Notas iniciais
Olá amoras! Espero que todas estejam bem, seguras, em casa, lavando as mãos e usando máscaras, sim?! Eu e meus meninos estamos bem sim! Obrigada por vcs estarem embarcando nesta aventura aqui. Aliás, é impressionante receber tanto apoio e carinho de vcs. Sério, tem gente que ta comigo desde Unidos por Emma, isso vai fazer um ano já! Obrigada mesmo! Boa leitura!

— Vamos filha, vamos nos atrasar! – Minha mãe grita do pé da escada.

— Tô descendo! – Eu respondo e termino de ajeitar minha camisa do uniforme. Eu desço as escadas correndo, prendendo meu cabelo num rabo de cavalo. Minha mãe me dá um sorriso meigo e se dirige para porta.

Renée Swan, vulgo minha mãe, é professora de Estudos Sociais na St Joseph High School. É simplesmente a escola mais cara e renomada da cidade, onde os filhos das figuras mais importantes estudam, como o prefeito e o governador. Eu sou bolsista, devido ao emprego da minha mãe, porém sempre me esforcei para merecer esta grande oportunidade. Estou no ano sênior, o ano mais importante para que eu alcance meus objetivos.

Eu sonho em ser arquiteta. Desde pequena, eu sempre fui fascinada por casas, estruturas e construção. E foi isso que eu decidir fazer com o meu tempo nesta terra. Construir locais onde as pessoas se sintam em casa de fato. Meus pais me apoiam, apesar de eu ter certeza que o meu pai queria mesmo é que eu seguisse seus passos. Advocacia? Hum, acho que diplomacia não é muito a minha praia não. Vocês verão o porquê.

Minha mãe dirige para a escola falando em como a Sra Benson, a professora de química, se acha o máximo porque o clube de química ganhou a competição local. Eu reviro os olhos, já tinha escutado isso na noite anterior durante o jantar. Eu ajeito meus óculos que escorregam levemente devido ao leve suor em meu rosto. É, o verão está chegando!

— Só estou falando, a equipe de debates ganhou 3 anos consecutivos e eu não fiquei me achando como ela está fazendo. Mas é claro que eu estou feliz por St Joseph ter conquistado a vitória. — Minha mãe vai divagando. Eu olho o movimento da rua pela janela enquanto ela fala.

Me entendam, eu gosto da minha mãe, mas ela fala muito. Às vezes e acho que ela e que deveria ser a advogada e não o meu pai. Charlie, ao contrário, é bem quieto. Porém quando fala, convence todo mundo. É, deixa ele sendo o advogado mesmo.

Minha mãe estaciona em sua vaga habitual e eu me despeço dela. Ela me enche de recomendações como sempre e eu reviro os olhos.

— Mãe, nos veremos na quarta aula! — Eu digo e vou ao encontro da minha galera e do meu boy. Eu o encontro sentado no capô de seu carro ouvindo música. Jasper Cullen.

— Oi gato, você vem sempre aqui? — Eu digo pulando no capô ao seu lado. Ele sorri e me recepciona com um beijo.

— Só quando sei que uma certa gatinha vai aparecer! — Ele responde depois do beijo. — Tava te esperando. Desculpe não ter ido te pegar hoje, mas minha casa tá uma loucura só porque ele está voltando.

— Jazz, de novo isso? — Eu digo enquanto descemos do capô e vamos andando para dentro do colégio. — Ele é seu irmão e seu pai já disse que você precisa se comportar. Você prometeu!

— Bella, eu posso ter prometido ficar de boa, mas isso não significa que agora eu morro de amores por ele.

— Eu juro que não entendo esse seu ranço com seu irmão. Sério, ele me parece ser uma boa pessoa. — Eu digo enquanto ele passa o braço ao redor de minha cintura e revira os olhos. — Pelo menos é que dá para perceber pelo que seus pais e Rose falam dele.

— Bella, eles são cegos de amor por ele. Meu pai então, Deus me livre. — Ele diz e nós paramos em frente meu armário. — Tenho a suspeita que ele queria somente o Edward e eu vim por acidente. — Jazz diz com uma mágoa.

— Jazz, isso é muita viagem, cara! Seu pai ama você! — Eu digo alisando o seu rosto. — Deixe disso.

— Ele não confia em mim, Bella, só nele! — Jazz exclama e eu fecho minha cara.

— Jazz, pelo amor de Deus! — Eu digo e me afasto um pouco dele – Cara, você tem 18 anos e seu irmão tem 26. Como é que você quer que seu pai lhe coloque na frente de uma filial da empresa? Ainda mais depois de tudo que você já aprontou? — Eu digo e pego minha mochila de sua mão — Sério, é muita infantilidade sua. — Eu digo. Percebo algumas pessoas olhando, mas não ligo.

— É isso que você pensa de mim também? Que eu sou infantil e não sou capaz de trabalhar na empresa da minha família! — Ele diz exasperado. Eu abro meu armário e coloco a mochila pendurada.

— Não Jasper! Trabalhar você pode e deve, agora não espere virar gerente ou diretor aos 18 anos só porque seu pai é o CEO né? Isso é imaturidade. É exatamente por isso que seu pai não deve confiar em você! — Eu digo bufando e ele fica possesso.

— Bom saber que nem a minha namorada confia em mim! — Ele diz e sai sem me deixar responder. Ah ele que se dane! Eu ajeito meu material para as primeiras duas aulas e vou procurar a Leah.

Jasper Cullen, meu namorado, é filho mais novo (e problemático) de Carlisle Cullen, CEO e dono da maior empreiteira do estado de Washington: Cullen’s Empreendimentos. O avô de Jazz, Edrian Cullen, foi um grande engenheiro civil e construiu boa parte de Seattle. Carlisle, formado em administração, seguiu à frente da empresa após a morte do pai, faz cerca de 10 anos. Edward, o filho mais velho, seguiu os passos o avô e também é engenheiro civil. Ele se formou em Chicago faz 3 anos, mas não voltou para Seattle.

Ele ficou trabalhando com algumas grandes multinacionais e morou em várias cidades. Porém agora ele está retornando. Esme descobriu um câncer de mama e ele decidiu ficar perto de sua mãe aceitando trabalhar na empresa da família. Até então, Edward nunca havia quisto trabalhar na empresa apesar de Carlisle insistir sempre que pode.

Jasper tem certa dificuldade de se relacionar com Edward. Pelo que pude entender, desde muito pequeno, Jasper tem uma espécie de raiva do irmão mais velho. Rose, sua prima, me contou que Jasper sempre fez coisas para prejudicar Edward e desconfia que foi por isso que Edward não voltou depois da faculdade para Seattle. Jasper acredita que Edward é o ‘filho favorito’ dos pais.

Eu não o conheço pessoalmente. Sei como ele é devido às fotos dele espalhadas pela casa dos Cullens, mas nunca fomos apresentados. Afinal tem 6 meses que eu e Jazz estamos firmes. O que posso dizer é, que se Jazz já é lindo, Edward é perfeito. Jazz é uma xerox de Carlisle, loiro, olhos azuis, alto, magro e pouco definido, já que é capitão do time de basquete da escola. Edward, pela foto mais recente que eu vi, é muito mais parecido com Esme. Ruivo escuro, olhos verdes claros, corpo forte e definido.

— Bells? — Leah aparece ao meu lado enquanto estou indo para a aula de Inglês. — Bom dia!

— Bom dia Lee! — Eu digo para a minha amiga. Eu e Leah somos amigas desde o primeiro ano. Aquela velha dupla de nerd e vida loka que toda escola tem. — Tudo beleza?

— Tranquilidade. Jacob me encheu o saco hoje de manhã, mas já o coloquei no lugar dele. De novo. — Ele diz terminando de fazer seu coque bagunçado.

— Foi pela moto de novo? — Eu pergunto e nós entramos na sala, sentando-nos em nossos lugares.

— O que você acha? — Ela diz jogando sua mochila na mesa. — Sério, não sei o que ele pensa!

— Oh Lee, ele só quer cuidar de você... Sabe, é isso que os namorados fazem – Eu digo e ela revira os olhos.

— Como se a gente fosse essas garotas que precisam ser cuidadas por garotos! — Ela diz — Ele precisa entender que eu não vou deixar de andar na Ariel!

— Não é deixar de andar Lee. Mas deixe ele ir te buscar em casa de vez em quando. O Jacob é do tipo de cara romântico, poxa! — Eu digo pegando meu fichário.

— Então eu acho que ele devia ter escolhido você e não eu. — Ela diz e eu reviro os olhos.

— Ei! — Eu digo e ela ri. — Eu sou durona! — Eu digo

— Com certeza, Bells, durona como um algodão — ela diz e eu a fuzilo com o olhar – e um algodão doce!

— Ha-Ha-Ha!

O professor Jackson entra com seu sorriso habitual e começa a chamada. Eu passo a me concentrar na aula. Estamos no último livro antes dos exames finais, Jane Eyre. Eu já li o livro, mas preciso relê-lo para fazer a resenha semanal. Anoto mentalmente para ir pegá-lo na biblioteca amanhã. Depois eu e Leah fomos para aula de Física, e a terceira aula eu fui sozinha, Álgebra. Essa eu faço com Jazz.

Eu me sento e ele vem até mim.

— Bella, eu

— Nem vem Jazz, você me deixou falando sozinha, cara! — Eu digo.

— Desculpe! É que falar dele me irrita. — Ele diz e passa a mão na minha nuca.

— Você precisa crescer Jazz, é sério! — Eu digo olhando para ele. Ele me dá um sorriso torto. Eu reviro os olhos e abro meu caderno.

— Você ainda vai hoje né? Preciso de você lá comigo! — Ele diz. Fico feliz dele me ter como um apoio e eu adoro ir jantar com a família dele. Fora que estou ansiosa para conhecer Edward pessoalmente.

— Eu vou Jazz, prometi a sua mãe. — Eu digo.

— E você vai ficar para dormir lá não vai? — Ele pergunta dengoso.

— Não sei se você está merecendo... — Eu digo e ele bufa. — Ei, calma, é brincadeira. — Eu digo e ele sorri. Eu lhe dou um selinho.

— Te pego às 19h então? — Ele pergunta e eu assinto.

O professor Thompsom chega e olha feio para nós. Ele é daqueles professores antiquados que não gosta de casais de namorados em suas turmas. Jazz vai para o seu lugar e a aula segue tranquila com uma chuva de cálculos. Depois eu me arrastei para a aula de minha mãe, Estudos Sociais. Não me entendam mal, eu amo a minha mãe e ela é uma excelente professora, mas na aula dela eu tenho que ser a garota exemplar. Tipo, se eu olhar pro lado ela me olhar torto. Eu até já me acostumei, mas não significa que eu goste, né?

O pior é que nesta turma tem a Alice Brandon e suas amigas, Jéssica e Emily. Alice morre de raiva de mim porque namoro com o Jazz, pois a escola inteira sabe que ela é louca por ele desde sempre. Ela é a capitã das animadoras de torcida e se acha o máximo por ser filha do prefeito de Seattle. Ela é a típica garota problema do colégio que se faz de santa. Ela e Jasper tiveram diversos ‘vai e vem’, porém nunca tiveram um relacionamento sério e público como ele tem comigo. Enfim, acabei virando sua inimiga número um e até hoje ela dá em cima de Jasper sempre que pode.

A aula passa tranquila e quando estou saindo da sala, minha mãe me chama. Affs!

— Oi, mãe! — Eu digo sentando em sua mesa – Seja breve, meu intervalo é precioso. — ela revira os olhos – Fora que falar do governo de Thomas Jefferson me deixou meio zonza. De novo!

— Engraçadinha! — Ela diz terminando de arrumar suas coisas e caminho com ela para a porta. — Fiquei sabendo de um tal jantar na casa dos Cullens hoje. — Ela diz me encarando. Merda, esqueci de avisar!

— Ah sim, é verdade. Desculpe mãe, eu tinha esquecido de avisar. Os pais de Jazz me convidaram, o irmão dele está voltando para ficar devido à saúde da Sra Cullen. — Eu digo e ajeito minha saia. — A senhora vai me deixar ir né? — Eu pergunto.

— Claro que vou. Seu pai é que não vai gostar. Sabe que ele não gosta de saber das coisas por último. — Ela diz e eu concordo. — Você pretende dormir por lá, suponho. — Ela diz e eu abro um sorriso. — Bella, e suas atividades do fim de semana? Os exames estão chegando...

— Mãe, relaxa. Vou começar agora a tarde e faço o que sobrar no domingo. Talvez eu fique na casa dos Cullens amanhã, Rose me chamou para curtir a piscina. — Eu digo e minha mãe me encara no meio do corredor.

— Tudo bem, mas cuide das suas prioridades! — Ela diz e se encaminha para a sala dos professores enquanto eu vou almoçar com Leah.

As aulas da tarde, Francês e Desenho, são esgotantes. Principalmente a última, já que a professora Tanner estava de mal humor e fez todo mundo repetir 5 desenhos. Sério, se eu não precisasse muito me dar bem nessa matéria, eu a mandava tomar naquele lugar, juro!

Encontro com Leah na saída e nem sinal do Jazz. A última aula dele é Espanhol e ele provavelmente deve estar enrolado por lá, já que ele é péssimo. Mando uma mensagem para ele e nada. Resolvo pegar a carona de Leah na Ariel.

Chego em casa e vou direto para o meu quarto começar minhas tarefas. Os exames finais estão chegando e quero garantir boas notas nas atividades pra diminuir a pressão nas provas. Mas vou te falar viu, os professores foram maus neste fim de semana, todas as matérias tem alguma atividade. Eu deixo os exercícios de álgebra para fazer com Jasper amanhã pois sei que se eu fizer agora ele vai copiar de mim. Começo então pelo trabalho de física e depois a dissertação de estudos sociais.

Quando termino eu tomo um susto com o horário, 18h15. Vou correndo para o banheiro tomar o meu banho. Graças a Deus, tenho um banheiro no meu quarto. Quando eu saio encontro minha mãe com a cara enfiada no meu guarda roupas.

— Sério Dona Renée? — Eu digo sentando na penteadeira e desembaraçando meu cabelo molhado. — Eu acho que eu posso escolher minha roupa sozinha.

— Bella, se eu deixar nas suas mãos, você vai de jeans e camisa dos Beatles. — Ela diz e eu a fuzilo com o olhar.

— Ha-ha! Engraçadinha essa minha mãe — Eu digo, pego o secador e começo a escovar o meu cabelo. Ela coloca alguma roupa na minha cama e vem até mim.

— Quer que eu escove? — Ela pergunta. Eu assinto.

Ela escova todo meu longo cabelo castanho deixando-o ondulado nas pontas. Eu resolvo deixá-lo solto partido para o lado. Eu troco os meus óculos habituais pelas lentes de contato que uso pouco, pois sei que minha mãe odiaria que e fosse a uma festa com óculos na cara. A maquiagem é básica, base, pó, lápis e rímel. Dispenso o blush e passo um batom cor de boca. Eu olho para cama e vejo que minha mãe escolheu um vestido de festa eu reviro os olhos e me viro para ela.

— Ah Bella, você tem que se arrumar mais... são os Cullens! — Renée sendo Renée.

— Mãe, é só um jantar e os Cullens já sabem como eu me visto. — Eu digo para ela – Deixa que daqui eu me viro ta bom? — Ela não gosta, mas vai para a porta.

— Só não vá de jeans e camiseta, por favor! — Ela pede e eu dou uma risada, mas assinto para ela.

Quinze minutos depois eu desço para a sala. Acabo vestindo uma saia branca jeans até o meio das coxas e uma blusa de manga ¾ roxa com perolas bordadas. Minha mãe sorri quando me vê.

— Sapatilha Bella? — Ela pergunta acusadora. Eu dou uma gargalhada.

— Tanta coisa para dizer e tu reclama da sapatilha? Eu mereço! — Eu digo – Cadê o papai?

— Teve uma reunião de última hora e vai jantar por lá. — Ela diz – Coloca um saltinho, filha? — Eu reviro os olhos.

— Vai ficar bem sozinha? — Eu pergunto.

— Vou sim, não é como se fosse uma novidade, né. — Ela diz – Desde que você começou com Jasper não para em casa nos fins de semana. — Ela me olha – Bella, se cuide.

— Mãe, confie em mim. — Eu digo já sabendo onde ela quer chegar.

— Eu confio filha, não confio muito é nele. Sou professora dele a anos... só tome os cuidados necessários, ta bom? Ele é bem irresponável, apesar dos pais que tem.

— Mãe, ele tem melhorado, admita. Eu digo e sorrio – Pode deixar que eu sei me cuidar. Não pretendo mesmo te dar um netinho agora. Tenho muito o que fazer primeiro. — Ela sorri.

Nesta hora, ouço Jasper buzinar. Me despeço de minha mãe e pego minha mochila com meu material e roupas. Jasper está muito bonito numa calça preta e camisa polo verde escura, porém sua cara não é das melhores. Eu entro e ele dá partida após me dar um selinho. Em pouco tempo chegamos à sua casa.

A casa dos Cullens é um verdadeiro palácio do mundo moderno, a própria Esme que desenhou ela inteirinha. Sempre fui apaixonada pela construção e não importa quantas vezes eu venha aqui, eu sempre fico sem fôlego ao admirá-la. Jasper estaciona e nós entramos. Já há uma boa quantidade de pessoas na sala. Parentes e amigos próximos, cerca de umas 20 pessoas. Há um som ambiente tocando e todos estão com uma bebida.

— Bella! Que bom que você veio filha! — Esme diz assim que me vê. Ela está ao lado de algumas pessoas e eu me aproximo com Jasper. — Venha conhecer o Edward! — Ela diz e então o rapaz ao seu lado se vira para mim.

E tudo bem que eu já o vi por fotos, mas nenhuma fotografia faz a jus à sua beleza. Ele é magnífico!

— Bella este é o Edward! — Esme diz quando eu chego perto o suficiente. — Filho, esta é a Isabella Swan, namorada de Jasper! — Ela completa.

Edward está todo de preto. Sua camisa de botões preta lhe cai muito bem e seus músculos definidos dão toda a sugestão do que há por baixo. Meu Deus, o que é que eu pensando? Edward sorri torto e eu me perco. Que porra de sorriso é esse? Se o de Jasper é lindo, o dele é tudo. Tá, por que que eu comparando os dois?

— Prazer, Edward! Seja bem vindo! — Eu digo tentando parecer normal. Ele sorri novamente. Desta vez, há malícia e uma certa brincadeira em seu olhar e eu sinto meu corpo formigar inteiro.

Caralho!

Notas finais
Eita! Conhecendo um pouco dos nossos personagens né. E aí gostaram? Comentem para mim e me façam felizes! Beijinhos!