Notas iniciais
Olá leitor e leitora!Gostaria de pedir um reviews please, isso me motiva muito. Desculpe de quebrar o coração de vocês no outro cap, mas está aí o tapete de agulhas e pedras flamejantes, espera...isso não faria chorar e sim gritar. Tá aí um aperto no coração

Percy

Nico que já estava de olhos fechados colocou sua mão na cama bem devagar e pela primeira vez, sorriu.

E ele tinha um belo sorriso, o sorriso mais lindo que Percy já vira. Seus dentes eram branquinhos e alinhados e sua boca era a de uma criança pois não importa o quanto Nico crescia, a imagem que Percy tinha dele era de um pequeno garoto confuso porém sorridente, e cheio de perguntas.

Percy se lembrava quando ele descobriu que era um semideus e enchia todos de perguntas sobre seu jogo. Agora, tanto tempo depois e o sorriso permanecia o mesmo, inocente e cheio de alegrias.

Percy achava que Nico ficou tanto tempo guardando o sorriso pra si, que na hora da morte ele deveria libertar algo puro, dele mesmo, que guardou por tanto tempo.

Seus olhos fechados, sua boca suja de sangue estava clareando e ainda havia um grande sorriso em seu rosto. O sorriso de um garotinho. Ele estava com as costas encostadas na cama, e Leo com cuidado o deitou.

Percy nunca ia esquecer aquela imagem, o último sorriso de Nico Di Angelo...

Foi em sua morte.

Hazel

Hazel estava se sentindo tão mal por não ter conseguido fazer nada. Parecia que ela não se importou com a morte dele, mas ela caiu em prantos após sua morte:

–Não! Não! Nico!- gritava ela.

–Ei, cara...Melhor deixar ir. Não se chora pelos mortos se não eles não descansam em paz.- argumentou Frank para acalma-la.

–Frank está certo.- disse Annabeth.- Nico precisa esvair dessa vida, deixar ir...Morrer em paz.

–Esvair não seria a palavra certa.-retrucou Jason.

–Ah, seria sim.- Respondeu Leo apontando para o corpo gelado de Nico, o garoto estava imóvel e aquele seus cabelos pretos que caiam e se transformavam em pó ainda estavam ali.

Mas o corpo todo de Nico estava se transformando em cinzas, seus pés no cobertor rosa eram pó e suas pernas estavam esvaindo lentamente.

–Nico...

–Não...Por favor não! Deixe pelo menos o corpo dele nesse mundo.- choramingava Hazel.

–Tinha que ser filho de Hades..- resmungou Percy.

–Cale a boca Cabeça de Alga, esse não é o momento.- balbuciou Annabeth lhe dando uma cotovelada.

Sua cintura estava se transformando em pó, lentamente, e só a silhueta de um garoto alto e forte ficava. Mesmo que nas lembranças, Nico ainda fosse só um garoto indefeso.

–Deixe esvair...Deixe ir...- cantarolava Leo.

–Leo? Eu conheço...- Hazel parou de chorar olhando-o.

–Deixe esvair, deixe ir, deixe amar.- cantava ele no ritmo lento, sombrio, como uma canção de ninar.

–Somente a vida não vê, eu me vendo esvair...- completou Hazel, lembrando-se da música.

–Há um lugar na terra, onde amar é possível, talvez lá, eu me encontre nos campos de Elísio.- Cantavam Hazel e Leo enquanto o garoto se transformava em cinzas, a voz dele era tão doce que o processo de esvair parecia ir mais devagar.- Somente vendo esvair, aquele que me fez rir.

–Somente vejo a descansar, aquele que soube me amar, tão jovem tão puro eu sou, mesmo esvaindo eu vejo o Sol.- era um tipo de solo de Leo.

–Esvai, não cai, descanse e seja feliz, sorrir, sorrir não há mais tempo de rir. Um dia nas sombras eu te encontrei, foi lá que eu vivi, mesmo morto eu te amei...- terminou Hazel.

Todos os outros estavam encantados com a canção, e ao olhar novamente o pó de Nico girava de pé no quarto, formando uma silhueta.

Leo

Leo lembrou-se da música, pois era uma das que a mãe cantava pra ele e que ele já havia mostrado pra Hazel.

Era linda, pura e demonstrava carinho, não aos mortos, mas a quem morria.

–O que é isso? Dança do pozinho mágico?

–Leo!-disse Piper olhando-o com tom de negação e bronca.- acho que está formando algo.

–Eu sei muito bem o que é, mas está parando.

O pó parava lentamente de girar e em alguns lugares do chão, formava um montinho novamente:

–Cantem! Leo, Hazel, cantem mais!- gritou Annabeth pois parecia que o pó fazia uns estalos.

E todos, seguindo Hazel e Leo tentaram cantar e ver o que o pó faria:

–Deixe esvair, deixe ir, deixe amar..Somente a vida não vê, eu me vendo esvair...

–Há um lugar na terra, onde amar é possível, talvez lá, eu me encontre nos campos de Elísio.Somente vendo esvair, aquele que me fez rir.

–Somente vejo a descansar, aquele que soube me amar, tão jovem tão puro eu sou, mesmo esvaindo eu vejo o Sol.Esvai, não cai, descanse e seja feliz, sorrir, sorrir não há mais tempo de rir.

–Um dia nas sombras eu te encontrei, foi lá que eu vivi, mesmo morto eu te amei.

O pó girou tanto e formou. Formou uma silhueta, era um garoto fofinho e pequeno, usando uma boina velha e com cartas na mão.

Percy e Annabeth deixaram umas lágrimas cair e os outros não entendiam muito bem.

Mas o garotinho sorria com as cartas e pulava, depois, olhando em volta disse:

–Obrigada, muito obrigada! Vocês me libertaram de quem eu nunca fui! Finalmente sou livre pra brincar com minha irmã! Onde ela está? Bianca?

Era Nico, a pequena alma, do pequeno e puro garotinho e o mesmo sorriso.

Ele pulava, mesmo sendo feito de pó e gritava o nome de sua irmã:

–Percy?- disse ele com um biquinho.- Onde está Bianca?

–Eu não sei Nico, ela deve estar brincando de esconde-esconde com você.- respondeu Percy, sua voz parecia engolir seco e seu coração apertado.

–Oras, isso é injusto...Eu que deveria me esconder! Bianca?

Uma luz apareceu do outro lado do quarto, portões de ouro enorme se abriram e havia um enorme campo verde e casinhas atrás. Uma garota de toca, cabelos pretos longos e franja, com um vestido novinho apareceu:

–Ei Nico, estava te esperando vem irmão!

–Bianca!- gritava ele, ele pulou de alegria e a abraçou, tudo parecia muito real.

–Ei, vocês aí. O lugar de vocês está reservado.- disse ela sorrindo.- E mais uma coisa; Percy, Annabeth...Obrigada por terem cuidado de meu irmãozinho, estava preocupada de como ele ficaria sem mim.

Ele pulou nas costas dela e falou:

–Eles cuidaram muito bem de mim irmãzinha! Bianca, eles vem com a gente?

Ela olhou para todos, sem resposta e Annabeth respondeu:

–Hoje não Nico, brincamos na próxima.

–Obrigada por ter me levado até minha irmã, pensei que ia ficar longe dela por mais tempo. Mas a vida é boa!

Notas finais
Deixem reviews, favoritem, compartilhem/divulguem e recomendem... Isso me ajuda muito! Bjos, adoro vocês meus leitores que adoram bolinhos azuis :3 Ja nee -Lila-chan