Okay? Okay.
30 Aqui começa a desgraça.
Notas iniciais
Leiam as notas iniciais, é extremamente importante e extremamente do interesse de vocês!!!!
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Pov. Roberto
(N/A: Eu sei que nas notas iniciais falei sobre voltar ao tema Hazel-Gus, mas esse é o caminho de volta para o tema!!!)
O mundo estava girando. Talvez fosse efeito das drogas, talvez fosse efeito de todas as bebidas que eu tomei, ou da mistura dos dois. Eu só sei que estava irritado, exaltado e extremamente incomodado com a situação.
Eu e Emily nos separamos, mas ela é minha, e de mais ninguém.
E aquele tal de Sabatina Falamerda está tentando tirá-la de mim.
–Isso não te interessa, Roberto. -Falou Augustus.
Apontei para ele, meio cambaleante.
–Você! Sou seu sogro, seu imbecil, não pode me tratar assim! -Respondi.
–Argh, não. -Exclamou Hazel. -Você não é mais meu pai.
Olhei para ela apertando os olhos.
–E quem é seu pai agora? -Me forcei a dizer. -Esse merdinha? -Completei, apontando para Sabatina.
Ela se levantou.
–E se for? -Provocou.
–E o único merdinha aqui é você, Roberto. -Chiou Sabatina.
–Cale a boca, Sabatina, a conversa não chegou em você. -Enrolei a língua.
–Meu nome é Sebastian! -Brigou Sabatina.
Emily assistia tão horrorizada quanto os outros clientes. Augustus, Hazel e Sabatina estavam a ponto de pular no meu pescoço.
–E eu com isso? -Perguntei.
–Senhores! -Exclamou um garçom que apareceu quase brotando do chão.
–O QUE É? -Gritei, subitamente mais irritado.
Ele se encolheu. Franguinha.
–Segurança! -Gritou ele.
Tudo foi bem rápido. Emily e Hazel foram para a porta, Augustus e Sabatina deixaram o dinheiro nas mesas á tempo do segurança ver e foram atrás delas. Eu fui derrubado no chão e ligaram para a polícia. Jessica não estava mais lá. Me soltei do segurança e saí correndo porta afora, para ver dois carros indo embora.
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Parei em frente á casa que á algum tempo era minha e coloquei o ouvido numa fresta, tentando ouvir o que ocorria.
–Eu já disse, tudo ocorreu bem, não ouve problema!
–Tem certeza, Isabel?
–Por que, aconteceu alguma coisa quando vocês estavam fora?
–Não, mas... Roberto não apareceu aqui, não é?
–Hazel, se acalme, Isabel já disse que não aconteceu nada.
–Mãe, como é que vou me acalmar sabendo que o bêbado drogado imbecil do meu ex-pai está a solta e perseguindo você? E depois daquilo ele vai querer vingança, eu conheço ele!
–Hazy, Hazy, esperta como uma raposa. -Sussurrei.
–Deixa de besteira, Hazel. Eu também conheço seu pai, e duvido que ele tenha capacidade de...
–Ele não é o meu pai! E eu não temo só por você. Tenho medo por Isabel, por Gus, por Thomas... Thomas, mãe, que ainda não viveu nada que tem pra viver. Um bebê que não tem como se defender. E se eu não estiver lá? Ou Gus? Ou mesmo Isabel? E será que realmente faria diferença alguém estar com ele?
–Hazel... Hazel! Hazel, olha pra mim. Olha, a gente vai dar um jeito, okay?
–Eu não tenho essa certeza.
Então o som de alguém subindo as escadas, uma porta fechada com força. Ri comigo mesmo. É bom mesmo que só ela saiba... fica mais fácil.
Fui para o apartamento de Jessica. Estava tarde e os pestinhas estavam dormindo. A vadia não estava lá. Melhor ainda. Fui até um quartinho escondido, e abri a caixa que eu queria. Como esperado, uma pistola se encontrava lá, bem como munição.
Dei um sorriso de lado.
Agora é formar o plano, e dar o bote.
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