Olhares...

21 Capítulo 21-Só isso...


Notas iniciais
Oá! voltei com o antepenultimo ou penultimo cap., de olhares!
sim, kyo narra depois de séculos-qqq
bjs^^
boa leitura^^

(Kyo)

-Kyo-sama? – Sagami me chamou. Eu estava inerte, bem longe desse mundo e pensando no meu único propósito de viver, Misao.

-S-Sim... – respondi.

-Está quase na hora da luta... Disseram que Buzen já chegou á arena, sozinho. – Sagami explicou dando ênfase no sozinho. Então, ele não trouxe Misao...?

-Ok. Eu já vou ir á arena de lutas, pode ir tranqüilo Sagami. – ordenei. Ele fez reverência e me olhou gélido.

-Tomará que tenha certeza do que quer fazer Kyo-sama... – Sagami me alertou. Assenti meio apreensivo.

Ele se retirou da sala, onde me deixou inquieto com sua frase certeira. Eu não tinha certeza absoluta se queria lutar, mas não dependia só de mim, dependia de muitas coisas...

Peguei minhas coisas de batalha e me dirigi á arena de luta dos Tengus. Lá haviam acontecido muitas coisas, mas não parecida com essa. Nada ligado á dois homens de um mesmo clã terem possuído o fruto da imortalidade...

Chega de devaneios Kyo... Hora de me concentrar para á luta! Eu andava na rua, porque minha casa era perto da arna e todos faziam reverência, me dando boa sorte...

-Boa Sorte Kyo-sama! Você irá ganhar! – um homem falou vitoriando-me. – isso mesmo, acabe com o traidor Kyo-sama! – uma mulher gritou, falando o que achava que Buzen era...

Então, entrei em transe para não ouvir mais ninguém torcendo contra Buzen ou a favor de mim, só queria acabar com tudo isso rápido. Seria muito não...?

-Kyo-sama, por aqui! – Zenki me puxou para uma porta, onde levava ao vestiário da arena. – vá se trocar Kyo-sama, em meia hora começará a luta derradeira! – Zenki proclamou com lágrimas aos olhos. Ele estava sofrendo por dois amigos dele estarem lutando...

-Calma Zenki... Se o destino quis assim, que seja assim... – dei um conselho. Ele assentiu, enxugando as lágrimas. Sorri e fui ao vestiário.

Quando adentrei nele, estava sem ninguém, isso era bom, queria ficar na absoluta paz. Fui retirando minhas roupas comuns e colocando minha roupa especial, preta com dourado. Os Tengus adoravam riquezas e a escuridão (por isso o dourado e o preto).

Ouvi um barulho de pegadas, quando olhei era ele...

-B-Buzen...? – me perguntei quando o vi. Ele estava com um Kinagashi azul marinho com um Haori comprido azul escuro normal. Eram as cores da tranqüilidade, combinou muito bem com seus olhos que estavam azuis celestiais.

-Olá Kyo-sama... – ele cumprimentou. – preparado? – ele perguntou. Assenti. Ele parecia bem confiante. – até na arena... – ele disse adeus indo para a saída.

-ESPERE! – gritei sem pensar. Ele me olhou pelos ombros. – Misao... Onde ela está? – perguntei. Ele riu sarcástico.

-Está muito bem. – ele respondeu cínico.

-Não digo assim... Digo... Como ela está...? O que aconteceu com ela...? – fiquei perguntando mil coisas ao mesmo tempo.

-Ela teve Ryo, meu filho e... Casamos-nos. – ele respondeu frio. F-Filho? Casados...? – era isso o que queria saber...? – ele perguntou já virado para mim.

O ódio foi corroendo o meu ser e nada respondi, só ri e me virei, terminando de me arrumar. Então ele saiu, sem dizer mais nenhuma palavra.

Casaram e tiveram um filho juntos?

-NÃO! – gritei batendo no armário á minha frente, fazendo-o partir em dois.

-KYO-SAMA! – entrou Sagami confuso. – o que houve...?

-S-Sagami... Buzen e Misao casaram. – respondi. Ele ficou em silêncio por alguns segundos. – ela teve um filho, chamado de Ryo! Esse filho é meu! Eu também fiz amor com ela! – gritei com um ódio que poderia fazer qualquer um ter medo, menos Sagami. Ele era bem compreensivo, por isso ele era tão frio.

-Kyo-sama... Na verdade, é de Buzen. – ele falou explicitamente o que eu não queria ouvir. Olhei pra ele com muito mais ódio ainda!

-P-POR QUÊ?! – gritei confuso.

-Ele fez amor com ela antes de você. Se não fosse por esse erro dele, você estaria junto a ela ainda... – ela explicou. Era verdade, tudo verdade. Ele a possuiu antes de mim... – Kyo-sama, não comece a chorar feito um bebê... – eu tento Sagami, não as lágrimas não cessavam. Misao não me amava nem me queria mais...

-S-Sagami... Eu fiz algo errado para merecer isso? – perguntei inocente. Ele assentiu.

-Você foi impulsivo, idiota, incompreensível, irresponsável, infantil... Quer mais? – Sagami perguntou. Eu neguei. – portanto Kyo-sama, agora só resta acabar com tudo isso, de uma vez.

-Sim... Você está certo Sagami. Irei acabar com isso numa tacada só! – respondi secando minhas lágrimas.

Levantei e fui em direção á entrada para a arena principal, Buzen estava encostado na parede, olhando uma foto. Sues olhos pareciam tão convictos do que faria, tão marejados que parecia uma verdadeira cachoeira caindo dos olhos.

-SENHORAS E SENHORES, EU VOS APRESENTO FINALMENTE O FINAL DO EMBATE DO SENKA! – o que apresentava a luta anunciou. – PRIMEIRO O QUE TODOS ACHAM QUE TRAÍRAM. DOS OLHOS AZUIS CELESTIAIS, COM SEUS 26 ANOS, BUZEN!!! – ele pediu á Buzen entrar para a arena, e La ele foi.

Só conseguia ouvir as vaias e coisas sendo jogadas contra ele. Mas nada ele fazia se mantinha cabisbaixo

-AGORA, QUE ENTRE NOSSO NOVO CHEFE TENGU, COM OLHOS VERMELHOS COMO SANGUE, SEUS 21 ANOS. FOI TRAÍDO PELO SEU AMIGO, KYO-SAMA! – o homem me proclamou. Entrei muito nervoso na arena, mas com ar de elegância.

-Boa sorte Kyo-sama! – Sagami me deu boa sorte, sorri á ele e fui. Todos me aplaudiam e faziam coro com meu nome. Eu não queria aquilo, queria algo justo. Mas com o ódio que eu estava de Buzen, qualquer coisa valia.

-Bem garotos, é a hora. Espero que seja limpa essa luta. Sem trapaças, conversas. Somente empunhem a espada e lutem como verdadeiros Tengus. Quem for merecedor de nosso clã e da Senka ganhará, quem não for, morrerá! – um dos antigos chefes do clã explicou.

Nos dois assentimos. Era a hora de tudo aquilo ser terminado não Buzen?

Buzen sorriu para mim como se não quisesse lutar e eu continuei serio, mudo estático. Só empunhei minha espada e então bati contra a dele.

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Já estava exausto e Buzen mais ainda. Eu não estava tão ferido quanto ele. Batíamos as espadas, mas sem a energia de antes. Parecia que Buzen só estava querendo perder tempo para eu matá-lo, mas isso seria errado.

Paramos por um momento de lutar e nos afastamos, tomando fôlego.

-Vamos Kyo, termine com isso. Eu lhe imploro. – Buzen quase caiu sobre mim, num ato de desespero, finquei pela ultima vez minha espada em Buzen. Era seu ultimo momento. – o-obrigado Kyo, por me dar o presente mais belo para mim... M-Misao... – ele agradeceu quase inaudível.

No desespero, tirei a espada do peito dele e ele caiu deitado, com uma foto na mão. Agachei-me e abri sua mão. A foto era dele, Misao e uma criança, de grandes olhos violetas. Comecei a deixar lágrimas de tristeza caírem.

-B-Buzen... Agüente chamarei alguém e- — fui interrompido pela mão dele em meu braço. Ele negou, não queria ajuda.

-N-Não... Só quero que deixe Misao e Ryo em paz... Só isso... – ele suplicou. Assenti e me sentei ao lado dele. Eram seus últimos momentos. – M-Misao...? – ele falou baixo, olhando para o lado, olhei também. Vi dois homens segurando Misao, que queria entrar.

-ME SOLTEM! – Misao gritou, conseguindo se soltar. Ela veio com seus olhos tão tristes, que cortou meu coração em mil pedaços, não conseguia mais olhar nos seus olhos sem remorso.

Então, ela parou de correr e veio em pé ao meu lado. Só via lágrimas caindo no chão de terra. Ela se jogou no chão, agachada e sussurrava algo.

-B-Buzen... – Misao sussurrou. – BUZEN! – ela gritou. Ele parecia estar nos seus últimos segundos.

-M-Misao... Beije-me... – Buzen pediu e ela o fez. Tive que ver a cena tão perto. Era uma cena tão dolorosa...

Ela se afastou e vi um sorriso maroto nos lábios de Buzen, ele estava fechando os olhos aos poucos... Até que ele tombou sua cabeça na mão de Misao e parou de respirar. Ele morreu.

-BUZEN! BUZEEEN!!! NÃOO! BUZEN, NÃO ME DEIXE! – Misao gritava incontrolável.

-Misao... – falei baixo. Ela não me olhava. – MISAO! – a peguei pelo braço e a abracei, senti a repulsa vindo dela.

-M-Me solte... É sua culpa... SUA! – ela gritou me praguejando. Ela não mentia, fui eu quem o matei. Mas ela cessou os xingamentos, ela não tinha condições de suportar mais e me abraçou, querendo força para agüentar a dor...

-Desculpe-me Misao... – me desculpei e lhe dei um golpe na nuca, fazendo-a desmaiar. Segurei-a no colo e fui em direção á saída. A arena estava tão silenciosa que só ouvia os trovões de chuva começar a urgir no clã...

Era o fim agora...

Só me resta pedir seu perdão Misao...

Só isso...

Notas finais
gostaram? sim? não? escrevam reviews gente!
semana q vem provavel ultimo cap. de olhareees!!1Ç.Ç
ate^^
bjs