Harry’s POV

Estava no avião que vai para Manchester, junto com meu Tom, Danny e Dougie, e também todo o pessoal da equipe. Estou também com uma grande vontade de ir ao banheiro, mas eu já fui aos fundos três vezes e está lotado sempre. Como pode tanta gente sentir vontade de fazer xixi ao mesmo tempo?

Coloquei minha mão no bolso da jaqueta e peguei meu iPod. Escolhi algumas músicas pré-definidas pra ouvir dos Beatles, coloquei os fones no ouvido e tentei esquecer que preciso muito ir ao banheiro. Tom não parava de me olhar. O que será que tem em mim? Uma mosca no meu nariz? Uma espinha na minha testa? Ai credo! Espinha não! Eu sou Harry Judd, não tenho espinhas, certo? Certo.

– O que foi, Tom? – olhei para ele, semicerrando os olhos.

– Nada... – ele olhou pra frente e fingiu que não tinha nada. Mas tem algo mesmo?

– Agora fala. Tem algum bicho em mim?

– Nada, já disse. – olhou pra mim e sorriu. Odeio quando ele foge do assunto.

– Ah Tom, você é um porre mesmo. – olhei para Danny, estava ouvindo seu iPod também. – Ei Danny! – ele me olhou – Tem alguma coisa no meu rosto? Fala a verdade. – levanto uma sobrancelha, esperando a resposta.

– Não tem nada em você, Harry. – ele sorriu, e voltou a olhar seu iPod. Estou desconfiado que tenha realmente algo em mim.

– Se vocês estiverem mentindo, eu acabo com vocês. – dei uma risada, voltando a atenção ao meu Beatles, mas a vontade de ir ao banheiro era realmente grande, e comecei a dar aquelas reboladas nada masculinas.

– Harry, vá logo ao banheiro! – Tom gritou no meu ouvido.

– Ta bom, eu vou, que saco! – resmunguei e finalmente fui até o banheiro.

Cheguei perto das portas minúsculas do banheiro do avião e parei em frente a uma delas.“Como alguém consegue urinar aí dentro? É tão pequeno... Tão apertado... Nem meu Júnior cabe aí dentro!” Pensei comigo mesmo. Talvez tenha alguma mulher bonita aí dentro se trocando, então eu vou entrar. Bati na porta e ouvi dizerem que estava ocupado. A voz não é nada feminina. Porra, quero fazer xixi!

Uma ideia passou pela minha cabeça. Olhei para o lado, no fundo do corredor de funcionários, tinha uma janela aberta. Olhei para os lados e não vi ninguém à vista. Caminhei até a janela e coloquei meu membro pra fora.

– Ah, como é bom tirar água dos joelhos!

– Senhores passageiros, favor desencostem de suas janelas, iremos fechá-las em dez segundos. –ouvi a voz da aeromoça, mas não entendi direito o que ela falou. Continuei na minha, sorrindo pela grande ideia que tive.

– Só espero que não esteja atingindo nenhum cachorro lá em baixo. – disse, olhando pela janela.

De repente, a janela fecha rapidamente e vi tudo ficar escuro. Uma dor imensa tomou conta do meu corpo e não consegui ficar em pé. Cambaleei para trás e cai. A última coisa que vi foi Tom, Danny e Dougie ao meu lado gritando para que eu ficasse acordado.

No hospital...

Abri os olhos devagar. Estava em uma sala toda branca, cheia de aparelhos pelo meu corpo e Tom estava sentado perto da janela, conversando com Dougie. Levantei-me devagar, tentando ficar sentado, mas não consegui. Apenas levantei a cabeça e senti uma grande vontade de vomitar.

– Ah! Finalmente acordou. – Dougie disse vindo até mim.

– É, foi um estrago e tanto... – olhei para Tom que está olhando para o chão.

– O que aconteceu? Lembro-me de estar no avião e de repente tudo ficar preto... –tentei me lembrar e coloquei as mãos na testa.

– Hazz... – Dougie me olha com pena. – Aconteceu uma coisa horrível com você. – olho para ele tentando entender. Se foi horrível, como ainda estou vivo?

– Dougwash, deixa que eu explico para ele. – Tom tocou no ombro de Dougie e ele saiu do quarto devagar.

– Tom, o que houve comigo? – disse me cutucando, tentando achar o problema.

Harry... – ele respirou fundo – Hoje no avião, você teve a péssima ideia de urinar pela janela.

– Como péssima? –falei indignado – Foi a melhor ideia que eu tive desde que subi naquele pássaro de metal. Todos os banheiros estavam lotados, eu tive que fazer alguma coisa, certo?

– Sim, mas você não ouviu o que a aeromoça disse? – ele se aproximou de mim, me olhando fundo nos olhos.

– Não... – virei meu rosto para o lado tentando lembrar – Não lembro o que ela disse.

– Ela disse para se afastarem das janelas... – ele olhou para meu membro escondido em baixo do lençol branco.

– Não... –olhei assustado para meu membro, por cima do lençol – Tom, me diga que isso não é verdade... Não! – levantei devagar o lençol e logo em seguida desmaiei.

Tom’s POV

Saí do quarto de Harry depois que os médicos foram tentar reanimá-lo. Coitado... Perdeu a única coisa que o tornava famoso. Será que alguma garota ainda vai querer transar com ele?

Cheguei à recepção e dei de cara com Fletch, Dougie e Danny sentados. Eles se levantaram quando me viram.

– E aí? Vai ter solução? – pergunta Danny assustado – Vão recolocar?

– Calma! Ainda não sei de nada. O médico disse que talvez haja uma solução, mas primeiro terão que encontrar o... Mini Harry.

– Como assim encontrar o... Mini Harry? – Fletch entra na conversa curioso.

– É gente, o Harry botou o garotinho pra fora da janela e quando ela se fechou, partiu ele no meio. – todos fazem cara de “Oh meu deus” – O Júnior deve estar em qualquer lugar da pista... – falei

Isso se nenhum cachorro apareceu e comeu. – Dougie disse.

– Eca Dougie! Quem é que iria comer aquilo? – Danny disse enojado

– Olha, eu não sei, mas os médicos procuraram em baixo da janela que ele estava, e não encontraram nada.

– Já procuraram dentro do avião? Talvez esteja lá.

– Não Danny, se estivesse lá teríamos esbarrado nele enquanto ajudávamos Harry junto dos paramédicos. – vi Danny tentando imaginar a cena de algum de nós ter encostado naquilo... Nojento.

– Garotos, se o Harry não melhorar logo, o que diremos aos fãs? – Fletch nos faz virar para ele. – Não posso dizer para a mídia que Harry Judd perdeu seu instrumento de trabalho mais precioso. – olhei para o chão tentando achar uma resposta, mas não encontrei. Olhei para Fletch de novo.– Alguém precisa transplantar esse garotinho de novo o mais rápido possível.

– Mas enquanto não encontram, poderíamos tirar aquelas tão sonhadas férias, não é mesmo? – Dougie disse animado, batendo palminhas como um gay.

– Ele desmaiou quando soube. Espero que ele arranje um jeito bem radical de fazer xixi. – disse soltando um risinho.

– Tirando o xixi, ele vai ter é que arranjar umavenda e um vibrador.

– Para quê uma venda e um vibrador, Danny? – perguntei curioso.

– A venda pra tampar os olhos das garotas e um vibrador pra fingir que é o dele. – todos riram do comentário. – Ele não vai conseguir uma garota tão cedo...

Xii, então ele vai sofrer muito.– Dougie diz saindo da recepção. –Vou comprar um suco, até mais.– ele saiu do local rindo.

– Também vou com ele. – Fletch saiu logo após Dougie.

– Tom, você acha que o Harry vai se recuperar rápido?

– Ele é forte, mas se tratando deste assunto...– respirei fundo –Acho que talvez demore um pouco de tempo. Por quê?

Porque assim eu posso dar o troco de todas as vezes que ele disse que eu não tinha pênis.– estava feliz – Agora quem não tem um amiguinho, hein? Vou falar pra todas que ele é broxa.

Ai Danny! Quer destruir uma amizade de tantos anos assim? Com... pintos?– a frase teve duplo sentido, mas nem liguei.

Tom, quando ele falou aquelas coisas de mim eu aguentei, agora é a vez dele.– ele tocou em meu ombro e saiu andando.

Conversei com a recepcionista sobre o estado de Harry, ela me disse que ele ficará bem se souber manter contato físico longe do lugar afetado, e fazer uma higiene perfeita. Ela também disse que sexo pra ele irá demorar muito pra acontecer, e que ele terá que esperar muito pra que isso aconteça. Assenti em positivo e sai da clínica. Será terrível para nós, que teremos de ouvi-lo reclamar o dia todo de dor e que não poderá se excitar.

– Ele ficará bem, Tom – disse a mim com incerteza. Ficará mesmo? Harry Judd ficará bem sem seu brinquedinho?

Notas finais
deixem rewies, bjs.