Notas iniciais
Oieee! Saudades de vcs galerinha!!! Então, estou melhorando e voltando aos poucos. Devagar e sempre.... devagar e sempre! Muito obrigada pelo carinho, orações e votos de melhora. Vcs são especiais demais nem mereço tanto. Deise Lovato, muito obrigada por digitar para mim e todo o apoio que você tem me dado. Minha gêmea, te amo! Quem quer saber quem abriu a porta??? Boa leitura!

Neste momento, alguém abre a porta do quarto num rompante.

Merda!

— Bella, você não sabe o que... – Começa Rose, porém ela para e fica me olhando.

Eu olho para Edward e ele se afasta. Rose continua olhando de mim para ele e então abre um sorriso malicioso.

— Atrapalho? – ela pergunta erguendo uma sobrancelha. Merda, merda, ela entendeu tudo!

— Não! – Eu digo quase gritando.

— Sim! – Fala Edward ao mesmo tempo. Rose o riso sugestivo dela aumenta para a resposta dele.

— Não atrapalhou nada! Edward estava apenas me ajudando a fazer a resenha do livro. – Eu respondo enfática, erguendo o exemplar de Jane Eyre.

— Entendo. – diz Rose, com cara de quem não acredita em mim.

Edward sorri torto e se levanta da cama, me devolvendo meu tablet com a resenha.

— Então Bella, — Ele diz e bagunça os cabelos. — A resenha ficou ótima, acredito que seu professor também vai gostar!

— É... obrigada pela ajuda! E pelo livro também – digo sem graça. Nós nos olhamos um pouco.

Rose pigarreia e nos desconecta.

— Sim Rose, o que te fez entrar correndo desse jeito no quarto, afinal? – indago.

— Ah sim amiga, você não sabe, aquela minha amiga da faculdade, a Kate, conseguiu colocar nossos nomes na lista daquela boate! – ela responde eufórica. Eu me animo também mas no segundo seguinte eu murcho.

— Eu sou menor de idade Rose! — Eu digo envergonhada.

— Relaxa, você vai estar comigo, ninguém vai reparar nisso. E o seu nome já vai estar na lista, eles não vão pedir documentos! – ela diz dando de ombros e meu sorriso volta.

— Que boate é essa? – Edward pergunta interessado.

— É uma boate chamada Caliente! Ela é basicamente, de música latina. Mas tem outros tipos de música também! – Rose responde. — Está bombando na cidade, tem mais ou menos um mês que inaugurou e é o assunto de Seattle. Porém, nunca conseguimos vaga! – ela prossegue.

— Tem como me encaixar também? Adoraria conhecer! – diz Edward animado, olhando pra mim. Eu fico quente com a possibilidade de dançar uma música latina com Edward.

— Vou ligar para minha amiga e ver se ela consegue, pois já conseguiu o meu e de Emmett, e o de Bella e de Jasper. – Rose fala. A menção a Jasper me faz tomar um banho de água fria e eu desvio o olhar do de Edward.

— Veja se consegue colocar o meu nome também! Vai ser uma noite muito interessante! – Ele olha pra mim de novo, dessa vez com um sorriso malicioso no rosto e sai do quarto.

Assim que ele sai, Rose olha pra mim, eu a olho de volta e tapo meu rosto.

— Bella, o que foi que aconteceu aqui? – questiona Rose.

— Não aconteceu nada, Rose. Como eu disse, ele estava me ajudando com a resenha. Mas quando eu vi, já estávamos um colado no outro. — Digo.

— Mas se eu não tivesse chegado... vocês teriam se beijado, amiga, eu vi isso! — Ela completa.

Eu suspiro.

— Eu sei... isso é loucura, mas tem um clima, uma conexão... não sei explicar.

— Estou no chão amiga, e devo admitir que eu nunca vi o Edward tão focado em alguém! – ela diz.

— Mas você nem conviveu tanto com ele pra saber... Quero dizer, eu acho que ele ta jogando comigo amiga. – Eu comento. — Olha pra ele, Rose, é adulto, maduro, não vai olhar pra mim desse jeito! – Continuo.

— Amiga, eu não sei não viu?! Mas vamos ver o que acontece... – Rose fala com um risinho.

Então ela sai do quarto e eu fico pensando no quase beijo entre Edward e eu.

Durante a tarde, eu, Jasper, Rose e Emmett ficamos na sala assistindo um filme de ação. Quando terminou, Emmett seguiu para casa para se arrumar e eu pedi a Jazz para me levar também, pois não tinha trazido roupas para sair para balada e eu precisava jantar com os meus pais, como prometi a minha mãe.

Entro em casa e encontro meus pais numa discussão filosófica sobre fato social. Eu reviro os olhos, povo de humanas.

— Boa tarde! — Digo entrando na sala de mãos erguidas – Estou em missão de paz! — Todos riem.

— Quase noite, hein mocinha? — Meu pai diz incisivo. Advogados, sempre dizendo o que querem. Eu olho para minha mãe que joga um ‘se vira’ para mim. — Daqui a pouco os Cullens vão levá-la de vez desse jeito.

Esse é o jeito magoado do meu pai de culpar os Cullens por eu ter decidido pela arquitetura e não pelo direito. De fato, conviver com Esme me fez ter certeza do que eu queria, mas eu já tinha desistido do direito a muito tempo. Mas como eu vou convencer um advogado?

— Pai, de novo com isso? Achei que advogados soubessem reconhecer causas perdidas. Eu sou de exatas, não nasci para discutir fato social num sábado à tarde com meu futuro marido. — Eu digo, sentando no sofá, e ambos me olham com cara de poucos amigos. Eu gargalho.

— Está muito saidinha essa menina! — Minha mãe diz balançando a cabeça e rindo também.

— Por falar em sair... depois do jantar, eu , o Jazz, a Rose e o seu namorado vamos a uma festa de aniversário de um amigo dos Cullens.

— Aniversário? — Meu pai indaga.

— Sim, um filho de algum empreiteiro tá fazendo dezoito anos, vão fazer uma baita festa e eu não posso deixar meu namorado ir sozinho, não é mesmo? Tudo muito seguro, vocês sabem como é esse povo rico. — digo, me sentindo um pouco mal por mentir, mas que pai deixa a filha de 17 anos ir numa boate?

— Tudo bem, mas só porque amanhã é domingo e não tem aula. — Meu pai diz e eu lhe dou um abraço bem forte.

— Obrigada, pai! — Digo.

Nos jantamos e depois eu subo para me arrumar. Vou ao meu closet e procuro uma roupa legal para o momento. Encontro um vestido preto, frente única e curto, e um salto nude, aberto, com duas tiras. Faço uma maquiagem simples, porém capricho no batom vermelho. Meu cabelo, deixo solto e volumoso, vários cachos caindo em minhas costas. Não sei porque, mas sinto uma grande excitação em torno dessa ida à boate. Deve ser a curiosidade, né mesmo?

Quando estou quase pronta, minha mãe entra no quarto com aquela cara de quem sabe mais do que diz que sabe.

— Sim Isabella, já sei que você disse a seu pai que vai a um aniversário. Porém, essa produção toda não é apenas para um aniversário, não é mesmo? Pode contar mocinha, aonde a senhorita vai?

— Então mãe... a Rose conseguiu entradas numa balada nova que inaugurou faz pouco tempo, muito bem falada pela cidade e tudo mais... – Respondo e minha mãe cruza os braços. — Por favor, não conta para o papai! Eu quero muito ir. E eu vou estar com a Rose, a senhora sabe que ela é super responsável. – Digo a ela.

Ela me encara por um momento.

— Tudo bem Bella, eu vou deixar você ir! Mas tome cuidado e volte cedo!

— Você é a melhor mãe do mundo! – Digo, dando um beijo nela. Então ela me ajuda a terminar de me arrumar.

Não demora muito e Rose chega para me pegar, já que combinamos de irmos no mesmo carro. Emmett vai dirigindo o Audi de Rose, ela vai ao lado dele e Jasper e eu no banco de trás. Sinto falta de Edward enquanto entro no carro.

— Ué, Edward não vai?

— Eu consegui colocar o nome dele na lista, mas ele vai um pouco depois. Disse que nos encontra lá. – Rose diz dando de ombros.

Então seguimos para a boate. A viagem de carro foi silenciosa, quando chegamos ao local, ficamos impressionados logo com a fachada do lugar. A Caliente é enorme, com luzes vermelhas na entrada. Tem uma figura de um casal dançando tango em neon, bem na fachada, com o nome em uma letra cursiva chamativa.

Dirigimo-nos para a entrada e demos nossos nomes, logo nos deixaram passar e nem pediram minha identidade. Ser vip é outro nível mesmo. Lá dentro, uma música em ritmo de lambada nos envolveu logo de cara e vários casais se jogam na pista. O bar fica no canto esquerdo, a pista toma todo o espaço e ainda tinha um DJ mais ao fundo.

Seguimos mais um pouco e encontramos as escadas da área vip, para onde logo subimos. Já no andar de cima, há outro bar, alguns garçons servindo as mesas, que são daquelas altas com quatro cadeiras e alguns puff’s do outro lado, na área mais escura no fundo.

Decidimos dançar e Jazz foi pegar as bebidas. Apesar de também ser menor de idade, Jazz se passa tranquilamente por alguém mais velho devido ao seu porte atlético. Eu estou dançando sozinha, enquanto Emmet e Rose se esfregam descaradamente ali perto. De repente, sinto uma mão segurar forte minha cintura. Quando me viro, esperando que seja Jazz e não um tarado qualquer, encontro Edward me olhando com aqueles olhos verdes intensos. Eu arfo e ele me puxa para ele, colando nossos corpos e conduzindo um rebolado meio obceno. Sinto minha respiração parar, meu corpo inteiro esquentar e minha calcinha umedecer. Eu mordo meu lábio inferior, completamente excitada.

— Meu irmão é muito idiota mesmo para deixar uma mulher maravilhosa como você, sozinha na pista! – diz Edward ao meu ouvido.

Porra!

Notas finais
Cheguei... cheguei chegando bagunçando a zorra todaaa! Comentem para mim! Beijinhos!