Notas iniciais
Ah, meu Deus! Que saudades! Senti muita falta de escrever, responder seus comentários e interagir com vocês, queridos leitores! Muita mesmo! Enfim, passaram-se 19 anos dentro da fanfic desde o último capítulo da New Feelings. Este capítulo é narrado pela Louise, o próximo pela Elsa. A fic vai focar na vida de Louise, mas é claro que eu não deixaria meus queridos Hans e Elsa sem um romance básico, não é? Espero que gostem, nos vemos nas Notas Finais!

Eu observava no espelho os primeiros raios de luz da manhã entrando em meu quarto e iluminando-o, enquanto Gerda penteava meus cabelos com rapidez – e muita força. Dizia que o dia seria longo e ainda tinha muito trabalho pela frente. Eu concordava com a cabeça, já cansada daquele falatório.

– Gerda, você sabe se... – ela adivinhou meus pensamentos e imediatamente respondeu.

– Está dispensada de suas aulas hoje, Alteza.

– É uma ótima notícia! – disse com um sorriso. – E...? – novamente ela adivinhou o que iria dizer.

– Nikolas já está acordado, alteza. Mas não acho que seja uma boa ideia... – Minha vez de interromper.

– Certo, obrigada!

Pulei da cadeira em frente à penteadeira e saí correndo do quarto, ainda calçando os sapatos. Parei em frente à porta de Nikolas. Bati algumas vezes.

– Vá embora, Louise! – gritou Nikolas de dentro do aposento, com a voz sonolenta. Ignorei o pedido e entrei. – Não ouviu? Eu disse para ir embora.

– Seu rabugento! Isso é jeito de tratar a irmã mais velha?

– Senhora irmã mais velha, será que pode se retirar do meu quarto?

– Não – aproximei-me de Nikolas e sentei ao seu lado na cama. – Feliz aniversário, maninho. Dê-me um abraço – disse, estendendo os braços.

– Detesto quando você me chama assim, sabia?

– Sabia – ele sorriu e me abraçou.

– Já dei o abraço, agora sai. Quero dormir.

– Quanta falta de animação! Nem parece que está fazendo aniversário!

– Louise, festas de aniversário são para crianças. Eu gostaria de comemorar meu aniversário dormindo até mais tarde, se não se importa.

– Eu me importo, sim. Levanta, nossos pais tiveram muito trabalho com essa festa, não vá estragar tudo! – ele me ignorou. – Pelo menos vai receber os presentes?

– É claro. Por quê? Está com ele aí? O que é?

– Levante-se, vá até o salão e saberá.

– Espero que não seja mais um globo de neve para a coleção... – resmungou.

– Não é! – prometi. – Levanta!

– Louise, eu gosto muito de você, mas se não sair deste quarto agora, vou transformar-lhe em uma estátua de gelo.

– Como quiser, irritadinho – saí e fechei a porta. Caminhei até o quarto de Lynae.

“Ao menos ela não vai me expulsar do quarto.” – pensei.

Ao bater na porta, ouvi um barulho estrondoso vindo do quarto, e perguntei se estava tudo bem.

– Não tem ninguém! Vai embora!

– Lynae, que brincadeira é essa? Você nunca me barrou do seu quarto! – ela então abriu a porta.

– Eu vou sair. Não conta pra ninguém! Principalmente pra minha mãe! Eu já volto, certo? – não tive tempo de responder. – Certo! Te adoro, tchau! – ela fechou a porta novamente.

Fiquei parada, com os olhos ainda fixos na porta à minha frente. Eu sabia bem como essa história ia acabar: Meus tios furiosos e Lynae de castigo – de novo. Olhei para o relógio de madeira na parede. Já era quase nove horas, o castelo inteiro – exceto Nikolas – deveria estar de pé. Syver já cumprira seus deveres reais e saíra para cavalgar, como de costume.

Eu sentia pena de Syver... Sempre tão sério, responsável e dedicado... Só eu sabia o quanto ele detestava a vida de príncipe. O sonho dele sempre fora assumir os negócios de gelo do pai e viver como um simples camponês, mas nós dois sabíamos que esse era um sonho impossível. Ninguém o apoiaria nessa ideia. A única coisa que poderia fazer era ser um bom príncipe, já que teria que viver com esse título para o resto da vida. E ele o fazia magistralmente, algumas pessoas até achavam que Syver deveria ser o próximo na linha de sucessão, futuro rei, mas ele jurou que jamais sequer pensaria nessa possibilidade.

“– Reinar não é para mim, Louise. É para você, a legítima herdeira do trono. Tenho certeza de que será uma ótima rainha, e eu estarei sempre ao seu lado para ajudar-lhe. Se você quiser, é claro.”

Se um dia me tornasse rainha, Syver com certeza era uma das pessoas que desejava ter na minha corte.

Syver era seis meses mais velho que eu. Em dezembro ele faria 20 anos, e então casaria com sua prometida, a Condessa Abigail de Lillesand. Não sabíamos absolutamente nada sobre ela ou seu reino, apenas que com o casamento, Arendelle e Lillesand reatariam a parceria comercial após quase duas décadas do cancelamento. Eu admirava Syver por aceitar casar-se com uma estranha em nome do bem de nosso reino, mas ao mesmo tempo, ficava muito triste por saber que ele não teria a chance de se apaixonar e escolher por livre e espontânea vontade sua esposa. Eu sabia que, no fundo, ele era romântico e sonhava com o amor tanto quanto eu. Afinal, crescemos juntos e ouvimos às mesmas histórias.

Talvez seja porque cresci ouvindo às histórias de amor que meus pais e tios contavam, talvez seja porque sou sonhadora e romântica demais, mas eu sempre sonhei com o amor verdadeiro. Sonhei em encontrar o amor verdadeiro. E o baile de aniversário de Nikolas parecia a oportunidade perfeita para isso. Provavelmente porque era uma das poucas chances que eu tinha de conhecer outros garotos.

Mas naquele momento, não estava preocupada em me apaixonar perdidamente. Estava apenas faminta, afinal, tentar obrigar o irmão mais novo a acordar era uma tarefa exaustiva. Senti meu estômago contorcer-se, e a ideia de fazer o desjejum pareceu mais atraente do que nunca. Desci as escadas em direção ao salão, quando ouvi a voz suave de minha mãe, terminando os planejamentos da festa. Estava dividida entre comer e ajudá-la.

Acabei decidindo que o café poderia ser deixado para depois.

Notas finais
Como sabem, este é apenas o prólogo. Nos próximos capítulos, entenderão mais sobre a história e seus personagens. Bjs e comentem! P.S. Estou feliz de estar de volta!