Oh my Gruvia

18 Memórias esquecidas


Notas iniciais
gente to p da vida, fui postar esse capítulo duas vezes e nas duas deu problema, se der de novo eu quebro alguma coisa (mentira, n tenho força pra isso). AVISO: Vou criar uma história sobre uma personagem nova, e quero opiniões, ela será um anti-herói e do sexo feminino, com tema de horror, quero ajuda para o cenário :3 qualquer ideia será bem vinda. Espero que gostem do capítulo e desculpem o atraso!

Juvia POV's

Alô? - A voz metálica (se é que é possível uma voz ser metálica em humanos) do idiota do Gajeel falou do outro lado da linha.

– Que merda de mensagem é aquela? — Perguntei puta da vida.

O que esse garoto tem? Por quê ele acha que tem o direito de me procurar em uma hora dessas?!

Falei para você me esconder e não para me ligar! — Ele desligou na minha cara.

Agarrei o celular forte e continuei andando.

Eu estava na rua, que porra de me esconder, me esconder é o cacete.

Parei ao lado de um bar e bati no vidro com força o bastante para fazer um barulho alto, olhei para dentro e no canto estava Gajeel que me encarava junto com vários outros homens.

Lancei meu olhar de raiva para ele, que se levantou devagar e veio em minha direção.

– Que merda de mensagem é aquela? — Perguntei quando ele se aproximou.

– Não deveria estar aqui... — Ele falou. — Aliás como soube que eu estava...? Quer saber, deixa para lá... Vejo que suas habilidades de Stalker melhoraram. — Ele riu um pouco e eu bati em seu ombro.

– Idiota! Eu fiz uma pergunta! — Falei.

– Não tem medo de que as pessoas te vejam comigo? — Ele perguntou o que me fez parar para pensar. — Juvia Loxar a modelo número dois de Magnólia falando com um delinquente.

Engoli em seco, mas aquilo não seria o bastante para me mandar embora.

– Desembucha.

Gajeel suspirou pesadamente e olhou para o lado.

– Lembra do nosso antigo grupo? Element Four? — Ele perguntou.

– Sim... Não tem como eu esquecer. — Falei.

Element Four... Eramos uma gangue de crianças na época, no começo apenas roubávamos comida e remédio, porém com a chegada de Gajeel os meninos começaram a ficar mais violentos, roubando coisas maiores e brigando muito, quando a coisa começou a desandar para as drogas eu resolvi abandonar o grupo.

Fechei a minha mão em punho, caso aquilo vazasse minha imagem estaria comprometida.

– Lembra daquele garoto irritante que gostava de você? — Ele perguntou.

– Totomaru? — Falei, todos sabiam que ele gostava de mim, já chegamos até a namorar quando eu tinha 16 anos, mas n combinávamos em nada.

– Sim, mas ele não atende mais por esse nome. — Ele disse.

– E por qual nome ele atende? — Perguntei sem nem pensar.

– Garin.

Prendi a respiração.

Gray POV's

– Hum? — Me virei para a janela ignorando o que o professor falava.

Tinha uma sensação ruim, preciso vê-la logo.

Juvia POV's

Como assim... Garin é o Totomaru? Não... Devem ser pessoas diferentes!

– Explique... — Pedi.

– Lembra quando vocês terminaram? Ele disse que nunca a deixaria sozinha... — Gajeel continuou a falar e eu apenas assentia, ouvindo com uma calma forçada. — Bem, logo após você virar modelo ele ficou obcecado achando que todos os caras da cidade iriam querer você, ele começou a te seguir e viu você andando com outros caras...

Me seguir? Que tipo de pessoa doente segue a outra? Além de mim óbvio.

– Ele decidiu mudar de identidade e de aparência, se você olhar para ele agora, vai pensar que é um professor de tão sério que aparenta, mas para falar a verdade ele está ficando cada vez mais doente, está ameaçando ir atrás do seu novo namorado Juvia...

Tudo dentro de mim desapareceu, toda aquela confusão desapareceu, minhas dúvidas foram substituídas por uma intensa vontade de proteger o Gray-sama.

– O que você disse? — Perguntei com a minha voz alterada por uma calma misturada com muita raiva.

Gajeel tremeu, a chuva começou, e bem forte por sinal, raios estavam no céu.

Qualquer pessoa que queira ferir o Gray tem que passar por mim.

– Ele foi a pessoa da moto? — A frase saiu sem minha permissão.

Gajeel deu de ombros.

– Não tenho certeza, mas acho que sim. — Ele falou.

Comecei a estalar os dedos das mãos.

– Certo. — Dei a volta.

– Para onde você vai Juvia? — Ele perguntou.

– Resolver tudo de uma vez. — Falei.

Comecei a correr pela chuva, como sempre havia esquecido meu guarda chuva em casa, corri até a minha casa, tranquei a porta e tirei as minhas roupas, ficando apenas de calcinha e sutiã.

Joguei minhas roupas molhadas no chão, depois eu cuido delas.

Liguei o Notebook e comecei a pesquisar qualquer coisa relacionada a Totomaru, tentei me acalmar, se ele ferisse o Gray de novo!

Se ele ferisse o Gray pela terceira vez...

Espera...

Terceira vez?

*Flash back on*

Eu estava sentada em um parapeito olhando as pessoas andando na chuva.

– Ei mulher da chuva, se você ficar ai vai ficar doente! — Alguém gritou de dentro do prédio.

Olhei para Totomaru com lágrimas nos olhos.

– Wendy está doente... — Falei.

Na época nós tínhamos 14 anos, Wendy estava com muita febre e com suspeita de pneumonia, mas o orfanato não tinha os remédios para trata-la em casa ou o dinheiro para leva-la ao hospital.

– Sim, eu fiquei sabendo. — Ele disse e sorriu. — É por isso que estamos indo pegar os remédios para ela!

– O que...? — Levantei e fui na direção dele.

– Vamos, é para uma boa causa! — Ele pegou a minha mão e me puxou para dentro.

*quebra de tempo*

– Que bom que tudo deu certo. — Totomaru falou.

Haviam passado poucos dias após nós conseguirmos os remédios, levamos uma bronca gigante por causa disso, mas pelo menos Wendy estava se recuperando bem.

– Sim! — Falei sorrindo enquanto andávamos. — Juvia está muito feliz.

Estavam todos lá, Gajeel, Aria, Sol, Totomaru e eu.

– Não fique tão feliz foram só alguns remédios idiotas! — Gajeel falou.

Não lembro muito desse dia, lembro que Totomaru e Gajeel começaram a brigar e Aria e Sol tentaram parar a briga.

Até que uma bola apareceu do nada, atingindo Totomaru na cabeça.

– Ai! — Ele gritou. — Quem foi o idiota que fez isso?!

Gajeel começou a rir enquanto meus olhos haviam sido pegues por um garoto só de calça e com cabelo e olhos escuros.

– Desculpa, eu estava ensinando minha irmã a jogar. — O garoto disse. — Pode jogar de volta?

– Desculpa o caralho! Se quiser vá buscar! — Totomaru gritou, irritado tanto com a bolada quando com a risada do outro.

Ele jogou a bola para o meio da rua.

– Ei que grosseria! — Eu disse e bati nas costas dele. — Não se preocupe, Juvia vai pegar para você! — Gritei já atravessando a rua.

– Espera Juvia! — Ouvi alguém gritar.

– Hã? — Olhei para o lado a ponto de ver um carro perto demais de mim.

– Cuidado! — Senti braços me jogando para o chão.

Não lembro bem... Não lembro bem...

Lembro de Totomaru e Gajeel balançando os braços na minha frente, Aria e Sol chorando, lembro de sentir sangue sobre mim, lembro de olhar para o lado e ver o garoto todo machucado.

Lembro de ver o Gray machucado.

Lembro do dia na praia quando perguntei que cicatrizes eram aquelas.

Lembro do meu pesadelo.

Lembro de ter sido salva mais de uma vez...

*Flash back off*

– Eu me lembro... — Murmurei entre soluços de um choro a muito tempo guardado.

Após alguns minutos me levantei e comecei a me arrumar, peguei todas as informações necessárias e fui embora, lembrando de pegar um guarda chuva dessa vez.

Olhei para a minha casa, não sabia por que, mas precisava fazer isso, eu estava deixando o único ponto que eu considerava seguro, para proteger quem eu amo.

Notas finais
yoooo gostaram? Mais uma vez me desculpem pela demora!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.