Olhar Preto e Branco

13 Apenas um dia normal (Bônus)


Notas iniciais
Eu não me aguentei kkkkkk. Boa leitura!

Os anos passaram tão rápido que Gray nem sequer viu. Fazia quatro anos que ele e Lucy estavam juntos, desses, três meses eram de casados.

Ainda achavam cedo para pensar em filhos, por isso aproveitavam a vida a dois o máximo possível.

Naquela manhã, tinham partido para uma missão não muito difícil, em uma cidade vizinha. O objetivo deles era pegar algumas flores mágicas.

As flores em questão, nasciam no teto de uma caverna. O maior problema estava em pegá-las, pois elas se mexiam de um lado para o outro, dificultando para os dois.

— Gray, para de se mexer, isso assusta — pediu Lucy, sentada nos ombros do marido, tentando pegar as flores.

— Eu não vou te deixar cair, querida — riu. — Se essas flores ficassem paradas, eu não teria que me mexer.

— Confio em você, mas continua sendo assustador e... PEGUEI UMA! — comemorou.

— Agora faltam dezenove.

— Droga... — disse cabisbaixa, pensando em alguma alternativa. — Por que não congela elas? Facilitaria meu trabalho.

— Eu nem sequer tinha pensado nisso...

— Francamente!

Congelada, as flores ficavam paradas, assim Lucy conseguiu pegar todas sem muito esforço. Juntaram todas em um vaso e voltaram para a casa da cliente, recebendo a recompensa.

— Fazer uma missão sem percas é ótimo — sorriu animada.

— Isso foi uma indireta?

— Talvez.

— E você nunca quebrou nada, né, mocinha? — alfinetou.

— Jamais.

— E aquela parede da semana passada?

— Qual parede? — fez-se de desentendida.

— Lucy.

— Sou completamente inocente, amor. Olha, uma lojinha de bugigangas — mudou de assunto rapidamente, arrastando o moreno até o local.

Gray olhou admirado para a loira, ele sabia o quanto a esposa gostava de comprar lembrancinhas e procurar os mais diferentes objetos imaginados. Lucy sorria sem parar, olhando cada mínimo detalhe do lugar.

A loja era grande e tinha de tudo um pouco. Decorações, objetos mágicos, pratos de vários tamanhos e formatos.

— Amor, olha — pegou um vaso azul claro, brilhando levemente. — Ficaria perfeito para colocar na mesinha da sala.

— Parece gelo, gostei.

— Ótimo, vamos levar! — correu animada até o caixa.

— Essa loira — riu.

—— / / ——

— Lucy, é só um filme — riu da loira, vendo-a se agarrar a si como se o assassino fosse pular da tela.

— Não deixa de ser assustador. Você me disse que era um filme de comédia.

— Saber que tudo é mentira é engraçado para mim.

— Idiota! — atacou-o com uma almofada.

— Vai ficar me atacando pra sempre?

— Vou!

— Não vai não! — segurou os braços da loira e a beijando no processo.

Por um momento, Lucy esqueceu do filme e se focou apenas em retribuir o beijo, deixando as sensações tão conhecidas a dominarem.

— Melhor? — perguntou, vendo a loira arregalar os olhos. — O que foi?

— Você está ficando com o rosto azul — riu com gosto, quase caindo do sofá.

— Igual seu braço? — revidou.

— O quê? — olhou para si mesma. — De onde está vindo isso?

— Algo me diz que o responsável é seu novo vaso — apontou para a mesinha de centro, onde o vaso brilhava em um azul mais escuro, da mesma cor que eles estavam ficando. — Igualzinho ao outro que você colocou na cozinha e deixou a Erza laranja.

— Naquele dia eu temi pela minha vida — riu, lembrando-se da expressão da ruiva quando viu sua pele ficar alaranjada. — Eu não acerto uma.

— É só mais um dia normal, Lu. E teremos muitos outros pela frente.

— Claro, dependendo da gente, serão super normais. Mal espero para passar em outra lojinha dessas.

Os dois riram imaginando a próxima compra feita e qual seria seu efeito, esquecendo-se completamente do filme. Porém, não tinha mais importância, não mais do que tirar aquele azul deles.

Notas finais
Até!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!