrou apressado procurando uns papeis e apenas disse boa tarde a ela estava tenso, se sentou na cama e suspirou queria ir buscar Raquela, mas a data era outra.
FREDERICO — Ah, Raquela, eu vou de ajudar, eu vou. — falou para si mesmo sem perceber que ela ouvia.
Cristina guardou as calças e voltou pegando as camisas em silêncio o observando...
Ele pegou os papel e um bolo e dinheiro e contou sobre a cama e suspirou, estava preocupado com ela.
CRISTINA — Vai comprar Raquela também? — Ela perguntou baixo depois de guardar as camisas.
FREDERICO — O que disse? — ele a olhou como se saísse do transe.
CRISTINA — Perguntei se vai comprar Raquela também? — Ela falou o olhando.
FREDERICO — Eu não comprei você, Cristina, não comprei! Eu não compro pessoas, não sou traficante de gente, mas com cafetinas como Rasalinda dinheiro é moeda de troca... Sim, Raquela não merece ficar lá, ninguém merece e ela me... — ele parou de falar sabia que Raquela gostava dele.
CRISTINA - Ela te?
FREDERICO — Ela esta apegada a mim, sou a unica pessoa que ela tem. Raquela não tem pai, mãe, irmãos, ninguém.
CRISTINA — E nunca pensou em fazer isso antes? Deixou ela lá todo esse tempo, porque?
FREDERICO — Eu nunca vi uma menina lá, Cristina até ver você, só tem mulheres, Raquela tem 20 anos é mulher, eu nunca pensei nessas coisas quando transava com ela. — ele soltou não imaginando o estrago que causaria em Cristina contar aquilo ele não ia mentir, Raquela tinhas sido mulher para ele muito tempo.
Ela arregalou os olhos e se afastou um passo depois falou.
CRISTINA — Então, vai trazer ela para que seja sua mulher aqui também..
Ele a olhou e viu o ciúmes nos olhos dela.
FREDERICO — Eu quero outra como minha mulher, mas ela não está pronta. Raquela não vai ficar aqui, ficará em minha casa na cidade. Vai cuidar de minha casa lá para mim porque tenho confiança nela.
Ela suspirou.
CRISTINA — Como queira... — Ela assentiu e voltou a pegar as roupas na cama para guardar.
FREDERICO — Está zangada? — ele ficou de pé e foi até ela encurralando perto do armário. — Está com ciúmes dela?
CRISTINA - Não, não estou, você é um homem livre, não sou ninguém.
Frederico não aguentou e desceu o rosto até perto dela e a agarrou para um beijo erguendo Cristina do chão com loucura.Sem dizer nada se afogou no beijo dela com loucura e agarrado a ela foi com ela na cama e se deitou beijando ela com loucura e paixão, estava louco por ela, louco pelo cheiro dela. Ela se deixou beijar por ele, sentindo o calor do corpo dele sobre o dela, suspirou apertando o braço dele.
Frederico a beijava com sofreguidão, era bom demais sentir os lábios dela ele a tocou na perna a puxando para ele.
Cristina gemeu sentindo o toque dele, deslizou a mão num gesto natura entrando por debaixo do vestido dela e alisando, subindo na direção da cintura com a fome de amor que ele tinha, mordeu o queixo dela, desceu pelo pescoço e beijou muito, desceu a alça do vestido e ficou mudo, ela não usava sutiã, os seios ficaram a mostra... Frederico queria cair de boca mas parou e deitou na cama respirando pesado.
FREDERICO — Vai embora, Cristina, vai embora...
Cristina olhou pra ele assustada.
CRISTINA — O que eu fiz?
FREDERICO — Eu quero tanto você.
Ela cobriu os seios com os olhos cheios. Ele a segurou no rosto e colou a testa na dela. Ela tinha a respiração acelerada o coração saltava no peito.
CRISTINA — Eu fiz alguma coisa errada?
FREDERICO — Eu quero você só para mim, eu quero, você não fez nada, mas tenho que te respeitar, você está acuada, você não me quer de verdade.
CRISTINA — Não estou acuada.
FREDERICO — Você me quer? — ele suspirava nervoso. — Você me quer como homem? — o corpo explodindo de desejo por ele.
CRISTINA — Eu não sei... Seus beijos são bons.
FREDERICO — Não me quer em você? Está com medo? É isso? Eu te machuquei? — a maldita sina dele em não caber em nenhuma mulher. Cristina seria mulher dele, ele queria isso mais que tudo.
CRISTINA — Não, não me machucou. — Ela o olhou. — Não machucou. Estou bem.
FREDERICO — Você quer? — ele a beijou no pescoço e voltou a estar entre as pernas dela descendo a alça do vestido de novo e chupando o seio dela ele não sabia esperar.
CRISTINA — Não quero, não quero, desculpe.
Frederico a largou de imadiato ele estava fora de si. Se levantou e a olhou.
FREDERICO — Desculpa, Cristina, eu prometo que isso nunca mais vai acontecer, nunca mais.
CRISTINA — Só queria os beijos, só isso... Não queria te chatear.
Ele a olhou e suspirava nervoso se ajoelhou na beirada da cama e a olhou.
CRISTINA — Me desculpa, Fred, eu não quero, só queria os beijos, só isso, não quero que fique bravo comigo...
FREDERICO — Eu não estou, não estou, Cris e se ainda quiser os beijos, me diz e fazemos isso, eu quero, eu quero beijos mais que tudo. — ele sorriu e esperou a fala dela.
Ela sorriu.
CRISTINA - Eu quero os beijos sim. — Ela tocou o rosto dele com carinho.
Ele voltou a cama sem dizer mais nada e sem sentir estava com ela em seus braços, beijando com ardor e carinho ao mesmo tempo. Ele a segurou pelo pescoço a tomando para ele com todo amor do mundo e fazendo as línguas juntas.
Cristina correspondia os beijos com fervor passava as mãos nos braços dele suspirando.Ele manteve as línguas coladas. Ela se afastou quando sentiu o ar faltar e olhou para ele.
CRISTINA — Não devia estar te beijando... Se nos virem vão pensar coisas ruins de mim.
FREDERICO — Que coisas, Crisina? Eu não tenho inimigos em minha casa, só pessoas boas. Ninguém ai pensar nenhum mal de você... — ele sorriu e a olhou ali.
CRISTINA — Eu não sou sua namorada, sou sua empregada. — Ela se afastou um pouco. — Eu sei como as pessoas são.
Ele olhou.
FREDERICO — Você não é porque não quer ser, eu quero que seja. — ele estava eufórico.
CRISTINA — Não sabe o que diz... — Ela balançou a cabeça e voltou a colocar o vestido quando viu que os seios estavam descobertos outra vez.
FREDERICO — Acha quero você só porque fomos para cama?
CRISTINA — E não é? Se isso não tivesse acontecido eu nem estaria aqui...
Ele a olhou...
FREDERICO — Se eu tivesse visto você na rua e tivesse me enfeitiçado como fez e como esta fazendo agora eu estaria do mesmo jeito.
Ela riu.
CRISTINA — Eu não tinha nada de encantadora. Você nem teria me percebido como não me percebeu.
FREDERICO — Cristina a parte mais bonita em você são seus olhos. Eu me apaixonaria por você em qualquer lugar.
Ela suspirou.
CRISTINA — Você está dizendo loucuras... Você me disse ontem que não queria casar, que não queria compromisso com mulher nenhuma, que gostava de ser livre, não diga que se apaixonou por mim de um minuto para o outro.
FREDERICO — Você não confia em mim! Não acredita em mim... Vai me deixar solto e quando me perder vai sofrer por mim, Cristina. — ele sorriu e se levantou se ajeitando. — e estou dizendo a verdade.
Ela passou as mãos nos braços.
CRISTINA — Eu já terminei suas roupas vou ajudar minha mãe.. — Ela se levantou da cama ajeitando o vestido.
FREDERICO — Está bem, Cristina, será como você quiser.
Ela assentiu e saiu do quarto e foi até a mãe a ajudando na cozinha sorrindo ele a acompanhou e sorrindo.
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