Ohana
8 A maravilhosa, espetacular, estupenda realização do sonho de uma fã, ou não...
Notas iniciais
Ora! Como ele ousa?!
Como eu ouso ser tão tola?!
Idiota, idiota, idiota!
A coisa toda começou com uma epifania da surfista rosada. Memorizando seu encontro com o vizinho Uchiha, percebeu que o que era para ser um momento chamado "Eu controlo a situação e de sobra me vingo dos desaforos do primeiro encontro" se tornou "Sasuke, abdome e companhiam tomam conta de tudo, vasculham seu celular e fazem você cortejá-lo descaradamente". Sentia-se envergonhada de sua fraqueza. As grandes mulheres que fizeram história no mundo não a deixariam se aproximar muito na hora do almoço. Algo como Regina George e o seu You can´t sit with us do filme Meninas Malvadas.
Mas não poderia dizer que estava arrependida. Não, isso nunca! Não quando tinha se dado tão bem com o menino mau que a enrolou. E depois, oportunidades não faltariam para que ela desse a volta por cima. E ela daria.
Dirigia sua adorável — e recentemente lavada — Lyz Taylor, ignorando os melindres de Hinata no carro. Todavia, uma hora teria que fazer sua melhor amiga calar a boca.
– Hinata, já chega! Você está me dando dor de cabeça!
– Você está com dor de cabeça? Eu estou com dor de cabeça! — a menina esfregava suas mãos freneticamente no vestido de musselina. — O Naruto-senpai sofreu um acidente de carro juntamente de um amigo e simplesmente desapareceu, d-e-s-a-p-a-r-e-c-e-u, entende? Eu estou preocupada e para piorar a situação sou chamada junto com você até a casa dos Sarutobi! A casa dos donos do Instituto Konoha, a casa dos chefões!
– Você fala como se eles fossem mafiosos, ou qualquer coisa do tipo. Chefões... pffff...
– Você ignorou o que eu disse sobre o senpai. Mas vejamos: Eles são os donos, mantém o colégio funcionando e pagam o salário dos funcionários. Então, sim! São os chefões. A questão é que eu tenho quase certeza que isso tem a ver com algo que você aprontou e eu fui envolvida por tabela.
– Primeiro: não me importo com seu senpai. Ele está bem, não é? Deve estar em Ibiza com alguma peituda enquanto os agentes abafam o caso. Segundo: eu não aprontei nada e estamos em recesso escolar. O que eu poderia fazer? Terceiro: vou fazer você engolir essas acusações e talvez me indenizar pelos desaforos.
– Oras!
– Silêncio.
***
Quando Elouisie viu Karin à porta dos Sarutobi, não podia estar mais feliz.
– Olha só, anãzinha, a Karin está ali. Portanto sou inocente, já que nunca aprontei nada na companhia dela.
– Isso não prova nada. Ela pode muito bem estar com um vídeo que te incrimine.
– Eu duvido.
Eloouisie passou direto por Hinata e voltou-se à Karin:
– Olá, também convocada pelos Sarutobi?
– Sim. O que será que eles querem? Olá, Hinata!
– Oi, Karin. Eu não faço ideia. — a Hyuuga respondeu tomando a dianteira.
– Vamos entrar. — Sakura sequer deu-se ao trabalho de fingir ser educada, adentrou a residência e foi recebida por um peculiar:
– Traidora!
– Konohamaru?
– Oi, megera! — o garotinho de dez petulantes anos saudou a surfista.
– O que eu fiz dessa vez? — sorrindo, a jovem sequer se abalou com a fúria do menino.
– Me negligenciou! É uma palavra nova que eu aprendi. Significa abandonar, não dar atenção. E foi o que você fez comigo! — um dedinho indicador acusava Elouisie de sua falta grave para com o menino.
– Olha, eu ando sem tempo pra ser sua babá, com os treinos e tudo mais. Eu sinto muito, Maru. Mas vou te recompensar no próximo sábado, okay? Toma uma balinha. — remexeu no bolso e entregou o doce ficando satisfeita ao ver que ainda comprava o menino tão fácil.
– Meninas, fico feliz que tenham vindo. — a voz aveludada era de seu adorável padrinho, Orochimaru.
– Tio!
– Diretor Orochimaru! — Saudou karin.
– Diretor...
– O que viemos fazer aqui? — Elouisie não tinha tempo para chatices formais.
– Elouisie! — Hinata repreendeu ao passo que Orochimaru riu:
– Sempre apressada, não? Pois bem, quero que conheçam uma pessoa. Bom conheçam pessoalmente.
Uma poltrona, que as meninas ignoraram, girou revelando um jovem relativamente alto, de olhos azuis e cabelos irritantemente loiros. Enquanto Karin formava um O com a boca, Sakura arqueava uma sobrancelha cética, Hinata hiperventilava e avermelhava o rosto.
– Oi, gente...
Uzumaki Naruto-senpai em pessoa.
Hinata resfolegava até que irrompeu a porta e saiu correndo para a rua. Sakura riu baixinho pelo quanto a situação era bizarra, até que foi atrás da amiga. Encontrou-a agachada ao lado de seu Jeep, ainda tentando encontrar fôlego.
Sakura agachou-se perto dela e segurou-lhe o queixo:
– Considerando o fato de que eu não aprontei nada e que o ídolo dos seus sonhos está bem ali, pertinho de você, acho que você me deve uma boa grana de indenização.
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