Oh my Gruvia
2 O Trote
Notas iniciais
Juvia POV's
Acordei gemendo em protesto quando o despertador tocou. Olhei o relógio, ainda faltava duas horas para a faculdade... Faculdade... Meu corpo tremeu quando uma lembrança invadiu minha mente.
*FLASHBACK ON*
– Seja bem vinda! À faculdade Fairy Tail! — Mira sorriu alegremente para mim.
– Hum... Obrigada? — Eu disse um pouco confusa enquanto observava o lugar.
– Ora ora... Bem não se preocupe, você vai perder esse seu gênio quando conhecer pessoas novas. — Mira disse, dando meia volta e olhando para os portões. — Apresentarei a você um monte de gente... isso é... caso você sobreviva.
– Que? — Olhei para ela curiosa e ri um pouco.
Mira nunca foi de brincar, então claro que estranhei, mas "caso você sobreviva" é uma brincadeira não é? Olhei para ela e ela estava séria.
– Você tá brincando não tá? — Ri nervosa.
– Claro que sim. — Ela disse, o que me fez sentir alívio. — Mas os meninos pegam pesado nos trotes, lembro que ano passado uma menina teve que ir pro hospital e... -
Parei de ouvir ficando nervosa de novo.
Ai meu deus! Ir pro hospital? E se esse ano acontecer de novo? E se a garota que for pro hospital for eu?! AI MEU DEUS e se eu for pro hospital e não puder voltar a tempo para assistir Grey's Anatomy??
– Juvia não quer ir pro hospital! — Gritei desesperada.
– Oe... Juvia por que está falando em terceira pessoa? — Mira perguntou curiosa.
Ah droga fiquei tão nervosa que voltei com a minha mania de criança? Meu deus preciso sair desse lugar agora! Como é possível isso acontecer depois de 4 anos sem esse problema? Juvia se recomponha!
–Não foi nada, eu só fiquei um pouco nervosa...- Boa garota, mulher de fibra, adoro isso!
– Ah tudo bem, não se preocupe, se você se esconder vai ter boas chances de escapar. — Mira disse para me tranquilizar.
Esconder?
*FLASHBACK OFF*
Esconder aonde pelo amor de deus? Nem conheço aquele lugar... Bem terei que me virar.
Levantei da cama e fui ao banheiro.
Fiz minhas necessidades, escovei os dentes, penteei o cabelo, coloquei uma roupa razoável. Quanto menos atenção eu chamar melhor, coloquei minha capa de chuva e saí. Fui andando até a faculdade, não era muito longe.
O clima estava úmido, um pouco agradável. Não estava quente ainda bem... Clima quente e úmido ninguém merece...
Alguns minutos depois parei em frente ao portão. O campus parecia abandonado, claro os espertos estavam se escondendo.
Dei o primeiro passo dentro daquela faculdade deserta.
Ouvi um grito e um monte de gente chegou com baldes de tinta, veteranos de todos os tipos possíveis corriam em minha direção.
~Kiaaah! — Corri até uns arbustos próximos do jardim e eles passaram direto em busca de uma presa.
Uma garota de cabelos curtos e azulados (quase do mesmo tom que o meu) levou um banho de tinta! Ela devia estar um pouco atrás de mim, se eu a tivesse visto teria ajudado.
– Desculpa... — Murmurei enquanto rastejava pela grama, tentando não ser vista, e deixava os gritos para trás.
Passaram-se alguns minutos e encontrei um prédio vazio. Entrei.
Subi até o térreo para ter ideia da situação.
Meu deus! A faculdade estava cheia de alunos correndo sujos de tinta, eu não podia acreditar no que estava vendo!
Pra minha sorte ~sarcasmo~ começou a chover. Ainda bem que estava com o guarda chuva, mas só foi eu abri-lo que pude ouvir passos atrás de mim.
Gray POV's
– Ora NATSU CONCENTRE-SE NOS NOVATOS! — Gray gritou para o rosado pouco depois de quase levar um banho de tinta!
– EU NÃO TENHO CULPA SE VOCÊ FICA NO MEU CAMINHO GUREI — O rosado gritou com uma veia saltando na sua testa.
– NÃO ME CHAME ASSIM SALAMANDRA FLAMEJANTE! — Gritei.
– QUER BRIGAR RASPADINHA DE GELO? — Ele disse.
– Pessoal! Se concentrem! — Erza gritou e nós paramos no mesmo instante.
– Hai! — Eu disse.
– Precisamos saber onde os calouros estão se escondendo ou o trote não vai atingir o recorde passado. — Erza disse ajeitando os óculos com uma expressão maligna.
– Hai hai! — Natsu disse, estava tão nervoso e ansioso quanto eu.
– Bem primeiro precisamos... — Erza começou a falar, mas foi parada com um grito.
– Alguém pegou a Lucy! Alguém pegou a Lucy! — Alzack disse enquanto corria.
– Que?! — Eu e Natsu dessemos juntos.
– Sim! Estávamos planejando um ataque quando ouvimos o grito dela e ela simplesmente sumiu! — Alzack gritou.
– Hum... — Erza moveu os óculos novamente. — Alguns novatos devem estar usando-a como refém para se proteger da tinta... ou como escudo!
– O QUE? QUE TIPO DE PESSOA DESUMANA USARIA ALGUÉM COMO ESCUDO?! — Natsu gritou.
– Qualquer pessoa que não queira levar um banho de tinta. — Eu disse.
– Imagine o banho que ela vai ter que tomar depois, temos que ajuda-la. — Erza falou.
Nesse momento Natsu fez uma cara pervertida e saiu correndo.
– Oe~ Espera Natsu! — Erza disse, mas ele foi rápido.
– Luche! Eu vou te ajudar a tomar banhooooo~- O pervertido bode rosa gritou antes de desaparecer.
– Depois eu sou o tarado. — Falei chocado.
– Gray! — Erza gritou e olhei para ela. — Vamos nos separar e procurar pela Lucy! Conto com você! — Ela disse enquanto saia correndo por outro corredor.
Me separei de Alzack e comecei a andar. Precisava de uma vista melhor da situação, então fui para o térreo.
Quando abri a porta me surpreendi com a chuva.
– Hein? Chuva desde quando está chovendo? — Disse.
– Pinga, pinga, gota. — Ouvi, e quando olhei para frente vi uma garota estranha de cabelo azul me encarando.
Juvia POV's
Olhei para a chuva com curiosidade... O céu estava chorando...?
– Hein? Chuva desde quando está chovendo? — Ouvi alguém dizer.
Olhei para o garoto que estava na porta. Ainda tinha cabelo, então muitas chances de ser veterano.
– Pinga, pinga, gota. — Falei em homenagem á chuva sobre nós.
Ele me encarou de volta e fiquei nervosa.
– Quem é você? — Ele perguntou um pouco confuso.
– Juvia... — Eu disse.
– Então Juvia mulher da chuva... — Nani?! — Desculpa, mas não me importa se você seja uma mulher ou mesmo uma criança, não vou deixar que os novatos machuquem a minha amiga.
Alguém traduz o que ele disse?
– Eu não sei do que está falando, mas... — Encarei. — Juvia não será uma adversária fácil... — De novo meu problema de infância dando as caras.
Estava nervosa enquanto ele me encarava de volta, será que eu tinha chance de fugir? Comecei a examina-lo.
Cabelos e olhos escuros, usava uma camisa branca com uma calça preta, algo simples, talvez que fosse descartável caso ele as perdesse para a tinta. Mas o que mais me impressiovana é como ele estava me encarando de um modo hostil...
Os meninos nunca me encaravam dessa forma... Eles babavam tanto por mim que chegava a ser chato, mas esse cara... É diferente... E até bonitinho...
De repente senti minha face esquentar.
– Sei... Muito bem aceito a derrota. — Eu disse dando meia volta.
– O QUE? VOLTA AQUI! — O garoto gritou, mas eu ignorei.
AAAH Juvia o que está errado? Meu coração está batendo tanto...
– Tá legal! Espera então! Tenho que saber o que aconteceu com a minha amiga! — Ele gritou, e o ouvi correndo até mim, o que fez meu coração pular mais.
Por que esse garoto não quer ser meu?! Virei para olhar para ele.
No mesmo instante ele escorregou e caiu sobre mim e nossos lábios se tocaram acidentalmente, o que me fez ficar muito vermelha!
O garoto se afastou rápidamente confuso, encarei ele pensando.
Um garoto que não caiu sobre o meu poder... Um beijo acidental... Será o destino?
– Agora voê conseguiu sua imbecil. — O garoto olhou para mim puto da vida.
MAS O QUE EU FIZ???
Ele começou a tirar a camisa.
E-EI POR QUE ELE ESTÁ TIRANDO A ROUPA? É MUITO RÁPIDO!
Então percebi que havia vários balões com tinta escondidos abaixo da roupa dele.
– LÁ VAI! — ele disse e jogou vários balões em minha direção.
Larguei meu guarda-chuva e desviei dos balões rápido.
– Como? — O garoto olhava chocado.
– Não importa o quanto você ataque! — Gritei olhando para ele. — Nunca deixarei você sujar essa roupa de tinta! — Parece que as pessoas não sabem o quanto é difícil tirar mancha!
Será que ele realmente acabou de me atacar? É claro ele é o inimigo... Juvia tem que controlar seu coração! É guerra!
A primeira coisa que fiz foi sair correndo.
– EU DISSE PRA ESPERAR! — O garoto gritou correndo atrás de mim.
Ele jogou mais balões de tinta e eu desviei. Estava vivendo perigosamente desse jeito!
– Você não pode acertar a Juvia. — Eu disse um pouco ofegante. Preciso ganhar tempo. — Essa sua amiga... Eu posso ajudar. — Ele olhou para mim atento. — Por favor pare com o trote, se fizer isso tentarei traze-la de volta...
– Não venha com papo furado! — O garoto gritou. — Esse trote já está longe demais para voltar atrás! Eu vou achar a Lucy, nem que custe as minhas roupas.
Não pode ser... Uma.. Uma rival do amor?
– Lucy é sua namorada? — Perguntei um pouco confusa. Talvez por isso ele não me queira.
– Não. — Ele disse.
ENTÃO POR QUE NÃO ME QUER?
Estava a ponto de parar de pensar e sair correndo quando senti algo pegajoso caindo sobre mim e o garoto... Tinta... Muita tinta...
– NÃO! MINHA ROUPA! — Eu disse toda suja e puta da vida.
Ouvi uma risada e procurei de onde vinha, VOU MATAR QUEM FEZ ISSO! Olhei para cima e vi uma loira, vaca leiteira, sorrindo com dois baldes de tinta vazios na mão.
– Opa... Acho que escorreguei. — Ela disse dando altas gargalhadas.
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