Notas iniciais
Escrevi essa fanfic somente por diversão!
Espero que gostem (:

Acordei com a cara no chão. Literalmente. Minhas mãos estavam amarradas atrás do meu corpo e dificultavam minha locomoção, já que eu estava jogado no chão duro e gélido daquele apartamento.

Esfreguei minha face no pavimento e tentei levantar meu corpo, com sucesso. Abri os olhos com certa dificuldade, mas a claridade que entrava pela janela me cegou brevemente. Descerrei apenas um olho, e cheguei à conclusão que eu não poderia abrir o outro, pois o mesmo deveria estar inchado e dolorido por causa da ultima noite.

Agora sentado, encostei minhas costas à parede que havia atrás de mim, sentindo uma leve dor no atrito. Suspirei fundo, sentindo meu abdômen doer.

Eu estava horrível, um “caco”. E era tudo culpa dele. Mas o que eu poderia fazer? A única coisa que ele pede é que eu diga que o amo, mas eu relutei em dizer isso noite passada, e agora eu me encontro nesse quarto de paredes azuis com o corpo completamente dolorido e fragilizado.

O barulho da porta rangendo ecoou pelos meus ouvidos, e no mesmo instante virei minha atenção à mesma, para ver com apenas um olho que ele estava parado lá.

Frank Iero usava uma camisa branca levemente transparente, deixando suas tatuagens quase a mostra, e um suspensório ligado ao cós de sua calça social escura passando pelos seus ombros. Sorriu doce, sem mostrar os dentes, e juntou suas mãos em frente ao corpo, num gesto inocente.

Aproximou-se, ainda sorrindo e ajoelhou-se a minha frente. Ficou quieto, apenas me fitando, e eu o encarando com um olho só. Suspirou, passando a mão macia e tatuada em minha face. Tentei esquivar de seu toque, porém quando ele percebeu meu ato, deferiu um belo tapa onde antes acariciava.

– Não rejeite o meu carinho, Gerard! – Disse mudando completamente seu semblante, adquirindo uma expressão raivosa. Porém esta não durou por muito tempo e logo a pequena e violenta pessoa a minha frente já sorria novamente.

– Porque você fez isso? – Perguntei com dificuldade. Minha voz saiu rouca pela falta de uso.

– Eu só lhe pedi um pouco de carinho, meu amor, mas você continua me ignorando. Eu sei que você ama, custa demostrar? – Passou a mão no meu rosto, e agora não interferi, ficando em silencio. – Você me ama, não ama?

– Frank, eu...

– Gerard, diga que me ama. – Levantou e caminhou até aquele instrumento que estava abandonado no canto do quarto. Eu temia aquilo, e nunca mais assisti baseball depois da primeira vez que ele resolveu me bater com aquele taco de madeira.

– Eu te amo Frank, eu te amo demais! – Fechei os olhos, ou apenas o que ainda “funcionava”, aterrorizado.

– Eu também te amo, meu amor. – Aproximou-se novamente, sem o instrumento. – Eu vou fazer algo para você comer, deve estar com um grande oco no estômago. – Suspirou e sorriu. — Fique de joelhos.

– O quê? – Perguntei confuso e levantando o rosto para encará-lo.

– Fique de joelhos. – Repetiu. — Eu quero de fique de joelhos a minha frente. Agora, Way. – Juntou as mãos no mesmo gesto inocente de outrora.

Sem relutar mais, fiz o que foi mandado. Fiquei de joelhos a frente dele.

– Olhe para mim. – Ordenou e eu o obedeci.

Iero sorriu, passando os dedos por entre os fios do meu cabelo. Desceu a mão para o meu rosto e apertou minhas bochechas, fazendo meus lábios se formarem em um bico forçado. Inclinou seu pequeno corpo em minha direção, selando seus lábios nos meus.

– Eu te amo. – Largou meu rosto e virou-se de costas, indo em direção à porta. – Gerard?

– Eu também te amo! – Falei rápido, levemente desesperado.

– Continue de joelhos, amor. Eu já volto, não sinta saudades. – Saiu do quarto de paredes azuis e fechou a porta atrás de si.

Suspirei cansado, fazendo aquela mesmo dor no meu abdômen voltar. Ainda de joelhos, me arrastei até a pequena janela do apartamento, encostando meu rosto a ela. Fiquei ali, parado, olhando as pessoas felizes do lado de fora, enquanto eu estava trancado num apartamento com uma pessoa perturbada. Ninguém sabia que eu estava trancado ali. A única coisa que eu podia fazer era chorar.

Oh Deus, ele está me matando.

– Gerard, é bom que esteja de joelhos, amor!

Notas finais
Gostaram? AHSUHAU
BJO BJO BJO
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!