Notas iniciais
Eai gente!! Essa é minha primeira fic de PJO, não sei se vai dar muito certo, mas essa ideia surgiu na minha cabeça e eu decidi escrever. Já vou falar agora que eu não tenho data pra postagem, meu foco principal é a minha outra fic, mas quando me der na telha vou escrever essa aqui, então não vou prometer que os capítulos vão sair rápido, eles podem demorar bastante ou não. Não vou enrolar muito, mas essa fanfic é um pouco diferente da minha outra, mas espero que gostem dela! Vamos ao primeiro capítulo!

Ele estava cansado, cansado e irritado. Mas acredite, ele tinha muitos motivos.
Primeiro seu dia começou com Afrodite lhe acordando cedo apenas para ajudar a escolher a roupa certa para Atena, pelo visto a deusa estava tentando arranjar um encontro para a outra,mas no final acabou que a opinião do deus sobre as diferentes túnicas não serviu em nada, já que a deusa acabou por escolher bem aquele que ele menos havia gostado. Mais tarde, Zeus convocou uma reunião e Ares, como o bom deus da guerra que era, foi na esperança de ver as intrigas geradas por essas reuniões, então imagine a sua decepção assim que chegou lá e percebeu que a reunião na verdade era para comunicar uma festa que seria organizada em homenagem a Hera, pelo visto Zeus havia de algum modo irritado a esposa e agora teria que compensar com uma festa gigantesca e elegante, por isso Ares não era casado, mesmo que sua relação com Afrodite fosse um tanto complicada e enrolada, ele não devia nada a ninguém.
Quando Ares finalmente achou que conseguiria sentar no sofá de seu quarto e assistir a um bom filme de guerra sanguinário, ele é atingido por uma flecha perdida bem na cocha. Então ao invés de assistir seu filme tranquilo e confortável jogado no sofá, ele teve que ficar deitado desconfortavelmente com a perna para cima e se empanturrando de ambrosia e néctar. E se você está achando que pelo menos ele poderia assistir o filme dele, você se enganou, porque Afrodite decidiu lhe fazer companhia e ela não queria assistir a um filme violento desse jeito, então apesar de tudo isso, ele ainda teve que assistir a um romance meloso. Que maravilha!
Depois disso tudo, Ares estava cansado, cansado e irritado. Então não foi surpresa para ninguém quando o deus explodiu no jantar assim que descobriu que a razão por ter sido atingido foi por conta que Apolo havia emprestado o seu arco para Dionísio tentar atirar, mas pelo visto ele se esqueceu que é uma raridade Dionísio estar sóbrio e que ele nunca acertaria no lugar certo estando bêbado, seja de álcool, ou te tanto açúcar consumido.
Ele não pensou quando se teletransportou, apenas saiu daquela sala cheia de deuses loucos que ele tem que aguentar todos os dias por toda a eternidade. Quando se deu conta já estava em um morro pequeno com terra ressecada e vegetação rasteira, sem contar os cactos ao seu redor. Não precisou de muito para saber aonde estava, não era o maior conhecedor do mundo dos mortais, muito menos dos nomes das cidades, mas com o passar do tempo ele ficou sabendo de algumas cidades e estados, e ele não pode deixar de conhecer uma cidade com ótimas casas noturnas. É claro que ele sabia onde ele estava, ele estava em Phoenix, Arizona.
Andou até a cidade, não estava com pressa e precisava relaxar, e o que é melhor para fazer isso do que chutando a plantas que via pela frente, e as vezes, só as vezes, mutilando um cacto que estava em seu caminho. Não demorou muito para encontrar um bar com um letreiro falhado escrito "Barb's Pub", não parecia ser o melhor, mas o deus não estava ligando para isso no momento. Entrou sem cerimônias,o bar estava cheio, ou o mais cheio que um bar de quinta possa estar, devia ter no máximo umas 20 pessoas, mas considerando o tamanho e a qualidade do lugar, o lugar estava com bastantes pessoas. O local tinha um teto baixo e aquela atmosfera de lugar velho, a cor marrom predominava no lugar e era preciso descer três degraus para entrar definitivamente no bar. Ele não era muito grande, no lado esquerdo tinha duas mesas de sinuca e uma de pebolim, as três mesas tinham grupos de pessoas jogando, rindo alto e bebendo, no fundo do lugar tinha dois alvos de dardos, mas apenas um estava ocupado por três caras que aparentemente já haviam exagerado na bebida. Por último, no lado direito tinha um bar de madeira que cheirava a mofo e uma estante com diferentes bebidas, no lado oposto do barman havia banquetas para sentar e numa dessas banquetas estava sentada uma mulher que particularmente chamou a atenção de Ares.
A mulher tinha cabelos curtos e repicados, na altura dos ombros, tinham uma coloração castanho claro e combinava muito bem com a jaqueta de couro marrom, Ares tinha um fraco por jaquetas de couro. De onde estava, não era possível ver o rosto da mulher, mas as curvas e o estilo da mulher eram o suficiente para fazer o deus se interessar por ela e ainda tinha a melhor parte, ela não parecia ter nada de Afrodite, não o leve a mal, adorava a deusa, adorava ainda era uma palavra fraca pra que o deus sentia por ela, mas as vezes ele precisava de alguém diferente e esse alguém estava bem na sua frente. Ele não demorou para se aproximar, se sentou ao lado da mulher e pediu uma cerveja ao barman, olhou de relance para ela e percebeu que ela tinha um sorrisinho na boca, ele não conseguiu se segurar, sorriu também. Não demorou para a cerveja ser posta na sua frente, ele tomou um gole longo e se preparou para falar, mas a mulher foi mais rápida que ele.
— Joanna, Joanna La Rue.
Ares gostou dela, ela é direta. Seu sorriso apenas aumentou de tamanho.
— Ares, pra você, só Ares.



Nem sabia aonde estava, nem como tinha chegado ali, mas isso já não importava mais, Ares estava muito ocupado explorando cada parte do corpo da mulher que acabara de conhecer para se preocupar com isso. Para o deus, a mulher tinha um gosto viciante de bebida e cheirava a bar velho, um dos preferido de Ares, sem contar a sua voz nada melodiosa que deixava ele ainda mais exitado, ela não tinha nada de perfeita, e era isso que a fazia ser perfeita.
Os gemidos de ambos ecoavam pelo quarto que ele desconfiava ser dela, o prazer percorria o corpo deles fazendo aquele momento ainda melhor, estava tudo ótimo e ficou ainda melhor quando os dois atingiram o ápice. Os dois deitaram ofegantes, não falaram nada, apenas ouviam a respiração um do outro e assim, adormeceram.


Não gostava disso, ter que sair escondido, as vezes se sentia mal por deixar as mulheres sozinhas na cama, mas não tinha muito o que ele pudesse fazer, afinal, ele era um deus, e os deuses tinham responsabilidade, não podiam ficar de bobeira com mortais sempre que quisessem, mas sair assim sempre fez o deus da guerra ficar mal, ele era o deus da guerra, mas isso não quer dizer que ele queria o mal para os outros! Só que outra parte do deus gostava disso, não ter que ser preso a alguém, ele presava bastante a sua liberdade e essa história de ser deus lhe dava uma desculpa para sair.
Então Ares não sabia se sentia-se mal ou aliviado por fechar a porta e deixar Joanna La Rue, sozinha, adormecida na cama.


Ainda se perguntava o porquê de ter ido ali, afinal, foi um caso de uma noite, mas ele não pode se segurar quando ficou sabendo, tinha que ver com os próprios olhos. E ali estava ela, correndo de um lado pro outro mexendo um graveto como se fosse uma arma, as vezes parando e atacando a árvore mais próxima, não muito longe estava uma mulher sentada num banco, usava uma jaqueta de couro e tinha os cabelos curtos um pouco descabelados, aparentava não dormir a dias. Ares conhecia a mulher.
Se aproximou devagar, não queria chamar atenção antes da hora, na verdade preferia nem estar ali, mas ele sabia o que acontecia se ele a relevasse, ela provavelmente morreria antes mesmo de levantar uma arma de verdade. Se sentou sem muitas cerimônias, quanto mais rápido acabasse, mais rápido ele sairia dali e poderia voltar para Afrodite, a deusa tinha lhe falado que tinha uma surpresa para ele e isso é uma coisa que ele não queria perder. Não demorou para a mulher olhar para ele e pela expressão dela, o deus pode perceber que ela não o esperava ali, não a culpava, a deixou sozinha e apareceu apenas 5 anos depois, mas ele não tinha tempo para enrolar, ele precisava ser rápido, se Zeus descobrisse que ele estava se envolvendo com esse assunto, bom, não ia ser nada bom para o lado do deus da guerra.
— Joanna.
— V-vôce?
A mulher parecia ter visto um fantasma, o que era quase isso considerando o tempo sumido, Ares sabia o que Joanna queria dizer e essa certeza se confirmou quando ele percebeu o rosto dela endurecer e a boca abrir levemente, pronta para gritar com ele, mas como ele disse antes, ele não tinha tempo pra isso.
— Joanna, eu sei que você provavelmente quer que eu suma da sua frente e eu farei isso, mas antes preciso esclarecer algumas coisas.
— Algumas coisas?!
Ela definitivamente não estava feliz em revelo, uma pena, porque ele é um ótimo partido.
— Eu não quero saber o que você tem para dizer! Eu não quero você aqui!
— Mãe?
Joanna continuaria a berrar se não fosse a criancinha que chegou. O graveto que antes ela usava para atacar as plantas que via agora estava sendo usado para apoiar o corpo pequeno de uma criança de 5 anos, os cabelos castanhos claros, quase que loiros, estavam bagunçados e os olhos castanhos encaravam o deus com raiva, como se ele fosse um intruso ali.
— Volte a brincar, Clarisse.
— Mas, mãe...
— Clarisse!
A menina saiu emburrada, ela não parecia feliz pelo jeito que foi tratada e por isso foi descontar no pequeno arbusto, usava o graveto como uma lança, mas ele era pequeno demais e logo foi descartado deixando a menina ainda mais brava. Ares voltou a olhar para Joanna, a conversa com a filha não pareceu ter melhorado o humor dela.
— Acho bom você me ouvir, não tenho paciência para ficar ouvindo sermão, só estou aqui para tentar salvar a vida da sua filha, mas se não quer ouvir, tudo bem, só saiba que se essa criança se machucar, a culpa vai ser toda sua.
Depois de falar isso, o deus levantou sem esperar resposta, ele dispôs do seu tempo para tentar avisar a mulher sobre os perigos de ter uma filha semideusa e ela não quis ouvir, Ares não é conhecido por ser paciente, bem pelo contrário na verdade. Mas antes que ele pudesse ir muito longe a mulher o parou chamando seu nome, quando Ares se virou a mulher já estava de pé vindo em sua direção.
— O que você quer dizer com salvar a vida de Clarisse?
Ele até se surpreendeu, não achava que Joanna fosse uma mãe tão preocupada, mas o que ele poderia dizer, os mortais já o surpreendem muito, são tão sentimentais alumas vezes, eles não parecem perceber que a vida deles é tão curta e insignificante, o que o deus acha bem engraçado.
Ares foi direto ao ponto, contou para ela dos deuses gregos e que eles ainda existiam, que a filha dela... deles, Clarisse, tinha poderes que a colocariam em apuros, contou pra ela que na verdade ele era Ares, o deus da guerra e da violência, contou também para ela sobre o Acampamento Meio-Sangue e que lá ela estaria segura. É claro que ela não acreditou de primeira e chamou ele de louco, mas como Ares não tinha nenhuma, foque no nenhuma, paciência, ele usou seus poderes de deus e fez com que ela visse através da Névoa, pode-se dizer que ela ficou um pouco chocada de ver que o cachorro que sua filha estava perseguindo não era um buldogue e sim um cão infernal, infelizmente ele não podia fazer isso pra sempre e logo Joanna já não conseguia ver através da Névoa, voltando a ver um simples buldogue fugindo da filha que corria atrás dele o acertando com um
outro graveto achado.
O deus não esperou a mulher comentar algo, se levantou e seguiu para o meio da mata mais fechada daquele parque, lá poderia se teletransportar de volta para o olimpo, mas ele não pode evitar olhar mais uma última vez para a menininha, agora ela estava encostada em uma árvore com os braços cruzados e uma expressão emburrada, mais ao longe, Ares pode ver um cão infernal brincando com o que antes era o graveto que a menina estava usando para atacar ele. Sejamos sinceros, Ares nunca foi muito sentimental, nem mesmo de se envolver emocionalmente com as pessoas, isso fora Afrodite, mas ele não pode evitar de sentir um leve aperto no peito ao ver aquela cena, normalmente o deus não tem muitas filhas, e as poucas que tem normalmente o decepcionam, mas ele via naquela menina um potencial que não via nas outras. Ele pegou o primeiro galho que viu, não era grande, mas era maior que os que a menina tinha antes, não demorou muito para aquele galho deformado e assimétrico virar uma lança com ponta de bronze celestial, a lança era pequena demais para Ares, mas seria do tamanho perfeito para uma Clarisse de 5 anos, talvez a lança se tornasse inutilizável depois de alguns anos, mas por enquanto serviria.
Parou na frente da menina que o olhou irritado, mas ele não sentia ameaça nenhuma, ele era um deus afinal, poucas coisas o ameaçavam. Ele se agachou na tentativa de ficar na altura da menina, é claro que ele ficou uns bons centímetros acima dela, encarou ela por alguns minutos, sim, sim, ele estava usando óculos de sol, ele não é tão cruel a ponto de mostrar seus olhos para uma criança de 5 anos, mas mesmo com as lentes escuras tampando seus olhos, ele podia muito bem enxergar muito bem, ele podia ver a leve arrogância nos olhos dela, ele podia ver a raiva e a vontade de lutar com o primeiro que aparecesse, ele podia entender perfeitamente o que os olhos dela mostravam, porque era quase o mesmo que os olhos dele mostravam. Ele estendeu a lança para a menina que o olhou desconfiada antes de pegar a lança da mão dele receosa, ela examinou a lança atentamente antes de um sorriso maroto aparecer no rosto dela, ela não pediu obrigada, ele não esperava que ela pedisse, mas no fundo os dois sabiam o verdadeiro significado daquela lança.
— Não me decepcione.
Sem dizer mais nada ele se levantou e foi embora, deixando para trás uma menina muito confusa e feliz ao mesmo tempo com a sua nova arma.


Ficou feliz por finalmente voltar ao Olimpo, muitas vezes queria sair dali e participar das guerras muitas vezes tolas e sem sentido que os mortais criavam, mas como sua tia Héstia muitas vezes disse a ele, "lar é lar, no final, você sempre volta pra ele". Decidiu pegar o caminho pela floresta para chegar no seu quarto, era mais longo, mas com certeza tinha menos pessoas, só que Ares se esqueceu que seu irmão era um fofoqueiro nato, então não tardou para um deus enxerido, que por sinal lhe contou sobre Clarisse, aparecer do seu lado com suas sandálias aladas irritantes.
— Então, você viu ela?
— Vi.
— E?
— O que você quer que eu diga, Hermes?
— O que achou dela? Sinceramente, eu achei ela a sua cara, ela quase me acertou com uma pedra quando eu sorri pra ela!
— É.
— É o que?
— Clarisse tem potencial.
Depois disso deixou Hermes falando sozinho e em pouco tempo já estava em seu quarto acertando dardos na parede, só então percebeu o que tinha falado, que Hermes não fale para ninguém que ele elogiou a filha, ou que um deus da guerra considera como elogio, ele não quer ninguém falando por ai que ele amoleceu. Mas no fundo ele sabe que não pode esconder, Clarisse La Rue tem mesmo potencial.

Notas finais
Bom, foi isso por hoje, espero que tenham gostado!! Uma hora eu posto o próximo... Ahh! E se quiserem comentar sabe... Só se quiserem!