Olhares...

17 Capítulo 17-Protegida


Notas iniciais
olá, bem, sumi durante um BOM TEMPO, me desculpem*leva pedradas*
bem, agora estamos entrando na parte final dessa fic que adorei fazer!
aparecem personagens que quem nunca leu o volume 5 em diante não conhece, então darei uma sinopse!

Ayame=irmã do Kyo.
Dona Iro=eu crieiXD

enfim, Misao narra!
boa leiturao/

(Misao)

Acordei ainda de noite, que parecia tão fria, mas algo me esquentava. Olhei para cima de mim, era ele, Buzen.

-Hum... – reclamei, ele era pesado! Então, ele se remexeu para o lado, ainda dormindo. Virei-me e olhei seu rosto sereno, como sempre foi... Como ele era lindo... – ugh... – senti uma pontada em meu estômago, quando olhei para baixo, não acreditei no que eu via. – KYAAAAAAAA!

-HÃ?! – Buzen se levantou rápido e me olhou. – Misao, o que houve? – eu estava pasma. Eu olhei para minha barriga e já estava num tamanho de uma pessoa de 6 meses no mínimo! Como? – é o bebê? – ele pegou minha mão, sentando-se de novo.

-N-Não, é que... Minha barriga cresceu muuuito rápido! Isso me assustou! – eu respondi. – mas pelo visto, o bebê deve estar bem! Hehe... – ele sorriu aliviado e me abraçou. Sentir aquele calor era melhor do que... Ficar com Kyo...? Parecia que meus sentimentos estavam confusos, e estão!

-Não faça isso, você tem que ir embora... Se alguém te ouvir, sei lá o que pode acontecer! – ele falava tão preocupado, como se não lembrasse que ele iria lutar ainda essa semana!

-M-Mas, e você?! Quero ver você lutando, ou melhor, você vencendo! – reclamei. Ele bufou impaciente e atacou minhas roupas em mim.

-Se vista senhorita Usui! Huhu. – ele ria. Como será que ele tinha esse humor do nada numa situação dessas?! Mas com o modo engraçado dele, eu também ri meio sem jeito. Fiz o que ele mandou e ele também se vestiu.

-Buzen... Eu virei te ver! – falei determinada, ele riu meio cabisbaixo.

-Vá, já devem estar te procurando... – ele falou tristonho e me abraçou forte. – cuidado com você e com o bebê, certo/ — ele perguntou.

-C-Certo... – falei baixo. Ele pegou meu rosto delicadamente e foi chegando perto, querendo completar um beijo. Movi-me e nos beijamos, já que ele estava muito devagar! Nossos sentimentos novamente estavam mais unidos que antes. Assim, nos separamos.

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Cheguei cautelosa na casa onde eu estava e fui ao meu quarto, peguei algumas roupas e indo para a sala, bati de frente com ela.

-Misao-chan? Onde pretende ir? – disse Ayame, irmã de Kyo.

-A-Ayame-chan...? – droga... – n-nada não! Só vou passear um pouco. Hehe...

-Não aidanta mentir para um Tengu Misao-chan, sente o odor de Buzen em você! Vocês estão mesmo juntos...? – ela perguntou mieo irritada.

-Hum... – fiquei pensando. O que eu iria falar, nem eu mesma sabia! – s-sim... Foi algo involuntário Ayame-chan, não controlo os sentimentos! E – fui interrompida com abraço caloroso de Ayame. – Hã?!

-Misao-chan, fico feliz de a criança estar se desenvolvendo tão rapidamente, espero que nasça saudável... – meus olhos foram se enchendo de lágrimas de alegria, já que todos desse clã me maltratavam agora... – mas, se quer ser confundida por todos, é necessário vestir uma roupa mais do clã não? Hehe. – ela riu.

Ela me levou ao seu quarto, e me deu um quimono lindo, de um azul intenso e também um tipo de capa para proteger meu rosto. Eu fiquei muito grata ao gesto dela.

-O-Obrigada Ayame-chan... – agradeci com lágrimas aos olhos. Ela simplesmente sorriu e me deixou num lugar distante até, com suas asas negras.

Chegamos num tipo de vilarejo afastado do clã mesmo, bem simples.

-Misa-chan, conheça uma amiga muito antiga minha, ela me ajudou bastante, espero que ela te ajude também... – ela me apresentou a uma velhinha bonitinha.

-Ah... Olá, meu nome é Misao... – falei me apresentando também.

-O meu é Iro, terei prazer de ajudá-la, já que é amiga de Ayame... Huhu. – a senhora respondeu.

-Agora preciso ir Misao, qualquer coisa, me avise. – Ayame falou me abraçando.

-Obrigada Ayame-chan... – agradeci. Ayame abriu suas asas negras estonteantes e deu o vôo.

-Ah! Misao-chan terá uma surpresa ai dentro... Hehe. – ela falou e depois desapareceu com o raiar do sol. Surpresa?

-Venha comigo jovem. – a velhinha me chamou. Segui-a até seu casebre simples. – está grávida? – ela perguntou, mas acho que parecia bem obvio. Eu assenti. – vai ser um belo menino... – ela falou. Fiquei pasma, como ela sabia?!

-C-Como a senhora sabe? – perguntei. Ela riu.

-Bem... Eu sou bem velha então sei quando é ou não, sentimos pela aura de guerreiro dessa criança... – ela falou sorrindo. Fiquei maravilhada com isso.

-Nossa... Que legal! – falei. A velhinha riu.

-Baa-san, alguém a- Ah! – um homem com voz conhecida apareceu. Eu não acreditei Buzen?! Fiquei perplexa. – M-Misao?! O que faz aqui? – ele perguntou meio nervoso.

-Bem, Ayame-chan me trouxe até aqui… — respondi meio acanhada, ele riu.

-Humf... Ayame... Bem, você vai se hospedar aqui por enquanto? – ele perguntou, eu assenti. – ótimo! Baa-san prepare a melhor comida que tiver, ela precisa se alimentar bem! – ele falou ansioso. Eu sorri.

-Obrigada por tudo... – agradeci de novo.

-Não foi nada jovem... Além do mais, está esperando um neto meu... Isso me alegra muito! – a velhinha exclamou.

-Huhu. – eu ri. Então, a velha foi para a cozinha preparar algo. Buzen foi ao meu lado. – Buzen, ela é sua avó? – perguntei.

-Sim, ela é. Ela mora um pouco distante do clã porque somos de uma classe pobre da hierarquia... – ele explicou. Hierarquia? Enfim, o cheiro de comida foi aparecendo e eu parecia um lobo faminto.

Quando ficou pronto, eu comi feito uma louca, Buzen e Dona Iro riam muito de mim, também, quase acabei com tudo!

-Ufa... Obrigada pela comida. – agradeci. A velhinha sorriu satisfeita também.

-Bem Misao-san, você irá dormir o meu quarto, que tem a cama maior e mais “confortável”... – ela falou sorrindo. Fiquei emocionada com o ato dela.

-N-Não Dona Iro! Você tem idade já, não precisa... – falei vermelha. Ela pegou em minha mão.

-Misao-san, eu já passei por tudo que precisei... Agora você é a prioridade, não eu... – ela respondeu. As lágrimas já queriam sair de meus olhos, mas segurei.

-O-Obrigada... Muito obrigada... – agradeci novamente.

-Agora, eu vou dormir Buzen, arrume a cama para ela. – a velhinha foi indo para outro quarto. Ele assentiu e eu sorri. – boa noite...

Então, Buzen foi ao quarto de Dona Iro, que era pequeno, mas aconchegante e colocou panos novos na cama.

-Bem, Misao, qualquer coisa é só gritar... Huhu. – ele riu sapeca.

-Haha, tudo bem, eu irei. Boa noite Buzen... – falei meio encabulada.

-Misao... – ele suspirou meu nome. De repente ele segurou meu pulso e se lançou sobre meus lábios, os abrindo para um beijo esmagador. Era tão bom aquele sentimento de proteção, eu não queria perder esse sentimento, não queria perder Buzen! O abracei tão forte que seria impossível se largar de mim.

Em seguida ele se separou de mim, passou a mão em meu rosto.

-Boa noite Misao. – ele riu e saiu do quarto. Eu estava vermelha, mas feliz.

Troquei-me e me peitei na cama de feno, que era bem confortável. Fechei meus olhos e via somente a escuridão da noite, que me fazia cair em tentação pelo sono.

Eu me sentia mais protegida que nunca... Mas o medo ainda reinava em meu peito...

Notas finais
gostaram? sim? não? escrevam reviews!
faltam acho que uns quatro caps. no máximo:P

bjs e até o proximo cap.^^